Questões de Concurso
Comentadas sobre principais autores em pedagogia
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Conforme Nitzke et al., a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, sendo então capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Um importante conceito desta fase é o desenvolvimento da reversibilidade, ou seja, a capacidade da representação de uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada. Marque a alternativa que nomeia essa fase:
Para desenvolver o processo, denominado por Piaget de etapa sensório motora (0 a 2 anos), é preciso que os educadores estimulem as crianças a correr, pular e suas variantes, isso pode acontecer:
Dentre os teóricos da educação, assinale a alternativa que indica qual teórico da educação defende a ideia de que o professor deve atuar como um mediador entre a arte e o aprendiz, facilitando a construção de significados e a apreciação estética das obras:
Para John Dewey, a educação não deve ser apenas sobre a transmissão de conhecimento, mas sim sobre a preparação dos alunos para a vida em uma sociedade democrática. Nesse sentido, assinale a alternativa que indica qual a abordagem pedagógica, desenvolvida por John Dewey, enfatiza a importância da experiência artística como meio de estimular a criatividade, a reflexão e a expressão dos alunos:
Assinale a alternativa que indica qual a abordagem pedagógica, desenvolvida pelo educador brasileiro Paulo Freire, enfatiza a importância da arte e da cultura no processo educativo, buscando a conscientização e a transformação social:
Dentre as abordagens pedagógicas, assinale a alternativa que indica qual a abordagem, desenvolvida por Johann Heinrich Pestalozzi, enfatiza a importância da educação centrada no aluno, valorizando sua individualidade e experiências pessoais:
Para Henri Wallon, o desenvolvimento do indivíduo só se torna possível através da integração das três dimensões:
“Quero aprender a ler e a escrever” disse, certa vez, a camponesa de Pernambuco, para deixar de ser sombra dos outros”. É fácil perceber a força poética se alongando em força política de que seu discurso se infundiu com a metáfora de que se serviu. Sombra dos outros. No fundo, estava cansada da dependência, da falta de autonomia de seu ser oprimido e negado. De “marchar” diminuída, como pura aparência, como puro “traço” de outrem. Aprender a ler e a escrever mostraria a ela, depois, que, em si, não basta para que deixemos de ser sombra dos outros; que é preciso muito mais. Ler e escrever a palavra só nos fazem deixar de ser sombra dos outros quando, em relação dialética com a “leitura do mundo”, tem que ver com o que chamo a “re-escrita” do mundo, quer dizer, com sua transformação.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação. São Paulo: Editora Unesp, p. 40, 2000.
O quadro acima traz um pequeno trecho dos escritos de Paulo Freire, no qual podem ser identificados alguns aspectos importantes de sua proposta educacional e pedagógica. Com base no que apresenta o referido trecho, é possível afirmar que a pedagogia freireana corresponde a uma proposta de educação
De acordo com Vygotsky, o aprendizado está subordinado ao desenvolvimento das estruturas intelectuais da criança, e um se alimenta do outro, provocando saltos de nível de conhecimento. Dessa forma, o ensino acompanha o aluno na relação entre aprendizado e desenvolvimento.
O trecho acima faz parte da fala do professor Daniel Maldonado, em palestra proferida na Mesa “Diálogos da Educação Libertadora de Paulo Freire com a Educação Física Escolar”, ocorrida em 2023.
Sobre a Educação Física libertadora é correto afirmar:
Não será equitativo que as injustiças, os abusos, as extorsões, os ganhos ilícitos, os tráficos de influência, o uso do cargo para a satisfação de interesses pessoais, que nada disso, por causa de que, com justa ira, lutamos agora no Brasil, não seja corrigido, como não será correto que todas e todos os que forem julgados culpados não sejam severamente, mas dentro da lei, punidos.
(Freire, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Editora Paz e Terra, 2014.)
Em consonância com as ideias progressistas de Paulo Freire, Soares et al (1992) defendem uma Educação Física crítico-superadora na qual
“Muito bem”, disse em resposta à intervenção do camponês. “Aceito que eu sei e vocês não sabem. De qualquer forma, gostaria de lhes propor um jogo que, para funcionar bem, exige de nós absoluta lealdade. Vou dividir o quadro-negro em dois pedaços, em que irei registrando, do meu lado e do lado de vocês, os gols que faremos eu, em vocês; vocês, em mim. O jogo consiste em cada um perguntar algo ao outro. Se o perguntado não sabe responder, é gol do perguntador. Começarei o jogo fazendo uma primeira pergunta a vocês.” [...] Primeira pergunta: – Que significa a maiêutica socrática? Gargalhada geral e eu registrei o meu primeiro gol. – Agora cabe a vocês fazer a pergunta a mim – disse. Houve uns cochichos e um deles lançou a questão: – Que é curva de nível? Não soube responder. Registrei um a um. – Qual a importância de Hegel no pensamento de Marx? Dois a um. – Para que serve a calagem do solo? Dois a dois. – Que é um verbo intransitivo? Três a dois. – Que relação há entre curva de nível e erosão? Três a três. – Que significa epistemologia? Quatro a três. – O que é adubação verde? Quatro a quatro.
Assim, sucessivamente, até chegarmos a dez a dez. Ao me despedir deles lhes fiz uma sugestão: “Pensem no que houve esta tarde aqui. Vocês começaram discutindo muito bem comigo. Em certo momento ficaram silenciosos e disseram que só eu poderia falar porque só eu sabia e vocês não. Fizemos um jogo sobre saberes e empatamos dez a dez. Eu sabia dez coisas que vocês não sabiam e vocês sabiam dez coisas que eu não sabia. Pensem sobre isto”.
FREIRE, P. Pedagogia da Esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. p. 24. Adaptado.
A experiência apresentada no texto reforça uma perspectiva que considera a aprendizagem como um processo que privilegia o(a)
I. Incluem não só os objetos e pessoas que o sujeito encontra, mas também os conflitos ou perturbações aos quais é submetido. II. São os motivos que põem em ação os processos cognitivos de que o sujeito dispõe para se autorregular e, desse modo, tentar superá-los ou ultrapassá-los. III. Do motivo surge a palavra motivação. À medida que a motivação conduz à interação e esta leva a modificações das estruturas cognitivas no sentido da intencionalidade, o processo de aprendizagem acontece, e o sujeito alcança um grau cada vez maior de adaptação.
Está CORRETO o que se afirma: