Questões de Concurso Sobre não definido

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Q4312931 Não definido
Durante uma expedição arqueológica, um guia local diz ao explorador:
“O mapa não está enterrado no oásis ou a chave não está escondida na pirâmide”.
Considerando a lógica dessa afirmação, qual das alternativas relacionadas a seguir representa a negação do que o guia disse?
Alternativas
Q4312930 Não definido
Um chef de cozinha preparou um prato especial e desafiou seus aprendizes a adivinharem o único ingrediente secreto da receita. Ele deu as seguintes afirmações:
• O ingrediente secreto é sal;
• O ingrediente secreto não é açúcar;
• O ingrediente secreto é pimenta; e
• O ingrediente secreto não é alho. Considere que apenas uma dessas afirmações é falsa e, consequentemente, as demais são verdadeiras.
Assim, os aprendizes podem concluir, necessariamente, que o ingrediente secreto:
Alternativas
Q4312929 Não definido
Em um programa de bolsas de pesquisa, três estudantes serão premiados com um total de R$ 52.781,00, que será dividido de maneira inversamente proporcional ao número de erros cometidos em um teste de proficiência ao longo do semestre. Sabe-se que:
• O estudante A cometeu 18 erros;
• O estudante B cometeu 24 erros; e
• O estudante C cometeu 30 erros.
O valor recebido pelo estudante que cometeu menos erros é:
Alternativas
Q4312928 Não definido
Uma editora digital está organizando a revisão de um conjunto de manuscritos em quatro etapas:
• Na primeira etapa, será revisada a terça parte do total de manuscritos;
• Na segunda etapa, será revisada a quarta parte do total de manuscritos;
• Na terceira etapa, serão revisados três quintos dos manuscritos ainda não revisados; e
• Os manuscritos restantes serão revisados na última etapa.
Sendo assim, é correto afirmar que a quantidade de manuscritos revisados na segunda etapa corresponde, da quantidade revisada na última etapa, a: 
Alternativas
Q4312927 Não definido
Após uma campanha de marketing bem-sucedida, Roberta percebeu que o número de seguidores em sua rede social passou a aumentar diariamente segundo uma progressão aritmética. Sabe-se que no primeiro dia após a campanha, ela possuía 2,7 milhões de seguidores e, no dia seguinte, a quantidade de seguidores observada dobrou. Nessas condições, o número de seguidores de Roberta no 4º dia após a campanha é: 
Alternativas
Q4312926 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
Acerca do título “Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde”, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4312925 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
Sobre a estruturação do texto apresentado, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4312924 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
É correto afirmar que, em sua conclusão, o texto apresenta:
Alternativas
Q4312923 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
Os agrupamentos a seguir foram realizados utilizando vocábulos presentes no texto em análise. Considerando que o critério para que tais agrupamentos fossem feitos foi a mesma justificativa para acentuação gráfica dos vocábulos, assinale aquele cuja regra não foi observada.
Alternativas
Q4312922 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
Considerando-se os 5º§ e 6º§ do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4312921 Não definido
Texto para responder à questão.

Dia Internacional da Felicidade: entenda como a positividade tóxica pode prejudicar a saúde

    No dia 20 de março é comemorado o Dia Internacional da Felicidade. Durante décadas, a psicologia e a cultura popular difundiram a ideia de que pensar positivamente é uma ferramenta poderosa para mudar o rumo da vida e favorecer a realização dos desejos. De livros de autoajuda a frases inspiradoras nas redes sociais, a mensagem tem sido clara: a atitude é tudo. Assim surgiu uma corrente apoiada por psicólogos como Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que sustentava: “as emoções positivas promovem a resiliência, a criatividade e o bem-estar geral”.
    “Mantenha o rosto voltado para a luz do sol e você não verá as sombras”, aconselhava Helen Keller, ativista norte- -americana que se tornou um símbolo de superação. No entanto, o que acontece quando o sol cega – e as sombras que ignoramos começam a pesar mais do que a própria luz?
     Os cientistas encontraram base sólida para isso. A psicologia positiva, surgida no fim dos anos 1990, trouxe evidências contundentes sobre os benefícios de cultivar a gratidão, o otimismo e a esperança. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, liderado pela psicóloga Barbara Fredrickson, “as emoções positivas ampliam nossa capacidade de pensamento e ação, ajudando a construir recursos pessoais de longo prazo”.
    Do ponto de vista fisiológico, as emoções agradáveis também melhoram a saúde física. A Clínica Mayo destacou em uma de suas últimas pesquisas que pessoas otimistas apresentam menores níveis de cortisol, pressão arterial mais baixa e risco reduzido de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise da Universidade de Harvard constatou que o otimismo pode aumentar em até 15% a expectativa de vida.
    Porém, o auge dessa visão trouxe efeitos colaterais inesperados. A necessidade de “estar bem” transformou-se em um mandato social, fortemente enraizado em ambientes de trabalho, na educação, nas relações afetivas e, especialmente, nas redes sociais. O otimismo, em muitos casos, deixou de ser um recurso pessoal para se tornar uma obrigação coletiva.
    – Na cultura atual, o otimismo permanente se tornou quase uma obrigação. Redes sociais, mensagens motivacionais e livros de autoajuda repetem mantras como “se você quiser, você pode”, instalando a ideia de que sentir tristeza, raiva ou frustração é um erro – diz Roxana Rostán, psicóloga da Fundação Aiglé.
        Esse é o conceito que começa a preocupar os especialistas: quando a mensagem de bem-estar se transforma em imposição, surge o que hoje se chama de positividade tóxica.
    O problema é que nela não há espaço para a dúvida, o medo ou a frustração. Tudo deve ser rapidamente transformado em lição, aprendizado ou gratidão. Essa exigência emocional, longe de promover saúde mental, pode gerar desconexão interna e um profundo vazio emocional.
    Pesquisadores como Erica Anderson, especialista em Psicologia Cultural da Universidade do Sul da Califórnia, alertam que essa imposição emocional pode causar mais mal do que bem.
    – A positividade tóxica leva à supressão emocional crônica e isso impede o desenvolvimento de uma verdadeira resiliência – diz. Em outras palavras, não se trata de rejeitar o otimismo, mas de reconhecer quando ele se torna um véu que nos afasta da realidade.
    – Quando algo negativo acontece, as pessoas costumam dizer “veja o lado bom”. Embora bem-intencionados, esses comentários podem silenciar quem está sofrendo. Ignorar as emoções negativas não as faz desaparecer. Empurrá-las para debaixo do tapete mental só aumenta o sofrimento – acrescenta Anderson.
     Marisa G., arquiteta de 43 anos, lembra o momento em que a positividade deixou de ajudá-la. Após perder o emprego durante a pandemia, agarrou-se a todas as frases motivacionais, como “Isso é uma oportunidade” e “Tudo acontece por uma razão”. Evitava falar de medo e angústia porque achava que mostrar vulnerabilidade era fracassar.
     – Eu me obrigava a sorrir e agradecer todos os dias. Mas por dentro me sentia vazia, como se estivesse falhando por não ser feliz – conta.
     A história dela não é isolada. Um estudo da Universidade de Indiana, publicado no Journal of Communication and Media, revelou que mais de 68% dos jovens adultos sentem pressão para aparentar felicidade nas redes sociais, mesmo em momentos difíceis.
    –O mandamento de estar bem o tempo todo gera culpa e isolamento – explica o sociólogo Benjamin Crossley, autor da pesquisa.

     Do Centro de Saúde Mental do Campus de Ontário (Canadá) vem outra constatação: a positividade tóxica “anula emoções legítimas, dificulta a busca por apoio e alimenta uma cultura de silenciamento emocional”.
    Rostán acrescenta que, no ambiente de trabalho, essa cultura do “tudo bem” pode ser especialmente perigosa:
    – A exigência de manter o bom humor, mesmo em situações de esgotamento, aprofunda uma cultura que prioriza a produtividade em detrimento da saúde mental.
    Nas redes, influenciadores, celebridades e até marcas reforçam a narrativa de que tudo pode ser transformado com boa atitude. Mas o que acontece com quem não consegue fazê-lo?
    – Começa a surgir uma autocrítica feroz – diz o psicólogo Tomás D’Angelo, da Universidade de Buenos Aires. – As pessoas não apenas se sentem mal, mas se culpam por não conseguir mudar seu estado emocional.
    O preço é alto. Um estudo da Universidade de Oxford, liderado pela psicóloga Hannah Torres, mostrou que pessoas que suprimem emoções negativas com frequência têm 34% mais risco de ansiedade crônica e 23% mais chance de desenvolver transtornos psicossomáticos.
    – A “boa vibração” pode ser especialmente irritante para quem está atravessando profunda angústia – diz Torres. Ramiro T., bancário de 38 anos, conta que durante anos sentiu a pressão de ser o “positivo do grupo”. Sempre tinha uma frase para animar os colegas e minimizar as preocupações. Tudo mudou quando o pai adoeceu gravemente.
     – Eu achava que, se me deixasse ficar triste, os outros pensariam que estava desistindo. Mas manter essa fachada me desgastou. Na terapia aprendi que também está tudo bem não estar bem – diz.
     Existem abordagens terapêuticas que apoiam esse equilíbrio. Uma delas é o mindfulness. Segundo um estudo de Oxford, pessoas que praticam meditação consciente têm 28% menos reatividade emocional diante de situações adversas.

(Por: Flávia Tomaello. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/bem-estar/noticia. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)
O sinal de aspas nos 2º§ e 3º§ indicam e promovem, respectivamente:
Alternativas
Q4312920 Não definido

A imagem a seguir retrata uma chamada para uma matéria em site jornalístico; analise-a.


Imagem associada para resolução da questão


Reconhecendo que, na linguagem contemporânea, os textos apresentam-se muitas vezes constituídos não apenas por elementos linguísticos, mas também visuais; assinale a afirmativa que apresenta correção acerca da imagem. 

Alternativas
Q4312454 Não definido
Quanto à estrutura do expediente nas sessões ordinárias e à votação das atas na Câmara Municipal de Domingos Martins, trata-se de uma regra em consonância com o respectivo Regimento Interno:
Alternativas
Q4312453 Não definido
Determinado agente legislativo e de cerimonial da Câmara Municipal de Domingos Martins é informado, em uma segundafeira, às 14h, sobre a renúncia irrevogável do presidente da Mesa Diretora, por motivos pessoais. Diante da vacância do cargo máximo da Edilidade, o agente deve auxiliar na organização dos atos para a sucessão. Com base no Regimento Interno da Câmara Municipal de Domingos Martins sobre a formação e modificação da Mesa, assinale a alternativa que descreve o procedimento correto a ser seguido.
Alternativas
Q4312452 Não definido
Considere, hipoteticamente, que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada na Câmara Municipal de Domingos Martins para apurar supostas irregularidades nos trabalhos de uma das secretarias do Município. O presidente da CPI, necessitando de suporte para a condução dos atos solenes e do registro das oitivas, decide requisitar auxílio. Com respeito ao Regimento Interno da Câmara Municipal de Domingos Martins e, ainda, sobre o suporte administrativo e o funcionamento das comissões – especialmente das CPIs, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4312451 Não definido
No que tange à formalização dos trabalhos legislativos e ao rito das sessões ordinárias na Câmara Municipal de Domingos Martins, considere as normas sobre a abertura e o registro dos trabalhos. Em conformidade com a Resolução nº 199/2025 da Câmara, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4312450 Não definido
Considere que determinado agente legislativo e de cerimonial da Câmara Municipal de Domingos Martins foi incumbido de redigir um convite oficial ao Juiz de Direito da Comarca para a sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos. Seguindo estritamente as normas de redação oficial e as atualizações do Manual de Redação da Presidência da República, assinale a alternativa que apresenta o vocativo e o tratamento no envelope (endereçamento) corretos.
Alternativas
Q4312449 Não definido
Ao elaborar os slides e a minuta da ata de uma sessão legislativa, o agente legislativo e de cerimonial deve zelar pela concisão, uma das qualidades fundamentais da redação oficial. No contexto de uma ata, a concisão é obtida quando:
Alternativas
Q4312448 Não definido

Maria, recém-empossada na Câmara Municipal de Domingos Martins, foi designada para atuar no setor de protocolo. Durante suas atividades, foram adotados os seguintes procedimentos; analise-os.

I. Na etapa de classificação, ao receber documentos particulares não sigilosos, realizou a abertura dos envelopes e procedeu à devida classificação.

II. Na expedição ou distribuição, considerou que a expedição ocorre quando o envio é interno, enquanto a distribuição ocorre quando direcionada à outra instituição.

III. A última etapa consiste no controle da tramitação, no qual o protocolo deve acompanhar os documentos, por meio de sistema manual ou informatizado, identificando os setores pelos quais tramitam.


Com base nas rotinas do setor de protocolo, está correto o que se afirma em 

Alternativas
Q4312447 Não definido
Determinado agente legislativo da Câmara Municipal de Domingos Martins implementou duas mudanças na rotina de trabalho. Na primeira, promoveu pequenos ajustes na organização e tramitação das proposições legislativas no sistema interno, com o objetivo de reduzir atrasos e melhorar o controle de prazos, sem alterar a estrutura organizacional ou a forma de interação entre os setores. Na segunda, participou da implantação de um sistema digital integrado que modificou significativamente a forma de execução das atividades legislativas, promovendo novas formas de interação entre os setores, reorganização dos fluxos de trabalho e maior integração das informações institucionais. À luz da classificação do grau de inovação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
501: C
502: A
503: D
504: B
505: A
506: A
507: A
508: C
509: B
510: B
511: C
512: C
513: B
514: B
515: A
516: D
517: B
518: C
519: D
520: B