Questões de Concurso
Comentadas sobre aspectos psicológicos da educação em pedagogia
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Desenvolvimento e educação são complementares e a atividade exercida por todos educadores é de extrema importância. A escola tem de se dirigir ao aluno de maneira que possa atingir toda sua personalidade, respeitando e estimulando sua espontaneidade total de ação e de assimilação.
Para tal, é necessário ter uma formação também psicológica, a fim de melhor compreender a natureza e o desenvolvimento dos alunos de suas escolas e poder agir verdadeiramente como educador.
Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Relações interpessoais: abordagem psicológica / [Regina Lúcia Sucupira Pedroza]. – Brasília: Universidade de Brasília, 2006.
Para Vygotsky, aprendizado e desenvolvimento estão inter-relacionados desde o nascimento da criança. E, para melhor se compreender o desenvolvimento da criança na escola, propõe que a pensemos a partir de dois níveis de desenvolvimento. São eles:
O homem não é visto como um mero objeto que precisa adaptar-se às condições da sociedade, mas sim reconhecido a partir de sua atividade, nas relações que estabelece com os bens materiais e simbólicos de que se apropria, desenvolvendo e satisfazendo suas necessidades, assumindo assim a posição de sujeito do seu processo de aprendizagem.
Pode-se afirmar que o homem é, portanto, produto e produtor de sua história e da história da sociedade; o homem aprende a ser homem, pois "[...] o que a natureza lhe oferece quando nasce não lhe é suficiente para que possa viver em sociedade" (Leontiev).
Para que o homem tenha condições de se humanizar, precisam ser criadas condições concretas de apropriação dos bens materiais e simbólicos produzidos pela humanidade.
Essa é a ideia preponderante na:
Jean Piaget desenvolveu estudos psicogenéticos com o objetivo de compreender como o ser humano conhece o mundo e descobrir quais seriam os mecanismos cognitivos utilizados pelo homem para conhecer este mundo.
A teoria piagetiana preocupa-se em compreender a gênese e a evolução do conhecimento humano e, diante desse objetivo, procura identificar quais são os mecanismos utilizados pela criança para conhecer o mundo. Piaget afirma que há uma diferença qualitativa entre a lógica infantil e a lógica do adulto, pois os processos de construção da cognição humana se tornam complexos com o passar do tempo.
De suas pesquisas, Piaget elabora algumas categorias para compreender o processo de desenvolvimento humano, sendo uma categoria fundamental:
O homem age no mundo em decorrência das consequências positivas ou negativas de seu comportamento e, diante disso, não se pode pensar o ser humano simplesmente submetido ao ambiente de forma passiva, pois os mesmos não estão apenas "atentos" ao mundo, mas respondem de forma idiossincrática àquilo que já experenciaram objetiva ou subjetivamente ao longo de sua história. Isso implica afirmar que o ser humano é produto do processo de aprendizagem vivido ao longo de sua vida.
Esse conceito de desenvolvimento humano está de acordo com a teoria:
“A adolescência começa a ser construída na infância. Uma criança feliz tende a se transformar em um adolescente saudável. Ou seja, quando a criança encontra um espaço familiar e comunitário afetivamente seguro e comprometido com a garantia de seus direitos, independentemente das dificuldades econômicas e das possíveis vulnerabilidades que possam permear o meio social imediato, temos grande probabilidade de promover adolescências saudáveis.
Na maioria das vezes, o ambiente mais próximo da criança/adolescente é aquele no qual, por várias razões, suas necessidades específicas de ser em desenvolvimento, são, muitas vezes, ignoradas.
Em alguns casos, mesmo com uma estrutura afetiva sólida, a família não encontra suporte de uma rede social segura, nem conta com a assistência adequada para cumprir sua função de promoção de desenvolvimento dos filhos.
Decorre daí o consenso de que a passagem da infância para a adolescência, nas sociedades urbanas contemporâneas, conduz o adolescente a grandes mudanças comportamentais, relacionais e de valores.”
(aberta.senad.gov.br)
As transformações dessa fase da vida fazem com que os adolescentes, muitas vezes, sejam vistos como um grupo estranho ou incompreensível, quando observados sob a perspectiva dos adultos. Isso contribui para os conflitos entre as gerações, e para:
O psicólogo americano Ausubel propõe que a base do processo de aprendizagem do indivíduo é o relacionamento entre aquilo que ele já sabe, que são seus conhecimentos prévios e que já estão incorporados à sua estrutura cognitiva, com as novas informações advindas de seus estudos, sua atuação científica, social, pessoal, educacional, social etc., gerando significado.
Ao confrontar as novas informações com aquilo que já sabe, novos significados são gerados, assim como novas compreensões, resultando no aprendizado. Ausubel aponta, ainda, que a aprendizagem que ocorre sem a atribuição de significados pessoais e advindos da trajetória do sujeito é uma aprendizagem mecânica e não significativa.
(Paula Gobato, in: Aprendizagem significativa e mapas conceituais. Adaptado)
Neste sentido, os organizadores gráficos, em especial os mapas conceituais, auxiliam na organização do pensamento, no cruzamento de conhecimentos prévios e novos, e as conexões estabelecidas entre si, possibilitando:
Os Mapas Conceituais, normalmente, têm uma organização hierárquica e, muitas vezes, incluem setas. Mas não devem ser confundidos com organogramas ou diagramas de fluxo, pois não implicam sequência, temporalidade ou direcionalidade, nem hierarquias organizacionais ou de poder.
Mapas conceituais são diagramas de significados, de relações significativas; de hierarquias conceituais, se for o caso. Ou seja, são estruturas gráficas que ajudam a organizar ideias, conceitos e informações de modo esquematizado.
Isso também os diferencia das redes semânticas que não necessariamente se organizam por níveis hierárquicos, e não obrigatoriamente incluem apenas conceitos. (Marco Moreira, in: Mapas Conceituais e Aprendizagem Significativa. Adaptação)
Nesse sentido, os Mapas Conceituais não buscam classificar conceitos, mas sim:
No que diz respeito à relação família e escola, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O importante é organizar o ensino escolar de acordo com as diferentes formas de organização familiar.
( ) Os professores compartilham a educação das crianças com a família, mas exercem funções diferentes desta.
( ) No trabalho escolar, as diferentes culturas familiares enriquecem as aprendizagens das crianças.
( ) As famílias devem ser compreendidas
como parceiras da escola e devem
assumir diferentes papeis nesse
ambiente.
A teoria das inteligências múltiplas, elaborada pelo cientista Howard Gardner, causou impacto nos meios pedagógicos.
Considere as seguintes afirmativas a respeito da teoria das inteligências múltiplas.
I- O tipo de inteligência que deve ser mais valorizado é a lógica-matemática.
II- Há outros tipos de inteligência, além da linguística e da lógico-matemática.
III- A inteligência não é única e não pode ser medida e padronizada.
IV- As pessoas nascem com determinada quantidade de inteligência que serve de limite para as diferentes realizações.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Em um debate sobre as relações entre processos de aprendizagem e desenvolvimento, foi defendida, entre outras, a seguinte posição:
É necessário esperar a criança apresentar um nível
de desenvolvimento particular para começar a
educação escolar.
Considerando a noção de zona de desenvolvimento proximal apresentada por Vygotsky, sobre esse posicionamento é correto afirmar que:
O avanço do uso das ferramentas tecnológicas na educação e a introdução das novas linguagens que compõem o universo dessas ferramentas exigem uma nova ação docente. Não cabe mais a ideia de transferência de conhecimentos, mas de uma prática docente dialética, que respeite as formas de pensar e agir do outro na relação pedagógica.
A prática docente a que se refere o texto anterior está calcada na vertente pedagógica
No contexto das relações entre educação e trabalho, bem como da utilização do trabalho como princípio educativo, analise as afirmações:
I. O processo formativo, no âmbito de uma educação profissional emancipatória, deve superar a fragmentação dos saberes, visando a formação do homem integral.
II. A educação deve entender o trabalho como elemento ontológico, constituído histórica e culturalmente.
III. Na educação profissional, deve-se priorizar o “saber-fazer”, com objetivo de formar o trabalhador a partir do aprimoramento de competências laborais específicas.
IV. O trabalho, para ser educativo, depende das condições em que é realizado, da configuração da sua apropriação, de seus objetivos e do conhecimento que é capaz de gerar.
V. Todo trabalho deve ser encarado como atividade econômica necessária à produção da vida material, assumindo função dignificadora e redentora do ser humano.
Assinale a opção CORRETA: