Questões de Concurso
Sobre parasitologia em biomedicina - análises clínicas
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I. A toxoplasmose em indivíduos imunocomprometidos apresenta maior suscetibilidade de manifestações graves como a neurotoxoplasmose.
II. Para diagnóstico do calazar, além dos sinais clínicos sugestivos, pode-se utilizar exames sorológicos específicos, como a Imunofluorescência Indireta (IFI) e o Ensaio Imunoenzimático (ELISA).
III. O agente etiológico Wuchereriabancrofti é detectado no sangue periférico pelo teste de rotina para pesquisa da microfilária, utilizando o método da gota espessa com sangue colhido pela manhã.
IV. O diagnóstico da esquistossomose é feito pelo exame parasitológico de fezes para pesquisa de ovos do parasito. O método utilizado com melhor sensibilidade é o de Ritchie, baseado na flutuação espontânea.
verifica-se que está(ão) correta(s)
Dadas as afirmações abaixo, assinale a alternativa CORRETA.
I. O Método Sedimentação Espontânea (Lutz/Hoffman, Pons e Janer) é muito utilizado nos laboratórios clínicos por ser de fácil execução e de baixo custo, sendo indicado apenas para a pesquisa de cistos de protozoários.
II. O Método de Centrifugação-flutuação, desenvolvido por Faust e cols., é considerando eficiente para a concentração tanto de ovos de helmintos como de cistos de protozoários, onde é utilizado uma solução de sulfato de zinco de densidade 1,180 (solução a 33%).
III. Na técnica de Kato, é utilizada uma solução saturada de cloreto de sódio para pesquisa de ovos de helmintos.
IV. Os ovos de Enterobius vermicularis (oxiúrus) raramente se encontram nas fezes, uma vez que a maioria deles adere à parede do reto e margem do ânus em razão da biologia do parasito. Nesse caso, é necessário empregar método especial de coleta como a técnica de Graham, onde aplica-se um pedaço de fita na região perianal e ovos presentes se prendem na parte colante e a própria fita serve de lamínula.
Leishmania spp. são protozoários pertencentes à família Trypanosomatidae. A leishmaniose é uma doença infecciosa, não contagiosa, adquirida por meio da picada de insetos vetores denominados flebotomíneos, que inoculam parasitos no organismo do hospedeiro durante o momento da picada. No Novo Mundo os subgêneros, Leishmania e Viannia, são comumente encontrados. Dependendo da área geográfica, espécies diferentes podem infectar humanos, produzindo uma variedade de doenças (cutâneas, cutâneas difusas, mucosas, mucocutâneas e viscerais). O espectro de apresentação clínica depende do hospedeiro, da resposta imune e da espécie de parasito envolvida.
Com relação ao diagnóstico da leishmaniose leia as afirmações abaixo:
I. Técnicas moleculares para a detecção de material genético do parasito têm sido usadas para diagnóstico, prognóstico e identificação de espécies. Esses métodos são considerados mais sensíveis do que a microscopia ou cultura, particularmente para a detecção da leishmaniose mucocutânea, visto que, nas lesões mucocutâneas, os parasitos são escassos e difíceis de detectar microscopicamente.
II. Para realização da técnica de microscopia, o material da lesão pesquisada deve ser apropriadamente coletado, sendo os métodos de escarificação ou biópsia os mais rotineiramente utilizados. A coloração pelo método de Giemsa permite a visualização de amastigotas no material analisado, sendo possível fazer a diferenciação inclusive de núcleo e cinetoplasto.
III. O teste cutâneo, ou Intradermorreação de Montenegro, avalia a hipersensibilidade tardia ou do tipo IV em pacientes com leishmaniose. Quanto maior a carga parasitária e maior o tempo de evolução da doença, maior será a probabilidade de se ter um resultado positivo. Pacientes com leishmaniose cutânea difusa e com as formas viscerais normalmente apresentam resultado positivo.
IV. Existem diversos testes sorológicos para leishmaniose, incluindo testes de imunofluorescência indireta, testes de ELISA (enzyme-linked immunoassay), e testes imunocromatográficos (immunoblot), desenvolvidos com propósito de auxiliar o diagnóstico de leishmaniose (cutânea, mucosa, mucocutânea e visceral); nem sempre estão amplamente disponíveis, exceto em áreas endêmicas.
Assinale a alternativa que possui todas as afirmativas CORRETAS.
A doença de Chagas adquirida apresenta na clínica duas fases: a fase aguda e a fase crônica. A fase aguda manifesta-se sob a forma de um quadro febril agudo, que se inicia de 5 a 7 dias após a penetração dos parasitos pela porta de entrada; nesta fase emprega-se principalmente o diagnóstico parasitológico. Já a fase crônica instala-se progressivamente, podendo durar décadas, durante as quais a doença pode permanecer na forma latente, isto é, assintomática, sendo diagnosticada por meio do emprego de técnicas de imunodiagnóstico. Uma parcela dos indivíduos também pode evoluir com manifestações de fase crônica, com acometimento cardíaco, esofágico ou ainda intestinal.
Com relação ao diagnóstico da doença de Chagas assinale a alternativa CORRETA.
I. Faust. II. Hoffman. III. Baermann-Moraes. IV. Wiliis. V. Blagg.
( ) Sedimentação espontânea. ( ) Sedimentação por centrifugação. ( ) Flutuação espontânea. ( ) Centrífugo-flutuação. ( ) Migração ativa.
De cima para baixo, a respectiva sequência é:
1 - Método Sedimentação Espontânea
2 - Método de Bearman, modificado por Moraes
3 - Método Kato-Katz
4 - Método Willis
5 - Método de Gota Espessa
( ) Fundamentado no termo-hidrotropismo das larvas de nematódeos encontradas nas fezes associado à ação da gravidade.
( ) Baseado na flutuação dos ovos de helmintos em uma solução saturada de cloreto de sódio em água (densidade: 1.200)
( ) Baseado na sedimentação das fezes em água.
( ) Método quantitativo na pesquisa de ovos de helmintos
( ) Método realizado utilizado de forma direta utilizando o sangue
Disponível em: https://www.sbmt.org.br/portal/anvisa-aprova-primeiro-kit-para-diagnostico-molecular-da-doenca-dechagas/. Acesso em: 12 nov.2022.
No diagnóstico molecular pela técnica da PCR (reação em cadeia da polimerase), o DNA do parasita é reconhecido

Nas amostras A e B, estão presentes, respectivamente,
É um método adaptado para a quantificação de ovos de helmintos. Nele, o biomédico deve seguir as seguintes etapas: depositar o material fecal sobre um papel absorvente e, em seguida, cobrir as fezes com uma tela de metal ou náilon constituídas de malhas. Com uma espátula de madeira ou plástico, pressionar o material fecal sobre a malha para que seja peneirado através da tela. Depois disso, depositar um pouco do material peneirado sobre uma lâmina de vidro onde há um molde sobreposto com orifício de 6 mm de diâmetro para quantificação. Depositar as fezes peneiradas nesse orifício, retirar o molde e cobrir o material fecal com uma lamínula de papel celofane, previamente embebido por 24 horas, com solução de corante específico para o método. Inverter a lâmina, pressioná-la sobre o papel absorvente e deixar por alguns minutos, para que o celofane adira à lâmina. Aguardar por até 1 hora e proceder com a leitura/análise em microscopia óptica.
A descrição se refere à técnica de
No laboratório clínico, a presença de parasitas intestinais é identificada, principalmente, pelo exame direto de fezes utilizando a técnica a fresco, as técnicas de concentração, os esfregaços com coloração permanente e, com menos frequência, a cultura do material fecal. O diagnóstico parasitológico se baseia na observação das diversas formas parasitárias encontradas no material examinado. Nesse contexto, observe as formas parasitárias representadas nas figuras abaixo, isoladas de amostras fecais.

Nas Figuras (A), (B), (C) e (D), estão presentes, respectivamente: