Questões de Concurso
Comentadas sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
Foram encontradas 56.146 questões
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto acima.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto acima.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto acima.
Qual tendência vincula a educação à luta e organização de classe do oprimido, onde, para esse, o saber mais importante é a de que ele é oprimido, ou seja, ter uma consciência da realidade em que vive, centralizando-se na discussão de temas sociais e políticos; o professor coordena atividades e atua com os alunos?
Disponível em:http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag4.pdf
Ao discutir a diversidade cultural, não podemos nos esquecer de pontuar que ela se dá lado a lado com:
Quando o assunto é ‘indisciplina’ na escola, não há um referencial teórico único para se buscar entender o fenômeno em sua complexidade, sendo necessárias várias análises, e diferentes perspectivas.
Partindo-se de uma visão com foco na educação, pode-se afirmar que:
Enquanto fenômeno social, a inclusão na educação envolve indivíduos com diferentes formas de ser e de pensar, e com formações culturais variadas, portanto a inclusão apela para ser desenvolvida nas suas dimensões ideológica, conceitual e pedagógica.
Assim, como forma de promover avanços na perspectiva do respeito às diferenças individuais na escola, é imprescindível incluir ações como:
Considere a seguinte situação.
Na escola “O Coelhinho Feliz”, a diretora Dona Keké raramente realiza reuniões com os funcionários. O assistente de alunos, Lucas, ouviu de outro funcionário que a diretora vai mudá-lo de setor. Chateado, Lucas começou a 'espalhar' que a diretora planeja desviar de função todos os funcionários da escola. Isso gerou rumores e tensões entre a direção e os funcionários. Ao final, descobriu-se que a diretora queria apenas que Lucas substituísse, por uma semana, uma colega que havia se acidentado, exercendo a mesma função que ela.
Considerando o texto acima e a partir do que Weil (2013) trata em sua obra, ‘Relações Humanas na Família e no Trabalho’, esse tipo de tensão é gerada por uma comunicação precária na escola, mas também, e principalmente:
Teóricos atuais, como Belloni (2009), defendem a educação e a comunicação como instrumentos de luta para emancipação dos indivíduos e das classes, e não apenas como meras estruturas de dominação e reprodução das desigualdades sociais. Nessa luta, a escola tem papel fundamental.
Com base nessa constatação, pode-se afirmar, EXCETO:
Considere o trecho abaixo.
“Eu sofro bullying desde mais ou menos os seis anos de idade. Quando tinha oito anos criei coragem e contei aos meus pais sobre o problema que enfrentava na escola. Me disseram para ignorar, que os colegas paravam. Inconformada, resolvi não contar mais nada sobre o problema, ao perceber que fazer o que eles recomendaram não resolvia. Atualmente, estou no ensino médio e nada mudou, ao contrário. Percebi que muitos colegas vivem o mesmo inferno na escola e é comum o baixo rendimento escolar, depressão – nunca fui encaminhada a tratamentos – e outros problemas mais graves. Minhas notas sempre foram baixas desde o ensino fundamental, mas tudo piorou na 5ª série. Meus pais o tempo todo reclamam comigo por causa das notas, mas nunca procuraram (nem procuram) saber o porquê. Às vezes tenho vontade de falar, se tivessem levado a sério quando os procurei aos oito anos, para contar o que acontecia comigo na escola, tudo teria sido diferente, mas não tenho coragem. Já pensei em fazer coisas que há alguns anos eu achava que não seria capaz de fazer. Acabar com a vida é minha intenção: o que eu faço?”
(In.: VENTURA, Alexandre; FANTE, Cléo. Bullying: intimidação no ambiente escolar
e virtual. Belo Horizonte, MG. Editora: Conexa, 2013, p. 19)
Diante de experiências como essa, o assistente de alunos tem papel estratégico para o cessamento do fenômeno do bullying, considerando que, por estar sempre em contato com os alunos, sua percepção pode auxiliar na identificação dessa forma de violência. Muitas vezes, são violências praticadas em silêncio que podem passar despercebidas, sendo importante conseguir identificá-las.
Abaixo, identifique as ações de bullying e as violências correspondentes:
1. Moral ( ) Perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar,
manipular, chantagear e infernizar;
2. Virtual ( ) difamar, caluniar e disseminar rumores;
3. Psicológica ( ) ignorar, isolar e excluir;
4. Social ( ) insultar, xingar, e apelidar pejorativamente;
5. Verbal ( ) depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade,
enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem
em sofrimento ou com o intuito de criar meios de
constrangimento psicológico e social.
A sequência CORRETA é:
Para se propor um programa de combate à ‘intimidação sistemática’, o bullying, atingir alguns objetivos é fundamental.
I. Em relação à assertiva acima, considere os objetivos abaixo.
II. Evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil.
Capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema.
III. Instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores.
IV. Pressionar os meios de comunicação de massa e as redes sociais como forma de forçá-los a identificar o problema para preveni-lo e combatê-lo.
V. Promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua.
Desses objetivos acima, aqueles que DEVEM compor uma estratégia pública de combate ao bullying são:
Entre as atividades desenvolvidas pelo assistente de alunos está assistir e orientar os alunos nos aspectos de disciplina, lazer, segurança, saúde, pontualidade e higiene dentro das dependências da escola, e ainda auxiliar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Assim, pode-se afirmar que, das ações abaixo, apenas uma NÃO deve ser executada pelo assistente de alunos. Assinale-a.
Considere a situação a seguir.
Por três dias consecutivos, durante os intervalos de aula, o assistente de alunos, João, vem percebendo que a aluna Maria está sempre sozinha em um banco no pátio e que sempre parece tristonha. Mesmo os colegas que se aproximam dela logo saem, como se Maria não os quisesse por perto. João, então, procura a pedagoga da escola e relata a ela sobre o comportamento de Maria, que antes era muito comunicativa e risonha.
Com base nessa experiência e no conhecimento que João tem do Código de Ética discente, pode se afirmar que João:
Em relação ao trote no Ifes, só NÃO é passível de sofrer medida educativa disciplinar o aluno ou a aluna que:
Com base nas reflexões propostas pelo autor, pode-se afirmar que:
I. em relação à escola, a discussão sobre drogas vai além das drogas não aceitas socialmente, chegando à questão da medicamentalização de estudantes com problemas de comportamento e aprendizagem.
II. nos diagnósticos feitos a partir do desempenho escolar, constata-se baixo rendimento devido ao consumo de álcool por adolescentes, porém esse consumo parece afetar mais os comportamentos violentos de alunos.
III. os medicamentos prescritos atendem a diagnósticos feitos a partir do desempenho escolar ou com base na identificação de transtornos que interferem no rendimento do aluno ou na convivência com os outros colegas.
IV. a violência e o uso de drogas como fenômenos sociais, históricos, culturais e políticos refletem no espaço escolar e interferem na prática pedagógica, devendo haver uma política estratégica própria de medicamentalização.
São CORRETAS apenas as afirmativas:
Com base na sua experiência, João, o assistente de alunos, percebeu logo no início do seu trabalho que a colaboração de todo o coletivo escolar é fundamental para o êxito da organização e da manutenção do ambiente institucional. Como assistente de alunos, ele percebe, também, que por estar mais próximo dos estudantes, tem a oportunidade de atuar sobre problemas cotidianos que afetam esse ambiente, orientando a conduta dos alunos e alunas. Para isso, João sempre mantém atualizada sua leitura sobre o Código de Ética e Disciplina do Corpo Discente.
Assim, pode-se afirmar que João toma o Código de Ética Discente como um documento que tem como princípio fundamental:
Escola Sem Partido volta ao Congresso, mas agora pior
Texto coloca como direito dos alunos gravar as aulas, denunciar e constranger professores, e proíbe grêmios estudantis de fazerem ‘atividade político-partidária’
Fonte: Fepesp (06/02/2019)
Escola sem partido: BH é a primeira capital a aprovar projeto na Câmara Municipal
Depois de longa obstrução, projeto foi aprovado em primeiro turno na reunião ordinária desta segunda-feira
Fonte: Estado de Minas (16/10/2019)
STF julga inconstitucional lei de Alagoas inspirada no movimento Escola Sem Partido
Por nove votos a um, a corte decidiu pela inconstitucionalidade do texto que determinava “princípio da neutralidade política e ideológica” em sala de aula e lembrou que a Constituição prevê a “liberdade de ensinar e o pluralismo de ideias”
Fonte: O Globo (22/08/2020)
O Escola Sem Partido nasceu em 2004, e, de acordo com a definição constante na página do movimento, trata-se de “[…] uma iniciativa conjunta de estudantes e pais preocupados com o grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras, em todos os níveis: do ensino básico ao superior”. Ao longo dos anos, em todo o país, despontaram esforços na tentativa de legitimar os anseios do movimento por meio de aprovação de leis tanto na esfera federal, quanto estadual e municipal. Nesse contexto, qual fragmento abaixo sintetizaria o posicionamento freiriano, especificamente acerca da abordagem política dentro das escolas?
[...] É impossível falar sobre a história única sem falar sobre poder. Existe uma palavra em igbo na qual sempre penso quando considero as estruturas de poder no mundo: nkali. É um substantivo que, em tradução livre, quer dizer “ser maior do que outro”. Assim como o mundo econômico e político, as histórias também são definidas pelo princípio de nkali: como elas são contadas, quem as conta, quando são contadas e quantas são contadas depende muito de poder.
O poder é a habilidade não apenas de contar a história de outra pessoa, mas de fazer que ela seja sua história definitiva. O poeta palestino Mourid Barghouti escreveu que, se você quiser espoliar um povo, a maneira mais simples é contar a história dele e começar com “em segundo lugar”. Comece a história com as flechas dos indígenas americanos, e não com a chegada dos britânicos, e a história será completamente diferente. Comece a história com o fracasso do Estado africano, e não com a criação colonial do Estado africano, e a história será completamente diferente.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. Companhia das Letras, 2019.
[...] A pensadora e feminista negra Lélia Gonzalez nos dá uma perspectiva muito interessante sobre esse tema, porque criticava a hierarquização de saberes como produto da classificação racial da população. Ou seja, reconhecendo a equação: quem possuiu o privilégio social possui o privilégio epistêmico, uma vez que o modelo valorizado e universal de ciência é branco. A consequência dessa hierarquização legitimou como superior a explicação epistemológica eurocêntrica conferindo ao pensamento moderno ocidental a exclusividade do que seria conhecimento válido, estruturando-o como dominante e, assim, inviabilizando outras experiências do conhecimento. Segundo a autora, o racismo se constituiu “como a ‘ciência’ da superioridade eurocristã (branca e patriarcal)”. Essa reflexão de Lélia Gonzalez nos dá uma pista sobre quem pode falar ou não, quais vozes são legitimadas e quais não são.
[...] Lélia Gonzalez provoca e desestabiliza a epistemologia dominante, assim como Linda Alcoff. Em uma epistemologia para a próxima revolução, a filósofa panamenha critica a imposição de uma epistemologia universal que desconsidera o saber de parteiras, povos originários, a prática médica de povos colonizados, a escrita de si na primeira pessoa e que se constitui como legítima e com autoridade para protocolar o domínio do regime discursivo [...].
Seria preciso, então, desestabilizar e transcender a autorização discursiva branca, masculina cis e heteronormativa e debater como as identidades foram construídas nesses contextos.
RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. Belo Horizonte, Letramento 2017.
A análise da supremacia narrativa baseada nas relações de poder entre as diferentes nações dominadas e dominadoras, trazida por Chimamanda Adichie, e a proposta de desestabilização e transcendência, apontada por Djamila Ribeiro, poderiam, de acordo com as teorias trazidas por Silva (2007), serem mais bem executadas pela construção de um currículo inspirado em qual base epistemológica?