Questões de Concurso
Comentadas sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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À luz da Lei Brasileira de Inclusão (Lei Federal n.º 13.146/2015), julgue o item subsequente.
É obrigação legal das instituições públicas ou privadas de ensino superior e de educação profissional prestar atendimento preferencial para as pessoas com deficiência, por meio de tecnologias assistidas, disponibilização de provas em formatos acessíveis, recursos de acessibilidade e dilação de tempo para realização de provas e outras atividades acadêmicas, independentemente de solicitação prévia.
(SEED/Paraná, 2024.)
Sobre o acompanhamento pedagógico no Programa Parceiro da Escola, que busca o avanço da frequência escolar, assim como diminuir o abandono escolar e a evolução da aprendizagem escolar, assinale a afirmativa correta quanto às ações previstas.
(Mayor Sánchez; Suengas; González Marqués, 1995.)
Estratégias de aprendizagem são, portanto, a sequência de “procedimentos utilizados para facilitar a aprendizagem”.
(Góes; Boruchovitch, 2020, p. 7.)
Sendo assim, é possível conceber que a utilização de estratégias de aprendizagem se relaciona com a capacidade que um indivíduo tem de selecionar qual o melhor procedimento em cada situação que exige determinado objetivo de aprendizagem.
(Portilho; Dreher, 2012.)
Logo, aprender envolve uma postura ativa. Essa premissa está baseada em três princípios: [...] aprender é uma atividade primordialmente social; novas aprendizagens são construídas baseando-se no que já se sabe ou acredita; e a aprendizagem se desenvolve pelo emprego de estratégias flexíveis e efetivas, que contribuam para o entendimento, raciocínio, memorização e resolução de problemas.
(Hattie, 2012, p. 117.)
Considerando que a figura do pedagogo e a sua identidade profissional alcançam relevo no cenário educacional, ele é visto como o profissional que possui as características imprescindíveis para a reflexão, junto aos docentes, das perspectivas exercidas por eles, confrontando-os por meio de postulados teóricos e metodológicos e da leitura da realidade sociocultural dos educandos. Portanto, seu papel no contexto escolar se insere em um processo de legitimação, por intermédio de um conjunto de ações que são articuladas de maneira orgânica, direcionadas ao desenvolvimento da aprendizagem, e que podem contribuir para a promoção do desenvolvimento intelectual e cultural dos alunos, assim como para a sua inserção social. Para tanto, fazem-se necessárias estratégias de ensino cognitivas e metacognitivas. Relacione adequadamente as estratégias citadas com os seguintes pressupostos.
I. Estratégias responsáveis pelos processos intelectuais; atuam diretamente na organização, no armazenamento e no processamento da informação.
II. Estratégias relacionadas ao planejamento, ao monitoramento e à regulação da própria aprendizagem; descreve o “pensar sobre o pensar” como uma das grandes estratégias de aprendizagem.
III. Estratégias que convocam o estudante ao autoconhecimento, ao domínio de conteúdos e ainda à compreensão de estratégias adequadas que o capacitem à regulação das ações mentais que serão necessárias ao entendimento e solução de tarefas acadêmicas propostas durante o processo de ensino.
A sequência está correta em
(Allan; Dalcorso, 2011.)
De acordo com Reis (2001), a observação de aulas tem pouco valor formativo se não for seguida de momentos em que se discute e reflite criticamente sobre os acontecimentos observados, identificando os aspectos positivos a manter e os aspectos a melhorar, definindo objetivos a atingir e estratégias a experimentar nas sessões seguintes. Destaca-se que feedback pode ser de tipo confirmativo ou corretivo, sendo que o corretivo também pode ser classificado como construtivo ou destrutivo, ou seja, a forma como a mensagem é transmitida pode desencadear reações consideravelmente diferentes nos professores. Em contextos avaliativos, destinados a assegurar que um professor atingiu os objetivos pretendidos e nos quais a observação pretende detectar determinados comportamentos desejados, podem se detectar os dois tipos de feedback. Considerando que o feedback proporcionado depois da observação constitui um componente decisivo do processo de supervisão pedagógica e que pode ter um forte impacto no desenvolvimento profissional dos professores, quando o pedagogo deseja realizar um feedback do tipo corretivo construtivo, NÃO é uma ação correta:
(Tamassia, 2011, p. 51.)
Considerando a importância da formação continuada no contexto da escola como possibilidade de transformação das práticas pedagógicas, promovendo espaços de diálogo e reflexão com os professores, Maria, pedagoga de determinada escola pública de ensino médio, deseja promover um espaço de diálogo com seu grupo de professores e com potenciais observadores para favorecer a criação de espaços de reflexão crítica acerca de como ensinar e de como fazer os alunos aprenderem melhor, desenvolvendo a confiança profissional e pessoal entre os professores. Tais encontros possibilitarão o incremento do trabalho cooperativo, nomeadamente ao nível da troca de experiências de ensino, o que dará a possibilidade de fazer com que eles criem condições para a mudança, através de trocas de opinião e reflexões críticas, pois se trata de uma estratégia para o compartilhamento dos conhecimentos. Além de proporcionar espaços de reflexões acerca dos objetivos de ensino, dos seus resultados, das propriedades da observação de suas aulas, ainda é uma oportunidade de discutir pessoalmente as situações apresentadas, tendo o pedagogo como mediador. Considerando a situação hipotética apresentada, trata-se da ação de formação continuada através de:
I. Objetivos da observação: devem ser claros e bem definidos, pois servem como guia para a coleta de dados e análise do desempenho do professor. O pedagogo e o professor concordam sobre os principais pontos de foco para a observação, garantindo que a análise será direcionada às áreas que mais precisam de atenção, como as dificuldades dos alunos e as estratégias pedagógicas do professor.
II. Data da observação: é crucial para que a avaliação da aula seja de fato validada, que o pedagogo não avise o dia e a hora que fará a observação na sala de aula. Dessa maneira, o professor não terá tempo para se organizar e a coleta de dados será mais real e representativa. Deve-se considerar o horário da aula, o planejamento do professor e o nível de dificuldades que a turma apresenta, para que a observação seja o mais característico possível da rotina de ensino.
III. Reunião de feedback: agendar uma reunião com o professor após a observação. A reunião deve ser um momento de diálogo aberto, onde o pedagogo compartilha suas impressões, sem ser excessivamente crítico. O foco é a reflexão conjunta, para que o professor se sinta encorajado a melhorar, não desmotivado. Deve-se criar um plano de ação para o professor aprimorar suas práticas pedagógicas, focando em melhorias tangíveis e práticas para a próxima aula.
Está correto o que afirma em
(Alarcão, 2002; Sá Chaves, 2002.)
Trata-se de um processo de observação, reflexão e ação sobre a prática, centrado na resolução de problemas concretos, que implica uma colaboração estreita entre o observador e o observado. Nesse processo, o observador assume o papel de colega crítico, que funciona como apoio e recurso para a superação das dificuldades sentidas.
(Alarcão e Tavares, 2003.)
A observação de aulas permite aceder, entre outros aspectos, às estratégias e metodologias de ensino utilizadas, às atividades educativas realizadas, ao currículo implementado e às interações estabelecidas entre professores e alunos. A observação de aulas assume diferentes tipologias – informais ou formais – de acordo com a cultura de cada instituição e os processos estabelecidos para o desenvolvimento profissional e a avaliação do desempenho dos professores. Sobre o exposto e, ainda, considerando a prática do pedagogo na observação da sala de aula formal, está correto o que afirma em:
I. Consideram-se alunos com deficiência aqueles que têm impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que em interação com diversas barreiras podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. II. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. III. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e artes.
Está correto o que se afirma em
I. A professora, juntamente com a equipe pedagógica e a profissional de apoio, deve elaborar um Plano Individualizado para que o estudante possa se matricular novamente no 9º ano, realizando somente as atividades na Sala de Recursos Multifuncionais. II. O estudante deve ficar em dependência, cursando somente a disciplina de Geografia na escola, bem como as atividades da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), as demais disciplinas ele pode cursar em uma escola que oferte o ensino médio. III. A professora pode aprovar o estudante mesmo sem que ele tenha atingido o rendimento, garantindo o seu direito à terminalidade específica para a conclusão do ensino fundamental.
Está correto o que se afirma apenas em
Dito de outro modo, a fratura de uma perna, a senilidade, a depressão profunda ocasionada pela perda de um ente querido, a obesidade mórbida, a necessidade de uso permanente de medicamentos, órteses ou próteses, entre tantas outras adversidades a que se está sujeito, caracterizam uma situação de necessidades especiais e não se referem, necessariamente, a uma situação de deficiência. Fica evidente em todos esses exemplos que:
IS. - FAZER IGREJA, LEMBRAR VOCÊS FAZER? CONVERSAR, LEMBRAR? VOCÊS CONHECER IGREJA, CONHECER VOCÊS. CONHECER? IGREJA CONHECER? (Mostra para Adélia a igreja na maquete) OK. (Uma das crianças faz um sinal que não é possível ver na vídeo-gravação) IS. - ONTEM? SEMANA ANTES HISTÓRIA EXPLICAR, CONVERSAR, IGREJA. LEMBRAR? CONHECER IGREJA? BOM. HOJE... Luana - ÁRVORE. IS. - CERTO! AGORA HISTÓRIA. (P. chama atenção das crianças para iniciar a história) IS. - AGORA HISTÓRIA VOCÊS OLHAR EU. HISTÓRIA COMEÇAR. AMIGO PASSEAR. P. - AMIGO QUANTOS? IS. - MUITOS AMIGO. P. - MUITOS? VOCÊ FALAR DOIS SEMANA ANTES. IS. - (Faz gesto positivo com a cabeça) DOIS. P. - OUTRA VEZ. TER-NÃO, MAS PODER IGUAL SEMANA ANTES. IS. - DOIS AMIGO PASSEAR PRAÇA. P. - (Olhando para as crianças) CONHECER PRAÇA? IS. - CONHECER PRAÇA? (Algumas crianças respondem que sim, outras que não) P. - (Olhando para Luís Fábio) VOCÊ FEZ-CARA-DE SABER-NÃO. NÃO? CONHECER PRAÇA? NÃO? P. - (Para IS.) VOCÊ EXPLICAR. IS. - LEMBRAR PRAÇA VER ÁRVORE MUITAS? TER CHAFARIZ, TER PÁSSARO, COMER. CONHECER? PÁSSARO VER? (Muitas crianças fazem muitos sinais ao mesmo tempo) IS. - CHAFARIZ, PRAÇA. Diego - ÁRVORE. João - RUA. IS. - RUA-EM-VOLTA-DA-PRAÇA TER ÁRVORE, BANCO, DINHEIRO GUARDAR, CAIXA-ELETRÔNICO, SABER? TER MILHO, DAR PÁSSARO. TER IGREJA, VER JÁ? IGREJA (Mostra a igreja na maquete). P. - SABER JÁ? SINAL TER PRAÇA, SABER? IS. - PRAÇA. P. - TUDO, RUA-EM-VOLTA-DA-PRAÇA, ÁRVORE, PRAÇA, TER BANCO MUITOS, SABER? SABER? CERTO. (Como as crianças fazem sinal positivo com a cabeça, olha para IS.) - CONTINUAR. IS. - PRAÇA VER OBS: IS, instrutora; P, pesquisadora; os nomes citados são de alunos surdos. (Disponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/. Acesso em: novembro de 2024.)
Considerando as observações compatíveis com a análise do material apresentado, é INCORRETO afirmar que a pesquisadora: