Questões de Concurso Comentadas sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia

Questões Discursivas

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Q3076656 Pedagogia
É uma religião surgida na Península Arábica, no começo do século VII, por meio de Muhammad (conhecido em português como Maomé). Essa crença religiosa atualmente é a segunda maior do mundo, possuindo cerca de 1,8 bilhão de fiéis, a maioria deles localizada no continente asiático e africano.

Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto acima. 
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Q3076655 Pedagogia
É um texto que estabelece uma relação entre imanência (existência concreta) e transcendência (o caráter simbólico dos eventos). Ao relatar um acontecimento, situa-se em um determinado tempo e lugar e, frequentemente, apresenta-se como uma história verdadeira, repleta de elementos imaginários.

Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto acima. 
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Q3076654 Pedagogia
Se caracteriza quando uma pessoa ou instituição não aceita a religião ou crença de outro indivíduo ou de um país. Tal atitude se manifesta desde as críticas em âmbito privado, à piadas, agressões verbais e físicas, ataques aos locais de culto e até ao assassinato.

Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto acima. 
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Q3076185 Pedagogia
Historicamente foram diversas as tendências pedagógicas que se sucederam, da tradicional à crítico-social dos conteúdos, todas buscando a melhoria na qualidade de ensino.
Qual tendência vincula a educação à luta e organização de classe do oprimido, onde, para esse, o saber mais importante é a de que ele é oprimido, ou seja, ter uma consciência da realidade em que vive, centralizando-se na discussão de temas sociais e políticos; o professor coordena atividades e atua com os alunos? 
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Q3076184 Pedagogia
A Matemática que a Proposta da Base Nacional Comum Curricular - BNCC desenha em seu documento é aquela onde as ideias, as estruturas e os conceitos são desenvolvidos como ferramentas necessárias para organizar e compreender os fenômenos dos mundos: 
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Q3076178 Pedagogia
O ser humano se constitui por meio de um processo complexo: somos ao mesmo tempo semelhantes (enquanto gênero humano) e muito diferentes (enquanto forma de realização do humano ao longo da história e da cultura). Podemos dizer que o que nos torna mais semelhantes enquanto gênero humano é o fato de todos apresentarmos diferenças: de gênero, raça/etnia, idades, culturas, experiências, entre outros. E mais: somos desafiados pela própria experiência humana a aprender a conviver com as diferenças. O nosso grande desafio está em desenvolver uma postura ética de não hierarquizar as diferenças e entender que nenhum grupo humano e social é melhor ou pior do que outro. Na realidade, somos diferentes.
Disponível em:http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag4.pdf

Ao discutir a diversidade cultural, não podemos nos esquecer de pontuar que ela se dá lado a lado com: 
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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074447 Pedagogia

Quando o assunto é ‘indisciplina’ na escola, não há um referencial teórico único para se buscar entender o fenômeno em sua complexidade, sendo necessárias várias análises, e diferentes perspectivas. 


Partindo-se de uma visão com foco na educação, pode-se afirmar que: 


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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074446 Pedagogia

Enquanto fenômeno social, a inclusão na educação envolve indivíduos com diferentes formas de ser e de pensar, e com formações culturais variadas, portanto a inclusão apela para ser desenvolvida nas suas dimensões ideológica, conceitual e pedagógica. 


Assim, como forma de promover avanços na perspectiva do respeito às diferenças individuais na escola, é imprescindível incluir ações como: 

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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074442 Pedagogia

Considere a seguinte situação.


        Na escola “O Coelhinho Feliz”, a diretora Dona Keké raramente realiza reuniões com os                      funcionários. O assistente de alunos, Lucas, ouviu de outro funcionário que a diretora vai mudá-lo         de setor. Chateado, Lucas começou a 'espalhar' que a diretora planeja desviar de função todos os         funcionários da escola. Isso gerou rumores e tensões entre a direção e os funcionários. Ao final,         descobriu-se que a diretora queria apenas que Lucas substituísse, por uma semana, uma colega         que havia se acidentado, exercendo a mesma função que ela.


Considerando o texto acima e a partir do que Weil (2013) trata em sua obra, ‘Relações Humanas na Família e no Trabalho’, esse tipo de tensão é gerada por uma comunicação precária na escola, mas também, e principalmente:  

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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074441 Pedagogia

Teóricos atuais, como Belloni (2009), defendem a educação e a comunicação como instrumentos de luta para emancipação dos indivíduos e das classes, e não apenas como meras estruturas de dominação e reprodução das desigualdades sociais. Nessa luta, a escola tem papel fundamental. 


Com base nessa constatação, pode-se afirmar, EXCETO:

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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074440 Pedagogia

Considere o trecho abaixo. 


“Eu sofro bullying desde mais ou menos os seis anos de idade. Quando tinha oito anos criei coragem e contei aos meus pais sobre o problema que enfrentava na escola. Me disseram para ignorar, que os colegas paravam. Inconformada, resolvi não contar mais nada sobre o problema, ao perceber que fazer o que eles recomendaram não resolvia. Atualmente, estou no ensino médio e nada mudou, ao contrário. Percebi que muitos colegas vivem o mesmo inferno na escola e é comum o baixo rendimento escolar, depressão – nunca fui encaminhada a tratamentos – e outros problemas mais graves. Minhas notas sempre foram baixas desde o ensino fundamental, mas tudo piorou na 5ª série. Meus pais o tempo todo reclamam comigo por causa das notas, mas nunca procuraram (nem procuram) saber o porquê. Às vezes tenho vontade de falar, se tivessem levado a sério quando os procurei aos oito anos, para contar o que acontecia comigo na escola, tudo teria sido diferente, mas não tenho coragem. Já pensei em fazer coisas que há alguns anos eu achava que não seria capaz de fazer. Acabar com a vida é minha intenção: o que eu faço?”


(In.: VENTURA, Alexandre; FANTE, Cléo. Bullying: intimidação no ambiente escolar

e virtual. Belo Horizonte, MG. Editora: Conexa, 2013, p. 19)


Diante de experiências como essa, o assistente de alunos tem papel estratégico para o cessamento do fenômeno do bullying, considerando que, por estar sempre em contato com os alunos, sua percepção pode auxiliar na identificação dessa forma de violência. Muitas vezes, são violências praticadas em silêncio que podem passar despercebidas, sendo importante conseguir identificá-las. 


Abaixo, identifique as ações de bullying e as violências correspondentes:


1.  Moral                                              ( ) Perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar,

                                                            manipular, chantagear e infernizar;


2.    Virtual                                           ( ) difamar, caluniar e disseminar rumores;


3.    Psicológica                                   ( ) ignorar, isolar e excluir;


4.    Social                                            ( ) insultar, xingar, e apelidar pejorativamente;


5.    Verbal                                            ( ) depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade,

                                                              enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem

                                                              em sofrimento ou com o intuito de criar meios de

                                                              constrangimento psicológico e social.


A sequência CORRETA é: 


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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074439 Pedagogia

Para se propor um programa de combate à ‘intimidação sistemática’, o bullying, atingir alguns objetivos é fundamental.


I.           Em relação à assertiva acima, considere os objetivos abaixo. 


II.          Evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e                                instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de                             comportamento hostil. 


Capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema. 


III.        Instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da             identificação de vítimas e agressores. 


IV.        Pressionar os meios de comunicação de massa e as redes sociais como forma de forçá-los a             identificar         o problema para preveni-lo e combatê-lo. 


V.        Promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma                     cultura de paz e tolerância mútua. 


Desses objetivos acima, aqueles que DEVEM compor uma estratégia pública de combate ao bullying são: 

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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074438 Pedagogia

Entre as atividades desenvolvidas pelo assistente de alunos está assistir e orientar os alunos nos aspectos de disciplina, lazer, segurança, saúde, pontualidade e higiene dentro das dependências da escola, e ainda auxiliar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. 


Assim, pode-se afirmar que, das ações abaixo, apenas uma NÃO deve ser executada pelo assistente de alunos. Assinale-a. 

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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074437 Pedagogia

Considere a situação a seguir. 


Por três dias consecutivos, durante os intervalos de aula, o assistente de alunos, João, vem percebendo que a aluna Maria está sempre sozinha em um banco no pátio e que sempre parece tristonha. Mesmo os colegas que se aproximam dela logo saem, como se Maria não os quisesse por perto. João, então, procura a pedagoga da escola e relata a ela sobre o comportamento de Maria, que antes era muito comunicativa e risonha. 


Com base nessa experiência e no conhecimento que João tem do Código de Ética discente, pode se afirmar que João:

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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074433 Pedagogia
O Código de Ética Discente do Ifes veda ao aluno qualquer ação que possa gerar “incidente de violência grupal ou generalizada, inclusive o trote”. No Código, o trote se enquadra como ação passível de ‘medida educativa disciplinar’, por ser caracterizado como um ‘ato infracional’. 
Em relação ao trote no Ifes, só NÃO é passível de sofrer medida educativa disciplinar o aluno ou a aluna que: 
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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074432 Pedagogia
Em seu artigo ‘Escola, uso de drogas e violência’, Augusto (2011) afirma que “dentre os problemas tratados na vida escolar, está o uso de drogas e o comportamento violento dos estudantes. São problemas colocados como prioritários geralmente relacionados à violência exterior e à contemporânea difusão do uso de drogas ilícitas”. Todavia, segundo o autor, a escola fecha os olhos para o uso cotidiano de medicamentos prescritos. 
Com base nas reflexões propostas pelo autor, pode-se afirmar que: 
I.    em relação à escola, a discussão sobre drogas vai além das drogas não aceitas socialmente,                 chegando à questão da medicamentalização de estudantes com problemas de comportamento e            aprendizagem.     
II.    nos diagnósticos feitos a partir do desempenho escolar, constata-se baixo rendimento devido ao            consumo de álcool por adolescentes, porém esse consumo parece afetar mais os comportamentos        violentos de alunos.         
III.    os medicamentos prescritos atendem a diagnósticos feitos a partir do desempenho escolar ou com         base na identificação de transtornos que interferem no rendimento do aluno ou na convivência                com      os outros colegas.
IV.    a violência e o uso de drogas como fenômenos sociais, históricos, culturais e políticos refletem no         espaço escolar e interferem na prática pedagógica, devendo haver uma política estratégica própria         de medicamentalização.
São CORRETAS apenas as afirmativas: 
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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q3074431 Pedagogia

Com base na sua experiência, João, o assistente de alunos, percebeu logo no início do seu trabalho que a colaboração de todo o coletivo escolar é fundamental para o êxito da organização e da manutenção do ambiente institucional. Como assistente de alunos, ele percebe, também, que por estar mais próximo dos estudantes, tem a oportunidade de atuar sobre problemas cotidianos que afetam esse ambiente, orientando a conduta dos alunos e alunas. Para isso, João sempre mantém atualizada sua leitura sobre o Código de Ética e Disciplina do Corpo Discente. 


Assim, pode-se afirmar que João toma o Código de Ética Discente como um documento que tem como princípio fundamental: 

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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área |
Q3074328 Pedagogia
Camila foi aprovada no processo seletivo para ingressar no curso técnico em edificações integrado ao ensino médio em um campus do Ifes. Antes de realizar a matrícula, sua mãe procurou a Coordenadoria de Gestão Pedagógica para saber como o Instituto aborda a questão do nome social, tendo em vista que no registro civil de Camila, que ainda não foi retificado, consta o nome de Matheus. Com base nas concepções institucionais de educação e na legislação vigente, uma das diretrizes do Plano Pedagógico Institucional 2019-2024 é regulamentar o uso do nome social em documentos institucionais. Essa regulamentação veio com a Resolução do Conselho Superior nº 70/2020 do Ifes, que regulamenta o uso do nome social de: 
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Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área |
Q3074325 Pedagogia
Observe os fragmentos a seguir:
Escola Sem Partido volta ao Congresso, mas agora pior
Texto coloca como direito dos alunos gravar as aulas, denunciar e constranger professores, e proíbe grêmios estudantis de fazerem ‘atividade político-partidária’
Fonte: Fepesp (06/02/2019)

Escola sem partido: BH é a primeira capital a aprovar projeto na Câmara Municipal
Depois de longa obstrução, projeto foi aprovado em primeiro turno na reunião ordinária desta segunda-feira
Fonte: Estado de Minas (16/10/2019) 

STF julga inconstitucional lei de Alagoas inspirada no movimento Escola Sem Partido
Por nove votos a um, a corte decidiu pela inconstitucionalidade do texto que determinava “princípio da neutralidade política e ideológica” em sala de aula e lembrou que a Constituição prevê a “liberdade de ensinar e o pluralismo de ideias”
Fonte: O Globo (22/08/2020) 
O Escola Sem Partido nasceu em 2004, e, de acordo com a definição constante na página do movimento, trata-se de “[…] uma iniciativa conjunta de estudantes e pais preocupados com o grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras, em todos os níveis: do ensino básico ao superior”. Ao longo dos anos, em todo o país, despontaram esforços na tentativa de legitimar os anseios do movimento por meio de aprovação de leis tanto na esfera federal, quanto estadual e municipal. Nesse contexto, qual fragmento abaixo sintetizaria o posicionamento freiriano, especificamente acerca da abordagem política dentro das escolas? 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FACTO Órgão: IF-ES Prova: FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área |
Q3074324 Pedagogia
Leia os fragmentos a seguir.
[...]         É impossível falar sobre a história única sem falar sobre poder. Existe uma palavra em igbo na qual sempre penso quando considero as estruturas de poder no mundo: nkali. É um substantivo que, em tradução livre, quer dizer “ser maior do que outro”. Assim como o mundo econômico e político, as histórias também são definidas pelo princípio de nkali: como elas são contadas, quem as conta, quando são contadas e quantas são contadas depende muito de poder.
         O poder é a habilidade não apenas de contar a história de outra pessoa, mas de fazer que ela seja sua história definitiva. O poeta palestino Mourid Barghouti escreveu que, se você quiser espoliar um povo, a maneira mais simples é contar a história dele e começar com “em segundo lugar”. Comece a história com as flechas dos indígenas americanos, e não com a chegada dos britânicos, e a história será completamente diferente. Comece a história com o fracasso do Estado africano, e não com a criação colonial do Estado africano, e a história será completamente diferente.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. Companhia das Letras, 2019.
[...]         A pensadora e feminista negra Lélia Gonzalez nos dá uma perspectiva muito interessante sobre esse tema, porque criticava a hierarquização de saberes como produto da classificação racial da população. Ou seja, reconhecendo a equação: quem possuiu o privilégio social possui o privilégio epistêmico, uma vez que o modelo valorizado e universal de ciência é branco. A consequência dessa hierarquização legitimou como superior a explicação epistemológica eurocêntrica conferindo ao pensamento moderno ocidental a exclusividade do que seria conhecimento válido, estruturando-o como dominante e, assim, inviabilizando outras experiências do conhecimento. Segundo a autora, o racismo se constituiu “como a ‘ciência’ da superioridade eurocristã (branca e patriarcal)”. Essa reflexão de Lélia Gonzalez nos dá uma pista sobre quem pode falar ou não, quais vozes são legitimadas e quais não são.
[...]         Lélia Gonzalez provoca e desestabiliza a epistemologia dominante, assim como Linda Alcoff. Em uma epistemologia para a próxima revolução, a filósofa panamenha critica a imposição de uma epistemologia universal que desconsidera o saber de parteiras, povos originários, a prática médica de povos colonizados, a escrita de si na primeira pessoa e que se constitui como legítima e com autoridade para protocolar o domínio do regime discursivo [...].
         Seria preciso, então, desestabilizar e transcender a autorização discursiva branca, masculina cis e heteronormativa e debater como as identidades foram construídas nesses contextos.
RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. Belo Horizonte, Letramento 2017.
A análise da supremacia narrativa baseada nas relações de poder entre as diferentes nações dominadas e dominadoras, trazida por Chimamanda Adichie, e a proposta de desestabilização e transcendência, apontada por Djamila Ribeiro, poderiam, de acordo com as teorias trazidas por Silva (2007), serem mais bem executadas pela construção de um currículo inspirado em qual base epistemológica? 
Alternativas
Respostas
36341: B
36342: B
36343: D
36344: B
36345: E
36346: D
36347: D
36348: E
36349: C
36350: D
36351: B
36352: E
36353: A
36354: D
36355: D
36356: B
36357: A
36358: E
36359: A
36360: B