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A ESCOLA AFASTADA DA VIDA
Antonio Perez Esclarín
Derrubaram a velha escola e, em seu lugar, ergueram uma escola moderníssima e valiosa. Construída com ricos materiais, o luxo e a elegância brilhavam por todos os lugares. Nada lhe faltava: laboratórios, biblioteca, centros de orientação… Não obstante, os alunos definhavam de tédio e se sentiam estranhos, como em uma jaula dourada.
O diretor não podia ocultar seu desconcerto, pois estava convencido de que a antiga apatia dos alunos se devia às pobres condições da velha escola e pensava que, na nova, tudo se modificaria.
Um dia, um sábio pedagogo visitou a escola e, depois de escutar a queixa do diretor, levou-o a uma estação de trens que contava com todos os avanços tecnológicos e era uma obra-prima arquitetônica, mas tinha um único e gravíssimo problema: tinham-na construído longe dos trilhos. Por ali, não passava nenhum trem.
— Tudo muito bonito e moderno, disse o diretor, mas para que serve uma estação longe dos trens?
— E para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida? Creio que li em uma das obras de Tony de Mello a história do paraquedista que caiu na copa de uma árvore sem ter a menor ideia de onde se encontrava. Antes de poder desembaraçar-se dos ramos da árvore, passou por ali um caminhante, e o paraquedista lhe perguntou:
— O senhor poderia, por favor, dizer-me onde estou?
— O senhor se encontra em uma árvore.
— Por acaso o senhor é professor? — Como soube?
— Porque o que diz é verdade, mas não me serve de nada.
Mostra-se, também, pertinente a história de um menino realmente habilidoso que vivia sempre inventando, consertando coisas, desmontando e voltando a montar aparelhos, plantando sementes, recolhendo ninhos, fabricando carrinhos… e costumava dizer: “Agora tenho de abandonar a aprendizagem por um grande período de tempo, porque tenho de ir à escola”.
Uma das maiores fatalidades da escola atual é seu afastamento da vida. O mundo escolar construiu um mundo artificial dentro do mundo real, e a maioria das coisas que se exigem e se aprendem na escola só serve para permanecer ou continuar ascendendo em uma corrida de obstáculos que, com demasiada frequência, não leva a lugar algum. A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber, em vez de ser capacidade para viver com maior plenitude, é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido.
Só educaremos para a vida se a escola, os programas, os conteúdos estiverem imersos na realidade e na vida cotidiana do aluno, de sua família, do bairro, do povoado, da cidade, do país. O autêntico planejamento parte da experiência, dos saberes, dos sentimentos e das necessidades dos alunos, de tal modo a mergulhar a prática escolar na prática social cotidiana de sua vida. Abramos à vida os portões e as janelas das escolas. Deixemos que a realidade invada os programas. Não esqueçamos que só é possível preparar para a vida no âmbito da própria vida. Não nos queixemos da apatia dos alunos, se o ideal de nossas escolas parece ser o silêncio e a paz dos cemitérios.
ESCLARÍN, Antonio Perez. Educar valores e o valor de educar: parábolas. São Paulo: Paulus, 2002.
A necessária articulação entre teoria e prática torna-se evidente ao confrontarmos a crítica de Perez Esclarín (1998), ao questionar “para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida?”, com a definição de Libâneo (2013).
Nesse contexto, segundo o autor, compete à Didática “converter os objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino; selecionar e organizar os conteúdos curriculares” (p.25).
Para superar tal distanciamento e efetivar a Didática como mediadora entre a escola e a realidade social, o docente deve
Uma das maiores contribuições do soviético Lev Semionovitch Vygotsky (1896-1924) para a Psicologia e a Educação consiste na forma original com que compreendeu a relação desenvolvimento/aprendizagem e a criação do conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal. Sua matriz epistemológica básica, o materialismo histórico e dialético, considera que, ao produzir o meio em que vive, o homem se produz; ou seja, o homem é determinado historicamente, mas é, simultaneamente, determinante da história. Neste sentido, Vygotsky considera que o desenvolvimento e a aprendizagem interrelacionam-se desde o nascimento da criança, isto é, a constituição do sujeito é um movimento dialético entre aprendizagem e desenvolvimento.
Fonte: ZANELLA, Andréa. Zona de desenvolvimento proximal: análise teórica de um conceito em algumas situações variadas. Temas em Psicologia, n. 2, 1994, p. 97.
Assinale a afirmativa que descreve corretamente o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal desenvolvido por Vygotsky.
Assinale a opção que exemplifica corretamente o processo de acomodação.
É muito mais do que isto, exatamente porque envolve a
Para Jófilli, “o aspecto mais relevante da aprendizagem escolar parece ser o fato de criar zonas de desenvolvimento
Isto porque “A Educação Integral não pode olvidar do potencial integrador de uma educação
Não há como se desvincular o cotidiano escolar das teorias e metodologias didáticas, visto serem estas que orientam as práticas pedagógicas, assim como o dia a dia institucional. Analisando-se mais atentamente essa vinculação, nota-se que as teorias e metodologias didáticas influenciam tanto o conhecimento transmitido quanto a organização das aulas.
Por outro lado, se a metodologia se refere à teoria por trás do método, verifica-se que, conforme afirma Libâneo na obra Didática (2017), “os métodos de ensino são as ações do professor pelas quais se organizam as atividades de ensino e dos alunos para
Considerando as reflexões de Paulo Freire (2019) a respeito da identidade do professor e das exigências derivadas de sua relação com os educandos e com o conhecimento, as concepções apresentadas, presentes nesse Decreto,
Diante desse cenário, assinale a alternativa CORRETA sobre o tipo de atividade lúdica utilizada.
I- Ao longo do nosso desenvolvimento, nos deparamos com as inúmeras imposições e solicitações do meio físico e social e num processo de ação contínua nos desequilibramos e reequilibramos novamente, em busca de uma maior compreensão da realidade.
PORQUE
II- Desde o nascimento, vivemos diferentes momentos que caracterizam diferentes formas de compreender as informações com as quais nos deparamos. Essas formas se integram umas nas outras, modificando-se mutuamente e ampliando a capacidade de adaptação, o que torna este processo dinâmico.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Ao tratar do estudo ativo em sua obra Didática, José Carlos Libâneo explica que o estudo ativo “é o conjunto das tarefas cognoscitivas que concorrem para o desenvolvimento das atividades mentais dos alunos, como a conversação dirigida, a discussão, o estudo dirigido individual e em grupo, os exercícios, as observações das coisas do mundo circundante, os hábitos de estudo e de organização pessoal, as tarefas de casa, o estudo do meio etc.”.
Fonte: LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2017
Sobre a concepção de estudo ativo desenvolvida por Libâneo, é CORRETO afirmar que:
Considerando as ideias de Paulo Freire e as discussões contemporâneas sobre o ensino de Geografia, é correto afirmar que o trecho expressa uma crítica à prática docente que
Fonte: LIBÂNEO, J. C. Didática . São Paulo: Cortez, 2017
Sobre a concepção de estudo ativo desenvolvida por Libâneo, é CORRETO afirmar que:
Sobre a avaliação, segundo Luckesi, analise as asserções a seguir.
I - A principal distinção entre examinar e avaliar consiste na existência de classificação e seletividade do avaliado, no caso do exame, e na característica diagnóstica e inclusiva, no caso da avaliação.
II - A avaliação deve priorizar a classificação e servir de sustentação para a aprovação ou reprovação do educando.
III - Parte da dificuldade do educador em distinguir entre examinar e avaliar decorre do fato de ter ele vivenciado os exames escolares em sua vida estudantil.
É CORRETO o que se afirma apenas em: