Questões de Concurso
Comentadas sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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Mateus, 8 anos, estudante do 3º ano do Ensino Fundamental, foi encaminhado a clínica psicopedagógica devido a dificuldades persistentes na fluência da fala, com episódios frequentes de repetições de sons, bloqueios e prolongamentos silábicos, especialmente em situações que exigem exposição oral. Durante o diagnóstico psicopedagógico, na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem, Mateus evidenciou desconforto diante de tarefas orais e tensão muscular durante a fala, embora ele mantivesse interesse e engajamento nas demais propostas. Com base nos critérios do DSM-5 e nas observações psicopedagógicas, a Hipótese Diagnóstica é de Transtorno da Fluência com Início na Infância (gagueira), o que exige uma abordagem interdisciplinar. Com base na Epistemologia Convergente, visando à avaliação cognitiva de Mateus, qual instrumento a psicopedagoga deve utilizar?
Marque a alternativa CORRETAque nomeia o instrumento de avaliação psicopedagógica da dimensão cognitiva.
Miguel tem 5 anos e está matriculado em uma turma de Educação Infantil de uma escola municipal. Apresenta diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) com nível de suporte 2. Ele possui linguagem verbal funcional, mas com ecolalias frequentes e dificuldade em manter diálogos espontâneos. Evita o contato visual direto, prefere brincar sozinho e tem interesses restritos por blocos de montar e desenhos animados específicos. Diante de mudanças na rotina ou propostas de atividades em grupo, demonstra agitação, choro ou se isola. Os colegas tentam interagir, mas Miguel não responde de forma recíproca, o que gera afastamento. A equipe escolar busca estratégias para promover a inclusão e favorecer sua interação no brincar coletivo. Maria é a psicopedagoga de Miguel e fez recomendações sobre a ludicidade como estratégia de intervenção para as necessidades desta criança.
Sobre as orientações psicopedagógicas acerca da ludicidade para Miguel, analise as afirmativas a seguir.
I- Atividades lúdicas mediadas, como dramatizações e faz-de-conta, contribuem para o desenvolvimento cognitivo e emocional de Miguel, promovendo a imaginação e a expressão simbólica.
II- Maria deve orientar a professora para priorizar a realização de tarefas repetitivas e mecânicas para Miguel, evitando a mediação social no momento do brincar, pois ele precisa de isolamento para se desenvolver melhor, já que quando interage fica agitado e chora.
III- Maria pode sugerir à professora o uso de brinquedos compartilhados, como blocos, massinha ou jogos de encaixe, para promover momentos de cooperação e diálogo entre Miguel e seus pares, respeitando seu ritmo.
IV- Maria pode propor jogos estruturados com regras simples, que possibilitem a participação de Miguel junto a um pequeno grupo de colegas, favorecendo o desenvolvimento da interação social e o respeito aos turnos.
V- Maria deve defender que o brincar livre sem qualquer orientação do adulto é mais eficaz para Miguel, pois dispensa mediações e respeita totalmente sua autonomia.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Com base no Caso Clínico Fictício, responda à questão:
Rafael S., 9 anos, cursa o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública e foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico devido a dificuldades de leitura, escrita e comportamentos de desatenção. Vive com a mãe, avó e dois irmãos, em um ambiente familiar com desafios emocionais e financeiros. Amãe demonstra preocupação, mas também culpa, revelando que Rafael é inquieto e enfrenta comparações negativas com os irmãos. Durante os atendimentos, apresentou curiosidade, porém oscilou entre atenção e dispersão, com baixa tolerância à frustração. Na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), Rafael apresenta dificuldade em modificar estratégias diante de novos desafios, sua Modalidade de Aprendizagem revela pobreza de contato com o objeto, marcada por esquemas cognitivos empobrecidos, déficit lúdico e criativo, o que compromete a construção de novos esquemas de aprendizagem. Cognitivamente, apresenta dificuldades em atenção, memória, antecipação, classificação e percepção, o que compromete a construção das globalizações visuais e das relações lógico-operatórias. Revela limitações quanto à conservação, reversibilidade e relações espaço-temporais e causais, além de restrições nas operações de cálculo mental e no conceito de número, o que aponta para um pensamento ainda centrado na intuição e no estágio inicial das operações concretas. No desenvolvimento da leitura, Rafael reconhece vogais e algumas consoantes isoladas, mas sem realizar a correspondência grafema-fonema de forma consistente. Sua leitura é lenta, hesitante e com pouca fluência, o que afeta a compreensão e interpretação de textos, tornando difícil associar ideias e identificar informações explícitas. Em relação à escrita, apresenta trocas, omissões e espelhamentos, além de dificuldades em estruturar frases coerentes, o que compromete a organização do pensamento por meio da linguagem escrita. No campo da Matemática, demonstra dificuldades na contagem, na compreensão do valor posicional dos números e na resolução de problemas simples, com forte dependência de materiais concretos. Suas dificuldades incluem a não compreensão das relações entre quantidades, a inabilidade para realizar operações básicas e a ausência de estratégias de resolução, revelando pouco domínio dos conceitos fundamentais esperados para sua faixa etária. No campo emocional, expressa sentimentos de abandono, medo, baixa autoestima e insegurança, inclusive nas relações familiares. Usa termos depreciativos sobre si, como “burro” e “lerdo”, e demonstra forte dependência afetiva e acadêmica, necessitando constantemente de validação. Sua aprendizagem é marcada por condutas passivas, queixosas e inseguras, reflexo de uma trajetória escolar com repetidos fracassos e vínculos frágeis com o processo de aprender.
De acordo com o Caso Clínico de Rafael, considerando a Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA) e as demais etapas do Diagnóstico Psicopedagógico segundo a Epistemologia Convergente, analise as afirmações a seguir.
I- Rafael apresenta a modalidade de aprendizagem do tipo Hipoacomodação.
II- No campo da leitura e da escrita, Rafael encontra-se no nível Pré-silábico.
III- Rafael encontra-se na etapa das Operações Formais.
IV- Rafael vivencia o Obstáculo Inconstitucional.
V- Rafael vivencia o Obstáculo Epistemofílico.
É CORRETO o que se afirma em:
Com base no Caso Clínico Fictício, responda à questão:
Rafael S., 9 anos, cursa o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública e foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico devido a dificuldades de leitura, escrita e comportamentos de desatenção. Vive com a mãe, avó e dois irmãos, em um ambiente familiar com desafios emocionais e financeiros. Amãe demonstra preocupação, mas também culpa, revelando que Rafael é inquieto e enfrenta comparações negativas com os irmãos. Durante os atendimentos, apresentou curiosidade, porém oscilou entre atenção e dispersão, com baixa tolerância à frustração. Na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), Rafael apresenta dificuldade em modificar estratégias diante de novos desafios, sua Modalidade de Aprendizagem revela pobreza de contato com o objeto, marcada por esquemas cognitivos empobrecidos, déficit lúdico e criativo, o que compromete a construção de novos esquemas de aprendizagem. Cognitivamente, apresenta dificuldades em atenção, memória, antecipação, classificação e percepção, o que compromete a construção das globalizações visuais e das relações lógico-operatórias. Revela limitações quanto à conservação, reversibilidade e relações espaço-temporais e causais, além de restrições nas operações de cálculo mental e no conceito de número, o que aponta para um pensamento ainda centrado na intuição e no estágio inicial das operações concretas. No desenvolvimento da leitura, Rafael reconhece vogais e algumas consoantes isoladas, mas sem realizar a correspondência grafema-fonema de forma consistente. Sua leitura é lenta, hesitante e com pouca fluência, o que afeta a compreensão e interpretação de textos, tornando difícil associar ideias e identificar informações explícitas. Em relação à escrita, apresenta trocas, omissões e espelhamentos, além de dificuldades em estruturar frases coerentes, o que compromete a organização do pensamento por meio da linguagem escrita. No campo da Matemática, demonstra dificuldades na contagem, na compreensão do valor posicional dos números e na resolução de problemas simples, com forte dependência de materiais concretos. Suas dificuldades incluem a não compreensão das relações entre quantidades, a inabilidade para realizar operações básicas e a ausência de estratégias de resolução, revelando pouco domínio dos conceitos fundamentais esperados para sua faixa etária. No campo emocional, expressa sentimentos de abandono, medo, baixa autoestima e insegurança, inclusive nas relações familiares. Usa termos depreciativos sobre si, como “burro” e “lerdo”, e demonstra forte dependência afetiva e acadêmica, necessitando constantemente de validação. Sua aprendizagem é marcada por condutas passivas, queixosas e inseguras, reflexo de uma trajetória escolar com repetidos fracassos e vínculos frágeis com o processo de aprender.
Com base no Caso Clínico, analise as afirmações abaixo segundo o Diagnóstico Psicopedagógico pautado na Epistemologia Convergente de Jorge Visca e marque a alternativa CORRETA.
Analise as afirmações a seguir sobre a Anamnese enquanto etapa e técnica do processo de Diagnóstico Psicopedagógico, de acordo com a Epistemologia Convergente de Jorge Visca.
I- A anamnese é considerada uma “porta de entrada” para o trabalho psicopedagógico, pois fornece dados essenciais para a avaliação e intervenção.
II- A anamnese pode incluir informações sobre o contexto familiar, social e acadêmico, bem como antecedentes patológicos, para oferecer uma visão abrangente do aprendente.
III- A anamnese é um momento em que familiares e responsáveis podem trazer à memória eventos passados que ajudam a identificar possíveis causas para as dificuldades de aprendizagem do sujeito.
É CORRETO o que se afirma em
A Psicopedagogia vem, ao longo da sua construção, enquanto campo inter e transdisciplinar, instaurando discursividade ao relevar a complexidade do seu objeto de estudo: a aprendizagem e suas dificuldades. Logo, dentre os seus fundamentos teóricos, estão aportes das áreas das Ciências Humanas, Sociais e da Saúde. Sobre as teorias que fundamentam a ação psicopedagógica, analise as afirmativas a seguir.
I- A Psicanálise contribui para a Psicopedagogia ao estudar o inconsciente e as representações profundas que podem influenciar a aprendizagem.
II- A Epistemologia e a Psicologia Genética são fundamentais para compreender o processo de construção do conhecimento na interação do sujeito com o meio.
III- ANeuropsicologia estuda os aspectos emocionais que afetam a aprendizagem, sem considerar a influência das funções cerebrais.
IV- APedagogia contribui com diversas abordagens do ensino-aprendizagem, porém não tem relação direta com a Psicopedagogia.
V- A Linguística auxilia a Psicopedagogia, ao considerar a linguagem como meio fundamental de acesso ao conhecimento e à estrutura simbólica.
É CORRETO o que se afirma em:
Analise as assertivas a seguir:
I. Utilizar modelos consagrados de PPP de outras unidades escolares como referência pode ser uma prática produtiva, desde que haja reelaboração crítica e adaptação às especificidades locais.
II. Centralizar a definição dos eixos do PPP na equipe gestora, mesmo com posterior divulgação à comunidade, caracteriza uma forma legítima de condução democrática.
III. Priorizar indicadores estatísticos de fluxo e rendimento como base para o PPP fortalece o alinhamento da escola às metas institucionais e garante a qualidade pedagógica.
IV. Promover oficinas pedagógicas voltadas à escuta ativa e à análise crítica da prática docente pode contribuir para que o PPP se torne um instrumento vivo e articulado à realidade escolar.
Assinale a alternativa correta:
Considerando uma concepção crítica e emancipadora da supervisão, analise as assertivas a seguir:
I. O revezamento entre equipe gestora e professores na condução das reuniões assegura, por si só, a transformação desses encontros em espaços de formação crítica e emancipadora.
II. A utilização de roteiros operacionais e padronizados pode favorecer a gestão do tempo, mas tende a esvaziar o sentido formativo dos encontros e a autonomia pedagógica dos docentes.
III. A construção coletiva de novos formatos de planejamento, com foco na escuta e na problematização da prática, está alinhada à perspectiva da supervisão crítica.
IV. Oficinas conduzidas por especialistas externos podem contribuir com a atualização metodológica, mas, se desarticuladas do contexto escolar, correm o risco de promover a reprodução de modelos pouco significativos para os docentes.
Assinale a alternativa correta:
Considerando uma concepção crítica da supervisão e o diagnóstico pedagógico como instrumento reflexivo e formativo, qual das propostas a seguir representa a intervenção mais coerente?
Analise as assertivas a seguir:
I. Mediar a construção de critérios objetivos para sanções disciplinares contribui para garantir segurança institucional e eliminar a dimensão subjetiva dos conflitos.
II. A defesa da ética como prática permanente no cotidiano escolar implica promover espaços de escuta e diálogo, em que os conflitos sejam compreendidos como oportunidades de formação e transformação.
III. O encaminhamento exclusivo de casos graves para comissões externas protege os docentes, mas esvazia o papel pedagógico da escola na formação para a convivência democrática.
IV. A adoção de códigos de conduta construídos coletivamente pode favorecer o sentimento de pertencimento e o compromisso ético dos sujeitos com o projeto da escola.
Assinale a alternativa correta:
Com base nesse caso, qual princípio fundamental da supervisão pedagógica foi aplicado?
( ) Organizar ações pedagógicas padronizadas com base em resultados externos contribui para o fortalecimento da autonomia docente e da contextualização curricular.
( ) Realizar reuniões periódicas com as famílias exclusivamente para apresentar dados de desempenho escolar pode reduzir a participação comunitária a uma lógica de cobrança, descolada da formação integral.
( ) Estabelecer metas individuais para docentes, baseando-se no desempenho dos alunos em avaliações diagnósticas, pode reforçar práticas meritocráticas e enfraquecer o trabalho coletivo.
( ) Estimular a construção coletiva de sentidos e práticas pedagógicas a partir do diálogo com diferentes sujeitos da escola está alinhado aos princípios da supervisão crítica e democrática.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
“Somente se conhece bem uma teoria quando se é capaz de explicá-la ao primeiro homem que se encontrar na rua.”
O matemático autor das palavras citadas, segundo Garbi, na obra em questão, foi
O estudante considera que em Matemática devem ser feitos cálculos; por isso, mesmo que a resposta à questão colocada em um problema pudesse ser dada apenas com palavras, o aluno sente-se incomodado e tende a usar os dados numéricos presentes no texto do problema, para dar, de qualquer maneira, uma resposta formal, usando alguma operação, ainda que escolhida ao acaso. Foram amplamente documentados casos de alunos que, a fim de produzir cálculos, escrevem operações sem sentido, desvinculadas do que é pedido no problema, mas que têm como operadores os dados numéricos presentes no texto.
O trecho apresentado é utilizado por D’Amore para abordar um tema da Didática da Matemática conhecido como
Estratégia da sociedade para facilitar que cada indivíduo atinja o seu potencial e para estimular cada indivíduo a colaborar com outros em ações comuns na busca de um bem comum.
O trecho em questão é proposto por D’Ambrosio para tratar