Questões de Concurso
Sobre outros transtornos em psicologia
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I. Evidências de declínio cognitivo pequeno a partir de nível anterior de desempenho em um ou mais domínios cognitivos (atenção complexa, função executiva, aprendizagem e memória, linguagem, perceptomotor ou cognição social). II. Os déficits cognitivos não interferem na capacidade de ser independente nas atividades cotidianas (i.e., estão preservadas atividades instrumentais complexas da vida diária, como pagar contas ou controlar medicamentos, mas pode haver necessidade de mais esforço, estratégias compensatórias ou acomodação). III. Os déficits cognitivos não ocorrem exclusivamente no contexto de delirium. IV. Os déficits cognitivos não são mais bem explicados por outro transtorno mental (p. ex., transtorno depressivo maior, esquizofrenia).
Assinale a alternativa CORRETA:
( ) Os indivíduos com transtorno dismórfico corporal são preocupados com um ou mais defeitos ou falhas percebidas em sua aparência física, que acreditam parecer feia, sem atrativos, anormal ou defeituosa.
( ) A dismorfia muscular, consiste na ideia de que o corpo é muito pequeno ou insuficientemente magro ou musculoso.
( ) O insight relativo às crenças do transtorno dismórfico corporal pode variar de bom até ausente/delirante. Em média o insight é bom.
Baseados na Obra de Paulo Dalgalarrondo – Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais, no que se refere às síndromes depressivas, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. No episódio de depressão e transtorno depressivo maior os sintomas depressivos precisam estar evidentes (humor deprimido, anedonia, fatigabilidade), diminuição da concentração e da autoestima, ideias de culpa e inutilidade, distúrbios do sono e do apetite sendo que os sintomas devem estar presentes por pelo menos duas semanas e não mais que dois anos de forma ininterrupta.
II. O Transtorno Depressivo Persistente (e Transtorno Distímico) é a forma crônica da depressão, que dura pelo menos dois anos ininterruptos, e sua intensidade pode ser leve, moderada ou grave.
III. Na depressão tipo melancólica ou endógena predominam os sintomas classicamente endógenos, podendo se apresentar como perda de prazer, incapacidade de sentir prazer ou falta de reatividade a estímulos (entre outros).
IV. Depressão psicótica ou depressão com sintomas psicóticos é uma depressão muito grave, na qual ocorrem, associados aos sintomas depressivos, um ou mais sintomas psicóticos, como delírio de ruína ou culpa, delírio hipocondríaco ou de negação dos órgãos.
V. A depressão ansiosa ou agitada é marcada por sintomas da ansiedade, tensão e inquietação motora. Nesse caso, a depressão é geralmente moderada ou grave e há um risco maior de suicídio.
A percepção corporal e a atuação motora, formam do ponto de vista neurológico e neuropsicológico uma unidade indivisível. Portanto, o esquema corporal sofre alterações quando acometido de um (ou mais) transtorno mental. De acordo com o texto, relacione as colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
I. Depressão grave.
II. Transtorno da personalidade histriônica.
III. Ansiedade grave.
IV. Crises de pânico.
V. Transtorno obsessivo compulsivo.
( ) Nesse transtorno são frequentes a despersonalização corporal e a sensação de morte iminente, de que o corpo irá entrar em colapso, desorganizar-se, sensação que irá ter um infarto ou derrame cerebral.
( ) A pessoa vive seu corpo como se fosse algo pesado, lento, difícil, fonte de sofrimento, e não de prazer. Sente-se fraca, esgotada e incapaz de fazer frente às exigências da vida.
( ) Pessoas com esse quadro podem sentir o corpo como sujo ou contaminado, tendo de esforçar-se constantemente para limpá-lo ou protegê-lo da contaminação.
( ) Indivíduos com esse quadro sentem o corpo comprimido, asfixiado, como se existisse uma pressão externa sobre ele, sobretudo uma constrição ou aperto no peito e garganta.
( ) Nesse caso, as pessoas podem tender a erotizar imensamente o corpo todo, mas, em contrapartida, sentir seus genitais e a atividade genital como insensíveis e perigosos.
( ) Na fobia específica, o sujeito sente medo acentuado e persistente de situações que envolvam se expor ao contato interpessoal, por exemplo, falar em público. ( ) As amnésias histéricas, nas quais o indivíduo esquece elementos significativos do ponto de vista psicológico, podem ser consideradas uma forma de histeria de dissociação. ( ) A neurose obsessiva é um transtorno de humor caracterizado por episódios repetidos de depressão, elevação do humor e hiperatividades leves. ( ) Pode-se entender a histeria como um teatro da subjetividade, ou seja, como um fundamento da construção subjetiva que tem seu eixo na ênfase da relação com o outro.
Assinale a sequência correta.
Os dados acima descritos são suficientes para um diagnóstico de
Caso clínico 10A2-I
Francisca, de quarenta e um anos de idade, servidora pública, apresentou, há um ano, diagnóstico de depressão, quando descobriu que sua filha, Maria, havia sido abusada sexualmente pelo pai, marido de Francisca à época. A menina, atualmente com cinco anos de idade, permaneceu um ano sem acompanhamento psicológico, embora tenha sido encaminhada pela instância policial aos serviços especializados de apoio, no momento dos fatos. A mãe decidiu, então, procurar serviço interno de psicologia, orientada por uma colega de setor, onde fez o seguinte relato: “Estou perdida e não sei o que fazer. Minha filha me pede para brincar com ela de coisas estranhas, sempre mencionando que era assim que o pai brincava com ela. Na escola, apresenta choro fácil, retraimento e baixa autoestima. Não quer ficar sozinha com ninguém, em lugar nenhum. Só fica comigo. Não tenho conseguido nem levá-la à escola. Ela não fica. Tem feito xixi na cama todas as noites. Não sei mais o que fazer. Às vezes, penso que queria desligar um botão, dormir e nunca mais acordar. Quando esses pensamentos ‘agoniam’ muito minha cabeça, tomo uns remedinhos, mas acordo com peso na consciência por ter deixado minha filha sozinha. Se um dia eu for desta para uma melhor, eu a levo comigo. O pai dela saiu de casa no dia em que descobri tudo. Ele negou, mas não tive dúvida. Havia alguma coisa estranha. Minha filha vivia com assaduras. Um dia, ao lhe dar banho, ela me perguntou se eu gostaria que ela pegasse nas minhas partes como o ‘papai pedia para ela’. Fui direto para a delegacia”.
A criança mora com a mãe — sem contato com o pai, por determinação judicial —, sob medida protetiva e apoio do programa de proteção à vítima.
Levando-se em consideração o caso clínico 10A2-I, o conceito e as temáticas da psicologia jurídica, bem como a atuação do psicólogo, julgue o item seguinte.
O relato da genitora permite concluir que Maria apresenta
parafilia em razão da violência sofrida durante o banho
com o pai.