Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de geografia em pedagogia
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Assinale a alternativa que revela um método de apresentação inclusivo, que permitiu alcançar a todos os discentes da turma e que tenha abarcado o tema conforme o conteúdo programático da BNCC recomendado para o 7º ano do Ensino Fundamental.
“É bastante comum ouvir professores ou estudantes de licenciatura, sobretudo os estagiários, questionarem sobre que geografia ensinar, que conteúdos são prioritários, ou como selecionar os tópicos mais relevantes no conjunto. Evidentemente, não existem respostas únicas a essas questões, pois elas são polêmicas e responder a elas depende de orientações teóricas sobre temas amplos a respeito do papel da educação e das disciplinas escolares”.
CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de Geografia na escola. Campinas-SP: Papirus, 2014. p. 130.
Para a autora, ensinar Geografia demanda uma base teórica, reflexões e discussões, trazendo complexidade ao planejamento.
Assinale a alternativa que apresenta o principal e polêmico agrupamento de tópicos relevantes para o ensino de Geografia.
A proposta descrita apresenta uma importante prática pedagógica e metodologia de aprendizagem ativa na Geografia, conhecida como
Considerando o estudo da Geografia na BNCC para os anos iniciais, avalie as afirmativas a seguir.
I. É importante, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o desenvolvimento da capacidade de leitura por meio de fotos, desenhos, plantas, maquetes e as mais diversas representações, para oportunizar que os alunos desenvolvem a percepção e o domínio do espaço.
II. O estudo da Geografia no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, em articulação com os saberes de outros componentes curriculares e áreas de conhecimento, concorre para o processo de alfabetização e letramento e para o desenvolvimento de diferentes raciocínios.
III. A ênfase nos lugares de vivência, dada no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, oportuniza o desenvolvimento de noções de pertencimento, localização, orientação e organização das experiências e vivências em diferentes locais.
É correto o que se afirma em
[...] o espaço é tomado no sentido do vivido, ou seja, o lugar tem por natureza o espaço, ele é um recorte que caracteriza a afetividade e a identidade pela experiência de vida. O conceito de lugar possibilita, inicialmente, uma autoanálise, a consciência da própria identidade do aluno e do docente, a valorização das percepções que eles têm do lugar em que vivem [...].
ANDRADE, M. S. P.; EVANGELISTA, A. M. Abordagem do conceito de lugar nos anos iniciais do ensino fundamental à luz da pesquisa-ação e do aporte fenomenológico. In: SCABELLO, A. L. et al. (org.). Geografia em debate. Teresina: EDUFPI, 2016, p. 371-394.
No contexto do enunciado apresentado anteriormente, “a valorização das percepções que eles têm do lugar em que vivem” é uma estratégia de ensino utilizada em sala de aula que considera os
A Geografia brasileira tem nas publicações de R. Lobato Corrêa um marco indiscutível no uso e na difusão da expressão rede geográfica. [...] Corrêa (1997, p. 107) concebe a rede geográfica como “um conjunto de localizações geográficas interconectadas entre si por um certo número de ligações”.
DIAS, 2020. [Adaptado].
Uma rede que almeje ser considerada geográfica, precisa ter sua complexidade baseada em três dimensões, são elas:
O espaço escolar é compreendido como parte integrante da realidade socioespacial da cidade, que compõe relações e é por elas simultaneamente instituído. Se, por definição, a escola é o local da inclusão, da convivência das diferenças, do acesso democrático ao conhecimento, para as travestis ela é, ao invés, local de sofrimento, de violência e ataque cotidiano à sua autoestima, abortando suas possibilidades de conquistas materiais e sociais futuras. O espaço escolar reproduz o texto hegemônico da heteronormatividade já vivenciada na cidade. Contudo, segundo elas, outros espaços da cidade em que são discriminadas elas podem se privar de frequentar. A escola não; é uma obrigação a ser cumprida, imposta pela família e pela sociedade como necessária, tornando-se seu maior calvário. Ainda que ocultas, as travestis vivenciam esses espaços, e a geografia pode dar voz a esses sujeitos silenciados e subverter a ordem instituída, que tanto tem naturalizado as injustiças cotidianas perpetradas pela ordem econômica compulsória da heteronormatividade.
SILVA, Joseli. A cidade dos corpos transgressores da heteronormatividade. In: Silva, J. (Org.). Geografias Subversivas. Ponta Grossa: Todapalavra, 2009, p. 137.
O texto acima se insere na tendência dos estudos de geografia feminista e geografia das sexualidades que contêm o seguinte argumento:
Julgue o item a seguir.
O aprendizado de Geografia nos anos iniciais do Ensino
Fundamental, ao proporcionar o desenvolvimento de
competências relacionadas à leitura do espaço, à
interpretação das paisagens e à compreensão das
relações sociedade-natureza, prepara os alunos para
enfrentar desafios complexos e interdisciplinares ao
longo de sua vida acadêmica e profissional.
Julgue o item a seguir.
O ensino de geografia nos anos iniciais do Ensino
Fundamental não se limita apenas à identificação de
elementos naturais e sociais, mas também envolve
entender como eles se relacionam, analisando essas
relações em diferentes escalas.
Julgue o item a seguir.
A Base Nacional Comum Curricular estabelece os
princípios do raciocínio geográfico, dentre eles podemos
citar a Analogia, que determina que um fenômeno
geográfico nunca acontece isoladamente, mas sempre
em interação com outros fenômenos próximos ou
distantes.
Julgue o item a seguir.
A abordagem da Geografia nos anos iniciais do Ensino
Fundamental não apenas prioriza o reconhecimento das
características socioespaciais e a compreensão da
dinâmica do meio físico e social, mas também visa a
promover uma análise crítica e reflexiva sobre a interação
entre sociedade e espaço. Por exemplo, ao estudar a
distribuição de recursos naturais em uma determinada
região, os alunos não apenas compreendem como esses
recursos influenciam as atividades humanas, mas
também são incentivados a questionar as relações de
poder subjacentes que moldam essa distribuição,
desenvolvendo assim uma consciência crítica sobre
questões sociais e ambientais.