Questões de Concurso Sobre não definido

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Q4410224 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Não foi corretamente identificada a figura em:
Alternativas
Q4410223 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
O vocábulo "banca", no segundo parágrafo, tem sentido diferente do texto em:
Alternativas
Q4410222 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Em: "Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, bastante desagradável.", o advérbio "ironicamente" foi usado na frase:
Alternativas
Q4410221 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
O provérbio questionado pela autora, no texto, é:
Alternativas
Q4410220 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Compreende-se como "zona de conforto":
Alternativas
Q4410219 Não definido
Leia a crônica de Ruth Manus e responda o que se pede no comando da questão.


A vida começa no fim da sua zona de conforto.


    Conforto. Conforto é uma palavra deliciosa. Conforto nos remete diretamente à ideia de um edredom branco, bem fofinho e cheiroso no qual nos afundamos nos finais de semana. Mas experimente colocar um "zona de" na frente do conforto para vê-lo estragar automaticamente.

   Eu me lembro bem. Faltava meia hora para minha banca de mestrado, eu estava tão apavorada... Com enjoo e tudo mais, surtando. Lembro de me perguntar por que é que eu me metia nessas coisas, em vez de ficar sossegada. Segundos depois me deparei coma seguinte frase solta pelas redes sociais "A vida começa no fim da sua zona de conforto." Parei. Li outra vez. Aquilo fazia algum sentido. Transformei o pânico em frio na barriga. Entrei na sala, defendi minha dissertação e deu tudo certo.

   É engraçado pensar quantas vezes nós usamos desculpas esfarrapadas para esconder nossa falta de coragem. Não vou me candidatar a esse curso porque não tenho tempo (e não por medo de não ser aprovado), não vou fazer essa viagem porque não quero gastar dinheiro (e não por medo de avisar no trabalho que vai ficar uma semaninha fora), não vou ligar porque ele não é tudo isso (e não por medo de ouvir um não).

  A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8h às 18h. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

   Não tem jeito: se a gente não fizer mais do que costuma e sabe fazer, a vida vai ficar sempre igual. Se a gente não se meter em umas encrencas, não se colocar em certos desafios, não jogar meia dúzia de coisas pro alto, a vida nunca vai ficar mais vida do que ela é. 

   Adoro o Po, do Kung Fu Panda, porque ele é exatamente isso. Ele se sente extremamente inapto para os desafios que a vida lhe impôs - não sabe lutar, não sabe treinar, não se sente à ea vontade naquele ambiente, preferia ficar comendo, sentado num cantinho- mas sabe que precisa encarar. E sabe que, de um jeito ou de outro, tudo vai dar certo.

   Eu me sinto como o Po em muitas esferas da vida. Um certo sentimento de inadaptação. De não saber se sou capaz. E assim toda quarta-feira com o blog, dá medo. Foi assim quando tive que escrever o primeiro livro. Quando entrei no mestrado. Quando advogo em causas grandes. Quando mudei de país. Quando entrei no doutorado. Mas a gente tem que acreditar. Tem que pegar os desafios pelo chifre, rir da zona de conforto e seguir em frente.

   E não há sensação melhor do que conseguir. As vezes com maestria, às vezes com uma certa mediocridade, mas conseguir. E mesmo nas vezes em que a gente não consegue... Tentar também faz muito sentido. Faz sentido sair do raso, do previsível, do seguro (que morre de velho ou morre de chato).

   Faz sentido abrir a janela, abrir a porta, colocar a cara no sol. Porque a vida tá lá fora. E ficar sempre aqui dentro é uma escolha. Uma escolha triste, mas possível e até bastante confortável. Esse é o perigo.


(Manus, Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p.147/148)
Se: "A vida começa no fim da sua zona de conforto.", viver é:
Alternativas
Q4410102 Não definido
Associe a 2ª coluna de acordo com a 1ª, relacionando os tipos de jogos às suas respectivas explicações.

Q50.png (461×286)

Marque a alternativa, observando a ordem atribuída na 2ª coluna.
Alternativas
Q4410101 Não definido
Em uma proposta para a construção dos conhecimentos matemáticos pela criança com foco na resolução de problemas (PCNs, 1997), um problema é:
Alternativas
Q4410100 Não definido
Analise as assertivas sobre andragogia e o aluno e marque а alternativa correta.

I-A andragogia compreende um caminho educacional que busca ensinar adultos.
Il-O aluno traz uma bagagem de informações que deve ser considerada pelo professor.
III-A aprendizagem procede da participação em tarefas, do estudo em grupo e da experiência.
IV-O contexto da sala de aula e os conteúdos devem caracterizar-se por um "ambiente adulto".
Alternativas
Q4410099 Não definido
Sobre a corporeidade, coloque V para o que for Verdadeiro e F para o que for Falso.

( ) A corporeidade, na educação de crianças, defende o tratamento separado do desenvolvimento dos aspectos motores e cognitivos.
( ) As atividades ao ar livre, como jogos e brincadeiras, e a dança e o teatro podem favorecer o desenvolvimento da expressão corporal.
( ) A padronização de movimentos e ações dos corpos devem ser fortemente vivenciadas na Educação Infantil.
( ) O tema corporeidade compreende um campo de experiência e reflexão de saberes e fazeres do corpo.

Marque a alternativa, observando a ordem das respostas dadas:
Alternativas
Q4410098 Não definido
Com base nas informações do texto seguinte, entende-se por linguagem cartográfica:

Q46.png (457×172)
Alternativas
Q4410097 Não definido
Segundo Luckesi (2011), a avaliação de acompanhamento exige um projeto que tenha como meta: 
Alternativas
Q4410096 Não definido
A respeito da Pedagogia de Paulo Freire, não é correto afirmar que:
Alternativas
Q4410095 Não definido
Indique o descritor de Língua Portuguesa - 5º ano (ou 4º série) do Ensino Fundamental avaliado no item seguinte:

Imagem associada para resolução da questão

(PDE - Plano de Desenvolvimento da Educação. Brasília: MEC, SEB; Inep, 2011. p. 84.)
Alternativas
Q4410094 Não definido
Que habilidade de Matemática - 5° ano (ou 4ª série) do Ensino Fundamental foi avaliada no item seguinte?

Q42.png (455×235)
(PDE - Plano de Desenvolvimento da Educação. Brasília: MEC, SEB; Inep, 2011. p. 118.)
Alternativas
Q4410093 Não definido
Leia as asserções sobre o paradigma construtivista e analise a relação entre ambas.

A prática construtivista demanda uma metodologia de trabalho e uma organização curricular previamente planejada, pois crianças e jovens em idade escolar se encontram no mesmo ponto de partida e aprendem ao mesmo tempo e da mesma maneira.

ASSIM,

O aluno em sua individualidade deve ocupar o centro do processo de aprendizagem, através de uma metodologia ativa que tenha por objetivo a construção do conhecimento a partir dos conhecimentos prévios que cada indivíduo carrega consigo.
Alternativas
Q4410092 Não definido
Quanto ao lúdico na aprendizagem, coloque V para o que é Verdadeiro e F para o que é Falso.

( ) Existe uma forte conexão entre as aprendizagens e o desenvolvimento infantil e as brincadeiras e as atividades lúdicas vivenciadas pelas crianças.
( ) Brincar é uma forma significativa de comunicação das crianças com o mundo, assim podemos separar a criança da ação de brincar.
( ) A brincadeira assegura a concentração por um período de tempo, desenvolve a iniciativa e a imaginação da criança.
( ) É dispensável propiciar momentos de brincadeiras na rotina das instituições de Educação Infantil.

Assinale a altemativa, observando a ordem das respostas dadas: 
Alternativas
Q4410091 Não definido
Como atividade de pré-leitura de uma história para uma turma de alunos, o professor apresenta o livro às crianças mostrando a ilustração da capa. Pergunta o que a ilustração sugere: "Quem são essas pessoas? O que elas estão fazendo? Onde elas estão?". Explora os detalhes da ilustração. A intenção não é de que as crianças deem a resposta certa, mas que relacionem as pistas oferecidas com seus conhecimentos prévios.
(Adaptado de TRILHAS. Caderno de orientações. São Paulo: Ministério da Educação, 2011. p.8.)

Essa etapa da atividade de leitura tem por objetivo:
Alternativas
Q4410090 Não definido
Leia as duas asserções sobre o papel das Artes na Educação Infantil e observe a relação entre elas.

O caminho da construção gráfico-plástica pela criança pequena passa necessariamente pela exploração livre dos materiais, pela construção das hipóteses sobre estes e pela capacidade imaginativa e investigativa de cada uma.

POR ISSO,

um ambiente que desafie a criatividade pode auxiliar a criança nesse percurso, no qual ela se utiliza dos recursos simbólicos do meio artístico para construir representações significativas específicas que a arte é capaz de proporcionar.
Alternativas
Q4410089 Não definido
É um material contendo letras, usado em sala de aula para a formação de palavras, em atividades individuais ou em grupo, para favorecer o processo de apropriação do sistema de escrita alfabética. O conceito se refere a que recurso didático?
Alternativas
Respostas
21781: B
21782: C
21783: C
21784: B
21785: C
21786: C
21787: B
21788: C
21789: D
21790: B
21791: D
21792: C
21793: C
21794: D
21795: A
21796: A
21797: C
21798: D
21799: C
21800: B