Questões de Concurso
Sobre equinos em veterinária
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l. A uveíte em equinos é uma inflamação do trato uveal, que compreende a íris, o corpo ciliar e a coroide. A forma mais comum em equinos é a uveíte anterior, que se apresenta com sinais clássicos como fotofobia, lacrimejamento, blefaroespasmo, miose e edema de cérnea. A uveíte em equinos pode ser de origem infecciosa (leptospirose, toxoplasmose, tuberculose) ou não infecciosa (trauma, cirurgia oftalmológica prévia, síndrome do olho sensível), sendo a forma idiopática a mais frequente, representando aproximadamente 60-70% dos casos.
II. A redução da pressão intraocular em casos de uveíte anterior aguda ocorre devido à inflamação do corpo ciliar, que reduz a produção de humor aquoso. Este achado é típico de uveíte anterior e diferencia esta de outras condições oftalmológicas, como glaucoma primário, em que a pressão intraocular está elevada. A presença de hipópio (acúmulo de células inflamatórias na câmara anterior) é um sinal de inflamação severa e requer tratamento agressivo para evitar complicações como sinéquia posterior, catarata e perda de visão.
III. O tratamento da uveíte anterior em equinos deve incluir anti-inflamatórios tópicos potentes (como dexametasona ou betametasona), aplicados frequentemente (a cada 2-4 horas), associados a midriáticos (como atropina 1%) para manter a pupila dilatada e prevenir sinéquia. Além disso, anti-inflamatórios sistêmicos (AINEs como fenilbutazona 4 mg/kg a cada 12 horas) são essenciais para controlar a inflamação sistêmica. O uso de corticoides sistêmicos (como dexametasona 0,1 mg/kg a cada 12 horas) pode ser indicado em alguns casos de uveíte, pois estes medicamentos diminuem significativamente a inflamação intraocular.
IV. A uveíte recorrente equina (ERU), também conhecida como oftalmia periódica, é uma forma crônica de uveíte que afeta aproximadamente 5-15% dos equinos. Caracteriza-se por episódios recorrentes de inflamação intraocular, que podem levar à cegueira permanente se não tratados adequadamente. Fatores predisponentes incluem genética, raça (cavalos árabes têm incidência aumentada), possível etiologia infecciosa (leptospirose, Lyme) e possível autoimunidade. O tratamento inclui controle agressivo de cada episódio agudo e possível uso de medicações preventivas como ciclosporina tópica ou sistêmica.
V. A avaliação diagnóstica de uveíte em equinos deve incluir exame oftalmológico completo com lâmpada de fenda, tonometria e possível ultrassonografia ocular para avaliar estruturas posteriores. Testes laboratoriais como sorologia para leptospirose, toxoplasmose e tuberculose devem ser realizados rotineiramente em todos os casos de uveíte, pois identificam a causa em 100% dos casos. Além disso, radiografia de crânio deve ser realizada em todos os casos para descartar osteomielite ou sinusite que possam estar causando a uveíte.
Pode-se afirmar que:
I. Na fase aguda/desenvolvimental, a crioterapia digital contínua (< 5 °C) por 48-72 horas reduz comprovadamente a incidência e a gravidade da falha lamelar.
II. O exercício controlado em piso macio é recomendado nessa fase para estimular a circulação digital e acelerar a recuperação.
Ill. O bloqueio perineural digital palmar deve ser realizado para aliviar a dor e permitir a deambulação precoce do animal.
IV. O suporte mecânico do casco, o uso de AINE e a restrição de movimento integram o manejo adequado da fase aguda.
V. O escore de Obel é utilizado para graduar a intensidade da dor e da claudicação na laminite.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
Um equino atleta apresenta rigidez muscular após o exercício, redução do desempenho esportivo, claudicação intermitente e elevação recorrente da creatina quinase (CK) após esforços de intensidade moderada, sem alterações articulares evidentes ao exame clínico. Considerando as alterações do sistema musculoesquelético, avalie cada afirmativa abaixo e assinale (V) para Verdadeira ou (F) para Falsa:
(__)A elevação recorrente da creatina quinase indica dano muscular associado ao exercício.
(__)Miopatias de esforço podem ocorrer sem envolvimento articular primário.
(__)Doenças articulares degenerativas são causa frequente de aumento persistente de creatina quinase em equinos atletas.
(__)Alterações metabólicas musculares podem predispor à recorrência de quadros de miopatia de esforço.
A sequência CORRETA é, de cima para baixo:
1) A hematúria em machos castrados ocorre porque o final da micção envolve a contração do músculo bulbosponjoso e do esfíncter uretral, o que aumenta abruptamente a pressão vascular do CSP e inverte o gradiente (do CSP para o lúmen), forçando a saída de sangue.
2) A ausência de hormônios sexuais em machos castrados causa uma vasoconstrição crônica no CSP, elevando a pressão vascular basal e garantindo um fluxo de sangue contínuo da lesão para o lúmen uretral durante toda a micção.
3) A hemospermia em garanhões é explicada pelo maior desenvolvimento do corpo esponjoso e da túnica albugínea, causando hemorragia dentro do CSP, mas impede que o sangue se misture ao sêmen durante o ato ejaculatório.
4) Em garanhões, o volume e a pressão do ejaculado são inferiores à pressão vascular do CSP (pressão arterial), o que permite o fluxo de sangue através da lesão para dentro do lúmen uretral, misturando-o ao sêmen e causando a hemospermia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
I. A creatinoquinase (CK) é uma enzima mais específica para detecção de lesão muscular e para sua dosagem, o sangue deve ser preferencialmente colhido em tubos com o anticoagulante ácido etilenodiaminotetracético (EDTA).
II. Provavelmente essa coloração da urina se deve à presença de hemoglobina.
III. Hemólise in vitro pode causar atividade da CK falsamente aumentada.
IV. As enzimas de eleição para dosagem são a CK e a aspartato aminotransferase (AST). A CK possui meia vida curta, porém, no período em que ela diminui, ocorre o aumento da AST, sendo possível detectar, por meio dessas análises, se a lesão ainda está ativa ou não.
V. Lesões em órgãos ou tecidos que contenham músculo liso podem elevar à atividade sérica de CK, embora em menor intensidade do que aquelas que acometem o músculo estriado.
Estão corretas
I. A doença ocorre pela ingestão de rações contendo milho contaminadas por Fusarium moniliforme.
II. As micotoxinas responsáveis pelo quadro clínico são as fumonisinas (B1, B2, A1 e A2), especialmente a B1, produzidas por Fusarium moniliforme.
III. Em cavalos, as lesões macroscópicas do sistema nervoso central caracterizam-se por malacia da substância cinzenta do encéfalo e da medula espinhal.
IV. Na microscopia ótica, observa-se vacuolização de neurônios, principalmente das células de Purkinje do cerebelo e do córtex cerebral, tálamo, mesencéfalo e medula espinhal.
V. Na microscopia eletrônica, os vacúolos observados na microscopia ótica representam lisossomos dilatados que contêm material granular eletrolúcido.
Estão corretas
I. Equinos e humanos são hospedeiros acidentais dos vírus.
II. Stomoxys spp. e Cullicoides spp. são os vetores mecânicos para os vírus causadores das encefalomielites virais dos equinos.
III. As aves estão entre os principais reservatórios dos vírus (EEEV e WEEV), já para a VEEV são pequenos roedores e marsupiais.
Está(ão) correta(s)