Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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(MIRANDA, Sonia Regina. Aprender e ensinar o tempo histórico em tempos de incertezas. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 243)
A partir da análise do texto, é correto concluir que
(MENEZES, Paula Mendonça. Outros tesouros das Minas Gerais. In: PIMENTA, Angelise Nadal e MENEZES, Paula Mendonça. Firmando o pé no território.: temática indígena em escolas. Rio de Janeiro: Pachamam, 2020. p. 46)
A narrativa histórica oficial possui marcadores históricos, o que o texto explicita. O tipo de narrativa descrito no fragmento foi comumente usada nos livros didáticos e sua consolidação pode ser explicada, em grande parte, pelo seguinte aspecto:
(HORN, Geraldo Balduíno; GERMINARI, Geyso Dongley. O ensino de História e seu currículo: teoria e método. Petrópolis, RJ: Vozes. 2013. p. 131-132)
Para a analisar as mudanças no uso do documento histórico nas aulas de história na educação básica, devemos considerar o fato de que
(MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: n-1 edições, 2018. p. 37)
As ideias presentes no texto propõem uma abordagem inovadora para a compreensão dos processos históricos da independência das colônias ibéricas na América Latina. Essas ideias podem ser explicitadas quando o professor
(SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. p. 79)
Ao elaborar um plano de aula sobre as relações entre as sociedades islâmicas e as sociedades europeias, tendo como referência o conceito de orientalismo de Edward Said, o/a professor/a de História dos Anos Finais do ensino Fundamental II cumpre a seguinte proposta da Base Comum Curricular:
(MASSENA, João. Kanimambo: autobiografia de João Massena. Rio de Janeiro: Letra capital, 2017).
O ensino sobre as ditaduras no Brasil tem se fundamentado nos aspectos relativos às torturas contra opositores políticos ou à economia brasileira durante a ditadura civil militar. Com o fito de propor uma abordagem diferente, um professor de História do ensino fundamental planeja uma aula que tem como fonte histórica o depoimento de João Massena. Tendo como referência a biografia do personagem, a abordagem a ser elaborada e proposta pelo professor pode tratar
(GOMES, Angela de Castro. Escrita da História, usos políticos do passado e republicanismo no Brasil da Primeira República. In: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES; Marcelo (orgs). Em defesa do ensino de História: a democracia como valor. Rio de Janeiro: FGV, 2022. p. 180)
“O que faz portanto com que a história seja, no fim do século XIX, uma matéria ensinável de pleno direito é inseparavelmente um método científico, uma concepção da evolução e ainda a eleição de um campo de estudos ao mesmo tempo cronológico e especial. As regras elementares da ars antiquaria codificadas pelos positivistas, entram no ensino secundário por intermédio de um consenso provisório quanto ao seu sentido de história. Para chegar a esse consenso, Lavisse e Seignobos retomam os dois temas da história filosófica desde o século XVIII: a história é a nação; a história é a civilização.”
(FURET, François. A oficina de História. Lisboa: Gradiva. n/d. p. 133)
Ao analisar os dois textos, podemos concluir que a História ensinável foi marcada por uma função social e política de
(LE GOFF, Jacques. A História deve ser dividida em pedaços? São Paulo: UNESP, 2015. p. 97)
O(A) professor(a) de História propõe um plano de aula sobre o período entre os séculos XVI e XVIII, com ênfase nas continuidades das sociedades medievais existentes, tendo como referência a concepção de Le Goff sobre a longa Idade Média.
Nesse sentido, o tema mais adequado para tratar o período entre os séculos XVI e XVIII como uma longa continuidade é
(SEFFNER, Fernando. Três territórios a compreender, um bem precioso a defender: estratégias escolares e Ensino de História em tempos turbulentos. In: MONTEIRO, Ana Maria; RALEJO, Adriana. Cartografias da Pesquisa em ensino de História. Rio de Janeiro: Mauad X, 2019. p. 23)
Tendo como referência a reflexão do autor sobre o lugar da escola na educação dos jovens, é correto dizer que a melhor maneira do ensino de o História contribuir para a construção de uma escola que leve à “ampliação de horizonte” dos estudantes é promovendo
(Adaptado de: DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Jango: cinema, história, memória e reconhecimento. In: DELGADO, Lucília de Almeida Neves; FERREIRA, Marieta de Moraes (orgs). História do tempo Presente. Rio de Janeiro: FGV, 2014)
Ao ler o trecho acima, o/a professor/a de História de ensino fundamental se interessou em usar o filme Jango em sala de aula. Para justificar o uso do filme perante a coordenação pedagógica, argumentou que o filme é adequado aos objetivos do ensino de História, pois
( ) Nos anos 30 do século XX, a criação do Ministério da Educação, que passou a centralizar a gestão da educação, considerava importante que a disciplina de história fosse focada em ensinar a memória histórica nacional.
( ) A disciplina da história deu lugar aos Estudos Sociais durante a década de 60. Essa troca foi ratificada principalmente a partir da reforma imposta pela Lei 5.692, de 1971, do regime civil-militar.
( ) O Colégio Pedro II, instituição secundária pública modelar criada em 1837, ao longo de sua existência, nem sempre contou com a história como disciplina obrigatória.
Negros e indígenas estiveram presentes, e com importante atuação, nos processos históricos brasileiros desde o período colonial. Valorizar suas contribuições é dar significação às lutas desses povos e corrigir lacunas na formação histórica nacional, em oposição ao mito de uma suposta democracia racial, através da qual, segundo Freyre, a miscigenação étnica e cultural da formação da sociedade brasileira havia produzido um efeito democratizante na sociedade.
FONTENELE, Z. V. Práticas docentes no ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 46, e204249, 2020, p. 7.
No sentido do texto, no ensino de história e cultura afrobrasileira e dos povos indígenas, os professores devem valorizar a
Uma professora de História realizou uma atividade bastante exitosa com seus alunos. Aproveitando os pequenos objetos e as maquetes de pirâmides e templos confeccionadas pela turma do ano anterior quando da realização da mostra de ciências, ela montou cinco estações na sala de aula nas quais os alunos divididos em pequenos grupos fariam o rodízio. Esses alunos, tal como pequenos arqueólogos, deveriam catalogar os objetos, registrando as informações numa folha a ser posteriormente socializada no grande grupo.
Em relação à prática pedagógica descrita, a estratégia didática da professora mobilizou o que se denomina de
(ABREU, Marcelo. História local e ensino de História: interrogação da memória e pesquisa como princípio educativo. In: GABRIEL, Carmen Tereza; MONTEIRO, Gabriel; MARTINS, Marcus Leonardo Bomfim. Narrativas do Rio de Janeiro nas aulas de História. Rio de Janeiro: Mauad X, 2016. P. 75-76)
O uso da história local na condução de projetos de ensino ou metodologias de ensino de História pode ter efeitos de conhecimento úteis, pois
(ARÓSTEGUI, Julio. A pesquisas histórica: teoria e método. Bauru, SP:EDUSC, 2006. p. 468).
Para a realização da operação historiográfica, é necessário respeitar um conjunto de regras e normas de pesquisa, considerando que
(HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017. p. 51)
Tendo como referência a reflexão da autora sobre os desafios impostos ao professor pelo contexto de sala de aula, um professor de História que pretenda romper com práticas sedimentadas no tempo deve
Julgue o item a seguir.
No que diz respeito à História, sua representação visual e
as abordagens inovadoras no ensino desse campo,
considerar as linguagens dentro do contexto educacional
é uma das tarefas mais prementes para o educador e
historiador contemporâneo. Isso ocorre porque as
linguagens desempenham um papel fundamental na
configuração de determinadas formas de interações
sociais e contribuem para a construção da memória,
representando, assim, uma “maneira de enxergar” a
história.