Questões de Concurso Sobre equinos em veterinária

Foram encontradas 443 questões

Q4282795 Veterinária
Um equino, macho, 10 anos, foi atendido em clínica oftalmológica com queixa de fotofobia severa, lacrimejamento excessivo e blefaroespasmo no olho esquerdo. O proprietário relata que o animal apresentou estes sinais há 48 horas, com progresso rápido. Ao exame oftalmológico, observa-se hiperemia conjuntival, edema de córnea (ceratite), miose (pupila contraída), presença de fibrina na câmara anterior (hipópion) e possível precipitado ceratoide. A pressão intraocular está reduzida (8 mmHg, referência: 15-25 mmHg). O veterinário suspeita de uveíte anterior aguda. Considerando os conhecimentos sobre etiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento de uveíte em equinos, analise as seguintes afirmativas: 

l. A uveíte em equinos é uma inflamação do trato uveal, que compreende a íris, o corpo ciliar e a coroide. A forma mais comum em equinos é a uveíte anterior, que se apresenta com sinais clássicos como fotofobia, lacrimejamento, blefaroespasmo, miose e edema de cérnea. A uveíte em equinos pode ser de origem infecciosa (leptospirose, toxoplasmose, tuberculose) ou não infecciosa (trauma, cirurgia oftalmológica prévia, síndrome do olho sensível), sendo a forma idiopática a mais frequente, representando aproximadamente 60-70% dos casos.
II. A redução da pressão intraocular em casos de uveíte anterior aguda ocorre devido à inflamação do corpo ciliar, que reduz a produção de humor aquoso. Este achado é típico de uveíte anterior e diferencia esta de outras condições oftalmológicas, como glaucoma primário, em que a pressão intraocular está elevada. A presença de hipópio (acúmulo de células inflamatórias na câmara anterior) é um sinal de inflamação severa e requer tratamento agressivo para evitar complicações como sinéquia posterior, catarata e perda de visão.
III. O tratamento da uveíte anterior em equinos deve incluir anti-inflamatórios tópicos potentes (como dexametasona ou betametasona), aplicados frequentemente (a cada 2-4 horas), associados a midriáticos (como atropina 1%) para manter a pupila dilatada e prevenir sinéquia. Além disso, anti-inflamatórios sistêmicos (AINEs como fenilbutazona 4 mg/kg a cada 12 horas) são essenciais para controlar a inflamação sistêmica. O uso de corticoides sistêmicos (como dexametasona 0,1 mg/kg a cada 12 horas) pode ser indicado em alguns casos de uveíte, pois estes medicamentos diminuem significativamente a inflamação intraocular.
IV. A uveíte recorrente equina (ERU), também conhecida como oftalmia periódica, é uma forma crônica de uveíte que afeta aproximadamente 5-15% dos equinos. Caracteriza-se por episódios recorrentes de inflamação intraocular, que podem levar à cegueira permanente se não tratados adequadamente. Fatores predisponentes incluem genética, raça (cavalos árabes têm incidência aumentada), possível etiologia infecciosa (leptospirose, Lyme) e possível autoimunidade. O tratamento inclui controle agressivo de cada episódio agudo e possível uso de medicações preventivas como ciclosporina tópica ou sistêmica.
V. A avaliação diagnóstica de uveíte em equinos deve incluir exame oftalmológico completo com lâmpada de fenda, tonometria e possível ultrassonografia ocular para avaliar estruturas posteriores. Testes laboratoriais como sorologia para leptospirose, toxoplasmose e tuberculose devem ser realizados rotineiramente em todos os casos de uveíte, pois identificam a causa em 100% dos casos. Além disso, radiografia de crânio deve ser realizada em todos os casos para descartar osteomielite ou sinusite que possam estar causando a uveíte.

Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4282791 Veterinária
Um equino, macho, 10 anos, apresenta histórico de laminite aguda há 6 meses que evoluiu para claudicação crônica persistente. O exame clínico revela deformidade da parede ungueal com crescimento anormal do casco, sensibilidade aumentada à palpação da sola e dificuldade na locomoção. A radiografia lateral do casco revela rotação da falange distal com deslocamento dorsal da ponta e possível osteólise do processo extensor. Qual das seguintes afirmações melhor descreve o manejo clínico e prognóstico da laminite crônica com essas alterações radiográficas? 
Alternativas
Q4282784 Veterinária
Cavalo Quarto de Milha, 8 anos, atleta de tambor, é atendido com dor aguda nos quatro membros 48 horas após episódio de sobrecarga de concentrado. Apresenta postura clássica de “cavalo estaqueado”, pulso digital aumentado bilateralmente nos membros torácicos, escore de Obel grau 3 e sensibilidade ao teste de pinga de cascos na região da sola toe. Sobre o manejo da fase aguda da laminite, julgue as afirmativas a seguir se verdadeiras (V) ou falsas (F): 

I. Na fase aguda/desenvolvimental, a crioterapia digital contínua (< 5 °C) por 48-72 horas reduz comprovadamente a incidência e a gravidade da falha lamelar.
II. O exercício controlado em piso macio é recomendado nessa fase para estimular a circulação digital e acelerar a recuperação.
Ill. O bloqueio perineural digital palmar deve ser realizado para aliviar a dor e permitir a deambulação precoce do animal.
IV. O suporte mecânico do casco, o uso de AINE e a restrição de movimento integram o manejo adequado da fase aguda.
V. O escore de Obel é utilizado para graduar a intensidade da dor e da claudicação na laminite.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
Alternativas
Q4282779 Veterinária
Égua, 9 anos, com 14 horas de cólica refratária à flunixina meglumina, FC 76 bpm, hematócrito 52%, PPT 8,4 g/dL, lactato plasmático 6,8 mmol/L, refluxo nasogástrico de 12 L sanguinolento, líquido peritoneal seroso-hemorrágico com lactato 9,2 mmol/L e proteína total 4,8 g/dL. A conduta correta é: 
Alternativas
Q4278719 Veterinária
Com uma população de mais de 2 mil equinos, de acordo com dados do IBGE (2024), o município de Novo Hamburgo tem um dos maiores efetivos na Região Metropolitana de Porto Alegre. Essa população de equinos demanda cuidados sanitários, zootécnicos e nutricionais. Em relação à brucelose equina, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4223416 Veterinária
Um equino adulto é atendido apresentando os seguintes sinais clínicos: sudorese intensa, rolar no chão, olhar para o flanco e ausência de eliminação de fezes nas últimas 12 horas. À auscultação abdominal observa-se hipomotilidade intestinal. Qual a principal suspeita clínica e o tratamento clínico imediato indicado?
Alternativas
Q4131076 Veterinária
No tratamento farmacológico de pacientes em estado crítico ou com patologias crônicas, a escolha da droga e a compreensão de sua farmacocinética são determinantes para o sucesso terapêutico. Sobre o uso de agentes terapêuticos na clínica veterinária, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4062548 Veterinária
Um bovino em confinamento apresenta frequência cardíaca de 110 bpm, desidratação de 8%, pH ruminal de 4,8 e depressão do sensório. Um equino apresenta frequência cardíaca de 80 bpm, membros anteriores estendidos, relutância em andar e pulso digital aumentado. O bovino apresenta choque hipovolêmico secundário a acidose ruminal aguda. O equino apresenta laminite aguda com comprometimento da perfusão digital. Qual abordagem terapêutica inicial melhor integra as necessidades fisiológicas específicas de cada espécie? 
Alternativas
Q4062545 Veterinária
Uma propriedade com rebanho misto apresenta perdas reprodutivas recorrentes em bovinos, claudicação intermitente em equinos e redução progressiva de ganho de peso em ovinos. O produtor solicita diagnóstico das condições clínicas, recomendações sobre instalações e nutrição, implementação de programa sanitário integrado, orientação sobre seleção genética para resistência a doenças e organização de registros zootécnicos. Qual alternativa melhor descreve o escopo apropriado de atuação do médico veterinário neste cenário?
Alternativas
Q3871043 Veterinária

Um equino atleta apresenta rigidez muscular após o exercício, redução do desempenho esportivo, claudicação intermitente e elevação recorrente da creatina quinase (CK) após esforços de intensidade moderada, sem alterações articulares evidentes ao exame clínico. Considerando as alterações do sistema musculoesquelético, avalie cada afirmativa abaixo e assinale (V) para Verdadeira ou (F) para Falsa:


(__)A elevação recorrente da creatina quinase indica dano muscular associado ao exercício.

(__)Miopatias de esforço podem ocorrer sem envolvimento articular primário.

(__)Doenças articulares degenerativas são causa frequente de aumento persistente de creatina quinase em equinos atletas.

(__)Alterações metabólicas musculares podem predispor à recorrência de quadros de miopatia de esforço.


A sequência CORRETA é, de cima para baixo: 

Alternativas
Q3802084 Veterinária
Durante o exame clínico de um equino de competição, o médico-veterinário observa aumento da frequência respiratória e leve intolerância ao exercício. O exame auscultatório revela ruídos respiratórios acentuados nas vias aéreas superiores. Suspeita-se de uma alteração funcional no sistema respiratório. Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4099844 Veterinária
A lágrima uretral idiopática em equinos é uma lesão linear, que ocorre na superfície convexa da uretra ao nível do arco isquiático, comunicando o lúmen uretral com o corpo esponjoso do pênis (CSP). Apesar de a lesão ser anatomicamente idêntica em garanhões e machos castrados, a manifestação clínica difere: hemospermia em garanhões e hematúria terminal em machos castrados. Com base na teoria mais aceita da patofisiologia da hemorragia e na diferença hemodinâmica específica durante os atos de ejaculação versus micção, julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras ou falsas:  

1) A hematúria em machos castrados ocorre porque o final da micção envolve a contração do músculo bulbosponjoso e do esfíncter uretral, o que aumenta abruptamente a pressão vascular do CSP e inverte o gradiente (do CSP para o lúmen), forçando a saída de sangue.

2) A ausência de hormônios sexuais em machos castrados causa uma vasoconstrição crônica no CSP, elevando a pressão vascular basal e garantindo um fluxo de sangue contínuo da lesão para o lúmen uretral durante toda a micção.

3) A hemospermia em garanhões é explicada pelo maior desenvolvimento do corpo esponjoso e da túnica albugínea, causando hemorragia dentro do CSP, mas impede que o sangue se misture ao sêmen durante o ato ejaculatório.

4) Em garanhões, o volume e a pressão do ejaculado são inferiores à pressão vascular do CSP (pressão arterial), o que permite o fluxo de sangue através da lesão para dentro do lúmen uretral, misturando-o ao sêmen e causando a hemospermia.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Alternativas
Q4099820 Veterinária
Considere a seguinte situação hipotética: Um equino diagnosticado com enterite proximal de refluxo está em choque e desidratado. A condição é caracterizada pela inflamação intestinal e refluxo gástrico abundante na sondagem nasogástrica, o que resulta em alcalose metabólica grave. Nessa condição clínica, a reposição volêmica imediata deve ser feita com uma solução que não agrave o desequilíbrio ácido-base do paciente. Marque a alternativa CORRETA para a opção de primeira linha: 
Alternativas
Q4099819 Veterinária
Considere a seguinte situação hipotética: Um equino adulto, mantido em cocheira com pouca ventilação e feno de baixa qualidade, apresenta um quadro respiratório progressivo. Os sinais incluem tosse frequente, descarga nasal serosa e, mais notavelmente, a presença de uma proeminente hipertrofia do músculo oblíquo abdominal externo, resultado do esforço crônico para expirar (linha de Heaves). Essa manifestação clínica é classificada como 
Alternativas
Q3887667 Veterinária
Foi atendido no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal do Pará, um equino, macho, de cinco anos de idade com histórico de exercício intenso há dois dias e urina marrom escura. Diante do exposto, suspeitou-se de lesão muscular. Sobre este assunto, analise as afirmativas a seguir.

I. A creatinoquinase (CK) é uma enzima mais específica para detecção de lesão muscular e para sua dosagem, o sangue deve ser preferencialmente colhido em tubos com o anticoagulante ácido etilenodiaminotetracético (EDTA).
II. Provavelmente essa coloração da urina se deve à presença de hemoglobina.
III. Hemólise in vitro pode causar atividade da CK falsamente aumentada.
IV. As enzimas de eleição para dosagem são a CK e a aspartato aminotransferase (AST). A CK possui meia vida curta, porém, no período em que ela diminui, ocorre o aumento da AST, sendo possível detectar, por meio dessas análises, se a lesão ainda está ativa ou não.
V. Lesões em órgãos ou tecidos que contenham músculo liso podem elevar à atividade sérica de CK, embora em menor intensidade do que aquelas que acometem o músculo estriado.

Estão corretas
Alternativas
Q3887347 Veterinária
A leucoencefalomalacia (LEM) é uma doença neurológica grave e fatal que afeta principalmente equinos. Sobre essa doença, analise as afirmativas a seguir.

I. A doença ocorre pela ingestão de rações contendo milho contaminadas por Fusarium moniliforme.
II. As micotoxinas responsáveis pelo quadro clínico são as fumonisinas (B1, B2, A1 e A2), especialmente a B1, produzidas por Fusarium moniliforme.
III. Em cavalos, as lesões macroscópicas do sistema nervoso central caracterizam-se por malacia da substância cinzenta do encéfalo e da medula espinhal.
IV. Na microscopia ótica, observa-se vacuolização de neurônios, principalmente das células de Purkinje do cerebelo e do córtex cerebral, tálamo, mesencéfalo e medula espinhal.
V. Na microscopia eletrônica, os vacúolos observados na microscopia ótica representam lisossomos dilatados que contêm material granular eletrolúcido.

Estão corretas
Alternativas
Q3887341 Veterinária
As encefalomielites virais dos equinos são doenças infecciosas com potencial zoonótico e, desse modo, consideradas de interesse de saúde pública. Os agentes etiológicos são arbovírus da família Togaviridae, gênero Alphavirus, conhecidos como vírus da encefalite equina do leste (EEEV), vírus da encefalite equina venezuelana (VEEV) e vírus da encefalite equina do oeste (WEEV). A cerca desse assunto, analise as afirmativas a seguir.

I. Equinos e humanos são hospedeiros acidentais dos vírus.
II. Stomoxys spp. e Cullicoides spp. são os vetores mecânicos para os vírus causadores das encefalomielites virais dos equinos.
III. As aves estão entre os principais reservatórios dos vírus (EEEV e WEEV), já para a VEEV são pequenos roedores e marsupiais.

Está(ão) correta(s)
Alternativas
Q3887287 Veterinária
Sobre a claudicação em equinos, é correto afirmar:
Alternativas
Q3887277 Veterinária
Sobre a deficiência de Cobalto (Co) em ruminantes, é correto afirmar: 
Alternativas
Q3887262 Veterinária
Deu entrada no Setor de Animais de Produção do Hospital Veterinário da UFPA, uma égua, SRD (Sem Raça Definida), com 4 anos de idade, pesando 340 kg, apresentando uma lesão focal ulcerativa, na região ventral do abdômen, próximo ao úbere, de formato circular, com aproximadamente 24 cm de diâmetro, que drenava uma secreção serossanguinolenta. De acordo com o histórico obtido do paciente, a lesão havia surgido há cerca de quatro meses antes do atendimento clínico e, devido à automutilação do animal, por causa do prurido, expandiu-se rapidamente. O animal era criado em um piquete de capim quicuio (Urochloa humidicola), que apresentava áreas alagadas, onde bebia água ad libitum e se refrescava nas horas quentes do dia. Durante o exame clínico geral, verificou-se que o animal estava magro, apresentava prurido intenso, com sinais de automutilação, pela presença de sangue no focinho. No exame físico, o animal apresentou as mucosas ocular e oral levemente hipocoradas, além de frequência cardíaca (FC) de 40bpm, frequência respiratória (FR) de 28mpm e temperatura retal de 38,2°C. Após lavar a ferida, foram observadas, no centro do tecido ulcerado, massas necróticas de material de aspecto coraloide de coloração amarelada e endurecidos, com tamanhos variados, formato irregular e aspecto arenoso, que ao pressionar a lesão, era possível extraí-los com facilidade. Na região periférica, a lesão se mostrava tumefeita e edemaciada. De acordo com as informações, a suspeita clínica é 
Alternativas
Respostas
1: C
2: E
3: C
4: A
5: A
6: A
7: B
8: C
9: A
10: A
11: D
12: A
13: A
14: A
15: C
16: C
17: C
18: E
19: E
20: B