Questões de Concurso
Comentadas sobre estresse laboral em psicologia
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Carlos, com 36 anos de idade, solteiro, trabalha em uma empresa de reciclagem de lixo há dez anos, mesma época em que a empresa iniciava suas atividades. Como pioneiro, de início tomava conta de toda a empresa, como uma espécie de gerente geral. Há dois anos, com o crescimento da companhia, foram contratados novos gerentes para as áreas específicas, e, desde então, a importância e a utilidade de Carlos na empresa vêm diminuindo. Carlos passou a trabalhar até mais tarde, inclusive nos fins de semana, em um afã de retomar a sua posição anterior. Sente-se cansado fisicamente, angustiado e explosivo, chora com facilidade, não consegue mais dar prosseguimento às outras atividades de sua vida cotidiana. O trabalho, que representou para ele fonte de satisfação pessoal e de orgulho, transformou-se em motivo de muito desânimo, de perda de apetite e sono, sentimento de desvalorização pessoal e vontade de morrer.
Considerando o caso hipotético acima, julgue o item, acerca de um diagnóstico diferencial entre os sintomas da síndrome de burnout ou de depressão.
Ações sobre as condições/higiene no trabalho e de mudança organizacional são práticas que ampliam a proposta de intervenção do psicólogo organizacional. Acerca desses movimentos inovadores, julgue o item seguinte.
Aspectos da organização e do conteúdo do trabalho como a
sobrecarga, conflitos e ambigüidade de papel são
considerados agentes estressores importantes. As condições
ambientais, tais como ruído, temperatura, vibração e
iluminação, devido à sua natureza, não são apontados como
estressores laborais.
Considere que um gerente tenha assumido o comando de uma loja de departamentos e que as orientações para gerenciamento de sua equipe provenham de dois departamentos diferenciados e sejam muitas vezes divergentes. Nessa situação, a ambigüidade de papéis será vivenciada por esse gerente.
A sobrecarga de trabalho pode ser vivenciada por uma pessoa que não tenha grande quantidade de trabalho para realizar, mas que deva realizar tarefa cujo grau de dificuldade seja superior a sua capacidade.
Jorge é um rapaz de 26 anos de idade, recém-formado em economia e recém-admitido em um órgão público, após aprovação em disputado concurso de nível nacional. Após dois meses de trabalho, Jorge procurou o serviço de psicologia do órgão com queixas de depressão e exaustão física e mental. Jorge relatou à psicóloga que sempre teve dificuldades para ficar mais de uma hora fazendo a mesma tarefa ou para ficar sentado em um mesmo lugar; que esquece compromissos com facilidade, perde seus pertences miúdos como chave, telefone celular e óculos de sol; e que deixa de guardar livros e papéis porque se o fizer não consegue encontrá-los. Ao relatar sobre a infância, Jorge disse ter sido uma criança muito falante e ativa que brincava o tempo todo, subia em muros, árvores e armários, tendo como conseqüência disso uma série de cicatrizes pelo corpo e um braço comprometido, resultado de quatro fraturas sucessivas. Sua mãe sempre se queixava da desorganização que ele promovia pela casa e da desobediência, dizendo que falar com ele era o mesmo que não falar - mas ele diz nunca ter tido a intenção de desobedecer. Jorge relatou também algumas reprovações em seu histórico escolar, mas não reconhece dificuldade especial em nenhuma disciplina. Agora que se formou e conseguiu seu primeiro emprego, diz que não consegue se concentrar, esquece reuniões e tarefas e está muito cansado, desestimulado, sentindo- se incompetente e sem perspectiva de futuro. Acha que está deprimido e solicita atendimento psicoterápico.
Jorge é um rapaz de 26 anos de idade, recém-formado em economia e recém-admitido em um órgão público, após aprovação em disputado concurso de nível nacional. Após dois meses de trabalho, Jorge procurou o serviço de psicologia do órgão com queixas de depressão e exaustão física e mental. Jorge relatou à psicóloga que sempre teve dificuldades para ficar mais de uma hora fazendo a mesma tarefa ou para ficar sentado em um mesmo lugar; que esquece compromissos com facilidade, perde seus pertences miúdos como chave, telefone celular e óculos de sol; e que deixa de guardar livros e papéis porque se o fizer não consegue encontrá-los. Ao relatar sobre a infância, Jorge disse ter sido uma criança muito falante e ativa que brincava o tempo todo, subia em muros, árvores e armários, tendo como conseqüência disso uma série de cicatrizes pelo corpo e um braço comprometido, resultado de quatro fraturas sucessivas. Sua mãe sempre se queixava da desorganização que ele promovia pela casa e da desobediência, dizendo que falar com ele era o mesmo que não falar - mas ele diz nunca ter tido a intenção de desobedecer. Jorge relatou também algumas reprovações em seu histórico escolar, mas não reconhece dificuldade especial em nenhuma disciplina. Agora que se formou e conseguiu seu primeiro emprego, diz que não consegue se concentrar, esquece reuniões e tarefas e está muito cansado, desestimulado, sentindo- se incompetente e sem perspectiva de futuro. Acha que está deprimido e solicita atendimento psicoterápico.
A intenção paradoxal pode ser utilizada no tratamento do sono dessa paciente, se for solicitado a ela que permaneça acordada o máximo de tempo possível após deitar-se à noite para dormir.
No quadro descrito, a possibilidade de depressão é descartável.
Os sintomas descritos indicam a possibilidade de algum transtorno do sono. Nesse caso, a relação pode ser circular, em que os problemas com o sono potencializam os problemas no trabalho, os quais pioram as condições de sono.
A paciente e o terapeuta devem discutir, após a avaliação, os comportamentos finais que a paciente deseja desenvolver, de modo a aumentar sua satisfação no trabalho. Após consenso, o terapeuta estará instrumentalizado para elaborar o programa de intervenção.
Julgue o item seguinte, relativos ao atendimento psicológico para essa funcionária.
Essa paciente tem alto nível de assertividade.
O relato do paciente permite concluir que ele sofre de apnéia do sono.
O paciente considerado, se ainda não abusa, está em risco de abuso de álcool e(ou) outras substâncias.
A atividade física é contra-indicada como técnica de manejo do estresse para policiais destacados para realizar atividades externas e perigosas, porque eles necessitam de repouso em vez de mais ação.
A intervenção em grupo, para manejo do estresse entre policiais, é adequada porque, entre outras vantagens, permite a discussão e o aprendizado de novas estratégias de enfrentamento.
A intervenção psicológica deve priorizar a remoção, do repertório do policial, do padrão comportamental chamado personalidade tipo A, porque esse padrão predispõe o organismo ao estresse.
O estado de alerta contínuo e a incapacidade para relaxar não são indicadores de estresse para policiais porque a tarefa que a eles compete requer esse tipo de comportamento.
Uma técnica útil para reconhecimento do estresse pelo próprio indivíduo é o monitoramento da tensão muscular, que pode ser ensinado por meio do relaxamento muscular progressivo de Jacobson.