Questões de Concurso Sobre medicina

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Q4312804 Medicina
Na sua Unidade de Emergência dá entrada um homem de 62 anos, após episódio súbito de hematêmese volumosa, seguido de tontura e síncope transitória. Relata história de dor epigástrica em queimação há vários meses, parcialmente aliviada pela alimentação, mas nunca investigada. Refere uso diário de antiinflamatórios não esteroidais para osteoartrose dos joelhos nos últimos três anos. Nega doença hepática ou etilismo importante.
Nas últimas 24 horas, apresentou dois episódios de melena e um episódio de hematêmese com eliminação de grande quantidade de sangue vermelho vivo.
Ao exame físico, encontra-se consciente, porém pálido, sudorético e ansioso. Pressão arterial: 90/60 mmHg; frequência cardíaca: 120 bpm; frequência respiratória: 22 irpm. Extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado. O abdome é plano, com discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. O toque retal confirma presença de melena.
Após reposição volêmica inicial, o paciente é submetido à endoscopia digestiva alta. O exame evidencia úlcera duodenal de aproximadamente 1,5 cm na parede posterior do bulbo duodenal, apresentando vaso visível não sangrante (Forrest IIa), sem sangramento ativo no momento do exame.
Considerando as recomendações atuais, a conduta mais apropriada para o caso será
Alternativas
Q4312803 Medicina
Sua equipe cirúrgica discute a conduta a ser instituída para um paciente de 61 anos que apresenta fadiga progressiva, plenitude pós-prandial e desconforto epigástrico inespecífico há aproximadamente seis meses. Relata episódios intermitentes de melena nas últimas semanas e perda ponderal de 7 kg nos últimos seis meses. Nega vômitos, disfagia ou alteração do hábito intestinal.
Ao exame físico, está em bom estado geral, porém discretamente emagrecido. Apresenta mucosas hipocoradas (++/4+). O abdome é plano, flácido, indolor à palpação superficial, mas palpa-se massa pouco móvel e mal delimitada no epigástrio. Não há sinais de irritação peritoneal e não se observa linfonodomegalias.
O hemograma mostra hemoglobina de 8,7 g/dL, compatível com anemia ferropriva. Uma endoscopia digestiva alta evidencia abaulamento subepitelial na parede posterior do corpo gástrico, medindo aproximadamente 8 cm, com área central ulcerada. A ecoendoscopia demonstra lesão originada da muscular própria. A tomografia computadorizada de abdome evidencia massa gástrica exofítica de 8,5 cm, sem invasão de órgãos adjacentes e sem metástases hepáticas ou peritoneais.
Foi realizada biópsia guiada por ecoendoscopia, cujo resultado da imuno-histoquímica revela: CD117 (KIT): positivo; DOG1: positivo e CD34: positivo.
Diante desse quadro clínico a conduta mais apropriada será 
Alternativas
Q4312802 Medicina
Você atende, no seu ambulatório, a uma mulher de 68 anos, que vem referenciada de uma Unidade Básica de Saúde. Quando da anamnese, queixa-se de episódios progressivos de desconforto retroesternal pós-prandial, sensação de plenitude após pequenas refeições, regurgitação de alimentos não digeridos e disfagia intermitente para sólidos há aproximadamente dois anos. Nos últimos seis meses, passou a apresentar episódios ocasionais de dispneia após refeições volumosas e relata duas internações por anemia ferropriva sem causa evidente. Refere perda ponderal de 6 kg no último ano. Nega pirose importante. Possui antecedente de hipertensão arterial e obesidade grau I.
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, corada (+/4+), hidratada, afebril e hemodinamicamente estável. O exame cardiopulmonar é normal. O abdome é flácido, indolor e sem massas palpáveis.
Um hemograma mostra hemoglobina de 9,8 g/dL com padrão compatível com anemia ferropriva.
Tem uma endoscopia digestiva alta que evidencia grande hérnia hiatal, com parte significativa do fundo gástrico herniado para o mediastino. Observam-se erosões lineares na mucosa gástrica ao nível do diafragma compatíveis com lesões de Cameron. Não existe esofagite significativa.
Um esofagograma contrastado demonstra migração intratorácica de aproximadamente 50% do estômago, com a junção esofagogástrica permanecendo em posição anatômica normal. Uma tomografia de tórax confirma hérnia paraesofágica volumosa, tipo III, sem sinais de perfuração ou isquemia.
Para essa paciente, a conduta mais apropriada será 
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Q4312801 Medicina
Na sessão clínica do seu hospital é apresentado o caso de um homem de 63 anos com disfagia progressiva há cinco meses. Inicialmente, ele apresentava dificuldade para deglutir carnes e pães, evoluindo posteriormente para dificuldade com alimentos pastosos e, nas últimas semanas, até mesmo com líquidos. Refere perda ponderal de 15 kg nos últimos seis meses, anorexia, fadiga progressiva e episódios ocasionais de dor retroesternal não relacionada ao esforço. Relata tabagismo de 50 maços-ano e etilismo pesado desde a juventude. Nega hematêmese.
Ao exame físico está emagrecido, com índice de massa corporal de 18 kg/m², mucosas hipocoradas (+/4+) e discreta atrofia muscular. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tem auscultas pulmonar e cardíaca normais. O abdome não apresenta alterações.
Uma endoscopia digestiva alta evidencia lesão vegetante e ulcerada localizada no terço médio do esôfago, causando redução luminal significativa. A biópsia demonstra carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado.
O estadiamento prossegue com tomografia computadorizada de tórax e abdome, que não demonstra metástases à distância. A ecoendoscopia identifica invasão da camada muscular própria e da adventícia, sem invasão de estruturas adjacentes. Observam-se três linfonodos periesofágicos suspeitos, confirmando doença regional linfonodal.
O paciente apresenta bom desempenho funcional (ECOG 0) e avaliação cardiopulmonar favorável para tratamento multimodal.
Diante desse caso clínico, a conduta mais apropriada é
Alternativas
Q4312800 Medicina
No seu Serviço de Cirurgia do Aparelho Digestivo dá entrada um homem de 67 anos, ex-tabagista, 40 maços-ano, que se queixa de epigastralgia moderada há aproximadamente seis meses, associada a plenitude pós-prandial precoce, anorexia progressiva e perda ponderal de 12 kg nesse período. Relata episódios ocasionais de náuseas e dois episódios recentes de melena. Nega hematêmese. Refere fadiga progressiva e redução importante da capacidade funcional. Possui história de gastrite crônica associada ao Helicobacter pylori, tratada há vários anos.
Quando do exame físico, encontra-se emagrecido, hipocorado (++/4+), com índice de massa corporal de 19 kg/m². Apresenta discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. Observa-se linfonodo supraclavicular esquerdo endurecido, indolor e móvel, medindo aproximadamente 2 cm. Não há evidência de ascite.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina de 8,9 g/dL com padrão de anemia ferropriva. A endoscopia digestiva alta evidencia lesão ulceroinfiltrativa localizada na pequena curvatura do antro gástrico, medindo aproximadamente 5 cm. As biópsias confirmam adenocarcinoma gástrico moderadamente diferenciado.
Uma tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve não demonstra metástases hepáticas, pulmonares ou peritoneais evidentes. Diante da presença do linfonodo supraclavicular, foi realizada punção aspirativa guiada por ultrassonografia, que confirma infiltração metastática por adenocarcinoma gástrico.
Considerando os princípios de estadiamento e tratamento recomendados, a conduta mais apropriada será 
Alternativas
Q4312573 Medicina
Homem de 28 anos é trazido ao pronto-socorro após queda de bicicleta com trauma perineal em cavaleiro, ocorrido há 2 horas. Está hemodinamicamente estável, sem sinais de peritonite. Ao exame, observa-se laceração perineal de 4 cm com exposição de fibras do esfíncter externo, sem comprometimento do esfíncter interno. A anuscopia confirma ausência de lesão retal associada. A conduta mais adequada é 
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Q4312572 Medicina
Homem de 34 anos, HIV negativo, procura atendimento com queixa de lesões verrucosas perianais há 4 meses. Ao exame proctológico, identificam-se múltiplas lesões condilomatosas confluentes na região perianal, com extensão para a margem anal. À anuscopia, observam-se múltiplas lesões papilomatosas sésseis, de superfície aveludada, distribuídas em toda a circunferência do canal anal, proximais e distais a linha pectínea. A biópsia confirma condiloma acuminado sem displasia. Segundo o protocolo mais recente do Ministério da Saúde, a conduta terapêutica mais adequada para esse paciente é: 
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Q4312571 Medicina
Homem de 62 anos, sem comorbidades relevantes, é diagnosticado com adenocarcinoma. A RNM de pelve demonstra tumor de 2,8 cm, situado há 9 cm da margem anal, bem diferenciado, sem invasão linfovascular, com margem circunferencial de ressecção livre. A TC de tórax, abdome e pelve não demonstra metástases a distância. Levando-se em consideração que o estadiamento clínico corresponde a T2N0M0, a conduta mais adequada para esse paciente é a 
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Q4312570 Medicina
Menino de 7 anos, trazido pela mãe, apresenta escape fecal nas roupas íntimas diariamente há cerca de 4 meses. A mãe relata que a criança não tem vontade de evacuar e que a criança não tem constipação uma vez que as fezes encontradas nas roupas são de consistência pastosa. Ao exame físico, observa-se massa palpável na fossa ilíaca esquerda e flanco esquerdo. O toque retal demonstra ampola retal repleta de fezes endurecidas. A criança evacua espontaneamente apenas uma vez por semana. O exame diagnóstico indicado para se descartar de doença de Hirschsprung e confirmar o diagnóstico de encoprese retentiva por constiupação funcional -e o(a) 
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Q4312569 Medicina
Homem de 42 anos, sem comorbidades, procura atendimento com queixa de drenagem purulenta perianal intermitente há 6 meses. Ao exame proctológico, identifica-se orifício externo em posição posterior, a 3 cm da margem anal e cripta deprimida em 6 horas ao toque retal. A ultrassonografia endoanal mostra trajeto interesfincteriano, sem ramificações, com comprometimento de aproximadamente 15% do esfíncter externo. A conduta mais adequada para esse paciente é 
Alternativas
Q4312568 Medicina
Mulher de 44 anos, sem comorbidades, refere constipação intestinal grave há 10 anos, com frequência evacuatória média de uma vez por semana, sem resposta a terapia por laxativos osmóticos, estimulantes, fibras e procinéticos em doses plenas. Nega dor abdominal como sintoma predominante. A manometria anorretal e a defecografia não configuram obstrução de saída. O estudo de trânsito colônico com 24 marcadores radiopacos demonstra retenção de 19 marcadores no cólon esquerdo no 5º dia do exame. A conduta mais adequada para essa paciente é
Alternativas
Q4312567 Medicina
Mulher de 52 anos, com diagnóstico de retocolite ulcerativa pancolônica há 11 anos, habitualmente em remissão clínica com mesalazina oral, procura atendimento por piora do hábito intestinal há 3 semanas. Realiza-se colonoscopia que demonstra mucosa com padrão inflamatório difuso e, nas biópsias aleatórias do cólon transverso, o anatomopatológico revela displasia de baixo grau. Não há lesão visível ao exame endoscópico. A conduta mais adequada nesse caso é 
Alternativas
Q4312566 Medicina
Homem de 54 anos, sem comorbidades, é diagnosticado com adenocarcinoma de reto médio. A RNM de pelve demonstra tumor de 4,5 cm, T3N2M0, com margem circunferencial de ressecção ameaçada (distância tumor-fáscia mesoretal < 1 mm) e evidência de invasão vascular extramural. As tomografias de tórax, abdome e pelve não demonstram doença a distância. A conduta mais adequada para nesee caso é 
Alternativas
Q4312565 Medicina
Mulher de 48 anos, G3/P3/A0, refere perda involuntária de fezes sólidas há cerca de 2 anos, com piora progressiva. Nega cirurgias anorretais prévias. Ao exame proctológico, observa-se tônus esfincteriano reduzido ao toque retal e cicatriz perineal anterior compatível com laceração obstétrica prévia. A manometria anorretal demonstra redução da pressão de repouso e pressão de contração voluntária dentro dos limites da normalidade. Assinale a opção que apresenta o exame complementar a ser solicitado a seguir e o achado esperado que confirmará a hipótese diagnóstica? 
Alternativas
Q4312564 Medicina
Mulher de 58 anos, sem comorbidades relevantes, é diagnosticada com carcinoma de células escamosas do canal anal após biópsia de lesão ulcerada de 3,5 cm identificada à anuscopia. O estadiamento clínico da doença mostra tratar-se de T2-N0-M0. A paciente é submetida a quimiorradioterapia conforme protocolo de Nigro modificado, com resposta clínica completa confirmada 26 semanas após o término do tratamento. A conduta mais adequada para essa paciente para os primeiros 2 anos de seguimento é: 
Alternativas
Q4312563 Medicina
Uma paciente de 64 anos, não tabagista, com história de náuseas e vômitos pós-operatórios em uma colecistectomia videolaparoscópica há 5 anos, é admitida para ressecção anterior do reto por adenocarcinoma. O anestesiologista aplica a escala de risco de NVPO preconizada pelo protocolo ERAS no ambulatório pré-operatório e estratifica o risco da paciente. A conduta medicamentosa adequada para a prevenção de náuseas se vômitos pós-operatóriospara o caso, é
Alternativas
Q4312562 Medicina
Menino de 8 anos é trazido ao ambulatório com queixa de diarreia crônica, dor abdominal recorrente e dificuldade de ganho de peso há cerca de um ano. Episódios esporádicos de hematoquezia são relatados pelos pais. A família mostra-se preocupada pois o pai tratou câncer colorretal aos 50 anos. Ao exame físico, não há alterações na pele ou mucosas. A colonoscopia realizada para investigação demonstra quatro pólipos sésseis de aspecto avermelhado e superfície irregular no cólon e reto, com tamanhos entre 0,8 e 2 cm. O anatomopatológico revela pólipos hamartomatosos sem displasia. A conduta correta, nesse caso, é indicar 
Alternativas
Q4312561 Medicina
Mulher de 34 anos, tabagista, com IMC de 32 kg/m², apresenta nódulos subcutâneos dolorosos na região perianal e inguinal há 5 anos, com períodos de melhora espontânea e reagudização. Ao exame, observam-se trajetos fistulosos intercomunicantes, com drenagem de secreção purulenta, e cicatrizes retráteis. Os exames endoscópicos do cólon, reto e ânus são normais. Assinale a opção que descreve corretamente o mecanismo etiopatogênico da doença.
Alternativas
Q4312560 Medicina
Homem de 45 anos refere abscesso anal drenado espontaneamente há 4 meses, sem resolução completa, com drenagem de secreção purulenta persistente por dois orifícios externos localizados nas regiões isquiorretais direita e esquerda. A ressonância magnética demonstra trajeto fistuloso posterior intercomunicante, atravessando o espaço situado entre o músculo elevador do ânus e o ligamento anococcígeo. O seguinte espaço anatômico permite a propagação do processo supurativo de um espaço isquiorretal ao contralateral, nesse caso: 
Alternativas
Q4312559 Medicina
Mulher de 25 anos, sem comorbidades, apresenta dor anal intensa durante e após a evacuação, há 3 meses. O exame proctológico mostra úlcera linear de bordos regulares com exposição de fibras do esfíncter interno localizada em linha média posterior. Observa-se ainda papila hipertrófica proximal e presença de plicoma. A manometria anorretal mostra hipertonia do esfíncter interno. O seguinte mecanismo fisiopatológico explica a cronificação da lesão e a resistência à cicatrização: 
Alternativas
Respostas
2941: D
2942: B
2943: A
2944: A
2945: E
2946: E
2947: A
2948: B
2949: B
2950: A
2951: C
2952: D
2953: E
2954: A
2955: C
2956: E
2957: C
2958: B
2959: B
2960: A