Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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Disponível em: https://projetoakatu.blogspot.com/2011/06/mafalda-as-tirinhas-e-o-meio-ambiente.html?utm source=chatgpt.com / Acesso em: 26 de janeiro de 2026
A tirinha da personagem Mafalda mostra a garota pedindo silêncio porque “há alguém doente em casa”. Quando questionada se a pessoa doente é seu pai ou sua mãe, ela responde que não é. Logo depois, aparece abraçando um globo terrestre, sugerindo que o planeta seria o verdadeiro “doente”. O uso de símbolos na história estimula uma reflexão sobre a relação entre os seres humanos e o meio ambiente, ressaltando a importância de cuidar, assumir responsabilidades e agir com consciência coletiva. De maneira semelhante, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) direciona que, no Ensino Fundamental, a área de Ciências da Natureza deve proporcionar aos estudantes a compreensão de fenômenos naturais, a análise de questões socioambientais, o desenvolvimento de atitudes responsáveis, a argumentação baseada em evidências e a participação crítica na construção de uma sociedade sustentável.
Com base nas reflexões apontadas na tirinha e nos objetivos de formação definidos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Fundamental, assinale a alternativa correta.
Os trabalhos de campo são fundamentais para o desenvolvimento dos estudos geográficos, principalmente na educação básica. A esse respeito considere o texto a seguir.
Uma das etapas importantes do estudo do meio é o trabalho de campo — a saída da escola já permite outro olhar. O aluno pode, se bem orientado, utilizar todos os seus sentidos para conhecer melhor certo meio, usar todos os recursos de observação e registros a cotejar as falas de pessoas de diferentes idades e profissões. [...] Um projeto de ensino fundamentado nessa metodologia realiza um movimento de apreensão do espaço social físico e biológico que se dá em múltiplas ações combinadas e complexas. Para aprender a complexidade do real, faz-se necessária a existência simultânea de muitos olhares, da reflexão conjunta e de ações em direção ao objetivo proposto pelo grupo de trabalho.
PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I.; CACETE, N. H. Para ensinar e aprender geografia. 3. ed. São Paulo: Cortez , 2009, p. 174.
Considerando-se o texto, os estudos do meio devem seguir uma metodologia de ensino
Considere o texto a seguir.
[...] a Educação Física na escola deveria promover reflexões acerca das relações de poder entre os grupos sociais nas práticas corporais, possibilitando a leitura de mundo sobre os textos da cultura que envolvem as danças, ginásticas, esportes, lutas, jogos e brincadeiras. Por fim, um conjunto de autores e autoras defendem um currículo crítico-libertador que estruture os projetos educativos em uma perspectiva crítica e politizada, problematizando as relações de opressão que existem nos marcadores socioculturais que atravessam as práticas corporais nas aulas de Educação Física escolar. [...] Nota-se que os currículos com perspectivas mais politizadas possuem uma maior preocupação com o processo de inclusão e participação dos(as) estudantes nas aulas de Educação Física [...].
JUCÁ, Luan Gonçalves; MALDONADO, Daniel Teixeira. A relação entre Educação Física escolar e Inclusão: uma revisão integrativa. In: Revista e-Curriculum, São Paulo, v. 22, p. 1-36, 2024. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/curriculum/v22/1809-3876-curriculum-22-e59193.pdf. Acesso em: 19 jan. 2026. Adaptado.
Sendo assim, uma prática político-pedagógica inspirada nessa perspectiva, visa a
Em uma reunião pedagógica, o professor de Educação Física falou que estava organizando um festival de pipas, visto que trabalharia com os alunos o desenvolvimento da coordenação motora ampla e o brincar como forte elemento da cultura popular. Todos acharam uma excelente ideia e resolveram usar a pipa como um objeto comum de estudo a todas as demais disciplinas. Surgiu, então, o projeto “Pipa no ar, céu colorido”. No planejamento desse projeto, a equipe pedagógica organizou atividades que abrangem desde a origem milenar da pipa na China, que será trabalhada por História; o estudo em arte sobre as cores primárias e secundárias, que transformarão as pipas em “telas voadoras”; o cálculo da área do papel de seda em Matemática, até a prática de coordenação motora ao soltar pipa e a reflexão sobre o local seguro para soltar pipa.
Ao integrar esses diferentes componentes curriculares em torno de um único objeto de estudo, de forma que os conhecimentos de uma área auxiliem na compreensão de outra, a proposta pedagógica assume o caráter de ensino
Em uma atividade de formação continuada, um grupo de professores de Biologia debate como a Alfabetização Científica, prevista nos PCN, e o Letramento Científico, da BNCC, podem subsidiar o exercício da cidadania. O grupo conclui que, para que o estudante possa atuar de forma consciente em uma sociedade tecnológica, o ensino de Biologia deve abandonar a visão da ciência como um corpo de verdades acabadas e neutras.
Para atingir esse objetivo pedagógico sob a ótica do movimento Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), o professor deve estruturar sua prática acadêmica de modo a
TEXTO II
Dandara
A guerreira de Palmares
Na escola, uma menininha muito esperta e curiosa chamada Carolina olha atenta os livros que estão na prateleira da sala de leitura.
Carol, como é carinhosamente conhecida, gosta muito de histórias. Às vezes, passa horas folheando as páginas dos livros, observando as figuras ou brincando de ler para suas bonecas, momentos em que dá vida aos personagens.
Às sextas-feiras, as crianças podem escolher um livro da biblioteca e levar para casa. Numa delas, em meio a tantas princesas que vivem em reinos distantes, à espera de seus príncipes encantados, um outro tipo de história chama a atenção de Carol.
A menina chega em casa animada e, como alguém que possui algo muito precioso, vai logo mostrando o livro para a mãe:
– Olha, mamãe, o livro que eu trouxe da escola!
Teresa, com carinho, pega o livro e fala:
– Hum, é sobre Dandara, guerreira do Quilombo dos Palmares! Excelente escolha, filha!
Carol olha para a mãe e diz:
– Você lê para mim?!
As duas se sentam no sofá e se preparam para o início de uma grande aventura!
A história que vou contar agora é sobre uma linda garotinha chamada Dandara. Ela é muito esperta, inteligente e corajosa!
– Igual a você, Carol – diz Teresa, recebendo em troca um sorriso cativante.
Numa época em que muitos reis, rainhas, ferreiros, agricultores, mineradores, tecelões, escultores são trazidos à força da África para serem escravizados no Brasil, Dandara vive em liberdade no Quilombo dos Palmares.
– O que é um quilombo, mamãe?
– Os quilombos eram comunidades onde homens, mulheres e crianças lutavam contra as crueldades da escravização. Tinham muitos negros, mas também brancos e indígenas. Lá eles construíam suas casas, plantavam milho, batata doce, mandioca, criavam animais, faziam festas, cantavam e dançavam ao som de cantigas e tambores... Enfim, viviam livres e felizes, como na terra mãe distante: a África.
Dandara adora tomar banho de rio, correr pela mata e brincar com os animais da floresta. Esse é um momento de grande diversão e troca de energia!
Os mais velhos da comunidade sempre falam sobre o cuidado e o respeito que se deve ter com a natureza. À noite, em volta da fogueira, eles também contam as incríveis histórias de seus antepassados, transmitindo todo o seu conhecimento. As crianças ouvem tudo em silêncio, prestando muita atenção!
Com espírito combativo e justo, a menina tem a confiança de todos na comunidade. Entre as crianças, até mesmo as de mais idade, é ela quem organiza as brincadeiras e as atividades diárias.
O tempo passa, Dandara cresce e se torna uma grande guerreira.
Obstinada em garantir a liberdade de seus irmãos e irmãs, Dandara começa a liderá-los em defesa do quilombo. Ela sabe que Palmares corre perigo, pois a ganância de certos homens está desestabilizando o equilíbrio do mundo.
Certo dia, de uma hora para outra, raios, ventos e tempestades começam a tomar o céu, agitando as palmeiras que balançam no ar.
A ventania traz consigo uma mensagem! Um jovem chamado Akin, com muita dificuldade, atravessa a mata fechada e chega ao quilombo com a notícia de que homens perversos estão avançando em direção à comunidade.
Dandara imediatamente reúne as guerreiras e os guerreiros e, juntos, começam a traçar as estratégias de resistência.
Os quilombolas, além de muito habilidosos nos combates, conhecem bem as matas da região. Usando isso a seu favor, eles conseguem corajosamente impedir os inimigos de chegarem a Palmares.
À noite, enquanto comemorava mais uma vitória contra aqueles que querem destruir o quilombo, Dandara agradece a proteção de seus ancestrais e pensa: quando Obatalá criou os homens e as mulheres, ele os fez livres e iguais. A liberdade é o que temos de mais precioso e ninguém pode tirá-la de nós.
Alguns dias depois, Dandara convoca as guerreiras e os guerreiros para uma missão muito importante. Consciente e determinada, a heroína sabe que sua liberdade, assim como a dos demais moradores do quilombo, só terá sentido quando todos os seus irmãos e irmãs negros também forem livres.
Dandara olha firme para seus companheiros e diz:
– Nós só seremos livres de verdade quando o nosso povo não for mais escravizado. Precisamos agir!
O plano de Dandara é libertar os escravizados de um engenho de açúcar da região.
Ao anoitecer, os quilombolas, liderados por ela e por Zumbi, seu companheiro de vida e de luta, chegam ao local. Os escravizados dormem nas senzalas, vigiados pelo feitor.
O vento, que soprava leve e agradável, de repente se agita. É a deusa dos raios, dos ventos e das tempestades e o deus da guerra que se aproximam para proteger os valorosos guerreiros!
Com a ventania, as tochas que iluminam a fazenda se apagam. Os quilombolas, mesmo com a oposição dos capangas, conseguem abrir as senzalas e todos seguem para Palmares.
– LIBERDADE!
No quilombo, tudo é compartilhado: a terra, os alimentos, mas principalmente o sonho de LIBERDADE, o qual é o tempo todo ameaçado por aqueles que atacam a comunidade. Dandara sabe disso e teme por sua família e por seus irmãos.
Certa noite, a guerreira não consegue descansar. Levanta-se, olha para Zumbi e para seus filhos. Todos dormem. Dandara sai da sua casa e caminha em direção à floresta. Lá, ela recuperaria suas energias para a batalha que se anunciava.
Ainda antes do amanhecer, Dandara e Zumbi recebem de Acaiuba a notícia de que Palmares está cercado pelos inimigos.
– Meus irmãos e irmãs... – diz Dandara a seus companheiros, que a olham com muita admiração, respeito e confiança.
– Há tempos estamos protegendo essa comunidade daqueles que querem nos escravizar e nos obrigar a trabalhar de forma desumana para sua riqueza. Mas nós não iremos aceitar! Nunca abriremos mão de nossa liberdade! NUNCA!
– LIBERDADE! LIBERDADE! – gritam os guerreiros.
Dandara lutou, lutou, lutou com muita força e coragem... por ela, por sua família e pelo seu povo negro. Seu espírito corajoso e guerreiro era livre, livre como o vento, e deixou muitas sementes plantadas por ali.
– Por isso, sua incansável luta pela liberdade continua viva até hoje, mesmo com a destruição do quilombo. Inspirando muitos homens, mulheres e crianças negras – diz Teresa, encerrando a história.
– Uau!!! Que incrível heroína foi Dandara! Podemos ler de novo quando o papai chegar? – Diz Carol, emocionada.
Teresa apenas sorri, observando a filha, que repete, pausadamente:
– Li-ber-da-de!
OLIVEIRA, Janaína. Dandara, a guerreira de Palmares. Pereira Barreto: A Arte da Palavra, 2022.
O Texto II é a narrativa integral do livro Dandara, a guerreira de Palmares, da escritora Janaína Oliveira.
Com vistas à formação do leitor literário nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, que critérios justificam adequadamente a seleção dessa obra para turmas de 2o e 3o anos?
Considere a situação a seguir.
A professora do 3º ano ia começar a contar uma história, quando uma criança falou:
— Olha, professora, a lagartixa aqui na parede!
Os alunos ficaram eufóricos e correram para observar de perto a lagartixa.
Percebendo o interesse das crianças, a professora guardou o livro e foi orientando a conversa. Os alunos compartilharam suas dúvidas e seus conhecimentos sobre lagartixas e fizeram muitas perguntas sobre esse animal. A professora foi registrando as curiosidades que surgiram no quadro. A partir daí, teve início um projeto de trabalho sobre animais, gerando muitas descobertas, troca de experiências e ampliação do conhecimento.
A situação apresentada caracteriza uma prática pedagógica que se organiza a partir da concepção de currículo como
Uma das alternativas para a Educação Musical Inclusiva é o Ensino Colaborativo, que envolve o trabalho em sala de aula entre o professor Regente e o professor de Educação Especial e é baseado na abordagem social da deficiência, ou seja, pressupõe que a escola deve ser transformada para atender os estudantes, e não o contrário.
Nesse contexto, constata-se que o Ensino Colaborativo propõe que