Questões de Concurso
Comentadas sobre elaboração do planejamento de ensino em pedagogia
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O plano de aula é a modalidade de planejamento que mais dialoga com o currículo real da sala de aula. É o organizador do trabalho pedagógico do professor e deve contemplar:
I. As habilidades e os objetos de conhecimento que se relacionam com os conteúdos escolares.
II. As áreas do conhecimento que serão trabalhadas e as atividades pedagógicas que favorecem o processo de aprendizado.
III. As atividades relacionadas aos conteúdos que desenvolverão as habilidades necessárias para que ocorra a aprendizagem.
IV. Os objetivos gerais e específicos e não as competências gerais e as competências específicas que se relacionam com a proposta da aula.
Estão CORRETAS apenas:
I. É um processo de conhecimento e análise da realidade escolar em suas condições concretas, tendo em vista a elaboração de um plano ou projeto para a instituição.
II. Toda organização precisa de um plano de trabalho que indique os objetivos e os meios de sua execução, superando a improvisação e a falta de rumo.
III. Racionalização de recursos humanos, físicos, materiais, financeiros, criando e viabilizando as condições e modos para realizar o que foi planejado.
IV. O planejamento é considerado pedagógico porque formula objetivos sociais e políticos e meios formativos para dar uma direção ao processo educativo.
Então, é distribuído um formulário que contém várias colunas: objetivos, conteúdos, atividade de ensino, tempo, atividades de avaliação. Usualmente, esse formulário, na semana pedagógica, começa a ser preenchido pela coluna dos “conteúdos”, através de uma transcrição do índice do livro didático. A seguir, os objetivos são inventados em conformidade com os conteúdos, e assim por diante… Isso significa preencher formulário e não planejamento.” (Luckesi)
Para o autor, planejar significa:
Tendo como referência as obras Alfabetização e letramento na sala de aula, de Castanheira e Maciel (2008) e Métodos e didáticas de alfabetização: história, características e modos de fazer de professores: de Frade (2005), que discutem a avaliação na Educação Básica, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) Segundo a obra organizada por Castanheira e Maciel (2008), um dos desafios a ser enfrentado no processo de planejamento dos trabalhos a serem desenvolvidos em sala de aula é a articulação entre a dimensão individual e a dimensão coletiva e institucional. Desse modo, o planejamento pode ser substituído pela escolha de um método de ensino ou por um livro didático.
( ) Segundo a obra organizada por Castanheira e Maciel (2008), a ideia de avaliar a alfabetização surge da necessidade de obtenção de informações sobre o quadro do ensino quando ainda é possível corrigir os percursos dos alunos. Isto é, surge da necessidade de diagnosticar os níveis de aprendizagem do alfabetizando em momentos mais precoces da escolarização, de modo a poder encontrar caminhos alternativos para que a criança aprenda a ler e a escrever.
( ) Segundo Frade (2005), há professores que não adotam um método específico, nem se apegam a um livro de alfabetização, mas que equilibram e usam, em sua prática, os princípios permanentes da decodificação e da compreensão. Para a autora, é importante que o professor escolha o eixo organizador do seu trabalho e tenha segurança ao eleger conteúdos e procedimentos.
( ) Segundo Frade (2005), no processo de alfabetização, é preciso focalizar mais intensamente a compreensão que a decodificação. Cabe ao professor realizar escolhas de livros ou métodos que direcionem para atividades que contribuam para a compreensão do sistema de escrita, contudo, espera-se que também seja crítico o suficiente para constatar que não há um método milagroso.
Assinale a sequência correta.
Gauthier, Bissonnette e Richard (2014), na obra Ensino explícito e desempenho dos alunos, ao discutir sobre a preparação da gestão dos aprendizados, destaca a importância de estabelecer um roteiro de aula.
Com relação à construção de roteiro, os autores propõem, exceto:
Figura 8A2-I
A figura a seguir ilustra o ciclo entre planejamento, implementação, monitoramento e avaliação como estratégia de gestão educacional.

O planejamento na educação escolar se dá em quatro níveis: o do sistema de ensino; o da escola; o curricular; o do ensino-aprendizagem. Como observa Vasconcellos (2002), esse último nível é o mais próximo da prática do professor e da sala de aula e diz respeito mais estritamente ao aspecto didático. Maulini e Wadfluh (In: Thurler e Maulini, 2012), observam que, em sistemas burocráticos, “a cadeia de prescrições fixa o saber a ensinar, os métodos e os manuais a utilizar, incumbe o professor de aplicá-las e a classe de acompanhar, como puder, o ritmo imposto”. Os autores situam, num polo oposto a esse, um sistema (denominado ad hoc ou adhocrático), no qual “as finalidades precedem as modalidades: os profissionais devem não só ‘cumprir o programa’, mas, sobretudo, ajustar suas intervenções para que cada aluno progrida em direção aos principais objetivos”. Há uma proximidade desse último sistema com a proposta de Vasconcellos em relação à elaboração do plano de ensino-aprendizagem, cuja finalidade, para esse autor, é
Planejar é antecipar ações para atingir certos objetivos, que vêm de necessidades criadas por uma determinada realidade, e, sobretudo, agir de acordo com essas ideias antecipadas. Na obra Planejamento – projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico, Vasconcellos (2002) defende que, para se realizar um bom planejamento, é necessário considerar três dimensões básicas:
Os problemas encontrados na análise psicológica do ensino não podem ser corretamente resolvidos ou mesmo formulados sem nos referirmos à relação entre o aprendizado e o desenvolvimento em crianças em idade escolar. Este ainda é o mais obscuro de todos os problemas básicos necessários à aplicação de teorias do desenvolvimento da criança aos processos educacionais.
(Vygotsky, 1991)
Acerca da relação entre desenvolvimento e aprendizagem, o autor defende que
Moran, Masetto e Behrens (2000) entendem que existe a possibilidade da utilização das novas tecnologias numa perspectiva de mediação pedagógica, voltada para a colaboração com o processo de aprendizagem. Os autores, na mesma obra, explicitam que a mediação pedagógica se dá por meio do planejamento do processo de aprendizagem que deve ser pensado na sua totalidade e, também, em cada uma de suas unidades. Desse modo, para que as novas tecnologias possam colaborar com o processo de aprendizagem, elas devem