Questões de Concurso Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino religioso em pedagogia

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Q1118312 Pedagogia
O Ensino Religioso no Brasil, a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei Nº 9.394 de 20/12/1996), no artigo 33, com a redação da Lei Nº 9.475/97, de 22 de julho de 1997, passa a ter nova concepção.
A partir das Diretrizes
Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental, Resolução Nº 02/97, passa a ser reconhecido como uma disciplina da área do conhecimento e, como tal, deve articular-se com as demais áreas.
Analise
os pressupostos a seguir sobre os conteúdos do Ensino Religioso nas escolas de Ensino Fundamental da rede pública:

I. da concepção interdisciplinar do conhecimento, sendo a interdisciplinaridade um dos princípios de estruturação curricular e da avaliação;
II. da
necessidade de contextualização do conhecimento, que leve em consideração a relação essencial entre informação e realidade;
III. da
convivência solidária, do respeito às diferenças e do compromisso moral e ético;
IV. do
reconhecimento de que o fenômeno religioso é um dado da cultura e da identidade de um grupo social, cujo conhecimento deve promover o sentido da tolerância e do convívio respeitoso com o diferente.

Estão
corretos os pressupostos:
Alternativas
Q1106775 Pedagogia
Alteridade (Frei Betto)
O que é alteridade? É ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade , dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem. A nossa tendência é colonizar o outro, ou partir do princípio de que eu sei e ensino para ele. Ele não sabe. Eu sei melhor e sei mais do que ele (...). Dentro desse quadro, o desafio que se coloca para nós é como transformar as instituições pilares da sociedade em que vivemos: Família, Escola, Estado (o espaço do poder público, da administração pública), Igreja (os espaços religiosos) e Trabalho. Como torná-los comunidades de resgate da cidadania e de exercício da alteridade democrática? O desafio é transformar essas instituições naquilo que elas deveriam ser sempre: comunidades. E comunidades de alteridade. .
Tendo como responsabilidade a formação para a alteridade, o papel do Ensino Religioso na educação formal das pessoas e da sociedade é ampliada, devido, exceto:
Alternativas
Q1106774 Pedagogia
Analise o texto a seguir.
O importante é que os estudos sistemáticos sobre os Novos Movimentos Religiosos (NMRs) nos ajudam a perceber que as pessoas da modernidade não são menos religiosas que as de outrora, que a religião não é mais prerrogativa exclusiva das Igrejas (no seu sentido clássico) e que a dinâmica dessas novas religiões não pode ser separada das mudanças que ocorrem no meio social. As pessoas da modernidade não são menos religiosas que as de outrora. A emergência dos NMRs tem suscitado intenso debate acerca da compreensão sobre os processos em curso na sociedade. Muitos trabalhos apontam para as denominações “retorno do sagrado”, “reencantamento”, ou “dessecularização” como tentativa de contraponto ao processo de secularização. A secularização é a responsável direta pela eclosão dos NMRs. Porém, devemos reconhecer que a secularização e encantamento do mundo não são processos excludentes, mas características próprias do atual estágio de desenvolvimento da sociedade brasileira. GUERREIRO, S. Novos Movimentos Religiosos. Quadro Brasileiro. São Paulo: Paulinas, 2016 (adaptado)
Identifique a causa apontada para a efervescência dos Novos Movimentos Religiosos (NMRs) na atualidade.
Alternativas
Q1106773 Pedagogia
Leia os textos a seguir.
TEXTO I
No Brasil, intolerância religiosa nega e tenta inibir cultura mestiça Discriminação e ataques recaem, principalmente, sobre religiões de ancestralidade africana.
O cientista social e psicólogo Rafael Oliveira Soares, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), pesquisador das populações afro-brasileiras, destaca que é um movimento comum no convívio entre culturas as migrações de pessoas entre grupos, religiosos ou não, gerando novas visões e expressões de sua fé. Porém, práticas religiosas fundamentalistas imporiam, pelo medo ou pela lógica de resultados, que há migrações incompatíveis, negando a cultura. Isto deságua, primordialmente, em religiões nascidas da mescla com elementos da África. De acordo com Rafael, aos embates de contexto religioso, associam-se o racismo e o preconceito, que figurariam como “instrumentos sociais de segregação de toda a sorte, especialmente da contínua redução das religiosidades dos negros e de suas herdeiras em ações do mal, ‘negras’ na magia, nas intenções e na fé”.
Nesse cenário, o Estado reconhece, de fato, a diversidade religiosa do país, mas não de direito. Uma discrepância no respeito às religiões prossegue em espaços e instituições que, ao contrário, deveriam zelar pela pluralidade de religiões e garantir sua proteção por meio de políticas públicas de diversos aspectos. Para Rafael, o Estado não admite, oficialmente, dialogar e estabelecer relações formais com religiões de ancestralidade africana. Disponível em: <http://www.redebrasilatual.com.br/>  (Adaptação).
TEXTO II
O contexto de terrorismo e de guerra que estamos vivendo nos inícios do século XXI faz circular como moeda corrente o termo fundamentalismo. Esta palavra se tornou chave explicativa e interpretativa de ações terroristas que ocorreram em diferentes regiões do mundo (...) O Fundamentalismo não é uma doutrina, mas uma forma de interpretar e viver a doutrina, é assumir a letra das doutrinas e normas sem cuidar de seu espírito e de sua inserção no processo sempre cambiante da história, postura que exige contínuas interpretações e atualizações. (BOFF, Leonardo. Fundamentalismo, terrorismo, religião e paz. Desafios para o século XXI. Petrópolis: Vozes, 2009.)
A partir da análise dos textos e dos conhecimentos sobre o fenômeno do Fundamentalismo, analise as afirmações a seguir:
I. Ainda hoje há dentro do Cristianismo setores que prolongam, embora de forma sutil, o antigo fundamentalismo, disfarçado sob os nomes de restauração e de integrismo, demonizando outras manifestações religiosas distintas dessa. II. O fundamentalismo neopentecostal baseia-se no literalismo e opunha-se às interpretações dos métodos histórico-críticos e hermenêuticos para interpretar textos bíblicos. III. Aqueles que tomam o Alcorão como a revelação enlivrada (feito livro) e tentam aplicá-la em todos os campos da vida, no sagrado e no profano, na sociedade e na organização do Estado, tendem a transformar o Islamismo em uma religião fundamentalista. IV. A postura fundamentalista não aparece apenas na religião. Todos os sistemas que se apresentam como portadores exclusivos de verdade e de solução única para os problemas se inscrevem dentro daquilo que chamamos de fundamentalismo.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q1106772 Pedagogia
    “Minhas palavras são como as estrelas que nunca empalidecem.
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.
O homem branco esquece a sua terra natal, quando – depois de morto – vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia – são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um carro, e o homem – todos pertencem à mesma família”. (Trecho da carta do cacique Seattle destinada a Washington. Disponível em: <http://www.ufpa.br/permacultura/carta_cacique.htm>. Acesso em: 19 mar. 2018.)
Os povos indígenas se envolvem com a criação como um todo. Buscam cultivar sua relação imanente e transcendente em toda a sua completude, como demonstra o discurso do cacique nesse trecho.
São características significativas da religiosidade da cultura indígena:
Alternativas
Q1106770 Pedagogia
ESTADO E FÉ: STF permite ensino confessional de religião nas escolas
Com ‘voto de minerva’ da presidente da corte, ministra Cármen Lúcia, o Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quarta-feira pela permissão de ensino religioso confessional nas escolas públicas.
Em votação apertada – 6 votos a 5 – o tribunal rejeitou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4439, que pedia que o ensino religioso fosse apenas uma apresentação geral das doutrinas e não admitisse professores que fossem representantes de nenhum credo – como um padre, um rabino, um pastor ou uma ialorixá (mãe de santo).
Na prática, as leis brasileiras permanecem como estão, e fica autorizado que professores de religião no ensino fundamental (para crianças de 9 a 14 anos) promovam suas crenças em sala de aula. Mas também continuam autorizados o ensino não confessional e o interconfessional (aulas sobre valores e características comuns de algumas religiões). Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/brasil> .

O debate sobre a confessionalidade ou não do Ensino Religioso no Brasil pelo STF trouxe à tona a discussão sobre a laicidade do Estado.
Sobre esse conceito assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1106768 Pedagogia
No contexto brasileiro, localizam-se três concepções para o componente curricular do Ensino Religioso: o confessional, o interconfessional e a perspectiva inter-religiosa.
Levando em consideração essa última concepção, é correto afirmar que o Ensino Religioso
Alternativas
Q1106767 Pedagogia
O CONGADO
Ainda ouço, o canto dos negros, de Contagem de Minas gerais.
Ainda ouço, o canto dos cânticos, canto que soa bem ali no congado.
Ainda ouço, o canto sofrido, um canto vivido, canto que encanta o povo esquecido.
Que traz um sorriso no rosto marcado. Ainda ouço, o canto dos negros, canto que soa bem ali no congado.
Um monte de braços pra lá e pra cá, o Sol já se foi, descansam os velhos. (CLAYTON, GERSON. Síntese: sementes líricas, 40 p., 2015.)

O congado é uma manifestação cultural e religiosa de influência africana celebrado em algumas regiões do Brasil, principalmente no estado de Minas Gerais.
Utilizando os conhecimentos sobre a resistência da religiosidade africana e, especificamente, sobre o Congado, é correto afirmar que
Alternativas
Q1106766 Pedagogia
A religião é o objeto-chave e o conceito fundante no debate do Ensino Religioso, especialmente quando este é assumido como área de conhecimento e torna-se disciplina integrante da formação básica do cidadão.
“A intenção da religião não é explicar o mundo. Ela nasce, justamente, do protesto contra este mundo que pode ser descrito e explicado pela ciência. A descrição científica, ao se manter rigorosamente dentro dos limites da realidade instaurada, sacraliza a ordem estabelecida de coisas. A religião, ao contrário, é a voz de uma consciência que não pode encontrar descanso no mundo, tal como ele é, e que tem como seu projeto transcendê-lo” (ALVES, Rubem, 1981).
Em relação à importância da religião no estudo do professor de Ensino Religioso, considere as afirmativas a seguir.
I. A religião não é apenas expressão da sociedade, como também reformula a sociedade: define comportamentos, mundos, concepções de história, tempo, espaço, cosmologia, natureza. A crença em divindades e numa outra vida após a morte define o núcleo da religiosidade humana e se exprime na experiência do sagrado. II. A religião busca dar aos seres humanos um acesso à verdade do mundo, encontrando explicações para a origem, a forma, a vida e a morte de todos os seres e dos próprios humanos. III. A diversidade religiosa deve ser tratada pelos currículos escolares com propriedade e conhecimento: focalizar seu currículo para o desenvolvimento de processos educativos que objetivem a construção de conhecimentos e atitudes nos educandos, para que reconheçam e respeitem as diferentes identidades religiosas. IV. O fenômeno religioso faz parte da cultura humana. Por isso, a escola, como espaço de diálogo, precisa promover aos seus educandos o respeito e a tolerância para que estes possam viver bem na sociedade.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q2752833 Pedagogia

Aponte a alternativa que expressa um facilitador da prática do ensino religioso com dimensão interdisciplinar.

Alternativas
Q2752830 Pedagogia

Destarte o ER se estabeleceu considerando o fenômeno religioso, que reúne um sem fim de significados e representações, entendendo a amplitude de alcance da disciplina do currículo que urge atender aos aspectos educativos, tendo a escola como lócus da Educação e do Ensino e para, além 9 disso, também aspectos da religiosidade.


Nesse ambiente escolar, onde gerações são formadas, se faz necessário considerar, exceto:

Alternativas
Q1627719 Pedagogia
Segundo Leonardo Boff, há dois modos básicos de ser-no-mundo: o trabalho e o cuidado, que não são contraditórios entre si ou mutuamente excludentes, mas que devem ser combinados na vida humana.
Relacione a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, tendo como referência a obra de Leonardo Boff Saber cuidar. Ética do humano – compaixão pela Terra.
COLUNA I
1. Modo de ser trabalho 2. Modo de ser cuidado
COLUNA II
( ) Esse modo de ser se dá na forma de intervenção e interação com o mundo. Configura-se como um situar-se sobre as coisas para dominá-las e colocá-las a serviço dos interesses pessoais e coletivos.
( ) Configura-se como um modo de ser pautado na relação sujeito-sujeito, e não sujeito-objeto. E a relação fundamental é de convivência e comunhão.
( ) Desenvolve atitudes de acolhida, respeito e de busca de entrar em sintonia. A centralidade não é o logos, razão, mas o pathos, sentimento, sentir com. Por isso, com esse modo de ser emerge a dimensão da alteridade, da sacralidade, da reciprocidade e de complementaridade.
( ) Por meio desse modo de ser, os seres humanos formaram as culturas como modelação de si mesmos e da natureza. Nele, começou-se a utilizar a razão instrumental-analítica, que é mais eficaz para intervir com profundidade na natureza, impõe certo distanciamento da realidade e visa gerar certa “objetividade”.
Assinale a sequência CORRETA.
Alternativas
Q1627718 Pedagogia
Ciriaco Izquierdo Moreno, em sua obra Educar em valores, ao apresentar os valores na educação, desenvolve uma reflexão acerca do valor do diálogo e da comunicação. Nesse sentido, o autor apresenta os níveis de intersubjetividade na comunicação. Acerca desses níveis, relacione a COLUNA I com a COLUNA II, associando os níveis de comunicação com sua caracterização
COLUNA I
1. Nível de comunicação informativa ou superficial 2. Nível de comunicação racional ou formativa 3. Nível de comunicação emotiva ou de sentimentos
COLUNA II
( ) Nesse nível, são transmitidos os próprios estados de espirito e pontos de vista. ( ) Nesse nível, transmitem-se notícias, acontecimentos e julgamentos. É uma mensagem intencional e manifestação pessoal, embora não envolva a intimidade pessoal. ( ) Nesse nível, transmitem-se conteúdos relacionados com a intimidade pessoal, sobretudo, via diálogo. ( ) Nesse nível, transmite-se uma informação da realidade externa, sem buscar profundidade na comunicação. Com isso, não se consegue nenhum conhecimento da vida pessoal e interior do outro. ( ) Nesse nível, são transmitidos os porquês das coisas e apresentam-se comportamentos para conseguir a adesão do outro. O tipo de comunicação empregado costuma ser o discurso ou discussão.
Assinale a sequência CORRETA.
Alternativas
Q1627717 Pedagogia
Ciriaco Izquierdo Moreno, em sua obra Educar em valores, propõe caminhos para que a escola colabore na formação dos valores na vida dos educandos. Para realizar esse objetivo, a escola atua de diversas maneiras, seja por meio de estratégias de trabalho, seja por meio da sistematização teórica dos conteúdos a esse respeito.
Nesse sentido, pode-se afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q1627716 Pedagogia
Apesar de compreensões diversas, entende-se, de maneira geral, por Novos Movimentos Religiosos (NMR) “todos os movimentos de cunho religioso ou espiritualista que tenham surgido recentemente, no bojo do movimento de contracultura” (GUERRIERO, Silas. Novos Movimentos Religiosos. p. 43), incluindo, nesse rol, “os movimentos surgidos até no final do século XIX ou começo do século XX e que permaneceram à margem das grandes religiões, mas se tornaram mais visíveis junto com os demais” (GUERRIERO, Silas. Novos Movimentos Religiosos. p. 43).
Além disso, segundo alguns autores, entre eles Silas Guerriero, os Novos Movimentos Religiosos possuem relação com o processo de secularização. (cf. p. 48) Sobre a secularização, como fenômeno das sociedades modernas, pode-se afirmar, EXCETO:
Sobre a secularização, como fenômeno das sociedades modernas, pode-se afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q1627713 Pedagogia

John Hick, em sua obra Teologia cristã e pluralismo religioso, afirma:


“O fato de existir uma pluralidade de grandes religiões mundiais é hoje experimentado, por muitos cristãos, tanto como um problema de ordem prática como de ordem intelectual”. (p. 25)

“As novas condições que afetam nossa compreensão das religiões mundiais se têm formado gradualmente ao longo dos últimos três séculos. Durante o movimento denominado ‘iluminismo europeu’ dos séculos XVII e XVIII, desenvolveu-se uma percepção no Ocidente que a cristandade faz parte de um mundo humano bem mais amplo, com civilizações notáveis existindo fora da cristandade, sobretudo na China e na Índia e no mundo islâmico; e junto com essa percepção crescente surgiu uma outra, que se traduz na ideia de que o cristianismo é uma religião mundial entre outras”. (p. 34-35)

Tendo como referência esses textos de Hick, pode-se compreender a diversidade religiosa e a dificuldade, por parte de muitas pessoas religiosas, de lidar com o fenômeno da diversidade religiosa.


Nesse sentido, relacione a COLUNA I com a COLUNA II, associando os paradigmas da Teologia do pluralismo religioso com os modelos retratados.

COLUNA I

1. Exclusivismo

2. Inclusivismo

3. Pluralismo

COLUNA II


( ) É a posição assumida pelo papa João Paulo II, na encíclica Redemptor hominis, e também pela maioria dos teólogos católicos e protestantes hoje. Tal posição reconhece que o processo salvífico acontece em todo o mundo, dentro de cada uma das grandes religiões mundiais e também fora delas. Ela insiste, porém, que, onde quer que ocorra, a salvação, independente da religião da pessoa, é sempre obra de Cristo.
( ) A salvação limita-se aos cristãos. No Catolicismo, essa posição se traduziu pela concepção tradicional que afirmava: extra ecclesiam nulla salus (“fora da igreja não há salvação”). Os adeptos desse posicionamento são uns poucos católicos ultraconservadores, seguidores do falecido Arcebispo Lefebvre, e um grupo bem mais numeroso, vociferante e influente de fundamentalistas protestantes.
( ) Há uma realidade última e inefável, que é a fonte e o fundamento de tudo, e é de tal tipo que, na medida em que as tradições religiosas estão soteriologicamente alinhadas com ela, essas tradições religiosas tornam-se contextos de salvação / libertação. Assim, as diversas religiões mundiais estão em pé de igualdade em termos soteriológicos.
Assinale a sequência CORRETA.
Alternativas
Q1627712 Pedagogia
No final do século XX, da década de 1970 à década de 1990, inicia-se uma grande virada paradigmática em nossa sociedade: a emergência da consciência ecológica. A teologia cristã também acompanhou essa virada, haja visto a grande produção sobre essa temática que surgiu nesse período.
Acerca da virada paradigmática na teologia cristã em relação à questão ecológica, é incorreto afirmar:
Alternativas
Q1627711 Pedagogia
Na concepção cristã, após a morte e ressurreição de Jesus, entram em cena o “movimento de Jesus”, movimento este que nasce ao redor da figura de Jesus de Nazaré e congrega os seus seguidores, que buscam manter sua memória e realizar seu projeto. Esse movimento se manifestou em diversos formatos em sua história e na relação com a história. Assim, surgiram Igrejas, formas populares de Cristianismo e formas culturais que se manifestarão em diversas culturas.
Acerca da relação entre Cristianismo e história, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) Logo em seu início, o Cristianismo ganha forma de grupos familiares, pequenas comunidades cristãs e de igrejas institucionais com várias formas de organização.
( ) O Cristianismo compareceu primeiramente na história como caminho e como movimento. Ele é anterior à sua sedimentação nos Evangelhos, nas doutrinas, nos ritos e nas igrejas.
( ) No decorrer de sua história, ao lado da versão oficial do Cristianismo encarnado na cultura letrada greco-latina-germânica-moderna, surgiu desde o início um vigoroso Cristianismo popular, como uma forma decadente do Cristianismo oficial.
( ) O Cristianismo, em seu encontro com as culturas, desenvolveu vários rostos diferentes: uns de estilo judaico, outros marcados pelo judaísmo da diáspora, outros pela cultura dominante romana e, por fim, pelo helenismo difuso em todo o Império. Mais tarde, ganhou a forma da cultura germânica, hispânica e europeia em geral. Por fim, nos países colonizados, ganhou traços africanos, asiáticos e indo-afro-latino-americanos nas Américas.
Assinale a sequência CORRETA.

Alternativas
Q1627710 Pedagogia
Leonardo Boff, em seu livro Cristianismo, o mínimo do mínimo, procura fazer uma síntese, a partir de sua concepção teológica, da história e das principais concepções teológicas que sustentam minimamente o Cristianismo, em suas perspectivas Católico Romana, Católico Ortodoxa e das diversas Igrejas Protestantes.
A partir da concepção de Boff, pode-se afirmar que o Cristianismo desenvolveu como conceitos-chave em sua teologia as seguintes concepções elencadas, EXCETO:
Alternativas
Q1627709 Pedagogia

Leia a notícia a seguir.


Criança é vítima de intolerância religiosa no Rio


Após pedrada, homens fizeram vários insultos e fugiram em um ônibus. Crime aconteceu quando grupo voltava de um culto de Candomblé.


Uma menina de 11 anos foi vítima de intolerância religiosa na noite do domingo (14). Como mostrou o Bom Dia Rio desta terça (16), a criança foi atingida por uma pedra na Avenida Meriti, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio, quando voltava de um culto de Candomblé.
Os responsáveis pelo ato foram dois homens, que estavam em um ponto de ônibus na região. Além de atirarem pedras contra o grupo de religiosos, os homens fizeram vários insultos e fugiram embarcando em um ônibus. O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7.716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional) na 38º DP (Irajá).

Disponível em: <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/ noticia/2015/06/crianca-e-vitima-de-intolerancia-no- rio.html>. Acesso em: 16 set. 2017.
Essa notícia apresenta uma expressão de intolerância religiosa, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro. Este é um fenômeno importante de ser abordado nas aulas de Ensino Religioso. Porém, essa questão exige um tratamento didático adequado, sobretudo no que diz respeito à forma como os conteúdos são abordados.
Nesse sentido, os PCNs possuem os seguintes pressupostos, EXCETO:
Alternativas
Respostas
1741: D
1742: C
1743: B
1744: C
1745: A
1746: D
1747: B
1748: D
1749: C
1750: B
1751: A
1752: B
1753: A
1754: D
1755: A
1756: C
1757: A
1758: D
1759: D
1760: C