Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional oferecem subsídios para a elaboração das normas para o sistema de ensino do Distrito Federal expressas na Resolução nº 1/2012. Com base nessa Resolução e em suas alterações, julgue o item a seguir.
A educação física é um componente curricular da parte diversificada, por isso deve ser ofertada em anos/séries que a escola escolher, de acordo com sua proposta pedagógica.
A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional oferecem subsídios para a elaboração das normas para o sistema de ensino do Distrito Federal expressas na Resolução n.º 1/2012. Com base nessa Resolução e em suas alterações, julgue o item a seguir.
Compete a cada escola determinar as disciplinas que
complementarão a parte diversificada do currículo, por
isso podem escolher em quais anos, ou séries anuais,
será ministrado o componente curricular arte.
Leia o texto abaixo.
No estudo “Medo da Violência e o Apoio ao Autoritarismo no Brasil” (2018), os pesquisadores do Fórum Nacional de Segurança Pública (FNSP) demonstraram uma correlação positiva entre escolaridade e posições mais democráticas: quanto maior o tempo de estudo, maior a aversão ao autoritarismo. Os autores apontam que o País precisa olhar a violência sob a perspectiva da prevenção, apostando em iniciativas combinadas com áreas como a Educação, para não cairmos em soluções artificiais e autoritárias em resposta à insegurança. Mas o que violência, democracia e Educação têm a ver umas com as outras? Tudo! A maneira como enxergamos o problema da violência em nossas casas, escolas, ruas e até mesmo a violência empregada pelo Estado tem tudo a ver com democracia. A Educação entra nessa equação como uma ferramenta preventiva. Nesse sentido, precisamos de uma escola que não apenas valorize o diálogo, como também prepare o aluno. Uma Educação que ensine as crianças desde pequenas a dialogar, ao mesmo tempo que lhes garanta a aprendizagem.
Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/todos-pela-educacao/post/ sociedade-que-queremos-comeca-nas-escolas-voce-nao-acha.html (adaptação)
Do texto acima, pode-se depreender que a Educação
necessária para os tempos atuais é uma Educação:
No Brasil, a política educacional do Ministério da Educação para os alunos identificados como portadores de Altas Habilidades e Talentos aponta para duas alternativas: programas de enriquecimento curricular e programas de aceleração dos estudos (LDB n° 9.394/96, art. 59º, inciso II), ou uma combinação de ambos.
A criança com altas habilidades/superdotação precisa de um programa específico, baseado em:
As contribuições da Sociolinguística, da Sociologia e da Antropologia para a compreensão do que acontece na escola e na sala de aula, intensificaram-se a partir da década de 1960, quando pesquisadores dessas áreas passaram a colaborar com as suas análises para a reflexão sobre o fracasso escolar de crianças pertencentes a classes sociais menos favorecidas.
O sociólogo W. Hutmacher usou a expressão “familiaridade que provoca cegueira” para designar tudo o que acontece de maneira naturalizada na escola, tudo o que faz parte do funcionamento ‘normal’, do ‘sempre foi assim’, para se referir:
A organização curricular e sua devida operacionalização trazem diversas implicações, sendo uma delas, as chamadas implicações morais. Nesse sentido podemos considerar que todo professor é também professor “de moral”. Ao afirmamos isto, levamos em consideração o fato de que, ao interagir com os alunos, os professores emitem seus conceitos sobre o que é certo ou errado, justo e bom, adequado ou inadequado, disciplina e indisciplina. E sua forma de exigir “determinados comportamentos” em aula também revela suas opções, escolhas que se constroem em conjunto com o contexto sociocultural em que está inserido. Dessa maneira, não se ensina moral de forma direta, como conteúdo explícito da aula, embora haja momentos específicos nos quais o professor tenciona usar temas morais como conteúdo explícito em sua aula. [...] ao orientar como os alunos devem se comportar, o professor, ou qualquer outra pessoa envolvida no contexto educativo escolar, manifesta princípios construídos por si mesmo no contexto social.
PALMA, Angela Pereira Teixeira Victoria; OLIVEIRA, Amauri Aparecido Bassoli; PALMA, José Augusto Victoria. Educação Física e a organização curricular. 2 ed. Londrina: Eduel, 2010, p.194. Essas considerações se referem a aspectos presentes no currículo
O professor José está trabalhando o tema saúde e atividade física. Combinou com os estudantes que farão entrevistas para buscar informações sobre o assunto com os colegas de outras turmas. Para isso conversou com o professor de Língua Portuguesa, a fim de elaborar o roteiro das perguntas. A professora de Matemática ajudou com os dados e a elaboração de gráficos, e o professor de Ciências, com o funcionamento do corpo e as relações entre alimentação e gasto energético.
Assinale a alternativa que, de acordo com Darido e Rangel, em Educação Física na escola: implicações para a prática pedagógica (2005), corresponde a esse tipo de trabalho.
Os princípios de uma proposta de ensino em Educação Física estão relacionados ao fazer e ao conhecer. “Os professores, de uma maneira geral, têm muita dificuldade em sistematizar os conteúdos. Quando ensinar, o que ensinar e para que ensinar” (PALMA, OLIVEIRA e PALMA, 2010).
No ano letivo de 2019, você se tornou um(a) professor(a) de Educação Física do Colégio Pedro II e está lotado(a) em um campus onde, após longas discussões pedagógicas, foi construída uma sistematização de conteúdos desta disciplina. Especificamente para o 5º ano de escolaridade, tem-se:

Para elaboração do planejamento de um trimestre é necessária a construção de objetivos de ensino e de aprendizagem.
PALMA, Angela Pereira Teixeira Victoria; OLIVEIRA, Amauri Aparecido Bassoli; PALMA, José Augusto Victoria. Educação Física e a organização curricular. 2. ed. Londrina: Eduel, 2010, p. 51.
Assinale a alternativa que identifica o objetivo que se refere à ação docente.
Segundo Almeida, Oliveira e Bracht (2016) “ampliar a saúde não significa apenas aumentar o escopo de elementos que possam ser arregimentados como contribuintes da saúde, mas pensar como a própria intervenção pedagógica da EF na escola não se reduza à exercitação corporal abstrata e naturalizada das práticas corporais”.
ALMEIDA, Ueberson Ribeiro; OLIVEIRA, Victor José Machado de; BRACHT, Valter. “Educação Física escolar e o trato didático-pedagógico da saúde: desafios e perspectivas”. In: WACHS, Felipe; ALMEIDA Ueberson Ribeiro; BRANDÃO, Fabiana F. de Freitas (Org.). Educação física e saúde coletiva: cenários, experiências e artefatos culturais. Porto Alegre: Rede Unida, 2016, p. 106.
Assinale a alternativa correta, de acordo com os autores, em relação ao trato da saúde na Educação
Física escolar.
Para Fonseca (2017), todos os estudantes têm direito às aulas e devem ser ensinados; não é dever do professor decidir quem aprende e quem não aprende. A autora trata da dialética inclusão/exclusão e abre um campo de reflexão para se pensar a diferença não como um entrave, e sim como um desafio ao docente. Na Educação Física escolar, o processo de ensino e aprendizagem “abre uma brecha para a possibilidade de adotarmos estratégias onde as diferenças culturais possam coexistir democraticamente, mas não de forma ingênua”. A exclusão não precisa ser definitiva; mas é ingênuo pensar que ações inclusivas garantam que a inclusão aconteça para todos.
FONSECA, Michele Pereira de Souza da; RAMOS, Maitê Mello Russo. “Inclusão em movimento: discutindo a diversidade nas aulas de educação física escolar”. In: PONTES JR, José Airton de Freitas (Org.). Conhecimentos do professor de educação física escolar [livro eletrônico]. Fortaleza: EdUECE, 2017, p. 186.
Assinale a alternativa em que a autora aponta caminhos possíveis para práticas mais inclusivas nas
aulas de Educação Física.
O professor Paulo trabalhou a temática dança nas turmas de 9o ano do ensino fundamental e perguntou aos estudantes o que eles sabiam sobre o assunto, sobre a história e o que assistiam na mídia. Nas aulas seguintes, foram apresentadas diversas reportagens, textos e vídeos relacionados às questões de moda, política, gênero e padrão corporal. Foi realizada uma parceria com professores das disciplinas História e Sociologia para aprofundar as questões. No decorrer do trimestre, foram feitas muitas discussões, gerando belos trabalhos sobre os assuntos refletidos nas aulas.
Assinale a alternativa que, com base nos estudos culturais, corresponde ao princípio no qual o trabalho foi realizado.
A busca pela prática do futebol por estudantes é algo recorrente nas aulas de Educação Física. Não distante desse fato, é fácil constatar a existência de um perfil de gênero que fomenta, em prioridade, que essa prática corporal esteja presente nas aulas. A ação docente, por vezes, legitima o tempo e o espaço da aula como exclusivo da prática do futebol, na medida que não existam propostas de conteúdos diversificadas, orientação didática e um método de trabalho que problematize as diversidades presentes nos jogos, o que faria do futebol, nesse caso, uma temática fértil sob o ponto de vista pedagógico. Para Oliveira e Daólio (2014), a aula – como um espaço de livre convivência – contribui para construção de estereótipos, preconceitos e desigualdades de oportunidades entre os gêneros, gerando o fenômeno que denominaram como a ‘periferia da quadra’, ou seja, espaços físicos de participação e apropriação das aulas de Educação Física, ocupados ou não pelos estudantes, os quais os autores chamaram de “pedacinhos”.
No que tange ao jogo de futebol, os autores puderam observar uma falta de participação de algumas meninas por conta da repetição do conteúdo, por desinteresse e por entenderem que não têm habilidades, meninos que jogavam com regras bem rígidas e em número inferior de meninas que jogavam com meninos completando sem compartilhar das mesmas ideias e meninos que jogavam sem se importar com as regras, por diversão e por vezes demostravam desinteresse.
OLIVEIRA, Rogério Cruz de; DAOLIO, Jocimar. “Na ‘periferia’ da quadra: Educação Física, cultura e sociabilidade na escola”. Pró-posições, v. 25; n. 2 (74); p. 237-254, maio/ago. 2014.
De acordo com os autores, assinale a alternativa que nomeia os três “pedacinhos” ocupados por
esses estudantes nas aulas de Educação Física.
Oliveira (in DAÓLIO, 2010) relata ser comum que estudantes usem a expressão ‘não levo jeito’ quando julgam que não irão obter sucesso na atividade pretendida pelo professor, constituindo-se muitas vezes em espectadores da Educação Física escolar. O autor sugere o princípio da alteridade como imprescindível para a busca da igualdade de acesso ao conhecimento na disciplina.
DAÓ LIO, Jocimar (Coord.). Educação Física escolar: olhares a partir da cultura. GEPEFIC-Grupo de Estudo e Pesquisa Educação Física e Cultura. Campinas: Autores Associados, 2010.
Com base nos argumentos do autor, assinale a alternativa que mostra como os docentes de
Educação Física podem, por meio de sua prática pedagógica, possibilitar que a aprendizagem da
disciplina esteja disponível também para os autoproclamados “sem jeito”.
Observe os mapas a seguir.

Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com. Acesso em: 9 ago. 2018.
“A escolha de uma projeção depende do que se deseja representar.”
SAMPAIO, Fernando dos Santos. Para viver juntos: 9º ano do ensino fundamental. São Paulo: SM, 2015, p.140-141.
O planejamento de uma aula de geografia sobre projeções cartográficas deve mostrar que o mapa
de
Atente ao seguinte depoimento da professora de trompete do projeto Fazendo Arte (Divinópolis, Minas Gerais): “Na Oficina de Musicalização, os alunos têm que desenvolver habilidades técnicas individuais. No entanto, o resultado do trabalho só se dá na coletividade. Isto desenvolve o senso de grupo, a concentração, o respeito ao próximo, o ouvir, o aguardar sua vez, o caminhar juntos num mesmo tempo. Assim, o aluno vem para a prática e percebe que o sucesso do grupo depende da dedicação de cada um, e que por isso todos têm a mesma responsabilidade e importância”.
PEREIRA, N. Projeto Fazendo Arte: na interface da Arte, Educação e Cultura. En Revista Espacios Transnacionales, 2013.
Considerando a experiência acima relatada pela arte educadora, analise as seguintes afirmações:
I. As artes, por suas potencialidades integradoras, oportunizam ao ser humano o desenvolvimento de competências para a vida, sejam elas cognitivas, sociais, produtivas ou pessoais; pois, há uma experiência estética viva e que favorece a inter e transdiciplinaridade, seja como disciplina em uma instituição de ensino ou como tema/método em uma ação transversal.
II. Os resultados da oficina vêm de encontro ao que o Relatório Jacques Delors – RJD – elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – UNESCO –, publicado no Brasil sob o título de Educação – um tesouro a descobrir (2000), estabelece como pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.
III. A experiência da professora da Escola de
Música de Divinópolis parte do pressuposto
que o processo educativo em música deve ser
separado por um espaço formal de educação:
no caso do ensino da oficina de musicalização,
as aulas devem ocorrer em salas próprias
para ensaio, e o profissional arte-educador
deve necessariamente ter formação em
licenciatura.
O currículo escolar é um dos mecanismos que compõem o caminho que nos torna o que somos. Nesse sentido, atente para as seguintes afirmações:
I. O currículo escolar é um campo importante da política cultural, porquanto, é um lugar de circulação das narrativas, além de lugar privilegiado dos processos de subjetivação e da socialização dirigida.
II. O currículo escolar é um instrumento que pode nos contar muitas histórias sobre indivíduos, grupos, sociedades, culturas, tradições, e histórias que relatam como as coisas são ou como deveriam ser.
III. O currículo e seus componentes constituem um conjunto articulado de saberes, regidos por uma determinada ordem, em que estão em luta diferentes visões de mundo.
IV. É intenção curricular a concretização de um projeto de indivíduo para um projeto de sociedade, que independe do projeto político-pedagógico da escola.
Está correto o que se afirma em