Questões de Concurso Sobre não definido

Questões Discursivas

Foram encontradas 8.555 questões

Q4213432 Não definido
Em uma etapa de manutenção urbana, determinada prefeitura registrou que 5 equipes, trabalhando 6 horas por dia, concluíram a recuperação de 2.100 m² de calçamento em 7 dias. Em uma nova etapa, deverão ser recuperados 3.000 m² de calçamento. Para essa execução, estarão disponíveis 6 equipes, trabalhando 8 horas por dia. Contudo, em razão de restrições de acesso ao local, estima-se que a produtividade média por equipe, a cada hora de trabalho, será 20% menor do que a registrada na etapa anterior. Mantidas essas condições, em qual dia de trabalho a nova etapa será concluída? 
Alternativas
Q4213431 Não definido
A equipe de arquitetura de determinada prefeitura analisou, em uma base cadastral simplificada, a área destinada à implantação de um pequeno equipamento público. No sistema utilizado, as coordenadas estão indicadas em metros e o contorno do terreno é representado, no plano cartesiano, pelo polígono de vértices: A(0, 0); B(18, 0); C(18, 10); D(12, 10); E(12, 4); F(0, 4), ligados nessa ordem. De acordo com essas informações, qual a área do terreno representado? 
Alternativas
Q4213430 Não definido
Considere, hipoteticamente, que a Prefeitura Municipal de Vitória pretende aplicar temporariamente recursos vinculados a um convênio até o momento previsto para a execução de determinada etapa do projeto. Em uma das alternativas analisadas, a instituição financeira informa uma taxa nominal anual de 24%, com capitalização mensal. Considerando o regime de juros compostos e a capitalização mensal, a taxa efetiva acumulada em três meses será, aproximadamente: 
Alternativas
Q4213429 Não definido
Na avaliação de desempenho de uma unidade administrativa de determinada prefeitura, foram considerados quatro indicadores, com notas de 0 a 10 e pesos distintos, conforme a tabela a seguir; observe-a.
Imagem associada para resolução da questão
De acordo com as informações fornecidas, a média ponderada das notas obtidas pela unidade administrativa será um valor compreendido entre: 
Alternativas
Q4213428 Não definido
Durante vistoria em determinada escola municipal, a equipe técnica avaliou a capacidade útil de um reservatório cilíndrico vertical destinado ao armazenamento de água para uso não potável. O reservatório possui 3,6 m de diâmetro interno e 2,5 m de altura interna total. Por recomendação técnica, deve ser mantida uma faixa livre de 0,2 m entre o nível máximo da água e a parte superior interna do reservatório. Adotando-se π = 3,14, qual é, aproximadamente, a capacidade útil desse reservatório?
Alternativas
Q4213427 Não definido
Determinada prefeitura organizou um plano de vistorias técnicas em imóveis públicos. No primeiro mês, a equipe pretende concluir 24 vistorias. A partir do segundo mês, com a reorganização das equipes, a quantidade mensal de vistorias concluídas aumentará 8 unidades em relação à quantidade do mês anterior, mantendo-se esse padrão de aumento nos meses seguintes. De acordo com esse cenário, qual é a menor quantidade de meses necessária para que o total acumulado de vistorias concluídas seja de, pelo menos, 500 vistorias?
Alternativas
Q4213426 Não definido
Durante o planejamento da reforma de uma praça pública, a equipe técnica da prefeitura definiu que a área total retangular, com 48 m de comprimento e 32 m de largura, será dividida entre área permeável e área pavimentada. O projeto prevê que 35% da área total será mantida como área permeável, destinada a jardins e arborização. A área restante será pavimentada com placas de concreto. Sabe-se que cada caixa de placas de concreto cobre 2,4 m². Desconsiderando perdas, recortes e sobreposições, quantas caixas são necessárias para pavimentar a área prevista?
Alternativas
Q4213425 Não definido
Durante o levantamento preliminar para a manutenção de uma estrutura vertical, de altura h, instalada em área pública, uma equipe técnica realizou medições a partir de dois pontos no solo, alinhados com a base da estrutura e situados no mesmo nível dessa base. Do ponto mais próximo, o ângulo de elevação até o topo da estrutura foi de 45°. Do ponto mais afastado, situado 20 m atrás do primeiro ponto, o ângulo de elevação até o topo da estrutura foi de 30°, conforme representado na figura simplificada, sem escala, a seguir:  Imagem associada para resolução da questão
Desconsiderando-se a altura do equipamento de medição e adotando-se √3 = 1, 73, a altura dessa estrutura está compreendida entre:
Alternativas
Q4213424 Não definido
Determinada prefeitura municipal está avaliando duas propostas para contratação de apoio técnico à fiscalização de obras públicas. Cada proposta prevê um custo mensal de mobilização e gestão do contrato, além de um custo por vistoria técnica concluída no mês. A tabela a seguir discrimina os custos apresentados em cada proposta; analise-a. Imagem associada para resolução da questão Considerando que a quantidade de vistorias técnicas concluídas no mês deve ser um número inteiro, a partir de quantas vistorias mensais a proposta B passa a ter custo total menor que a proposta A? 
Alternativas
Q4213423 Não definido
Para padronizar a atuação de equipes em fiscalizações de obras públicas, a Prefeitura Municipal de Vitória organizará kits de campo com materiais de controle e registro. Estão disponíveis 288 lacres de segurança, 360 etiquetas de identificação e 432 formulários de vistoria. Os kits deverão ter a mesma composição, utilizando todos os materiais disponíveis, sem sobra de lacres, etiquetas ou formulários. Nessas condições, qual é o maior número de kits que poderá ser montado?
Alternativas
Q4213422 Não definido
Determinada prefeitura disponibilizou aos seus servidores um kit institucional. Cada servidor deve escolher exatamente uma camiseta, um boné e uma caneca. Sabe-se que há 4 opções de camisetas, 5 opções de bonés e 3 opções de canecas personalizadas. Considerando todas as combinações possíveis de kits, quantos servidores, no mínimo, devem montar seus kits para que se tenha a garantia de que pelo menos duas pessoas escolheram exatamente a mesma combinação?
Alternativas
Q4213421 Não definido
As seguintes proposições apresentam os seus valores lógicos informados:
I. Fernanda é farmacêutica ou Gustavo é guitarrista. – verdadeira. II. Helena é historiadora e Igor é ilustrador. – falsa. III. Fernanda é farmacêutica ou Júlia é jornalista. – falsa. IV. Fernanda é farmacêutica ou Igor é ilustrador. – verdadeira.
De acordo com essas proposições, conclui-se corretamente que: 
Alternativas
Q4213420 Não definido
No depósito de determinada prefeitura, encontram-se armazenados 16 equipamentos eletrônicos destinados à manutenção das repartições públicas. Desses equipamentos, 10 são computadores e 6 são impressoras. Se um servidor selecionar aleatoriamente dois equipamentos, um após o outro e sem reposição, a probabilidade de que ambos os equipamentos escolhidos sejam computadores é igual a: 
Alternativas
Q4213419 Não definido
Durante uma assembleia em determinada prefeitura, o secretário de administração fez a seguinte afirmação:
“Se Marina trabalha na secretaria de saúde ou Otávio trabalha na secretaria de educação, então Paulo é auditor municipal”.
Essa afirmação será necessariamente falsa se, de fato:
Alternativas
Q4213418 Não definido
Na prefeitura de determinada cidade, apenas seis servidores participaram de um curso de capacitação sobre atendimento ao público. Ao final do treinamento, cada servidor precisou entregar um relatório, e todos realizaram a entrega em horários distintos. Sabe-se que:
• Marcelo não foi o primeiro servidor a entregar o relatório; • Daniel entregou o relatório depois de Henrique; • Carlos foi a quarta pessoa a entregar o relatório após Marcelo; • Roberto entregou o relatório imediatamente depois de Henrique; e • Um dos servidores participantes se chama Tiago.
De acordo com as informações apresentadas, o primeiro e o último servidor a entregar o relatório são, respectivamente:
Alternativas
Q4213417 Não definido
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as concordâncias, tanto verbal quanto nominal, muitas vezes apresentam diferenças quanto ao uso em situações de níveis e variedades linguísticas distintas. Por se tratar de um texto em que o emprego da norma-padrão predomina, no trecho “[...] no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, [...]” (3º§), os adjetivos pátrios foram empregados corretamente, assim como a construção observada em: 
Alternativas
Q4213416 Não definido
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
Considerando o texto, em relação à norma culta, pode-se inferir que: 
Alternativas
Q4213415 Não definido
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
A reescrita do trecho “Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade.” (6º§) que mantém o sentido e a correção originais está indicada em:
Alternativas
Q4213414 Não definido
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
Essa força se manifesta nas variações regionais que(1) enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que(2) traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que(3) define uma prática coletiva de trabalho para(4) a qual(5) o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para(6) universos distintos construídos sob(7) o mesmo teto linguístico.” (3º§). Dentre os termos destacados anteriormente, pode-se afirmar que foram empregados com o objetivo de manutenção de referentes já introduzidos no texto apenas: 
Alternativas
Q4213413 Não definido
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
De acordo com as ideias apresentadas no texto, pode-se afirmar que o trecho atribuído a Paulo Freire – “[...] ‘linguagem e realidade se prendem dinamicamente’: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos.” (3º§) demonstra: 
Alternativas
Respostas
1781: A
1782: A
1783: C
1784: B
1785: B
1786: B
1787: B
1788: D
1789: C
1790: D
1791: D
1792: D
1793: C
1794: B
1795: A
1796: A
1797: A
1798: A
1799: A
1800: B