Questões de Concurso Comentadas sobre cid-10 e dsm em psicologia

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Q1290654 Psicologia
Levando-se em conta os critérios do DSM-V, as alternativas abaixo são critérios para Transtorno de Conduta, EXCETO:
Alternativas
Q1289439 Psicologia
Estudo de caso (Brito & Duarte, 2004): 

    O nome adotado no Estudo de caso é fictício. Helena, uma mulher de 53 anos de idade, era casada com um administrador de empresa desempregado e tinha três filhos, sendo duas mulheres e um homem. Era a filha mais velha de cinco irmãos. Descreveu o pai como uma pessoa rígida, verbalmente abusiva, perfeccionista. Já a mãe, descreveu como sendo uma pessoa dócil, dependente, passiva, prestativa e sem ambições.
    Relatou que se casou aos dezesseis anos para sair de casa, pois até então, não tivera liberdade. Só quando colocou uma aliança no dedo” pôde sair só com o noivo, e, mesmo assim, com longas admoestações do pai que temia que ela se perdesse na vida. Depois que concluiu o primeiro grau, empregou-se numa empresa pública que estava para ser privatizada. 
    Esta questão deixou Helena indecisa se deveria aposentar proporcionalmente ou não. Adiou a decisão, pois gostava do trabalho e dos colegas.
    Helena e a família estavam passando por dificuldades financeiras devido à demissão do marido. Esta situação a incomodava bastante, pois o filho queria se casar e na sua avaliação o momento não era propício. Recentemente Helena experimentara uma ligeira tontura. Com o passar do tempo sua tontura piorou e ela começou a sentir o aumento de sua freqüência cardíaca, juntamente com tremores e transpiração excessiva. Sua respiração estava cada vez mais ofegante, sentia a boca seca e dores e pressão no peito.
    Com o agravamento dessas manifestações, ela deixara de sair de casa. Não ia a bancos e supermercados, não fazia compras e não ia à casa das filhas visitar os netos. Quando um deles se machucou, ela correu, tirou o carro da garagem, mas quando se viu na rua, teve a sensação de que ia morrer. Voltou com o carro para a garagem e solicitou ao esposo que a levasse até o neto. Ainda assim, experimentou um intenso pavor durante o trajeto, pavor esse que se repetia a cada dia quando saía de casa para o trabalho na companhia do marido. Helena deixou de dirigir.
    Após realizar exames médicos de rotina, foi diagnosticada como sofrendo de distúrbio neurovegetativo. A qual foi orientada a tomar a medicação prescrita e não levar as coisas da vida tão sério. Não satisfeita com o diagnóstico, procurou um cardiologista e a seguir um psiquiatra com o qual se tratou farmacologicamente por seis meses sem sucesso.
    Procurou uma psicóloga, onde na ocasião nas duas primeiras sessões do processo terapêutico foram usadas para reunir informações. A queixa inicial incluía descrições de taquicardia, sudorese, tonturas, tremores, perda de controle, sensações de morte iminente, pavor e sufoco. Também relatou problemas no sono, dificuldades de concentração, receio de ficar só, e comportamentos de evitação que incluíam a recusa em dirigir. Como parte da avaliação, Helena respondeu ao Questionário de História Vital (Lazarus, 1980) que confirmou os eventos relatados na entrevista inicial.
    Em seguida, Helena foi orientada a praticar o relaxamento em casa pelo menos três vezes ao dia. A hiperventilação foi usada na presença da terapeuta para evocar os sinais característicos dos respondentes fisiológicos, tais como palpitações, tremores, tonteiras, sensações de falta de ar, vertigens e sudorese. A aplicação desta técnica pode ser compreendida através do fragmento de sessão abaixo:
    T = Helena, gostaria de fazer uma demonstração para ajudá-la a compreender os sinais de ansiedade que tanto te incomodam.
     C = Ah, não! Só de pensar nisso tudo, tenho medo.
    T =Isso poderia ajudá-la a controlar aquelas sensações desagradáveis... 
    C = Ah, meu Deus! Eu não vou conseguir...(começa a chorar) Após várias considerações e hesitações, Helena concordou.
    Antes de realizar a técnica de hiperventilação, a terapeuta aproximou-se de Helena, tomou-lhe a mão e perguntou: Vamos começar?”.
    T = Agora, gostaria que você respirasse muito rápido, inalando o ar através da boca como se estivesse realmente sem fôlego. Observe como eu estou fazendo (a terapeuta começa, então, a respirar pela boca demonstrando a Helena como ela deveria proceder).
    T = Está pronta?
     C = Sim.
    T = Então comece a respirar da maneira que lhe demonstrei. Vamos iniciar juntas. Está bem?
    A terapeuta acompanhou Helena no princípio do exercício de hiperventilação e a encorajou a concluí-lo sozinha por um minuto e meio a dois minutos. Ao final do exercício, soltou sua mão e retornou ao seu lugar.
    T = Muito bem. Agora, levante-se.
    C = Oh, meu Deus? Estou ofegante. 
Parece que vou desmaiar.
    C = Meu coração bate muito forte, estou tonta... Acho que se não estivesse sentada, iria desmaiar aqui mesmo.
    T = Penso que realmente é muito desagradável para você sentir-se assim. Agora, feche os olhos e comece a respirar lentamente, suavemente... Isso... Muito bem! Continue assim, respirando lenta e suavemente da maneira que você aprendeu no relaxamento. Pausa... Você se sentirá bem melhor. Pausa... Continue a respirar assim: inalando o ar pelo nariz e exalando-o pela boca... Pausa...
    T = E, então? Como está se sentindo agora?
    C = Acho que se você não estivesse aqui comigo, eu teria desmaiado.
    T = Você não desmaiou. Isso já ocorreu durante estes momentos em que experimentou tais sensações?
    C = Não, nunca desmaiei.
    As sessões prosseguiram e Helena começou a obter resultados verificando que os pensamentos disfuncionais acerca do medo de sair de caso estavam diminuindo e já conseguia ir na padaria e em outros locais.
Qual a hipótese diagnóstica para o problema de Helena?
Alternativas
Q1287264 Psicologia
Segundo o DSM-5, são critérios diagnósticos do transtorno obsessivo-compulsivo, a presença de obsessões, compulsões ou ambas. As obsessões são definidas por:
I. Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e indesejados e que, na maioria dos indivíduos, causam acentuada ansiedade ou sofrimento. O indivíduo tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação.
II. Comportamentos repetitivos (exemplo: lavar as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais (exemplo: orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que o indivíduo se sente compelido a executar de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas.
Alternativas
Q1287249 Psicologia
Cerca de 10% da população pode ter um diagnóstico de fobia social. Geralmente, para estas pessoas, falar em público e encontrar estranhos são experiências assustadoras. Sobre o Transtorno de Ansiedade Social (TAS), assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1286967 Psicologia
Segundo o DSM-5 (2014), o Transtorno de Ansiedade de Separação se caracteriza por:
Alternativas
Q1280778 Psicologia
O psicólogo, em muitas situações, trabalha com diagnósticos psicopatológicos, ou em situações relacionadas a ele, seja em ambientes terapêuticos como serviços de saúde mental ou mesmo em serviços voltados a recursos humanos e saúde do trabalhador. Sobre diagnóstico de transtornos mentais, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q1253983 Psicologia
Mulher de 39 anos relata a seguinte queixa ao psicólogo: tem o hábito de queimar objetos, mas não identifica o motivo. Já incendiou uma propriedade pública, sem ter um ganho aparente com isso. Descreve uma tensão antes de iniciar a ação e uma excitação intensa após a realização desses atos. Esse interesse em assistir ao fogo e por assuntos relacionados persiste por anos de modo impulsivo. Não trouxe relatos de delírios ou alucinações nessas situações. Apresenta boa memória e capacidade de considerar os sentimentos de outras pessoas, na maioria das relações. Sem menção a furtos ou agressões. Segundo a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10, qual é o diagnóstico mais provável dessa mulher?
Alternativas
Q1246164 Psicologia
Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), qual das afirmações abaixo NÃO condiz com os sintomas de Transtorno Depressivo Maior?
Alternativas
Q1243856 Psicologia
Segundo o DSM-V (2014), qual o Transtorno que se caracteriza por déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, incluindo déficits na reciprocidade social, em comportamentos não verbais de comunicação usados para interação social e em habilidades para desenvolver, manter e compreender relacionamentos?
Alternativas
Q1241984 Psicologia
As mudanças nos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos - DSM-5, em relação ao anterior, apresentam dificuldades para a identificação dos Transtornos de Aprendizagem – TA, e sobretudo para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH. Estas implicações dificultam a atuação, durante a avaliação diagnóstica, não apenas para os médicos, mas também para psicólogos, psicopedagogos e professores.
A principal mudança que o DSM-5 apresenta é uma mudança de visão quanto ao diagnóstico de TA, em que a ênfase deixa de ser a discrepância da habilidade de leitura, escrita ou matemática em relação ao QI e passa para o desempenho inadequado da habilidade de acordo com testes padronizados para:
Alternativas
Q1241963 Psicologia
Os transtornos fóbico-ansiosos (F40) estão no Grupo de transtornos nos quais uma ansiedade é desencadeada exclusiva ou essencialmente por situações nitidamente determinadas que não apresentam atualmente nenhum perigo real. Segundo o CID-10, fazem parte dos transtornos fóbico-ansiosos:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FASTEF Órgão: UFCA
Q1239236 Psicologia
No transtorno de ansiedade generalizada, o foco está na preocupação exagerada com os eventos da vida cotidiana, sem motivos óbvios. Os motivos que alimentam o transtorno se manifestam, especificamente:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: PS Concursos Órgão: Prefeitura de Turvo - SC
Q1222115 Psicologia
Os transtornos neurocognitivos (TNCs) (referidos no DSM-IV como “Demência, Delirium, Transtorno Amnéstico e Outros Transtornos Cognitivos”) são delirium, seguido por síndromes de TNC maior, TNC leve e seus subtipos etiológicos. Entre os critérios de diagnóstico de transtorno neurocognitivo leve estão: 
I. Evidências de declínio cognitivo pequeno a partir de nível anterior de desempenho em um ou mais domínios cognitivos (atenção complexa, função executiva, aprendizagem e memória, linguagem, perceptomotor ou cognição social).  II. Os déficits cognitivos não interferem na capacidade de ser independente nas atividades cotidianas (i.e., estão preservadas atividades instrumentais complexas da vida diária, como pagar contas ou controlar medicamentos, mas pode haver necessidade de mais esforço, estratégias compensatórias ou acomodação).  III. Os déficits cognitivos não ocorrem exclusivamente no contexto de delirium.  IV. Os déficits cognitivos não são mais bem explicados por outro transtorno mental (p. ex., transtorno depressivo maior, esquizofrenia). 
Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: OBJETIVA Órgão: Prefeitura de Tupanci do Sul - RS
Q1220437 Psicologia
Segundo o DSM-5, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(  ) Os indivíduos com transtorno dismórfico corporal são preocupados com um ou mais defeitos ou falhas percebidas em sua aparência física, que acreditam parecer feia, sem atrativos, anormal ou defeituosa.
(  ) A dismorfia muscular, consiste na ideia de que o corpo é muito pequeno ou insuficientemente magro ou musculoso.
(  ) O insight relativo às crenças do transtorno dismórfico corporal pode variar de bom até ausente/delirante. Em média o insight é bom.
Alternativas
Q1216698 Psicologia
O DSM-5 traz uma característica aos transtornos inseridos no capítulo Transtornos Disruptivos do Controle dos Impulsos e de Conduta, que é fundamental para a avaliação de uma pessoa, das suas funções mentais e as possíveis alterações inerentes a tais transtornos. Assinale-a.
Alternativas
Q1173911 Psicologia
Segundo o DSM-V, a incapacidade de iniciar e persistir em atividades direcionadas para um objetivo denomina-se:
Alternativas
Q1173294 Psicologia
Estudo de Caso

A paciente E.S tem 22 anos, trabalha como auxiliar administrativa e faz curso superior, mora com os pais e namora há oito meses e passa a maior parte do tempo na casa do namorado. Procura se distanciar do contato dos pais dela, pois não têm uma boa relação entre si, pois seu pai sempre esteve ausente em sua vida e, segundo ela, nunca lhe deu nenhum presente. Dentro do âmbito familiar, afirma que nunca recebeu orientação sexual, pois o pouco que soube foi na rua, e com pessoas inexperientes e que ficava incentivando-a para que perdesse a virgindade.
A paciente procurou o atendimento na clínicaescola relatando que sempre quando vai sair de casa tem de conferir todas as tomadas, janelas, portas e registro do gás, mesmo sabendo que está tudo organizado, pois tem o pensamento de que, se não conferir as coisas, a casa vai pegar fogo, apesar de não ter vivenciado algo dessa natureza. Outra queixa relatada na primeira sessão foi o fato de não ter tido nenhum tipo de carinho do pai, pois ele não apresentava ter afeto a ela, mas apenas para seus irmãos, momento em que chora e diz ter nascido de uma gravidez indesejada, pois sua mãe tomou medicamento para abortá-la. As únicas lembranças que tem do pai no período da infância são dele batendo na mãe, e com medo de apanhar corria para se esconder. A paciente relatou que esses pensamentos e comportamentos de verificação ocorrem desde os 10 anos de idade, sendo que esse pensamento gera ansiedade e, como forma de aliviá-la, verifica os objetos. Na maioria das vezes, quando vai para o trabalho, volta para casa para conferir as tomadas, portas e registro do gás, pois tem o pensamento de “se eu não voltar para olhar, a casa vai pegar fogo”.
E.S relatou ainda que, quando tinha 10 anos, seu irmão foi cozinhar ovos, esqueceu o fogo ligado e isso quase resultou em incendiar a casa, sua mãe brigou muito com ele e disse para todos os filhos prestarem mais atenção. A partir desse evento, E.S relata ter começado a conferir as coisas, com medo de acontecer algo de errado, e ser a principal culpada. A cada atendimento, a paciente E.S trazia elementos para que pudéssemos organizá-los e trabalhar com mais precisão. Questionada se procurou ajuda de um médico psiquiatra, foge do assunto. Na segunda sessão, a paciente trouxe novamente elemento significante, o qual já havia verbalizado na entrevista inicial, relacionada ao comportamento de verificação, pois quando surgia o pensamento relacionado às tomadas, janelas e registro do gás, por mais que soubesse que estava tudo organizado, não conseguia controlar esse pensamento e isso desencadeava grande ansiedade, e como suporte para aliviar essa ansiedade, verificava todas as tomadas, janelas e registro do gás. Retoma-se a necessidade de ajuda de um psiquiatra, mas percebe que E.S não está sendo receptiva a ideia.
O terapeuta verificou que as obsessões vinham como ideias, imagens, pensamentos que invadem a consciência de forma repetitiva, já o comportamento de verificação surge de forma compulsiva como mecanismo para aliviar uma ansiedade, o que fornece um caráter egodistônico a esses tipos de sintoma. Essas obsessões estão associadas a pensamentos do tipo: “a tomada do ferro está ligada”, e a partir desse pensamento o indivíduo cria várias outras ideias: “se eu não verificar, a casa vai pegar fogo e eu serei a culpada”, o que cria mais ansiedade, como forma para alívio dessa ansiedade, sempre quando se tem o pensamento obsessivo, surge o comportamento compulsivo de verificar (Bezerra & Assis, 2017).

Diante do Estudo de Caso responda a questão.
Qual a hipótese diagnóstica para o problema de E.S.?
Alternativas
Q1172770 Psicologia
De acordo com o modelo alternativo do DSM-5 (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014) para os transtornos de personalidade, qual transtorno possui como características típicas instabilidade da autoimagem, dos objetivos pessoais, das relações interpessoais e dos afetos, acompanhada de impulsividade, exposição a riscos e/ou hostilidade?
Alternativas
Q1169542 Psicologia
De acordo com o DSM-V, sobre a Classificação dos Transtornos do Comportamento e Déficit de Atenção, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1168887 Psicologia
Segundo a CID-10, o transtorno caracterizado por autodramatização, teatralidade, expressão exagerada de emoções, sugestionabilidade, afetividade superficial e lábil, busca contínua de excitação, sedução inapropriada em aparência ou comportamento e preocupação excessiva com atratividade física corresponde ao transtorno de personalidade
Alternativas
Respostas
761: A
762: E
763: B
764: B
765: A
766: A
767: B
768: B
769: D
770: C
771: E
772: D
773: E
774: A
775: C
776: B
777: E
778: A
779: C
780: D