Questões de Concurso
Comentadas sobre farmacologia na odontologia em odontologia
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Após o término da cirurgia de exodontia complexa de terceiro molar inferior, paciente já apresentava dor intensa, sendo definida pelo profissional a prescrição de um analgésico opioide.
Qual é o analgésico a ser indicado?
Uma paciente em período pós-parto está amamentando e necessita ser submetida a uma cirurgia oral. Deve-se evitar fármacos que sejam reconhecidamente eliminados no leite e potencialmente prejudiciais ao seu bebê.
Qual fármaco administrado à mãe pode desencadear a síndrome do bebê cinzento?
Um paciente de 30 anos com deficiência física e motora faz uso contínuo de medicamentos para controle de espasticidade (baclofeno) e vem apresentando dor orofacial intensa devido à inflamação periodontal. O cirurgião-dentista pondera prescrever ibuprofeno para o controle da dor e inflamação.
Considerando as reações adversas possíveis ao uso de ibuprofeno em pacientes com deficiência e uso contínuo de outros medicamentos, qual informação deve ser levada em consideração pelo cirurgião-dentista nesta tomada de decisão?
Um paciente de 52 anos com cirrose hepática compensada chega ao consultório odontológico com uma infecção odontogênica severa associada a um abscesso periapical. O paciente relata dor intensa e precisa de tratamento imediato.
Qual terapêutica medicamentosa é mais segura de ser prescrita para a condução deste caso clínico?
Um paciente de 45 anos com paralisia cerebral e epilepsia controlada com fenitoína apresenta infecção odontogênica associada a um dente necrosado. Além de seu histórico de epilepsia, o paciente possui insuficiência renal crônica e realiza hemodiálise semanalmente.
Qual antibiótico deve ser prescrito para este paciente?
Um paciente idoso de 70 anos, diagnosticado com hipertensão arterial sistêmica, controlada, faz uso contínuo de enalapril (inibidor da enzima conversora de angiotensina – ECA) e ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (100 mg/dia) como agente antiplaquetário para prevenção cardiovascular. O paciente foi submetido à extração de um molar inferior devido a uma lesão de cárie extensa.
Considerando o uso contínuo dessas medicações e as condições sistêmicas do paciente, qual medicamento pode ser prescrito pelo cirurgião-dentista para o controle da dor pós-operatória?
O texto refere-se ao antibiótico:
A terapêutica e a farmacologia são áreas cruciais na prática odontológica, influenciando diretamente o tratamento e o manejo da dor dos pacientes. Diversos fármacos são utilizados para controlar a dor, reduzir a inflamação e combater infecções em procedimentos odontológicos. Além disso, a farmacologia é essencial para compreender as interações medicamentosas e garantir tratamentos seguros para pacientes com condições médicas subjacentes. Profissionais odontológicos precisam estar atualizados sobre os avanços nessas áreas para oferecer cuidados eficazes e seguros aos seus pacientes.
Quais das seguintes afirmações são FALSAS sobre a terapêutica e farmacologia na odontologia?
I - A administração intramuscular de anestésicos locais é a rota mais segura e eficaz.
II - A analgesia com paracetamol é geralmente preferida em pacientes com história de úlcera péptica.
III - Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares.
IV - Antibióticos são sempre necessários antes de procedimentos odontológicos invasivos.
V - A prescrição de antibióticos deve ser feita rotineiramente para pacientes com gengivite.
( ) A bupivacaína tem boa indicação em casos como o descrito no enunciado por apresentar longa duração de ação, especialmente de anestesia de tecidos moles, com tempo de duração em média de 4 horas.
( ) Quando for utilizada a bupivacaína, deve-se considerar que pode haver aumento da intensidade da dor após 24 horas de sua aplicação, quando comparado ao uso da lidocaína, por promover aumento da liberação de mediadores da inflamação.
( ) Devido à interação medicamentosa, quando for utilizada a bupivacaína, não devem ser indicados anti-inflamatórios não esteroides, pois a liberação de prostaglandina E2 interfere na metabolização da bupivacaína, provocando um efeito de superdosagem.