Questões de Concurso
Sobre hematologia nas técnicas em laboratório em técnicas em laboratório
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Para a preservação de componentes sanguíneos, é recomendável utilizar soluções de glicose pura. A glicose fornece uma fonte imediata de energia para as células, o que aumenta a sua viabilidade durante períodos prolongados de armazenamento. Essas soluções são particularmente eficazes na preservação de plasma, já que a glicose ajuda a manter as proteínas plasmáticas em seu estado funcional.
Para o armazenamento de plaquetas, é recomendado
manter os concentrados de plaquetas em repouso
absoluto, sem agitação, e a uma temperatura ambiente
de 18°C a 22°C. Esse método evita a ativação prematura
das plaquetas e prolonga sua validade para transfusões,
permitindo que sejam armazenadas por até 15 dias sem
perderem sua funcionalidade.
Os anticoagulantes mais eficazes para a preservação de componentes sanguíneos são os à base de cloreto de sódio. Esse composto impede a coagulação do sangue ao inibir a ação do cálcio, tornando-o ideal para a armazenagem a longo prazo de plaquetas e glóbulos vermelhos. Além disso, o cloreto de sódio mantém o pH do sangue estável, garantindo a integridade celular durante o armazenamento.
O sistema de grupos sanguíneos ABO foi descoberto por Karl Landsteiner em 1901 sendo fundamental para a compatibilidade em transfusões de sangue. Além dos grupos A, B, AB e O, há variantes raras, como o grupo Bombay, que não possui antígenos A ou B. No sistema Rh, o fator RhD é o mais relevante, com indivíduos sendo classificados como Rh positivo ou Rh negativo. No entanto, existem mais de 50 antígenos no sistema Rh, incluindo C, c, E, e, que podem causar reações transfusionais se não forem compatíveis.
Os exames pré-transfusionais são essenciais para garantir a segurança das transfusões de sangue. Antes de qualquer transfusão, são realizados testes como a tipagem sanguínea e a prova cruzada. A prova cruzada, também conhecida como compatibilidade cruzada, verifica a compatibilidade entre o sangue do doador e o do receptor para evitar reações transfusionais. Além disso, é importante testar a presença de anticorpos irregulares no sangue do receptor, pois eles podem causar reações adversas graves durante a transfusão.
A coleta de hemocomponentes é um processo crítico que envolve a extração de diferentes componentes do sangue, como plaquetas, plasma e hemácias, utilizando um separador celular automatizado. Esse procedimento garante a obtenção de componentes específicos para transfusões, maximizando a utilização de cada doação de sangue. É essencial que a coleta ocorra em condições estéreis e que os doadores sejam rigorosamente triados para evitar contaminações e reações adversas nos receptores. A temperatura de armazenamento do plasma coletado deve ser mantida entre 1°C e 6°C para preservar a sua funcionalidade.
Após a coleta, a preparação dos hemocomponentes requer a centrifugação do sangue total, separando-o em seus principais componentes: hemácias, plasma e plaquetas. Cada componente é então processado e armazenado em condições específicas para garantir sua viabilidade terapêutica. Por exemplo, as plaquetas precisam ser armazenadas a uma temperatura constante de 22°C, com agitação contínua para evitar a agregação. Além disso, os hemocomponentes devem ser rotulados corretamente com informações detalhadas sobre o doador, data de coleta e tipo de componente, garantindo a rastreabilidade e a segurança do processo transfusional.
As doenças transmitidas por transfusão de sangue, como hepatites virais, retroviroses, doença de Chagas, sífilis e malária, são facilmente detectadas e erradicadas com a simples adição de anticoagulantes especiais ao sangue coletado. Esses anticoagulantes têm a capacidade de neutralizar todos os patógenos presentes, tornando desnecessária a realização de testes específicos antes da transfusão. Além disso, uma vez tratada com esses anticoagulantes, a necessidade de monitoramento posterior do paciente para essas doenças é eliminada, garantindo transfusões 100% seguras e livres de contaminação.
Durante uma transfusão de hemocomponentes, como concentrados de hemácias, plaquetas ou plasma, é fundamental monitorar o paciente para detectar reações transfusionais. As reações mais comuns incluem febre, calafrios e urticária, que geralmente são leves. No entanto, existem reações mais graves, como a TRALI (Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão), que pode causar insuficiência respiratória aguda. A TRALI ocorre quando anticorpos no plasma do doador reagem com leucócitos no sangue do receptor, levando a uma resposta inflamatória nos pulmões.
O sistema KELL é o terceiro mais importante em termos de reações transfusionais, após os sistemas ABO e Rh. Antígenos do sistema KELL, como K1 e K2, podem causar anemia hemolítica do recém-nascido. Já o sistema Lewis é interessante porque os antígenos Lewis não são produzidos pelos eritrócitos, mas são absorvidos de substâncias solúveis no plasma. Esses antígenos podem mudar de forma durante a vida de um indivíduo, o que pode complicar a tipagem sanguínea em certos casos.
Os glóbulos vermelhos, ou eritrócitos, desempenham um papel fundamental no sistema imunológico, apesar de não serem células diretamente envolvidas na resposta imunológica. Eles são responsáveis pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo e pelo retorno de dióxido de carbono para os pulmões para ser expirado. Além disso, os glóbulos vermelhos possuem antígenos na sua superfície, conhecidos como antígenos de grupo sanguíneo, que podem desencadear respostas imunológicas, se células com antígenos incompatíveis forem introduzidas no organismo, como durante uma transfusão de sangue.
A contaminação bacteriana de hemocomponentes é uma preocupação significativa em transfusões de sangue, podendo levar a complicações graves. A maioria das contaminações bacterianas ocorre durante a coleta ou processamento do sangue, sendo as plaquetas particularmente vulneráveis devido ao armazenamento em temperatura ambiente. As bactérias gram-positivas, como Staphylococcus epidermidis, são frequentemente encontradas, mas também podem ocorrer infecções por bactérias gram-negativas, como Escherichia coli, que são especialmente perigosas devido à produção de endotoxinas.
A técnica de fracionamento dos hemocomponentes envolve a centrifugação do sangue a uma velocidade constante de 1.500 rpm por 15 minutos, independentemente do tipo de componente sanguíneo desejado. Após a centrifugação, todos os hemocomponentes, como plaquetas, plasma e glóbulos vermelhos, devem ser armazenados a uma temperatura uniforme de 4°C, garantindo a integridade e a viabilidade de todos os componentes por até 45 dias.
Para minimizar a contaminação bacteriana de hemocomponentes, são empregadas diversas técnicas de triagem e monitoramento, incluindo a cultura bacteriana e o uso de testes de amplificação de ácido nucleico (NAT). Apesar dessas medidas, a contaminação ainda pode ocorrer, sendo fundamental que as unidades de sangue sejam inspecionadas visualmente para sinais de contaminação, como turvação ou descoloração. Recentemente, novas tecnologias de desinfecção, utilizando radiação ultravioleta e tratamentos fotoquímicos, têm mostrado promessas na redução de contaminações bacterianas em hemocomponentes, oferecendo uma camada adicional de segurança nas transfusões.
Sobre o hemograma, responda se as afirmativas abaixo são Verdadeiras (V) ou Falsas (F).
( ) O eritrograma e o leucograma compõem o hemograma.
( ) No eritrograma, constam os seguintes parâmetros: hemácias, hemoglobina, hematócrito e os índices VCM, HCM e CHCM.
( ) O leucograma é composto pela contagem global e diferencial dos leucócitos, contagem de plaquetas e VPM.
( ) Para a realização do hemograma, é necessária uma amostra de sangue total colhida com anticoagulante, sendo o EDTA o anticoagulante de escolha.
Agora, marque a alternativa que apresenta a sequência correta, na ordem:
É correto afirmar que essas amostras se diferem em:
Assinale a alternativa que corresponde à ordem correta dos tubos que deve ser seguida em situação multicoleta a vácuo: