Questões de Concurso Comentadas sobre pediatria e neonatologia em medicina

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Q3721632 Medicina

Pré-escolar, masculino, 2 anos e meio, previamente hígido, apresenta palidez, fraqueza, dor abdominal e icterícia 48 horas após iniciar tratamento para infecção do trato urinário com nitrofurantoína.


Hemograma evidencia anemia normocítica e normocrômica. Os reticulócitos e a desidrogenase láctica estão elevados.


A hipótese diagnóstica, nesse caso, é 

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Q3721179 Medicina

Lactente feminina, 1 mês e 10 dias de vida, nascida a termo, com peso adequado ao nascer, vem apresentando baixo ganho ponderal nas últimas semanas. Alimentada exclusivamente ao seio, com boa pega e sucção eficaz; a mãe relata produção láctea adequada. Há uma semana, iniciou vômitos pós-prandiais, em jato, com piora progressiva. A criança mantém-se hipoativa, com leve icterícia em escleras.


Ao exame físico: fontanela normotensa, perfusão periférica preservada, sem sinais de desidratação grave. Exames laboratoriais revelam bilirrubina total 8,5 mg/dL (predomínio indireto), glicemia 72 mg/dL, sódio 132 mEq/L, potássio 4,7 mEq/L, pH 7,20, HCO₃⁻ 14 mEq/L, anion gap aumentado.


A principal hipótese diagnóstica para esse caso é

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Q3721164 Medicina

Lactente do sexo masculino, 6 meses de idade, sem história de internações prévias, é trazido à consulta por apresentar diarreia crônica com fezes volumosas, amareladas, fétidas e oleosas desde os 3 meses de vida. A mãe relata que o bebê tem dificuldade para ganhar peso, apesar de se alimentar bem. Exame físico: paciente ativo, com peso e estatura abaixo do percentil 3 para a idade, presença de baqueteamento digital e leve distensão abdominal. Não há alterações respiratórias evidentes no momento da consulta. Foi realizado teste do pezinho ampliado, com suspeita de alteração metabólica, ainda sem confirmação diagnóstica.


O próximo passo mais apropriado na investigação diagnóstica é 

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Q3721159 Medicina

Lactente de 11 meses, previamente hígido, está com vacinação atualizada e irá viajar para área de risco de febre amarela. A mãe deseja saber se ele pode ser vacinado.


A recomendação atual, segundo o PNI e a SBP, é

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Q3721115 Medicina
A respeito da acidose tubular renal tipo 1, é correto afirmar que
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Q3720707 Medicina
Pré-escolar do sexo masculino, 3 anos, residente em área rural de estado endêmico para leishmaniose visceral, é trazido à consulta com história de febre diária há 30 dias, perda ponderal, inapetência e aumento progressivo do abdome. Ao exame físico: palidez cutaneomucosa, hepatoesplenomegalia importante e linfonodomegalia cervical discreta. Hemograma evidencia pancitopenia (Hb 8,1 g/dL, leucócitos 2.300/mm³, plaquetas 78.000/mm³), proteína C reativa elevada e hipergamaglobulinemia. Teste rápido rK39 para leishmaniose foi positivo e a punção de medula óssea confirmou a presença de amastigotas.
A conduta terapêutica inicial mais adequada para esse caso é
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Q3720705 Medicina
Lactente masculino, 8 meses, 8 kg, previamente hígido, é admitido no pronto-socorro com diagnóstico de bronquiolite viral aguda. Apresenta esforço respiratório moderado, tiragem intercostal, batimento de asa nasal, frequência respiratória de 68 irpm, saturação periférica de oxigênio (SpO₂) de 89% em ar ambiente, sem sinais de exaustão. Está afebril, hidratado, normotenso, com ausculta pulmonar evidenciando sibilos difusos. Após falha com cateter nasal convencional com oxigênio a 2 L/min, optou-se pela instituição de oxigenoterapia com cateter nasal de alto fluxo (CNAF).
Os parâmetros ventilatórios iniciais mais adequados para uso do CNAF nesse paciente são 
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Q3720699 Medicina
Paciente masculino, 9 anos, previamente hígido, é levado à emergência com febre persistente (picos de 39 ºC há 4 dias), dor abdominal difusa, vômitos, diarreia aquosa e exantema maculopapular em tronco e membros. Há 3 semanas, mãe e irmão apresentaram teste positivo para SARS‑CoV‑2 (variante Ômicron XBB sublinhagem). A criança não foi testada na ocasião e permaneceu assintomática. Exame físico: PA 88/50 mmHg, FC 132 bpm, FR 30 ipm, SpO₂ 96 % em ar ambiente, temperatura 38,8 °C. Conjuntivite não purulenta, hiperemia labial. Ausculta cardíaca normal. Os exames laboratoriais revelam: hemograma: leucócitos 5 300 cél/mm³ (linfócitos 12 %), plaquetas 128 000 /mm³; PCR 195 mg/L, ferritina 780 ng/mL, D‑dímero 2 200 ng/mL; Troponina I 0,23 ng/mL (VR < 0,04); Procalcitonina 0,7 ng/mL; RT‑PCR para SARS‑CoV‑2: negativo; sorologia SARS‑CoV‑2 IgG nucleocapsídeo: positiva. Ecocardiograma: fração de ejeção 50 %, discreta dilatação da artéria coronária direita (Z‑score +2,5).
Com base no quadro apresentado, o diagnóstico mais provável é
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Q3720695 Medicina
Paciente feminino, 4 anos e 3 meses, encaminhada ao ambulatório de gastroenterologia pediátrica por atraso de crescimento e episódios de diarreia intermitente há 8 meses. Pais referem distensão abdominal progressiva, irritabilidade e perda ponderal de 1,2 kg no período. No histórico alimentar, a criança consome pão, massas e farináceos diariamente. Gestação sem intercorrências; aleitamento materno exclusivo até 5 meses; alimentação complementar introduzida aos 7 meses.
Antecedentes familiares: mãe com tireoidite de Hashimoto, primo materno com doença celíaca. Exame físico: peso 13,1 kg (< p5), estatura 94 cm (< p5), IMC 14,8 kg/m²; abdome globoso, sem visceromegalias; mucosas hipocrômicas; unhas quebradiças. Sem edemas. Desenvolvimento neuropsicomotor preservado para idade. O laboratório revela: Hemograma: Hb 9,2 g/dL, VCM 70 fL, RDW 17 %; ferritina 9 ng/mL (VR > 15 ng/mL); albumina 4,1 g/dL; PCR < 0,5 mg/dL; IgA sérica total 110 mg/dL (VR 20-150 mg/dL); coprocultura e exame parasitológico negativos.
Considerando o quadro clínico e a suspeita de doença celíaca, o próximo passo diagnóstico mais adequado é 
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Q3720688 Medicina
Menino de 6 anos, previamente hígido, é trazido ao pronto atendimento com lesões cutâneas pruriginosas no abdome, coxas e membros superiores há 5 dias. As lesões iniciaram como pápulas eritematosas que evoluíram para vesículas agrupadas com base eritematosa, com posterior formação de crostas melicéricas. Não há febre ou outros sintomas sistêmicos. A mãe relata que a criança frequenta escola e recentemente teve contato com um primo que apresentou lesões semelhantes.
Ao exame físico, observam-se múltiplas lesões crostosas com áreas de exsudação na região periumbilical e membros superiores, além de algumas vesículas íntegras e pústulas em estágio inicial. Não há sinais de sistêmicos. Não se notam linfadenomegalia, lesões orais ou mucosas.
O diagnóstico mais provável e a conduta inicial recomendada são
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Q3720674 Medicina
Recém-nascido do sexo masculino, com 3 dias de vida, nascido a termo (39 semanas), parto vaginal sem intercorrências, Apgar 8/9, peso adequado para a idade gestacional. Mãe saudável, sem histórico de infecções ou uso de medicações durante a gestação, realizou pré-natal completo e ultrassonografias, sem alterações estruturais cardíacas detectadas.
Desde o nascimento, o RN apresenta cianose central persistente, não responsiva ao oxigênio suplementar por cateter nasal. Não há desconforto respiratório evidente. À ausculta cardíaca, nota-se sopro sistólico 2+/6+, audível no foco tricúspide. Pulmões com murmúrio vesicular presente e simétrico. A oximetria de pulso revela saturação pré-ductal 85% e pós-ductal de 84%. A gasometria arterial mostra acidose respiratória leve com hipoxemia. À exceção da cianose persistente, e do sopro já relatado não há outras alterações ao exame físico.
Diante da suspeita de cardiopatia congênita cianótica, foi realizado ecocardiograma transtorácico que evidenciou transposição das grandes artérias (TGA), com septo interventricular íntegro e comunicação interatrial pequena. Com base no quadro clínico e nos achados ecocardiográficos, a conduta prioritária imediata é 
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Q3720019 Medicina
Criança de 5 anos apresentando lesões avermelhadas com centros esbranquiçados no interior da boca há 7 dias, lesões exantemáticas iniciadas há 3 dias na face, e, no momento, com exantema no corpo inteiro, febre de 39 graus, conjuntivite, queda do estado geral, congestão nasal, e tosse seca.
Nesse caso, o diagnóstico é
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Q3720011 Medicina
A fenilcetonúria (FNC) é uma doença autossômica recessiva causada por mutações no gene PAH que codifica a enzima hepática fenilalanina-hidroxilase (FAH) e atinge 1:10.000 recém-nascidos no mundo.
Sobre a FNC, avalie as afirmativas a seguir.

I. A triagem neonatal no Brasil é feita por intermédio do teste do pezinho, na primeira semana de vida.
II. Mulheres com FNC ou hiperfenilalaninemia não-FNC devem receber, após a menarca, orientação especial quanto aos métodos anticoncepcionais e ao planejamento da gravidez.
III. A dieta restrita em fenilalanina, associada ao uso de fórmula metabólica, no caso de pacientes responsivas ao dicloridrato de sapropterina, deve ser estabelecida antes e durante a gestação com o objetivo de evitar embriopatia por FNC ou síndrome da FNC materna.


Está correto o que se afirma em
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Q3719997 Medicina
O aleitamento materno é uma das prioridades do Governo Federal. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses, o bebê receba somente leite materno (aleitamento materno exclusivo), ou seja, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos.
Uma contraindicação para a amamentação é
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Q3719318 Medicina
Uma paciente de 5 anos de idade foi levada para a emergência pediátrica com história de rinorreia purulenta persistente, tosse produtiva (predominantemente noturna) e febre (38,5°C) há 12 dias.

A mãe relata que a criança iniciou quadro de resfriado comum há 3 semanas, que evoluiu com piora dos sintomas respiratórios e febre há 12 dias. Há 7 dias, a pediatra prescreveu amoxicilina 45 mg/kg/dia, dividida em duas doses, mas não houve melhora significativa dos sintomas. A criança apresenta-se irritada, com halitose e dor facial à palpação dos seios paranasais.

Exames Laboratoriais na Admissão:

• Leucócitos totais: 18.500/mm³ (VR: 5.000-15.000/mm³);
• Neutrófilos: 75% (VR: 40-60%);
• Linfócitos: 20% (VR: 30-50%);
• Bastões: 8% (VR: 0-5%);
• Hemoglobina: 12,5 g/dL (VR: 11,5-14,5 g/dL);
• Plaquetas: 350.000/mm³ (VR: 150.000-450.000/mm³);
• Proteína C-Reativa (PCR): 85 mg/L (VR: < 5 mg/L); e
• Procalcitonina (PCT): 0,8 ng/mL (VR: < 0,1 ng/mL). 

A interpretação dos exames laboratoriais e os sintomas sugerem
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Área de Atuação - Dor |
Q3719213 Medicina
Recém-nascido a termo apresenta, no segundo dia de vida, lesões papulares branco-amareladas, com erupção eritematosa circundante, dispersas em face, tronco e membros, poupando palmas e plantas. O restante do exame físico é normal.
No caso, a principal hipótese diagnóstica é 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Área de Atuação - Dor |
Q3719205 Medicina
Lactente feminino, 5 meses, em aleitamento materno exclusivo, inicia há 24 horas cólicas contínuas, vômitos persistentes, evoluindo com letargia. Apresentou evacuações com sangue desde o início dos sintomas. Ao exame encontra-se irritada e desidratada, com massa palpável em abdome.
Na suspeita diagnóstica de invaginação intestinal, o exame complementar com maior sensibilidade e especificidade a ser realizado inicialmente é a 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2025 - EBSERH - Área de Atuação - Dor |
Q3719146 Medicina
Criança de 4 anos deu entrada na emergência do Hospital Universitário com quadro de tosse paroxística e febre baixa há cerca de 8 dias. Foi tratada com sintomáticos, tendo a mãe sido orientada a observar.
A mãe retorna à emergência, relatando que as crises de tosse pioraram, com episódios mais longos e com a criança se apresentando mais cansada. Relatou que a criança apresentou um episódio emético após uma das crises de tosse.
O chefe da emergência foi consultado e optou-se pela internação da criança. Foram solicitados exames laboratoriais e Raio X de tórax.
Diante do quadro apresentado, avalie as seguintes afirmações:
I. Um possível diagnóstico para o quadro clínico acima é coqueluche. A doença se caracteriza por uma infecção aguda do sistema respiratório causado pela bactéria Bordetella pertussis. Trata-se de uma doença de longa duração, que é classificada em três estágios: catarral, paroxístico e convalescença.
II. No caso da coqueluche, a invasão do agente patogênico externo compromete a função do Fei de descender e dispersar o Qi, resultando em ascensão do Qi do Fei e desencadeando os sintomas de coqueluche.
III. No caso da coqueluche, durante a fase paroxística e em casos mais graves, pode haver obstrução do Qi do Fei por mucosidade, calor e manifestação das formas mais severas da doença, como variação do estado de consciência e convulsão.
IV. Ainda no tocante a coqueluche, crianças menores de 6 meses são menos propensas as formas graves da doença pois apresentam resposta imunológica predominantemente TH2. Ademais, nesta faixa etária ainda contam com o Jing essencial (céu anterior) advindo da mãe, o que confere um Qi do Fei mais robusto.
Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q3718860 Medicina
Um exame neurológico detalhado no neonato é importante no diagnóstico de vários distúrbios musculoesqueléticos.
O reflexo provocado por um toque no esterno que faz com que os cotovelos e joelhos se flexionem é conhecido como
Alternativas
Q3718821 Medicina
A literatura demonstra que os recém-nascidos normais apresentam um tônus ao nascer.
Acerca do tema, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
3061: A
3062: E
3063: C
3064: A
3065: E
3066: B
3067: B
3068: B
3069: A
3070: E
3071: B
3072: C
3073: A
3074: A
3075: B
3076: B
3077: A
3078: B
3079: A
3080: E