Questões de Concurso
Comentadas sobre paradigmas educacionais: pensamento moderno e contemporâneo em pedagogia
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A construção de uma sociedade democrática no Brasil apresenta várias frentes de ação, desde a proteção e inclusão de pessoas portadoras de deficiência em todos os espaços socioculturais e laborais, até a construção de mecanismos de visibilização das diferenças, buscando empoderar aqueles que historicamente foram colocados em lugares subalternos. São ações que podem ser consideradas de visibilização e empoderamento:
I – murais escolares que representem todos os tipos de família e todas as origens etnicoraciais;
II – circulação de literaturas, entre os estudantes, que tenham afro-brasileiros e povos originários (os chamados “índios”) como protagonistas;
III – divulgação da história, mitologia, religiosidade dos povos africanos e ameríndios
A disciplina escolar precisa ser construída pela escola considerando alguns desafios contemporâneos, entre eles o fato de que a sociedade hoje caminha para construir-se para todos. Perceber que mais gente participa da escola é um aspecto positivo. Para uma escola que se quer democrática, são algumas destas ações:
I – compreender que nem todos podem fazer parte da escola, uma vez que alguns não têm condições biológicas e socioculturais para isso;
II – construir um projeto pedagógico que expresse as necessidades e ideias do grupo a que ele se destina;
III – coibir tratamento preconceituoso para com os estudantes, independente de condições biológicas, socioculturais, de gênero, origem étnico-racial, religiosas e de orientações sexuais.
Acorda Amor
Chico Buarque
“Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora:
Sonhei que tinha gente lá fora,
Batendo no portão,
Que aflição (...)”
A música “Acorda Amor”, de Chico Buarque de Holanda, demonstra o clima de censura e repressão após o Golpe de 1964. É um dos efeitos do Golpe Militar de 64 na Educação brasileira a (o)
Leia atentamente os exercícios de interpretação transcritos abaixo. São exercícios usualmente aplicados em atividades de interpretações de textos. Julgue-os de acordo com a questão.
1. Com a morte do leão, houve a eleição para a escolha do ........... .
2. A eleição era através ( ) de votos ( ) de aplausos ( ) de outra forma.
3. Pelo parágrafo 3 do texto conclui-se que o novo rei dos bichos seria aquele em cuja cabeça se adaptasse a ........................................ .
4. A escolha do novo rei foi difícil porque ( ) ninguém queria o cargo ( ) todos queriam o cargo mas em nenhuma cabeça a coroa se adaptava perfeitamente.
5. Qual é a lição de moral transmitida pelo texto?
6. Reconstitua a ideia central do texto através de desenhos.
“Todo sistema de ensino institucionalizado visa, em alguma medida, realizar de modo organizado e sistemático a inculcação dos valores dominantes e reproduzir as condições de dominação social que estão por trás de sua ação pedagógica.” (Alberto Tosi)
Essa afirmação é baseada nas ideias de Bourdieu e Passeron, da década de 70, na França. A atualidade da formulação pode ser confirmada quando a desigualdade já está definida pelo(pela):
A escola, como tradicionalmente a conhecemos, está apoiada num paradigma organizacional que privilegia a uniformidade. Podemos interrogar-nos, porém, se tal paradigma ainda se adequa à nova realidade educacional.
Na operacionalização de um novo paradigma de organização escolar, a alternativa que NÃO devemos considerar é:
Analise o texto abaixo:
A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga ....(1).... como valores ....(2).... , e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto.
I. “Neste começo de um novo milênio, a educação apresenta‐se numa dupla encruzilhada: de um lado, o desempenho do sistema escolar não tem dado conta da universalização da educação básica de qualidade; de outro, as novas matrizes teóricas não apresentam ainda a consistência global necessária para indicar caminhos realmente seguros numa época de profundas e rápidas transformações. Essa é uma das preocupações do Instituto Paulo Freire, buscando, a partir do legado de Paulo Freire, consolidar o seu 'Projeto da Escola Cidadã', como resposta à crise de paradigmas."
ASSIM
II. “O docente deve formar‐se com a capacidade de refletir sobre sua prática educacional, sobre sua docência, já que é através do processo reflexo que irá se tornar um profissional capaz de construir sua identidade profissional docente. A prática e o ato de reflexão dessa prática exercida no espaço da sala de aula contribuem para o surgimento de uma ressignificação do conceito de professor, de aluno, de aula e de aprendizagem."
Assinale a alternativa correta.
A educação deve ser compreendida como uma amplitude de relações, não se restringindo apenas à vida escolar. Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.
A educação do indivíduo independe do momento histórico por
que passe a comunidade na qual ele está inserido.
As diferenças culturais de nossa sociedade impõem desafios para o currículo escolar. Historicamente, a escola tem o compromisso com a universalidade do conhecimento. A estudiosa Vera Candau (2002, p. 129), ao estudar esta temática, afirma que a escola atual precisa questionar que universalidade é esta, sem que caia no relativismo absoluto, ou seja,
( ) Estabelecimento de um clima de confiança entre professor e aluno. ( ) Esclarecimento aos alunos do que se espera da avaliação. ( ) Mudança de lugar dos alunos em dia de avaliação. ( ) Ênfase à avaliação classificatória.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Conceituar a educação como bem de consumo ajuda a promover uma mentalidade consumista em seus usuários, professorado e alunado; estimula-os a abraçarem o trabalho escolar e as ofertas de formação pensando como consumidores, ou seja, em seu valor de intercâmbio com o mercado ou nos benefícios que podem auferir ao cursarem uma disciplina, especialidade ou titulação. A instituição escolar aparece como imprescindível somente enquanto proporcionadora de recursos para se obterem, no dia de amanhã, benefícios estritamente privados, visando ao enriquecimento a título individual.
Contudo, ao mesmo tempo que se produz esta aposta na mercantilização do sistema educativo, surgem diagnósticos acerca da degradação das sociedades atuais, da decadência moral, violência e egoísmo das pessoas que habitam os países desenvolvidos. Vivemos uma época que algumas pessoas, bem como grupos sociais, definem como de pânico moral; para alguns grupos, a educação é responsável por tudo e, ao mesmo tempo, quase todo mundo a considera tábua de salvação capaz de nos conduzir a um futuro social diferente.
Uma população atemorizada, que vive em situação de pânico moral, surge da constatação de que aquilo que até determinado momento eram ideais compartilhados, estilos de vida que serviam de modelo e parâmetros de avaliação da convivência e do modo de viver de uma comunidade, está sendo destruído. Insegurança e medo do desconhecido se convertem em pânico à medida que alguns meios de comunicação amplificam os delitos cometidos pelas pessoas, especialmente as de determinados grupos sociais – que são absolutamente rotuladas como perigosas. Assim, algumas etnias minoritárias – como a cigana, os imigrantes marroquinos ou nigerianos, ou grupos juvenis específicos, como os punks, cabeças raspadas, roqueiros, hooligans etc. – acabam convertendo-se nos principais inimigos da sociedade e acusadas de toda a violência que existe em nosso entorno, devido à forma como os meios de comunicação de massa relatam suas ações, destacando-as, normalmente, com exagero. Dessa maneira, gera-se na sociedade uma forte hostilidade contra estes grupos sociais marginalizados, vistos como ameaça à paz social, capazes de destruir o mundo de valores hegemônicos e de levarem os cidadãos a submergirem em um ambiente de caos e destruição.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. A instituição escolar em tempos de intolerância. TEIAS: Revista da Faculdade de Educação / UERJ – n. 3, jun. 2001.
O autor do texto é doutor em Pedagogia e catedrático de Didática e Organização Escolar da Universidade da Corunha, na Espanha, e, portanto, pesquisador de temas e problemas da área de Educação. Neste texto, interessa-lhe, principalmente, destacar: