Questões de Concurso
Sobre função hepática em biomedicina - análises clínicas
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O exame de urina consiste em análises que permitem observar e avaliar desde infecções urinárias e erros inatos do metabolismo até distúrbios hemorrágicos dos glomérulos e hepatopatias.
RESENDE, L. M. H.; VIANA, L. G. V.; VIDIGAL, P. G. Protocolos clínicos dos exames laboratoriais. Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais Universidade Federal de Minas Gerais 2009.
Considerando o contexto bioquímico, as etapas de coleta e os laudos das urinálises, julgue (C ou E) o item a seguir.
Os resultados são os seguintes:
- TGO (AST): 110 U/L (normal: 5-40 U/L)
- TGP (ALT): 150 U/L (normal: 7-56 U/L)
- Fosfatase alcalina: 210 U/L (normal: 44-147 U/L)
- Bilirrubina total: 3,2 mg/dL (normal: 0,1-1,2 mg/dL)
- Albumina: 2,3 g/dL (normal: 3,5-5,5 g/dL)
- Tempo de protrombina: 17 segundos (normal: 11-13 segundos)
Com base nos reultados acima, assinale a alternativa correta.
Com base nesse caso clínico sobre bioquímica clínica hepática, a alternativa mais compatível com o padrão bioquímico encontrado é:
A capacidade funcional hepática pode ser avaliada pela dosagem sérica laboratorial de alguns marcadores.
Assinale a alternativa que menciona o único exame que NÃO pode ser utilizado como marcador hepático.
I. Alterações no armazenamento de glicogênio hepático (glicogenoses hepáticas) geralmente resultam em hipoglicemia e hepatomegalia.
II. A deficiência da enzima glicose-6-fosfatase resulta em hipoglicemia, acidose lática, hiperuricemia e dislipidemia.
III.A deficiência da enzima glicogênio sintase resulta em hiperglicemia de jejum e hipocetonemia.
Está(ão) correto(s)


I. O aumento de ALT observado é sugestivo de lesão hepática, visto que esta enzima é encontrada em altas concentrações no citoplasma de células do fígado.
II. A creatinina é excretada de forma muito eficiente pelos rins, e sua concentração plasmática torna-se elevada quando há insuficiência renal.
III. A PCR é uma das proteínas de fase aguda cuja concentração sérica aumenta em estados inflamatórios, e, neste caso, indica infecção grave.
IV. O aumento do LDH pode ser um sinal de lesão tecidual ou precipitação de falência de algum órgão.
Estão corretas
Paciente de 55 anos, do sexo feminino, com os seguintes sinais e sintomas: náuseas, vômitos, indisposição, dor abdominal e icterícia. O médico assistente solicitou alguns exames para avaliação da função hepática. Os resultados foram os seguintes: bilirrubina total = 5,5 mg/dL (referência até 1,2 mg/dL); bilirrubina direta = 1,5 mg/dL (referência até 0,4 mg/dL); bilirrubina indireta = 4,0 mg/dL (referência até 0,8 mg/dL); gama-GT = 55 UI/L (referência até 55 UI/L); fosfatase alcalina = 110 UI/L (referência até 115 UI/L); ASAT = 400 UI/L (referência 10 a 40 UI/L); ALAT = 550 UI/L (referência de 10 a 40 UI/L).
As informações e os resultados apresentados são compatíveis com:
Este algoritmo é sugerido graças às características dos exames envolvidos. Sobre o assunto, analise as assertivas abaixo.
I. Quando a alteração de AST (aspartato aminotransferase) for maior que ALT (alanina aminotransferase), a fonte mais provável é o fígado.
II. Quando a atividade de ALT for maior que a de AST, outros exames precisam ser feitos, de forma complementar como bilirrubina, albumina e tempo de protrombina.
III. Se a atividade de ALT for maior que a de AST com outros marcadores hepáticos normais, é preciso fazer CK (creatina quinase) para avaliar a possibilidade de lesão muscular.
IV. ALP (fosfatase alcalina) é uma enzima encontrada tanto no fígado como no pâncreas, tornando sua alteração isolada difícil de interpretar. Assim, torna-se necessária a realização de outros exames para determinar a origem da lesão. Um dos exames que pode ser feito é o fracionamento da isoenzima ou pode-se também dosar outra enzima canalicular como a GGT (gama-glutamiltransferase) que deve se apresentar normal se a ALP alterada for de origem pancreática.
V. ALT, AST e ALP são enzimas plasmáticas.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que
I. A hepatopatia crônica é acompanhada de anemia levemente macrocítica, com presença de células-alvo decorrentes de aumento de colesterol na membrana.
II. Pode ocorrer anemia hemolítica em pacientes com intoxicação alcoólica e em pacientes com doença hepática terminal, devido a anormalidades da membrana decorrentes de alterações lipídicas.
III. A obstrução das vias biliares resulta em diminuição da absorção de vitamina K, diminuindo a síntese dos fatores II, VII, IX e X pelas células parenquimatosas do fígado.
IV. A redução da síntese de fibrinogênio é um marcador para a doença hepática grave.
V. Na doença hepática, pode ocorrer trombocitopenia e anomalias da função plaquetária, dessa forma o balanço hemostático final nas hepatopatias avançadas pode ser protrombótico, em vez de hemorrágico.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que
Um paciente de 48 anos, sedentário e com sobrepeso, realizou exames laboratoriais de rotina, apresentando os seguintes resultados:

Com base nos achados laboratoriais e na interpretação clínica segundo a diretriz brasileira, é CORRETO afirmar que:
Com base no quadro clínico apresentado, assinale o marcador tumoral mais indicado para esse caso.
Apresentou perda de peso satisfatória (12 kg), mas durante a consulta de seguimento relatou episódios recorrentes de náuseas matinais, vômitos pós-prandiais tardios e dor abdominal em hipocôndrio direito. Exames laboratoriais recentes mostram:
• ALT 89 U/L (VR: 7-35);
• AST 72 U/L (VR: 8-40);
• GGT 145 U/L (VR: 9-48);
• Bilirrubina total 2,1 mg/dL (VR: 0,2-1,2); e
• Lipase sérica 280 U/L (VR: 23-300).
Com base no caso clínico acima, analise as afirmativas a seguir.
I. A semaglutida, como agonista do receptor de GLP-1, retarda o esvaziamento gástrico, o que explica as náuseas e vômitos. As alterações hepáticas (ALT, AST, GGT, bilirrubina) são indicativas de esteatose hepática induzida pelo fármaco, e a lipase elevada (embora dentro do VR) sugere pancreatite subclínica.
II. O mecanismo de ação da semaglutida envolve a estimulação direta da secreção de insulina e supressão do glucagon, o que pode levar à hipoglicemia e, consequentemente, aos sintomas gastrointestinais. As alterações hepáticas são secundárias à rápida perda de peso, e a lipase sérica elevada é um achado inespecífico.
III. A semaglutida, por mimetizar o GLP-1, aumenta a saciedade e reduz o apetite, resultando em perda de peso. Os sintomas gastrointestinais são efeitos adversos comuns relacionados ao atraso do esvaziamento gástrico. As elevações de ALT, AST, GGT e bilirrubina, juntamente com a dor abdominal em hipocôndrio direito, são altamente sugestivas de colelitíase ou colecistite aguda induzidas pelo tratamento.
Está correto o que se afirma em