Questões de Concurso
Comentadas sobre pcn's - parâmetros curriculares nacionais e temas transversais em pedagogia
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Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) consideram que a avaliação deva ser de utilidade, tanto para o aluno como para o professor, para que ambos possam dimensionar os avanços e as dificuldades dentro do processo de ensino e aprendizagem e torná-lo cada vez mais produtivo. Considerando a fase da avaliação que ocorre junto ao processo de ensino e aprendizagem, fornecendo dados importantes para o ajustamento das ações educativas, possibilitando a tomada de decisões quanto à continuidade do processo ou da necessidade de alterações, qual alternativa corresponde a essa fase?
Conforme consta nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a participação dos alunos com necessidades especiais nas aulas de educação física pode trazer muitos benefícios a essas crianças. É fundamental, entretanto, que alguns cuidados sejam tomados. Em relação a esses cuidados, analise as afirmações abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Havendo acentuada dificuldade na inclusão do aluno com necessidades especiais nas atividades do ensino regular, é dever do professor reconduzir o aluno em questão para uma instituição que atenda às suas demandas.
( ) No contexto em que não houver professores preparados para esse tipo de população, é necessário que haja orientação médica e em alguns casos a supervisão de um especialista em psicoterapia, um neurologista, psicomotricista ou psicólogo, pois as restrições de movimentos, posturas e esforço podem implicar graves riscos.
( ) O professor deve ser flexível, fazendo as adequações necessárias no plano gestual, nas regras das atividades, na utilização de materiais e do espaço, para estimular tanto no aluno portador de necessidades especiais como no grupo, todas as possibilidades que favorecem o princípio da inclusão.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Ao discutir currículo, Tomaz Tadeu da Silva (1999) entende que as teorias críticas e pós-críticas
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), por sua natureza aberta, configuram uma proposta:
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, o exercício da cidadania exige o acesso de todos à totalidade dos recursos culturais relevantes para a intervenção e a participação responsável na vida social. Nesse sentido, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, em relação às exigências que são impostas no mundo contemporâneo.
( ) O domínio da língua falada e escrita.
( ) As coordenadas espaciais e temporais que organizam a percepção do mundo.
( ) Os princípios da reflexão matemática.
( ) Os princípios da explicação científica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O sistema educacional brasileiro é o resultado das mudanças que ocorreram e ocorrem ao longo da história da educação no país, com o seu início lá no período da colonização do Brasil. O sistema e a legislação educacional são influenciados pelo contexto político, econômico e social de cada período histórico. A compreensão do sistema educacional brasileiro exige que não se perca de vista a totalidade social da qual o sistema educativo faz parte.
(Saviani, 1987.)
Relacione adequadamente as informações a seguir.
1. Plano Nacional de Educação.
2. Parâmetros Curriculares Nacionais.
3. Estatuto da Criança e do Adolescente.
4. Lei nº 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
(_) Determina que os casos de maus-tratos envolvendo os alunos; a reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; e os elevados níveis de repetência deverão ser comunicados ao Conselho Tutelar.
(_) Disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.
(_) Algumas de suas diretrizes são: erradicação do analfabetismo; universalização do atendimento escolar; promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do país.
(_) Sua função é orientar e garantir a coerência dos investimentos no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações, subsidiando a participação de técnicos e professores brasileiros.
A sequência está correta em
Os Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil, publicados pelo Ministério da Educação em 2006, têm como objetivo:
O objetivo proposto nos parâmetros curriculares nacionais para o ensino religioso é valorizar o pluralismo e a diversidade cultural presentes na sociedade brasileira, facilitando a compreensão das formas que exprimem o transcendente na superação da finitude humana e que determinam, subjacente, o processo histórico da humanidade. Por isso necessita:
I. Propiciar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso, a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do educando;
II. Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial, em profundidade, para dar sua resposta devidamente informada;
III. Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais;
IV. Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas;
VI. Possibilitar esclarecimentos sobre o direito à diferença na construção de estruturas religiosas que têm na liberdade o seu valor inalienável.
Dos itens acima:
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F), em relação aos objetivos do ensino fundamental que estão relacionados nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
( ) Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro.
( ) Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos.
( ) Compreender a cidadania como participação social e política.
( ) Utilizar o diálogo como forma de enfrentar conflitos e de tomar decisões coletivas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais – terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental, entre os obstáculos que o Brasil tem enfrentado em relação ao ensino de Matemática, apontam-se os fatores mencionados abaixo, exceto:
Dentre as proposições abaixo, marque a única que não corresponde aos objetivos do ensino fundamental nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Os alunos devem ser capazes de:
As questões de 31 a 35 foram formuladas e serão respondidas em português. As demais questões foram formuladas e serão respondidas em inglês.
Parte integral de abordagens e métodos de ensino/aprendizado de Língua Inglesa, a avaliação possui um papel importante. Conforme previsto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a melhor forma de avaliação é a avaliação:
As questões de 31 a 35 foram formuladas e serão respondidas em português. As demais questões foram formuladas e serão respondidas em inglês.
Com foco no multiletramento crítico, o letramento racial deve se fazer presente no currículo porque atende à demanda dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) em relação à:
As questões de 31 a 35 foram formuladas e serão respondidas em português. As demais questões foram formuladas e serão respondidas em inglês.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), temas transversais devem ser trazidos para a sala de aula via Língua Estrangeira porque:
As questões de 31 a 35 foram formuladas e serão respondidas em português. As demais questões foram formuladas e serão respondidas em inglês.
Deve ser foco do ensino de Língua Estrangeira, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN):
Barca e Schmidt (2009 apud SOBANSKI et al, 2010, p.11)
De acordo com os fundamentos da educação histórica e com base nos PCN, constituem objetivos do ensino de história as alternativas a seguir, exceto:
I. Preparar um planejamento que possa de fato orientar o trabalho em sala de aula.
II. Identificar, produzir ou solicitar novos materiais que possibilitem contextos mais significativos de aprendizagem.
III. Subsidiar as discussões de temas educacionais com os pais e responsáveis.
Quais estão corretas?
Texto 2
Sabe-se que o sertanejo costumava realizar suas necessidades fisiológicas no próprio quintal de sua casa, entre as folhagens de um cajueiro ou qualquer outra árvore baixa e frondosa. Nas Concentrações, o flagelado era obrigado a mudar o seu comportamento. Deveria sentir-se envergonhado por não usar o banheiro para as necessidades fisiológicas. Na perspectiva da civilização baseada no saber médico, o homem deveria ficar distante de seus excrementos. Com efeito, o concentrado deveria incorporar novos parâmetros para definir o nojo. Para o sertanejo, o lugar dos dejetos fecais era os arredores de sua casa. Não havia necessidade de banheiro.
Esse contraste entre noções diferenciadas da construção do nojo era uma das grandes tensões cotidianas dos Campos de Concentração. Enquanto os “inspetores de higiene” procuravam, a todo custo, mostrar a insubstituível função das “sentinas”, os sertanejos mostravam-se pouco motivados para abandonar seus hábitos tradicionais. Muitos concentrados usavam o aparelho sanitário, enquanto outros decidiam continuar com seus hábitos, criando toda sorte de conflitos.
Ao ser entrevistado por jornalistas do Correio do Ceará, em março de 1932, o inspetor de higiene do Campo de Concentração do Urubu falou com detalhes e entusiasmo sobre a existência e a organização dos banheiros: “São todos muito bem fechados e foram construídos com madeira serrada, cobertos de zinco novos e muito bem feitos. Aqueles dois que ainda não foram totalmente cobertos não estão funcionando”. Ao passarem pela frente dos banheiros, os jornalistas receberam do Inspector a seguinte informação: “este é o banheiro ‘Major Manoel Tibúrcio’, este chama-se ‘Senhoras da Caridade’, este é o ‘Interventor Federal Roberto Carneiro de Mendonça’...” (Correio do Ceará, 06/05/1932). A homenagem a grupos ou pessoas importantes era figurada nos banheiros. Nesse sentido, é possível imaginar que esses lugares da higiene pessoal constituíam-se como templos do sanitarismo nesses Campos de Concentração.
O momento do banho ganhava, respeitando as especificidades, ares de sacralidade em todos os Campos de Concentração. Na Concentração do Tauape, localizada em Fortaleza, mulheres e crianças banhavam-se vestidas numa Lagoa que ficava junto ao Campo. Entretanto, os higienistas afirmavam que neste momento – precisamente às cinco horas da manhã – formava-se um cordão de vigilantes para impedir qualquer tipo de indecoro ou de molestamento àquelas mulheres. No meio rural, homens, mulheres e crianças banhavam-se vestidos e juntos. Ao que parece, esse momento tinha mais o sentido do lazer do que do asseio pessoal. Nos Campos de Concentração, tentava-se inculcar uma nova maneira de pensar sobre o momento do asseio pessoal a partir da noção de vergonha. O banho, fosse realizado em banheiros ou açudes, deveria caracterizar-se como um momento de foro íntimo dominado pela ideia civilizada de moral, pudor e rapidez.
Os jornalistas d’O Povo, numa tentativa de romantizar a cena, acrescentavam que as mulheres sentiam muita satisfação naquele momento, pois o encontro com a água traria de volta a lembrança do “sertão querido”. A descrição chega a imagens cinematográficas: “A lagoa, com as suas águas frescas e azuladas parecia atenuar a tristeza daquela gente... Dava gosto ver as sertanejas lembrando-se dos bons invernos e nadando a largas braçadas na superfície da Lagoa”. Mesmo ocupando-se largamente com a satisfação do banho, os jornalistas acabaram registrando o incômodo que causava nessas senhoras a constante vigilância do banho e da lavagem de roupa. Com um tom irônico, que procurava produzir o riso a partir de informações sobre “a vida do povo”, os jornalistas chegam a reproduzir o “falar do sertanejo pobre”: “Num sei pru qui é qui os diabo desses guarda num larga da gente”
(O Povo, 16/04/32).
(RIOS, K. S. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos
de concentração na seca de 1932. Fortaleza: Imprensa
Universitária, 2014. p. 119-121).
Texto 2
Sabe-se que o sertanejo costumava realizar suas necessidades fisiológicas no próprio quintal de sua casa, entre as folhagens de um cajueiro ou qualquer outra árvore baixa e frondosa. Nas Concentrações, o flagelado era obrigado a mudar o seu comportamento. Deveria sentir-se envergonhado por não usar o banheiro para as necessidades fisiológicas. Na perspectiva da civilização baseada no saber médico, o homem deveria ficar distante de seus excrementos. Com efeito, o concentrado deveria incorporar novos parâmetros para definir o nojo. Para o sertanejo, o lugar dos dejetos fecais era os arredores de sua casa. Não havia necessidade de banheiro.
Esse contraste entre noções diferenciadas da construção do nojo era uma das grandes tensões cotidianas dos Campos de Concentração. Enquanto os “inspetores de higiene” procuravam, a todo custo, mostrar a insubstituível função das “sentinas”, os sertanejos mostravam-se pouco motivados para abandonar seus hábitos tradicionais. Muitos concentrados usavam o aparelho sanitário, enquanto outros decidiam continuar com seus hábitos, criando toda sorte de conflitos.
Ao ser entrevistado por jornalistas do Correio do Ceará, em março de 1932, o inspetor de higiene do Campo de Concentração do Urubu falou com detalhes e entusiasmo sobre a existência e a organização dos banheiros: “São todos muito bem fechados e foram construídos com madeira serrada, cobertos de zinco novos e muito bem feitos. Aqueles dois que ainda não foram totalmente cobertos não estão funcionando”. Ao passarem pela frente dos banheiros, os jornalistas receberam do Inspector a seguinte informação: “este é o banheiro ‘Major Manoel Tibúrcio’, este chama-se ‘Senhoras da Caridade’, este é o ‘Interventor Federal Roberto Carneiro de Mendonça’...” (Correio do Ceará, 06/05/1932). A homenagem a grupos ou pessoas importantes era figurada nos banheiros. Nesse sentido, é possível imaginar que esses lugares da higiene pessoal constituíam-se como templos do sanitarismo nesses Campos de Concentração.
O momento do banho ganhava, respeitando as especificidades, ares de sacralidade em todos os Campos de Concentração. Na Concentração do Tauape, localizada em Fortaleza, mulheres e crianças banhavam-se vestidas numa Lagoa que ficava junto ao Campo. Entretanto, os higienistas afirmavam que neste momento – precisamente às cinco horas da manhã – formava-se um cordão de vigilantes para impedir qualquer tipo de indecoro ou de molestamento àquelas mulheres. No meio rural, homens, mulheres e crianças banhavam-se vestidos e juntos. Ao que parece, esse momento tinha mais o sentido do lazer do que do asseio pessoal. Nos Campos de Concentração, tentava-se inculcar uma nova maneira de pensar sobre o momento do asseio pessoal a partir da noção de vergonha. O banho, fosse realizado em banheiros ou açudes, deveria caracterizar-se como um momento de foro íntimo dominado pela ideia civilizada de moral, pudor e rapidez.
Os jornalistas d’O Povo, numa tentativa de romantizar a cena, acrescentavam que as mulheres sentiam muita satisfação naquele momento, pois o encontro com a água traria de volta a lembrança do “sertão querido”. A descrição chega a imagens cinematográficas: “A lagoa, com as suas águas frescas e azuladas parecia atenuar a tristeza daquela gente... Dava gosto ver as sertanejas lembrando-se dos bons invernos e nadando a largas braçadas na superfície da Lagoa”. Mesmo ocupando-se largamente com a satisfação do banho, os jornalistas acabaram registrando o incômodo que causava nessas senhoras a constante vigilância do banho e da lavagem de roupa. Com um tom irônico, que procurava produzir o riso a partir de informações sobre “a vida do povo”, os jornalistas chegam a reproduzir o “falar do sertanejo pobre”: “Num sei pru qui é qui os diabo desses guarda num larga da gente”
(O Povo, 16/04/32).
(RIOS, K. S. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos
de concentração na seca de 1932. Fortaleza: Imprensa
Universitária, 2014. p. 119-121).