Questões de Concurso
Comentadas sobre pneumologia em medicina
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Com base nessa situação hipotética, julgue o item que se segue.
A principal hipótese diagnóstica é síndrome da veia cava superior.
O tratamento de primeira escolha em pacientes com pneumotórax hipertensivo, que estejam conscientes e não submetidos à ventilação mecânica, é a descompressão torácica por meio de punção com agulha de grosso calibre (na linha axilar média, no quinto espaço intercostal), que deve ser realizada após a confirmação radiológica desse diagnóstico.
Em um paciente submetido à ventilação mecânica invasiva, a presença de enfisema subcutâneo, taquicardia, diminuição do murmúrio vesicular, hipersonoridade à percussão torácica, cianose e hipotensão arterial sugerem pneumotórax hipertensivo em fase avançada de evolução.
Do ponto de vista etiofisiopatogênico, o pneumotórax hipertensivo decorre da ruptura da pleura (visceral, parietal ou mediastínica), que funciona com um mecanismo do tipo válvula unidirecional, em que o ar penetra na cavidade pleural mas não sai na expiração, levando a um incremento da pressão intrapleural ipsilateral à lesão.
A filtração do ar e o fluxo de ar ambiente direcionado, bem como a pressão de ar positivo, constituem recomendações para a prevenção de aspergilose nosocomial que apresentam eficácia demonstrada em estudos controlados.
Atividades geradoras de pó são potencialmente causadoras de surtos por Aspergillus em ambientes hospitalares.
A aspergilose é uma doença de transmissão aérea, e pacientes portadores de imunossupressão, como anemia aplástica, e leucemia mieloide crônica e transplantados de medula óssea são menos suscetíveis a esse tipo de infecção.
Surtos de legionelose em hospitais têm sido associados ao uso de nebulizadores, aerossóis originados de chuveiros, torneiras de água quente e torres de resfriamento de ar condicionado.
Procedimentos endoscópicos do trato gastrintestinal que envolvam a realização de biópsia e exames do trato biliar apresentam baixo risco de transmissão de infecção.
As complicações das bronquiectasias podem incluir hemoptise, cor pulmonale e abscessos secundários à distância.
O diagnóstico de proteinose alveolar é baseado na demonstração de achados característicos no lavado broncoalveolar em pacientes com quadro clínico sugestivo.
Provas de função pulmonar, tomografia computadorizada do tórax até glândula adrenal, radiograma do tórax, confirmação anatomopatológica da malignidade, hemograma e bioquímica sanguínea, incluindo eletrólitos, fosfatase alcalina, albumina, creatinina e enzimas hepáticas, são exames necessários para o estadiamento do paciente com câncer pulmonar.
Em trabalhadores que lidam com asbesto, o tabagismo aumenta o risco para carcinoma broncogênico e mesotelioma e agrava a asbestose.
As síndromes paraneoplásicas, que podem ocorrer em 10% a 30% dos pacientes com câncer pulmonar, não são completamente entendidas.
O termo nódulo pulmonar solitário geralmente refere-se a uma lesão arredondada, isolada, com menos de 3 cm, circundada por parênquima pulmonar normal, sem associação com atelectasia ou adenopatia.
Até 30% dos casos de tumores carcinoides bronquiais costumam apresentar-se com síndrome carcinoide, que se caracteriza por diarreia, sibilância, hipotensão e flushing.
Os sintomas mais comuns dos tumores carcinoides bronquiais são hemoptise, tosse, sibilos localizados e pneumonia recorrente.
Um paciente que apresente espirometria com teste de broncodilatadores normais terá o diagnóstico de asma brônquica afastado.
Em paciente que apresenta gasometria arterial normal em repouso, a medida da gasometria arterial durante o exercício pode ajudar no diagnóstico de suspeita de doença intersticial.
Deve-se considerar presença de hiperinsuflação pulmonar apenas quando o volume residual se apresenta maior que 80% do previsto.