Questões de Concurso Comentadas sobre pneumologia em medicina

Foram encontradas 6.395 questões

Ano: 2024 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2024 - IF-TO - Médico |
Q3069510 Medicina

TEXTO PARA A QUESTÃO


Para a próxima questão analise o caso clínico a seguir: Mulher de 68 anos,72 kg, queixa de dor inespecífica em base de hemitórax esquerdo há 1 semana e que piorou da dor nos últimos dias associada a dispneia, tosse produtiva e febre não aferida. Está acompanhada por uma vizinha que informa que ela estava gripada, mas que teve melhora da gripe e que reclamava de dores nas pernas com frequência também. A paciente mora sozinha é usuária de cigarro eletrônico para abandonar o cigarro comum, nega outras comorbidades. Ao exame físico está confusa, a escala de Glasgow é igual a 14, frequência cardíaca: 97 batimentos por minuto, pressão arterial: 90/58 mmhg, frequência respiratória 30ipm, saturimetria com fração inspirada de oxigênio de 21%: 91%, ausculta pulmonar apresenta creptos finos em base esquerda associada a roncos esparsos. Membros inferiores com presença de varizes finas, sem edemas ou empastamentos. Tempo de enchimento capilar < 2 segundos.


Qual é o principal diagnóstico?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2024 - IF-TO - Médico |
Q3069500 Medicina
São fatores de risco não relacionados ao tabaco, para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Exceto:
Alternativas
Q3069188 Medicina
Criança, 3 anos e 5 meses de idade, nasceu na comunidade quilombola, sem assistência pré-natal, parto e pós-parto. A família mudou para o município depois que a criança iniciou com alguns problemas de saúde. Apresenta, desde 1 ano de idade, quadro de anemia, icterícia, colúria, dores osteoarticulares, que melhoram com o uso de analgésicos. Esses episódios já se repetiram 04 vezes, sendo que, em 02 vezes, a criança apresentou edema doloroso dos dedos das mãos. Já teve vários episódios de infecções de vias aéreas superiores, sendo internada uma vez por pneumonia e transfundida, nessa ocasião, com concentrado de hemácias.
O diagnóstico para essa criança é:
Alternativas
Q3069187 Medicina
Paciente do sexo feminino, 27 anos de idade, procura atendimento médico na Estratégia de Saúde da Família com história de despertares noturnos por dispneia e chiado no peito quatro vezes por semana e os mesmos sintomas durante o dia, cinco vezes por semana. Possui diagnóstico de asma desde a adolescência e refere piora dos sintomas durante a exposição a odores fortes e poeira. Deixou de fazer o acompanhamento e o uso do medicamentos, conforme a orientação médica.
Sobre o caso, considere as seguintes afirmativas:

I- Atualmente, está indicado apenas o uso de beta-agonista de ação curta inalado, para melhorar os sintomas apresentados.
II- Para reduzir o risco de exacerbações graves e controlar os sintomas, todos os adultos e adolescentes com asma devem ser tratados com terapia, contendo corticosteroides inalados.
III- Antes de intensificar o tratamento para controlar os sintomas ou prevenir exacerbações, é importante confirmar se os sintomas são devidos à asma.
IV- Identificar e abordar fatores de risco modificáveis, incluindo técnica inalatória incorreta, baixa adesão à medicação, exposições ambientais, além de fornecer educação ao paciente é imprescindível.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3067520 Medicina
Em acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Asma/2023, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3067515 Medicina
Pacientes portadores de asma apresentam, frequentemente, exame físico normal no período entre as crises.
Ao exame físico do paciente adulto, segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Asma/2023, assinale a opção que indica a alteração observada com maior frequência.
Alternativas
Q3066557 Medicina
A asma é uma doença heterogênea caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas definida pela história de sintomas respiratórios associados à limitação variável do fluxo aéreo. Sobre o seu tratamento, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3065939 Medicina
Um paciente de 55 anos, ex-tabagista, apresenta-se ao ambulatório com queixas de tosse seca persistente e dispneia progressiva nos últimos seis meses. Durante a avaliação, o exame físico revela estertores crepitantes à ausculta pulmonar, e a tomografia computadorizada de tórax de alta resolução mostra opacidades reticulares e faveolamento, que acomete principalmente as regiões pulmonares subpleurais e os lobos pulmonares inferiores. Com base nos dados apresentados, qual das seguintes condições é a mais provável?
Alternativas
Q3065318 Medicina
A Covid-19 levou a milhões de mortes no Brasil e no mundo e a diversas disfunções em pacientes ainda em recuperação. Atualmente, muita atenção tem sido dada aos sintomas e complicações persistentes, incluindo sintomas respiratórios crônicos e à ocorrência de doença fibrótica. Ainda não há consenso quanto à caracterização da Covid longa, sendo mais aceita a definição de sintomas persistentes por mais de três meses não atribuíveis a diagnósticos alternativos após início do quadro agudo. A disfunção respiratória tem sido descrita como um dos sintomas mais prevalentes na Covid longa. Dispnéia e dor torácica ocorreram em alta proporção após dois meses em pacientes previamente internados. Um terço dos pacientes que necessitaram de ventilação com pressão positiva ainda apresentavam dispnéia após seis meses da infecção.
A avaliação funcional pulmonar tem sido um instrumento propedêutico útil no acompanhamento desses pacientes. Quais alterações são mais frequentemente encontradas?
Alternativas
Q3065316 Medicina
Várias as tentativas para a eleição de um método para o rastreamento do Câncer do Pulmão (CP). A partir de 2013 diversas associações médicas passaram a recomendar a TC com baixa dose de utilidade para o rastreamento do CP em populações selecionadas de alto risco. São considerados critérios de inclusão para o rastreamento estabelecidos pelo ACCP:
I- Histórico de CP prévio; TC de tórax realizada nos últimos 18 meses;
II- Hemoptise; emagrecimento > 10 kgs no último ano;
III- Comorbidades limitantes com contraindicação para o tratamento cirúrgico.
IV- Idade entre 55 e 74 anos; com carga tabágica >= 30 maços-ano; interrupção do tabagismo < 15 anos; assintomáticos.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3065315 Medicina
Na análise bioquímica do líquido pleural, a glicopleuria está estritamente relacionada com glicose sérica e com valores inferiores a 60 mg/dL, no líquido. Sugere(m) diagnóstico(s) de:
I- Pleurite reumatóide. II- Pleurite lúpica. III- Derrame parapneumônico complicado, neoplasias.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q3065314 Medicina
Na interpretação dos distúrbios ventilatórios pela avaliação funcional pulmonar, o distúrbio ventilatório restritivo é definido pela redução da CPT. O padrão espirométrico sugestivo de restrição está associado com CPT reduzida em menos da metade dos casos. A presença de CFV e VEF1 proporcionalmente reduzidos (relação VEF1/CVF normal) com presença de CPT normal, descartando restrição, foi denominada distúrbio ventilatório "inespecífico". Esse padrão costuma ser encontrado em 10% dos casos em que mensurações de espirometria e volumes pulmonares estáticos são feitas simultaneamente e podem indicar a(s) seguinte(s) possibilidade(s):
I- Esforço/manobra inadequada, podendo ser aferida pela checagem cuidadosa dos critérios de aceitação e repetibilidade das manobras de espirometria.
II- Doença precoce de pequenas vias aéreas com aprisionamento aéreo e/ouenfisema (considerada uma variante de distúrbio ventilatório obstrutivo).
III- Limitação da parede torácica. Pode envolver doenças da pleura, expansiva intratorácica, neurológica ou primária dos músculos respiratórios e/ou deformidade anatômica, comprometendo a expansão da parede torácica.

Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q3065312 Medicina
Na classificação radiológica da tomografia computadorizada de tórax em relação ao padrão de pneumonia intersticial usual (P.I.U), quais características de padrão INDETERMINADO?
Alternativas
Q3065311 Medicina
Paciente do sexo masculino, branco, 50 anos, agricultor, não tabagista, com história de dispnéia progressiva há doze meses, tosse improdutiva, com episódio de chiado torácico, picos febris isolados, sendo tratado inicialmente com broncodilatadores e antimicrobianos, sem melhora. Na revisão da história clínica com posterior visita domiciliar foi confirmada exposição ambiental a intensa proliferação fúngica intradomiciliar. Ao exame clínico, apresentava-se afebril, eupneico em repouso, sem hipocratismo digital e linfoadenomegalias. Tórax atípico com expansibilidade diminuída difusamente, presença de roncos e sibilos esparsos. Exames complementares realizados: 1) Hemograma: Hb:15,7g/dL; Ht: 41%, leucócitos: 11.900/mm3 (segmentados: 66%, linfócitos: 25%, eosinófilos: 4%, monócitos: 5%). 2) Rx de tórax: infiltrado retículo-nodular difuso com desarranjo da arquitetura pulmonar. 3) TC de alta resolução: nódulos centro lobulares, áreas de fibrose com bronquiectasias de tração e aprisionamento aéreo (“air trapping”) e áreas de vidro despolido de permeio. 4) Pesquisas de BAAR e fungos em três amostras do escarro induzido: negativas. 5) Reação de PPD: negativa. 6) Sorologia para Blastomicose: negativa. 7) Prova de função pulmonar: CVF: 2.73L (66% previsto), VEF1: 2,48L (78% previsto), VEF1/CVF: 91% previsto, FEF25-75: 3,74L (109% previsto); revelando distúrbio ventilatório restritivo de grau leve. 8) Lavado broncoalveolar: material centrifugado revela numerosos neutrófilos, linfócitos, eosinófilos, macrófagos alveolares e várias células epiteliais escamosas sem atipias. Não foram observados agentes microbianos. Extraído da Rev. bras. alerg. imunopatol. - Vol. 28, Nº. 2, 2005.
O caso clínico descrito é sugestivo de qual patologia e qual o tratamento indicado? 
Alternativas
Q3065310 Medicina
Um paciente do sexo masculino, 48 anos, casado, tabagista, caminhoneiro, apresenta hipertensão arterial sistêmica não controlada, pré-diabetes e obesidade. A esposa relata história de sono agitado, ronco alto e contínuo e apneias observadas durante o sono que pioram em decúbito dorsal nos últimos 10 anos. Os sintomas se intensificaram há dois anos após ganho ponderal de aproximadamente 12 kg. O paciente relata sensação de sono não reparador com sonolência diurna excessiva (SDE), já tendo, inclusive, história de acidente automobilístico por cochilar ao volante. Ao realizar exame físico, apresenta pressão arterial de 160/98 mmHg, índice de massa corporal (IMC) de 35,2 kg/m2, circunferência cervical de 44 cm, cavidade oral com classificação de Mallampati modificado IV, tonsilas grau II, úvula alongada e hiperemiada. Nas auscultascardíaca e pulmonar e no exame abdominal, não são verificadas alterações relevantes. A aplicação da escala de sonolência de Epworth (ESS) evidencia 18/24 pontos (indicativa de sonolência: acima de 10 pontos). Não são observadas alterações no raio X de tórax e na espirometria. A partir do ecocardiograma Doppler e fluxo a cores transtorácico, constatam-se achados sugestivos de cardiopatiahipertensiva. Os exames de laboratório possibilitam a verificação de glicemia limítrofe, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. As provas de função da tireoide estão dentro dos limites da normalidade. Submeteu-se à polissonografia com o seguinte resultado: I.A.H = 43 eventos / h, queda da saturação de 65%. Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/categorias/casos.htm. Acesso em 15 ago. 2024.

De acordo com a classificação da gravidade da Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS), qual a indicação de tratamento?
Alternativas
Q3065309 Medicina
Paciente do sexo masculino; 60 anos; branco, procurou UBS (Unidade Básica de Saúde), apresentando há três meses quadro de disfagia; astenia e dispneia. Paciente relata que há dez dias apresentou disfonia, bem como piora da disfagia, astenia e dispneia. Alega emagrecimento de 15 kg nos últimos três meses. Aponta não haver fatores de melhora ou piora para a disfonia. Destaca alimentos sólidos, como fator de piora para a disfagia, sem fatores de melhora; repouso como fator de melhora para a astenia e atividades diárias, a exemplo de subir escadas, como fator de piora. Além disso, relata repouso como fator de melhora para dispneia e atividades, como caminhada por curto tempo, como fatores de piora. Nega uso de medicamentos. Nega doenças prévias e alergias. Refere ainda que trabalhou por 30 anos em indústria metalúrgica, e ser tabagista há 40 anos, com carga tabágica de 80 maços/ano. Relata que irmão teve câncer, o qual não sabe especificar. Ao exame físico, o paciente encontrava-se em regular estado geral, fácies atípica, lúcido e orientado em tempo e espaço, acianótico, anictérico, hidratado, eupneico (F.R = 18 irm), normocárdico (F.C = 80 bpm) e normotenso (120 x 80 mmHg), disfonia. Linfonodomegalia, palpável em linfonodos supraclaviculares. Aparelho respiratório com murmúrio vesicular diminuído, classificado como sibilo, com ruídos adventícios. Aparelho cardiovascular com bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos, sem desdobramentos ou sopros. Abdome plano, ruídos hidroaéreos presentes, fígado e baço não palpáveis e indolor à palpação superficial e profunda. A radiografia de tórax: um nódulo pulmonar espiculado com 3,0 cm de diâmetro em campo pulmonar superior esquerdo. Foi encaminhado para o hospital da cidade, realizou T.C de tórax: uma imagem nodular espiculada, densa, em bronquio fonte esquerdo e com estriações em direção à pleura, sendo, em seguida, feita a broncoscopia para biópsia. O resultado da biópsia constatou o diagnóstico de neoplasia pulmonar, do tipo células não pequenas. Logo após, realizou-se cintilografia óssea e ressonância nuclear magnética do cérebro para o estadiamento da doença, os quais comprovaram metástase em linfonodos supraclaviculares, chegou-se ao diagnóstico de neoplasia pulmonar, do tipo células não pequenas, estádio III B. Disponível em: https://sanarmed.com/resumos-cancer-de-pulmao-ligas. Acesso em: 15 ago. 2024.
De acordo com o tipo histológico e com o estádio da neoplasia diagnosticada, qual a conduta preconizada?
Alternativas
Q3065308 Medicina
Paciente de 40 anos, do sexo feminino, com diagnóstico de HAPI desde 1994, apresentava dispnéia aos esforços moderados (classe funcional II/ New York Heart Association). O ecocardiograma estimou a pressão sistólica da artéria pulmonar em 126 mmHg e revelou dilatação e disfunção de ventrículo direito significativas, sem acometimento de câmaras esquerdas. O cateterismo cardíaco direito associado à arteriografia pulmonar não evidenciaram falhas de enchimento compatíveis com HPTEPC e confirmaram os níveis pressóricos na circulação pulmonar. A cintilografia ventilação/perfusão revelou captação homogênea do radiofármaco no mapeamento de perfusão. Iniciou-se tratamento não específico com digitálico e anticoagulação. Em abril de 2004, apresentou piora funcional progressiva, chegando à classe funcional IV. A angiotomografia de tórax evidenciou trombos parietais excêntricos, de predomínio no tronco da artéria pulmonar (dos ramos principais até os ramos sub-segmentares, bilateralmente), com calcificações periféricas aos trombos. Apresentava ainda padrão de perfusão em mosaico no parênquima pulmonar e dilatação de artérias brônquicas. A investigação para trombose venosa profunda e trombofilias resultou negativa. Apesar da piora de classe funcional, a distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (TC6) — usado para avaliar a capacidade funcional — foi de 414 m; dissociação essa já descrita para pacientes com HAPI. A paciente permaneceu todo o período de tratamento adequadamente anticoagulada. As imagens tomográficas eram totalmente compatíveis com o diagnóstico de HPTEPC. Foi iniciado tratamento com sildenafila 75 mg/dia. Houve ótima resposta clínica e retorno, após algumas semanas, à classe funcional II. Outro cateterismo cardíaco direito, realizado em julho de 2007, evidenciou pequena queda do débito cardíaco e manutenção dos níveis pressóricos, em relação ao realizado na ocasião do diagnóstico de HAPI. A paciente se mantém em classe funcional II, com distância percorrida no TC6 de 404 m.
Extraído da revista J Bras Pneumol. 2008; 34(7): 532-536.
Analisando o caso clínico descrito, diagnosticado com Hipertensão Tromboembólica Pulmonar Crônica HPTEPC, a conduta terapêutica adotada foi correta ou não?
Alternativas
Q3065307 Medicina
Paciente feminina, 46 anos, apresentava história de asma de difícil controle iniciada ainda na infância, com quatro anos de idade, necessitando seguidamente recorrer às emergências hospitalares, com várias internações pelas crises asmáticas desencadeadas por sinusite e atopia severa. Na história médica pregressa, a paciente relatava sinusite de repetição com gotejamento pós-nasal, hipertensão arterial sistêmica há dezenove anos e um episódio de acidente vascular cerebral há nove anos, com pequeno déficit focal remanescente à esquerda. Iniciou há três anos com artralgias em joelhos, cotovelos e punhos, artrite de mãos (interfalangianas proximais) e mialgias. História de alergia a várias medicações com desenvolvimento de rash cutâneo, boncoespasmo e dois episódios de parada respiratória decorrente do uso de uma das medicações. Relatava três internações prévias nos últimos 12 meses. Medicações em uso: salmeterol/ fluticasona 50/500 mcg inalatória, fluticasona nasal 50, salbutamol spray 100 mcg via inalatória quando necessário, captopril 25 mg, e prednisona 40 mg via oral por cinco dias nas crises de asma. Ao exame físico:I.M.C = 31, corada, eupneica, leve desvio da comissura labial, ausculta cardíaca normal, ausculta pulmonar com sibilos inspiratórios, enrijecimento articular, nodulações e desconforto em membros inferiores. O teste de função pulmonar evidenciava um distúrbio ventilatório obstrutivo moderado com variação significativa ao uso do broncodilatador. As radiografias dos seios da face demonstravam importante espessamento do revestimento mucoso dos seios maxilares e células etmoidais e radiografia do tórax normal. Hematócrito 40%, hemoglobina 13,1 g/dl, 10.600 leucócitos com 1.342 eosinófilos/mm3, 316.000 plaquetas/mm3, IgE total de 893 UI/ml, pesquisa negativa para anticorpos anticitoplasma de neutrófilos. Biópsia da mucosa do seio maxilar, que evidenciou intenso infiltrado eosinofílico. Extraído da revista Scientia Médica, Porto Alegre, v. 18, n. 4, p. 184-187, out./dez. 2008.
Com base no quadro clínico e nos exames laboratoriais, qual hipótese diagnóstica foi aventada e o tratamento instituído?
Alternativas
Q3065306 Medicina
MF, 53 anos de idade, sexo masculino, negro, trabalhador rural, residente de Canindé de São Francisco, procurou pneumologista devido a tosse seca há 3 meses. Paciente refere tosse não produtiva associada febre baixa diárias há 3 meses, aferida com termômetro axilar chegando ao máximo de 38. Além disso, apresentou prostração e inapetência. Relatou uso há 15 dias de AINE (ibuprofeno 500mg) por 5 dias com melhora parcial dos sintomas. Após interrupção do medicamento, percebeu progressão do quadro e procurou atendimento médico para a queixa, sendo medicado com amoxicilina/clavulanato por 5 dias, persistindo a tosse seca, fraqueza e febre irregular. Relatou também a perda de 5kg desde o começo dos sintomas e aparecimento de lesões crostosas nasais e orais. Relata ter diabetes melito tipo 2, com interrupção de tratamento há 6 meses. Nega tabagismo, etilismo, uso de drogas ilícitas, outras doenças e uso de outros medicamentos durante o período. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, orientado no tempo e no espaço, afebril, acianótico, anictérico, hidratado, hipocorado, eupneico, normocárdico (FC 70bpm) e normotenso (PA 130x80mmHg). Rinoscopia revela lesões ulcerativas em região septal com aspecto granulomatoso. Na ausculta pulmonar, murmúrio vesicular está reduzido em terço superior do hemitórax direito, mas sem ruídos adventícios. Aparelho cardiovascular com bulhas rítmicas, normofonéticas em dois tempos sem sopros. Abdome flácido, globoso, ruídos hidroaéreos normoativos, ausência de visceromegalias e dor a palpação. Ausência de insuficiência venosa periférica e edema de extremidades. Ultrassonografia abdominal revelou discreta esplenomegalia, enquanto TC do tórax apresentou condensação em terço superior em ambos os pulmões. Os exames laboratoriais indicaram: Proteína C Reativa 6,9mg/dl; VDRL, anti-HIV, FTA-Abs e ANCA-c negativos. Baciloscopia e cultura para M. tuberculosis estavam negativos. Disponível em: https://https://sanarmed.com/internato. Acesso em: 15 ago. 2024.
Analisando o quadro apresentado, qual o diagnóstico provável, exame confirmatório e tratamento?
Alternativas
Q3065305 Medicina
Uma senhora de 75 anos dá entrada no pronto-socorro, acompanhada do filho, com queixas de dispneia e tosse não produtiva. A dispneia é mais importante aos esforços e aumentou progressivamente nos últimos 2 meses. Ela nega dor torácica, febre ou calafrios. Há 3 semanas, ela procurou atendimento médico ambulatorial pelas mesmas queixas e foi tratada com azitromicina por 3 dias, sem melhora. Ela é diabética e hipertensa há 20 anos e tem obesidade grau 3. Também tem artrite reumatoide. Nunca fumou. O filho comenta que percebeu perda de peso e diminuição da ingesta alimentar nas últimas semanas. Ao exame físico, está tossindo e aparenta estar mal. A temperatura axilar é de 37,7°C, FC: 105 bpm, PA: 140/70 mmHg, FR: 24 rpm e saturação O2 89% em ar ambiente. Não é possível avaliar pressão venosa jugular devido obesidade. Há estertores em ambos campos pulmonares. Ausculta cardíaca sem alterações. Não há edema de extremidades. As mãos e pés estão quentes e há presença de deformidades articulares. Ela faz uso de lisinopril, atenolol, glipizida, metiformina e infliximab para artrite reumatoide nos últimos 4 meses. Ecocardiograma (realizado no segundo dia da internação) que mostra fração de ejeção normal sem evidência de pressões de enchimento elevadas. TC de tórax, que revela um padrão reticular com inumeráveis nódulos pulmonares pequenos (1 a 2 mm) e disseminados. Disponível em: https://raciocinioclinico.com.br/caso-clinico01. Acesso em 15 ago. 2024.

Diante do quadro apresentado, dentre os diagnósticos diferenciais, qual o mais provável?
Alternativas
Respostas
1621: C
1622: E
1623: A
1624: C
1625: B
1626: C
1627: D
1628: B
1629: B
1630: E
1631: C
1632: E
1633: A
1634: D
1635: E
1636: C
1637: A
1638: C
1639: D
1640: E