Questões de Concurso
Comentadas sobre aspectos psicológicos da educação em pedagogia
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Com base no Caso Clínico Fictício, responda à questão:
Rafael S., 9 anos, cursa o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública e foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico devido a dificuldades de leitura, escrita e comportamentos de desatenção. Vive com a mãe, avó e dois irmãos, em um ambiente familiar com desafios emocionais e financeiros. Amãe demonstra preocupação, mas também culpa, revelando que Rafael é inquieto e enfrenta comparações negativas com os irmãos. Durante os atendimentos, apresentou curiosidade, porém oscilou entre atenção e dispersão, com baixa tolerância à frustração. Na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), Rafael apresenta dificuldade em modificar estratégias diante de novos desafios, sua Modalidade de Aprendizagem revela pobreza de contato com o objeto, marcada por esquemas cognitivos empobrecidos, déficit lúdico e criativo, o que compromete a construção de novos esquemas de aprendizagem. Cognitivamente, apresenta dificuldades em atenção, memória, antecipação, classificação e percepção, o que compromete a construção das globalizações visuais e das relações lógico-operatórias. Revela limitações quanto à conservação, reversibilidade e relações espaço-temporais e causais, além de restrições nas operações de cálculo mental e no conceito de número, o que aponta para um pensamento ainda centrado na intuição e no estágio inicial das operações concretas. No desenvolvimento da leitura, Rafael reconhece vogais e algumas consoantes isoladas, mas sem realizar a correspondência grafema-fonema de forma consistente. Sua leitura é lenta, hesitante e com pouca fluência, o que afeta a compreensão e interpretação de textos, tornando difícil associar ideias e identificar informações explícitas. Em relação à escrita, apresenta trocas, omissões e espelhamentos, além de dificuldades em estruturar frases coerentes, o que compromete a organização do pensamento por meio da linguagem escrita. No campo da Matemática, demonstra dificuldades na contagem, na compreensão do valor posicional dos números e na resolução de problemas simples, com forte dependência de materiais concretos. Suas dificuldades incluem a não compreensão das relações entre quantidades, a inabilidade para realizar operações básicas e a ausência de estratégias de resolução, revelando pouco domínio dos conceitos fundamentais esperados para sua faixa etária. No campo emocional, expressa sentimentos de abandono, medo, baixa autoestima e insegurança, inclusive nas relações familiares. Usa termos depreciativos sobre si, como “burro” e “lerdo”, e demonstra forte dependência afetiva e acadêmica, necessitando constantemente de validação. Sua aprendizagem é marcada por condutas passivas, queixosas e inseguras, reflexo de uma trajetória escolar com repetidos fracassos e vínculos frágeis com o processo de aprender.
De acordo com o Caso Clínico de Rafael, considerando a Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA) e as demais etapas do Diagnóstico Psicopedagógico segundo a Epistemologia Convergente, analise as afirmações a seguir.
I- Rafael apresenta a modalidade de aprendizagem do tipo Hipoacomodação.
II- No campo da leitura e da escrita, Rafael encontra-se no nível Pré-silábico.
III- Rafael encontra-se na etapa das Operações Formais.
IV- Rafael vivencia o Obstáculo Inconstitucional.
V- Rafael vivencia o Obstáculo Epistemofílico.
É CORRETO o que se afirma em:
Com base no Caso Clínico Fictício, responda à questão:
Rafael S., 9 anos, cursa o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública e foi encaminhado ao atendimento psicopedagógico devido a dificuldades de leitura, escrita e comportamentos de desatenção. Vive com a mãe, avó e dois irmãos, em um ambiente familiar com desafios emocionais e financeiros. Amãe demonstra preocupação, mas também culpa, revelando que Rafael é inquieto e enfrenta comparações negativas com os irmãos. Durante os atendimentos, apresentou curiosidade, porém oscilou entre atenção e dispersão, com baixa tolerância à frustração. Na Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), Rafael apresenta dificuldade em modificar estratégias diante de novos desafios, sua Modalidade de Aprendizagem revela pobreza de contato com o objeto, marcada por esquemas cognitivos empobrecidos, déficit lúdico e criativo, o que compromete a construção de novos esquemas de aprendizagem. Cognitivamente, apresenta dificuldades em atenção, memória, antecipação, classificação e percepção, o que compromete a construção das globalizações visuais e das relações lógico-operatórias. Revela limitações quanto à conservação, reversibilidade e relações espaço-temporais e causais, além de restrições nas operações de cálculo mental e no conceito de número, o que aponta para um pensamento ainda centrado na intuição e no estágio inicial das operações concretas. No desenvolvimento da leitura, Rafael reconhece vogais e algumas consoantes isoladas, mas sem realizar a correspondência grafema-fonema de forma consistente. Sua leitura é lenta, hesitante e com pouca fluência, o que afeta a compreensão e interpretação de textos, tornando difícil associar ideias e identificar informações explícitas. Em relação à escrita, apresenta trocas, omissões e espelhamentos, além de dificuldades em estruturar frases coerentes, o que compromete a organização do pensamento por meio da linguagem escrita. No campo da Matemática, demonstra dificuldades na contagem, na compreensão do valor posicional dos números e na resolução de problemas simples, com forte dependência de materiais concretos. Suas dificuldades incluem a não compreensão das relações entre quantidades, a inabilidade para realizar operações básicas e a ausência de estratégias de resolução, revelando pouco domínio dos conceitos fundamentais esperados para sua faixa etária. No campo emocional, expressa sentimentos de abandono, medo, baixa autoestima e insegurança, inclusive nas relações familiares. Usa termos depreciativos sobre si, como “burro” e “lerdo”, e demonstra forte dependência afetiva e acadêmica, necessitando constantemente de validação. Sua aprendizagem é marcada por condutas passivas, queixosas e inseguras, reflexo de uma trajetória escolar com repetidos fracassos e vínculos frágeis com o processo de aprender.
Com base no Caso Clínico, analise as afirmações abaixo segundo o Diagnóstico Psicopedagógico pautado na Epistemologia Convergente de Jorge Visca e marque a alternativa CORRETA.
Analise as afirmações a seguir sobre a Anamnese enquanto etapa e técnica do processo de Diagnóstico Psicopedagógico, de acordo com a Epistemologia Convergente de Jorge Visca.
I- A anamnese é considerada uma “porta de entrada” para o trabalho psicopedagógico, pois fornece dados essenciais para a avaliação e intervenção.
II- A anamnese pode incluir informações sobre o contexto familiar, social e acadêmico, bem como antecedentes patológicos, para oferecer uma visão abrangente do aprendente.
III- A anamnese é um momento em que familiares e responsáveis podem trazer à memória eventos passados que ajudam a identificar possíveis causas para as dificuldades de aprendizagem do sujeito.
É CORRETO o que se afirma em
A teoria de Henri Wallon contribui grandemente com o entendimento sobre as relações afetivas do professor e aluno. Além disso, fornece subsídios que situam a escola como um meio substancial no desenvolvimento dos sujeitos. Logo, os princípios funcionais relacionados ao “[...] estudo das etapas que a criança percorre serão, portanto, os da afetividade, do ato motor, do conhecimento e da pessoa” (Wallon, 1968, p. 117). No processo de desenvolvimento, uma característica do pensamento da criança nos primeiros anos de vida é fusão e indistinção entre diferentes elementos da realidade. Esse conceito indica que a criança, inicialmente, percebe o mundo de maneira global e pouco diferenciada, sem estabelecer separações nítidas entre objetos, pessoas e situações. Wallon (1968) afirma que, nesta fase, a criança tende a compreender o ambiente por meio de associações subjetivas, muitas vezes misturando conceitos distintos ou atribuindo significados baseados em experiências imediatas e emocionais. Esse tipo de pensamento, embora pareça confuso para o adulto, é fundamental no processo de desenvolvimento, pois constitui a base para a construção do conhecimento lógico e categorial na fase posterior.
Fonte: WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 1968.
Marque a alternativa CORRETA que nomeia a característica do pensamento na infância descrita no texto.
(CASTELLAR, Sonia Maria Vanzella. Cartografia escolar e o pensamento espacial fortalecendo o conhecimento geográfico. Revista Brasileira de Educação em Geografia, 2017. Adaptado)
Essas noções auxiliarão os estudantes, mais tarde, no seu processo de desenvolvimento cognitivo, a compreender e construir
(CASTELLAR, Sonia Maria Vanzella. Cartografia escolar e o pensamento espacial fortalecendo o conhecimento geográfico. Revista Brasileira de Educação em Geografia, 2017. Adaptado)
Esse processo é equivalente às fases do desenvolvimento cognitivo estabelecidas por Luquet como a fase de
(CASTELLAR, Sonia Maria Vanzella. Cartografia escolar e o pensamento espacial fortalecendo o conhecimento geográfico. Revista Brasileira de Educação em Geografia, 2017. Adaptado)
Nesse contexto, o pensamento lógico-matemático consiste em
Indica aquilo que a criança consegue fazer por si mesma, de forma independente, a partir de funções que já amadureceram.
Trata-se do que o autor denominou zona de desenvolvimento
Fizemos um estudo da motivação da criança não reprimida [...]. Nossa tarefa era preservá-la, fortificando a criança contra o desânimo. Introduzimos o desânimo tão cuidadosamente quanto introduzimos qualquer situação emocional, iniciando ao redor dos seis meses. Alguns dos brinquedos, em nossos cubículos com ar condicionado, são projetados para criar perseverança. Um trecho de uma melodia de uma caixa de música, ou um padrão de luzes faiscantes, é arranjado de maneira a seguir uma resposta apropriada, digamos, apertar uma campainha. Mais tarde, a campainha deverá ser apertada duas vezes. É possível construir um comportamento fantasticamente perseverante sem mostrar frustração ou raiva. Pode não o surpreender saber que alguns dos nossos experimentos falharam: a resistência ao desânimo tornou-se quase estúpida ou patológica. Corre-se alguns riscos em trabalhos desse tipo, é claro. Felizmente, podemos reverter o processo e restaurar a criança ao nível satisfatório.
O excerto corresponde a uma citação utilizada por Davis e Oliveira (1994) para ilustrar uma perspectiva específica de desenvolvimento. Trata-se da concepção