Questões de Concurso
Comentadas sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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I. Currículo é um conjunto de disciplinas, resultados de aprendizagem pretendidos.
II. Há pelo menos três tipos de manifestações: currículo formal, currículo real e currículo proposto.
III. O currículo real refere-se àquelas influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos professores e são provenientes da experiência cultural, dos valores e significados trazidos de seu meio social.
IV. Compreende-se o currículo como um modo de seleção da cultura produzida pela sociedade, para a formação dos alunos.
V. Currículo é o conjunto de conteúdos cognitivos e simbólicos transmitidos nas práticas pedagógicas e nas situações de escolarização.
Na BNCC, o Ensino Fundamental está organizado em cinco áreas do conhecimento.
São áreas do conhecimento do Ensino Fundamental Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática,
Um currículo construído na perspectiva da Educação Integral precisa dar respostas teóricas e práticas para o por quê, o quê, onde, quando e como ensinar e avaliar aprendizagens. Mas não só: estas precisam estar contextualizadas, oferecendo oportunidades para que os alunos se desenvolvam integralmente.
O currículo da Educação Integral tem por objetivo garantir a construção de sentido e significado das aprendizagens para os estudantes. Este currículo deve ser capaz de articular três elementos: a visão de desenvolvimento integral como objetivo das aprendizagens, o uso de metodologias mais ativas para manter o interesse e a curiosidade dos estudantes, e:
Para a Profª Sônia Barreira (Escola da Vila/SP), escola forte em conteúdo é aquela que expande a noção de conteúdo para além dos conceitos e fatos, e que entende que as escolhas na forma de ensinar não são neutras, elas têm impacto sobre o tipo e o grau de aprendizagem em curso.
Quando uma escola baseia suas escolhas curriculares na tradição e nos livros didáticos pode passar a impressão de estabilidade e garantia de que essa escolha contempla melhor as necessidades atuais e futuras do aluno. Na prática, isso não acontece. Em um mundo em mutação intensa e constante, as decisões curriculares precisam ser dinâmicas e acompanhadas de profunda reflexão sobre os parâmetros que utiliza para seleção dos conteúdos a serem ensinados.
A ordem em que os conteúdos aparecem no currículo da escola revela os valores do projeto pedagógico. E os métodos não são apenas formas distintas para se ensinar o mesmo.
Para o ensino:
Avançar na compreensão de currículo como categoria técnica e instrumental (derivada da concepção cartesiana) ou como uma categoria puramente sociológica (derivada, sobretudo, da concepção crítica) constitui um dos principais desafios que se apresentam no campo da educação. A releitura dos conceitos de tempo e espaço da escola passa pela necessária releitura dessas concepções de currículo.
As discussões que estão em curso, e que incluem novas questões ao tema do currículo, estão auxiliando essa necessária atualização conceitual. São elas:
“Conforme Mantoan, uma escola de qualidade desenvolve um projeto pedagógico centrado no aluno como estratégia de permanência e sucesso na escola assegurando aprendizagem a todos os alunos. Este deve ser o objetivo primordial de uma instituição escolar: garantir a aprendizagem a todos os alunos. Entretanto, sabe-se que este é um direito que não vem sendo garantido.
A escola tem se tornado, cada vez mais, produtora do fracasso escolar e pior, atribuindo aos próprios alunos a culpa pelo seu fracasso. Ceccon explica que “na verdade, a escola produz muito mais fracassos do que sucessos, trata alguns alunos melhor do que outros, e convence os que fracassam de que fracassam, porque são inferiores”.
Não se pode atribuir a culpa do fracasso escolar ao aluno ou às condições adversas que porventura ele enfrente. É preciso ter em mente que os alunos são diferentes, que não se pode esperar o mesmo desempenho de todos os alunos, nem tampouco que se interessem pelas mesmas coisas ou que aprendam no mesmo ritmo.”
(www.imprensaoficial.com.br )
Quando for superado o desejo de uniformidade, reconhecendo não só a existência, mas o valor da diversidade, será possível garantir:
Abordar as questões sobre o currículo escolar, em especial, sobre o currículo integrado ou interdisciplinar significa entender que:
I. Para a crescente diversidade cultural e linguística encontrada nas escolas, esse tipo de currículo é essencial para a aprendizagem, devido à formação e aos conhecimentos prévios trazidos pelos alunos das diversas culturas e histórias.
II. Desta maneira o professor tem o controle curricular excessivamente centralizado, com conteúdos detalhados, favorecendo, assim, a realização de testes e provas baseados em cada disciplina.
III. O aluno vivencia a realidade e as possibilidades de uma sociedade culturalmente diversa em vários aspectos no seu entorno, aprofundando os seus conhecimentos e as suas habilidades cognitivas, bem como ampliando a sua consciência social.
Quais estão corretas?
Sobre a cultura escrita como eixo transversal do currículo, considere as afirmações feitas com base na Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2016).
1. A apropriação do conhecimento envolve interação com o outro e, assim, será permeada por textos nos diferentes gêneros do discurso nas diversas Áreas do Conhecimento com seus objetivos de ensino e de aprendizagem.
2. A escola é espaço de vivência de situações intensas e contínuas de leitura e escritura, em função dos objetivos das diferentes Áreas do Conhecimento, mas que tem também como horizonte o compromisso comum com a formação de sujeitos imersos nas diferentes manifestações da cultura escrita.
3. Projetos articulados ou interdisciplinares aparecem como facilitadores, um caminho necessário e fácil para o professor, independentemente de sua formação específica.
4. O importante é que o ensino subtraia a problematização, o questionamento, a elaboração de conceitos, cuidando apenas da formação de sujeitos intelectualmente ativos, atuantes, críticos no enfrentamento dos desafios do seu tempo.
5. A escola, como espaço de trabalho coletivo, demanda compartilhamento de objetivos, discussão de ideias, de conteúdos, práticas pedagógicas e busca de articulações possíveis entre as diferentes Áreas e dentro delas mesmas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Considerando o currículo, assinale a alternativa que vai de encontro à Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis.
A política nacional de educação inclusiva se constitui a partir de um conjunto de orientações, incluindo a possibilidade de adaptações curriculares, com vistas a inclusão de pessoas com deficiências.
Assinale a opção CORRETA relacionada com a função do(a) Pedagogo(a), com vistas a inclusão de pessoas com deficiências, no contexto escolar.
Analise as características abaixo e identifique as que são pertinentes a um bom material didático:
I- Conteúdo claro que o próprio aluno possa compreender.
II- Imagens e cores que auxiliem na compreensão de conteúdos.
III- Auxílio no desenvolvimento do trabalho docente.
IV- Imagens e cores que visem aprimorar a estética do material.
Assinale a alternativa correta:
Analise os itens sobre o conhecimento necessário ao aluno para ler um texto e identifique o(s) correto(s):
I- Conhecimento de mundo.
II- Conhecimento textual.
III- Conhecimento fonético.
IV- Conhecimento de pontuação.
Assinale a alternativa correta:
De acordo com Antunes, a avaliação da aprendizagem na pedagogia tradicional está centrada:
O Currículo é um dos elementos centrais da organização do trabalho pedagógico, tanto na Educação Básica quanto na Educação Superior. Sobre essa temática, é correto afirmar:
Na obra A prática educativa: como ensinar (2002), Zabala discute a necessidade de instrumentos teóricos que façam com que a análise da prática seja realmente reflexiva e resume esses instrumentos na função social do ensino e no conhecimento do como se aprende. O autor faz referência a quatro fontes do currículo: a sociológica ou socioantropológica, a epistemológica, a didática e a psicológica e adverte que “nem todas elas se situam no mesmo plano.” As fontes psicológica e didática, explica Zabala, estão estreitamente inter-relacionadas, e, “nesta perspectiva integradora, o conhecimento, que provém da fonte psicológica, sobre os níveis de desenvolvimento, os estilos cognitivos, os ritmos de aprendizagem, as estratégias de aprendizagem, etc., é essencial para precisar as referências que se devem levar em conta ao
No Artigo “Avaliação e currículo no cotidiano escolar”, Oliveira e Pacheco, In: Esteban (Org.), 2005, trabalham sobre a relação entre esses dois temas. Assim declaram: “Se o que se pretende é considerar os conhecimentos dos alunos como redes tecidas através de processos de aprendizagem singulares, múltiplos e imprevisíveis, na medida em que cada aluno incorpora as novas informações às suas próprias redes de modo diferente dos demais, é necessário que se procure desenvolver formas e instrumentos de avaliação compatíveis com essa pluralidade de pessoas, de saberes e de processos de aprendizagem”. Por esse motivo, os autores argumentam que é preciso que a reflexão em torno das questões curriculares e as tentativas de mudança dos mecanismos e instrumentos de avaliação