Questões de Concurso
Comentadas sobre pediatria e neonatologia em medicina
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A caderneta de saúde da criança inclui um instrumento de triagem para acompanhar o desenvolvimento infantil, permitindo identificar precocemente possíveis atrasos e orientando ações de saúde e educação.
Baseado nesse instrumento, classifique o desenvolvimento dos casos abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
1. Provável atraso no desenvolvimento
2. Alerta para o desenvolvimento
3. Desenvolvimento adequado
( ) Cecília, 2 meses, nasceu com 36 semanas de idade gestacional devido a pré-eclâmpsia materna. Não apresentou complicações perinatais. Na avaliação, tem todos os marcos presentes para a sua idade corrigida.
( ) Pedro, 6 meses, sem fatores de risco para o desenvolvimento. Na avaliação, possui todos os marcos esperados para a faixa etária anterior e para a faixa etária de 6 a 9 meses, exceto o marco de sentar-se sem apoio
( ) Júlia, 8 meses, sem fatores de risco para o desenvolvimento. Na avaliação, tem todos os reflexos/posturas/habilidades presentes para a sua idade.
( ) Luiz, 2 meses, sem fatores de risco prévios para o desenvolvimento. Na avaliação, tem todos os reflexos/posturas/habilidades presentes para a sua idade, mas tem perímetro cefálico abaixo do escore – 2 Z
( ) Clara, 12 meses, sem fatores de risco prévios para o desenvolvimento. Na avaliação, não possui um dos marcos esperados para a faixa etária anterior.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
Escolar, 07 anos, feminino, vai ao ambulatório de pediatria para acompanhamento. É portador da síndorme de Lutembacher que é composta por uma comunicação interatrial ostium secundum e estenose mitral congênita e/ou adquirida. Estudante realizou o exame físico adequadamente.
Que achado de ausculta (sopro) foi identificado?
Todas as crianças maiores de 3 anos devem ter a sua pressão arterial medida, pelo menos, uma vez por ano. Existem, no entanto, situações em que crianças menores de 3 anos precisam ter a pressão arterial aferida ambulatorialmente.
Qual é a alternativa que representa CORRETAMENTE essas situações?
São observadas três crianças que chegam à emergência com exantemas e sinais clínicos típicos: 1-enantema orofaringe com manchas branco-azuladas pequenas. 2- palidez perioral e 3- Edema palpebral com exsudato amigdaliano.
Analisando os casos acima, quais são os diagnósticos mais prováveis, respectivamente?
Pré-escolar de 10 meses, 10 kg, é admitido na emergência pediátrica com diarreia e desidratação grave. Foi prescrito o plano C.
De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde publicadas em 2023, deve ter sido feito para o menor, na primeira hora:
Menino, dois anos e oito meses, procedente do interior do estado, pais analfabetos, possuem renda familiar bastante baixa. Chegou ao ambulatório de pediatria, encaminhado do PSF, apresentando falta de apetite e apatia há um mês. Peso ao nascimento: 2800 gramas. Ao exame: Peso=7900 gramas, Estatura = 71cm, apático, mucosas hipocoradas (++/4+), edema em face e abdome, cabelo fino, ressecado e com hepatomegalia a 4 cm do RCD.
Considerando a hipótese diagnóstica, qual é o principal mecanismo fisiopatológico envolvido no edema do menor?
“A deficiência de vitamina D é um distúrbio frequente em todo o mundo. No Brasil, embora a maioria da população resida em regiões de adequada exposição solar, a hipovitaminose D é um problema comum e não restrito apenas aos idosos, mas também acometendo crianças e adolescentes” - SBP/ 2024.
Sobre essa vitamina, analise as assertivas abaixo:
I. Para garantir uma adequada calcemia, a Vitamina D atua, fisiologicamente, aumentando a absorção intestinal e tubular renal de cálcio e fósforo, além de mobilizar cálcio do osso para a circulação.
II. São causas frequentes de insuficiência / deficiência de Vitamina D na pediatria: aleitamento materno exclusivo em lactentes menores de 6 meses sem suplementação oral desta vitamina; a obesidade e a doença celíaca.
III. A melhor forma de avaliar o estado nutricional da Vitamina D em crianças é através da dosagem do calcitriol, o qual tem uma meia-vida de algumas semanas.
IV. De acordo com as recomendações de 2024 do Departamento científico de Endocrinologia da SBP, não devemos mais realizar suplementação preventiva com Vitamina D oral para todas as crianças menores de 12 meses, e sim, apenas para aquelas com fatores de risco para a deficiência dessa vitamina.
Podemos afirmar que
Adolescente de 13 anos, proveniente de uma cidade do Agreste pernambucano, queixa-se de engasgos durante algumas refeições nos últimos 6 meses. Segundo ele, a frequência desses eventos está aumentando. Relata que a sensação é de que o alimento está ‘impactado na altura do pescoço’, necessitando ingerir muito líquido para o alimento ‘descer’. Queixa-se também de alguns episódios de dor abdominal periumbilical de leve intensidade e de um único evento de hematêmese discreta após um acesso de tosse pós engasgo durante um almoço com a família.
Genitora do menor afirma que ele teve uma infância saudável e nega quaisquer outros sintomas. Pediatra decide solicitar uma endoscopia digestiva alta (EDA). O laudo macroscópico da EDA revelou: presença de anéis concêntricos (traquealização do esôfago) além de sulcos longitudinais e alguns exsudatos esbranquiçados em mucosa do esófago médio e distal.
Mesmo sem o resultado do histopatológico da mucosa esofagiana, assinale a alternativa que indica a principal hipótese diagnóstica que explica as queixas clínicas e os achados macroscópicos da EDA desse adolescente.
“A Atresia de esôfago (AE) é uma malformação congênita relativamente comum, que acomete cerca de 1 em cada 2.500- 4.000 recém-nascidos. Ela é caracterizada por falha na formação do esôfago, quase sempre com descontinuidade do órgão, associada ou não a conexões com a traqueia” Tratado de Pediatria – SBP – 2022
Sobre esse tema, analise as assertivas abaixo:
I. Na AE tipo E, a qual não há fundo cego do esôfago proximal e sim, apenas uma fístula traqueoesofágica em “H”, a suspeita pré-natal se faz pela presença de importante polidrâmnio em ultrassom obstétrico não justificado por outras doenças gestacionais.
II. O tipo de AE descrito na assertiva I (tipo E) muitas vezes tem diagnóstico pós-natal tardio, pois pode ser confundido com doença do refluxo gastroesofágico por meses, tendo como principais características clínicas a tosse crônica e a ocorrência de pneumonias aspirativas.
III. A AE mais frequente é aquela que apresenta fundo cego do esôfago proximal e fístula traqueoesofágica em coto esofágico distal.
Podemos afirmar que
Qual o seu diagnóstico para a evolução clínica do paciente em questão?
Diante desse cenário, assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica a ser considerada e afastada com maior brevidade.
Qual das alternativas apresenta uma orientação CORRETA que você deveria dar a essa mãe quanto à importância e realização do teste do pezinho?
Assinale a alternativa que traz uma das ações a ser realizada na sequência de ações corretivas para a adequação da VPP, nesse paciente.
Como João vinha com bom ganho de peso e tinha classificação sanguínea igual a da mãe, recebeu alta com orientações gerais. A mãe, preocupada com a icterícia, marcou consulta com você e colheu dosagem de bilirrubinas um dia antes da consulta atual que foi: bilirrubina total: 8,0mg/dL, bilirrubina direta: 0,4mg/dL, bilirrubina indireta: 7,6mg/dL. Assinale a alternativa que traz o diagnóstico que melhor justifica a evolução clínica de João.
Enquanto você aguarda o resultado de culturas, assinale a alternativa que apresenta a medida que vai modificar a história natural da condição desse paciente.