Questões de Concurso
Comentadas sobre pediatria e neonatologia em medicina
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Lactente do sexo masculino, 7 meses de idade, previamente hígido, é trazido à emergência com história de início súbito de episódios de choro intenso, acompanhado de flexão das pernas contra o abdome, intercalados com períodos de aparente bem‑estar. Nas últimas 6 horas evoluiu com vômitos biliosos e eliminação de fezes com muco-sanguinolentas. Ao exame físico: irritado, pálido, frequência cardíaca 168 bpm, pressão arterial 90/55 mmHg, temperatura 37,4 C. Abdome discretamente distendido; à palpação, nota‑se massa alongada e firme no hipocôndrio direito. Sem sinais de peritonite. De imediato, você solicita dois acessos venosos para iniciar a reposição volêmica.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o seguinte exame deve ser solicitado como próximo passo para confirmar o diagnóstico:
Lactente de 7 meses, sexo feminino, apresenta febre há 3 dias, sem sinais localizatórios. Ao exame físico, mostra-se irritada, com temperatura de 38,9 oC, sem alterações em vias aéreas ou na otoscopia. Urina coletada por sondagem revela leucócitos ++, nitrito positivo.
A conduta inicial mais apropriada é
Um paciente de 18 anos previamente hígido é internado no CTI depois de um quadro clínico que iniciou com cefaleia e fotofobia. A família relata o início dos sintomas com uma hipertermia leve, confusão mental e diurese de grande volume. No momento, o paciente encontra-se alerta e orientado, mas letárgico. Não há sinais neurológicos focais. O laboratório revela leucocitose e hipernatremia. Foram colhidas amostras de sangue para hemocultura.
O próximo passo na abordagem desse paciente é
Durante o seguimento na UTI, realizações seriadas de radiografias de tórax como parte da rotina de monitoramento mostraram, a partir do 14º dia de vida, achado incidental de radiolucências lineares ramificadas no interstício pulmonar, partindo do hilo pulmonar direito, com aspecto de linhas aéreas peribroncovasculares, associadas à hipertransparência e à hiperexpansão persistentes do lobo médio. O volume pulmonar do segmento afetado permanece estático nas últimas cinco radiografias, sem sinais de colapso, consolidação ou melhora da distensão.
Esses dados clínicos-radiográficos são sugestivos de
scolar do sexo feminino, 10 anos, previamente hígida, apresenta aumento progressivo de volume em região cervical direita há 6 semanas, associado a febre vespertina baixa, sudorese noturna e perda ponderal de 2 kg. Ao exame físico, nota-se linfonodo cervical posterior direito, de consistência endurecida, indolor, medindo cerca de 3 cm, sem sinais flogísticos cutâneos. Ausculta pulmonar sem alterações. Radiografia de tórax sem infiltrados ou adenomegalias hiliares evidentes. Prova tuberculínica (PPD) positiva (15 mm). Hemograma com leucócitos 7.200/mm³, VHS 48 mm/h. Ultrassonografia cervical confirma linfonodo hipoecoico com áreas de necrose central. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revelou granuloma caseoso e bacilos álcool‑ácido resistentes (BAAR) na baciloscopia direta.
O diagnóstico mais provável para esse caso é
Adolescente, 10 anos, é trazido à consulta por apresentar "caroço" na pálpebra superior direita há cerca de duas semanas. A lesão não é dolorosa, mas permanece do mesmo tamanho sem causar desconforto. Já ocorreram anteriormente episódios semelhantes com resolução espontânea. Ao exame, observa-se nódulo firme, indolor, não eritematoso, localizado na margem tarsal da pálpebra superior direita, sem sinais inflamatórios.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o tratamento é
Escolar, cinco anos, é levado à emergência com história de diarreia há dois dias, cinco episódios nas últimas 24 horas, sendo os dois mais recentes com sangue e muco. Hoje ele apresenta febre alta, dor abdominal e dor ao evacuar. Ao exame, hidratado, com queda do estado geral, olhos normais e turgor preservado. Nega doenças anteriores.
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, o antimicrobiano de escolha a ser usado é
Adolescente, previamente saudável, é levado à emergência com dor abdominal em região epigástrica, associada a náuseas e vômitos há dois dias. Ao exame, apresenta dor à palpação epigástrica, sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais revelam níveis de amilase e lipase séricas acima de três vezes o limite superior da normalidade. Ultrassonografia abdominal mostra aumento do volume pancreático e alteração da ecogenicidade. Não há disfunção de órgãos ou complicações locais.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, a conduta em relação à alimentação é
Em consulta de rotina, o pediatra encontra dificuldade para exposição da glande, sem sinais de inflamação. Os responsáveis negam dor, infecção ou sangramento local, mas relatam que o prepúcio permanece estreito desde o nascimento.
Em casos como esse, o tratamento cirúrgico é preferencial quando ocorre
Escolar, masculino, cinco anos, previamente saudável, apresenta início súbito de dor intensa em região inguinal direita, com irradiação para coxa e joelho, dois dias após quadro de infecção respiratória alta. A dor piora com movimentos e o paciente se recusa a deambular. Não há febre, e os exames laboratoriais mostram leucograma e velocidade de hemossedimentação (VHS) normais. Ultrassonografia evidencia aumento do espaço articular do quadril direito por provável derrame articular.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, a conduta imediata é o uso de
Adolescente, 11 anos, apresenta atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e dificuldade alimentar progressiva, sendo a ingestão insuficiente para manter crescimento adequado. Há perda de peso nas últimas semanas. O adolescente permanece longos períodos com o alimento na boca, apresenta engasgos frequentes com saliva e alimentos, e a alimentação oral ultrapassa três horas por dia.
Nesse caso, a alimentação desse adolescente deve ser feita por meio de
Em consulta de puericultura de um pré-escolar de três anos, a mãe refere que seu filho tem estrabismo. O exame físico está normal, porém o pediatra sugere realizar um teste para dirimir a dúvida.
A técnica correta para a realização desse teste exige que a criança
Lactente, 30 dias, é avaliado por apresentar ruído inspiratório intermitente desde os primeiros dias de vida, mais perceptível durante o choro e as mamadas. O som é mais agudo quando o bebê está agitado, deitado de barriga para cima, melhorando quando é colocado de bruços, estando presente até mesmo em repouso. Não há cianose ou pausas respiratórias, dificuldade alimentar ou disfagia.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o diagnóstico poderá ser confirmado por
Escolar, cinco anos, apresenta rigidez muscular em seu lado esquerdo, com dificuldade em controlar os movimentos das mãos e pés, dificuldade em andar (pé direito ligeiramente levantado) e algumas dificuldades de fala. Nasceu prematuro, com 32 semanas de gestação, com baixo peso ao nascer. Aos 6 meses, seus pais notaram atrasos no desenvolvimento motor, como dificuldade de sentar-se e rolar.
Sobre o tratamento da principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar que
Pré-escolar, quatro anos, feminino, apresenta história de dois dias de febre alta, ardência para urinar e aumento da frequência urinária. Exame de urina mostrou leucocitúria e urocultura confirma crescimento de mais de 100.000 UFC/mL de uma única espécie bacteriana. Foi terminado o tratamento com antibióticos e, no momento, o pré-escolar retornou ao ambulatório sem queixas e com exame físico normal.
A investigação diagnóstica por imagem deve ser iniciada por
Lactente, 10 meses de idade, é trazido ao pronto-socorro com história de convulsão na manhã do atendimento. A mãe relata história de febre há cerca de 2 dias (até 39 C), associada a irritabilidade e redução do apetite. Fora avaliado no dia anterior, recebendo diagnóstico de otite média aguda à direita e iniciando amoxicilina (está em uso há cerca de 24 horas) e antipiréticos.
A crise convulsiva desta manhã fora em vigência de febre (38,5 oC) de forma tônico-clônico generalizada, com cianose labial transitória durando cerca de 4 minutos. Não há história prévia de convulsões e mãe nega trauma. A gestação fora sem intercorrências, o desenvolvimento neuropsicomotor está adequado para a idade, sem doenças crônicas conhecidas. Vacinação: esquema vacinal incompleto – recebeu as vacinas do 2º e 4º mês de vida, porém não recebeu as doses previstas para 6 meses (incluindo Haemophilus influenzae tipo b e pneumococo).
Não há história familiar de epilepsia, embora o pai relate ter tido convulsões febris na infância. Ao exame a criança está com o estado geral regular, chorosa e irritada alternando com sonolência leve responsiva a estímulos. Temperatura: 38,3 C; FC: 150 bpm; FR: 34 irpm; SpO₂: 97% em ar ambiente. À exceção da membrana timpânica direita hiperemiada e abaulada, com nível hidroaéreo visível, compatível com otite média purulenta, não há outras alterações semiológicas incluindo o exame neurológico que é compatível com a idade.
Você realiza exames laboratoriais iniciais cujos resultados são: hemograma: Hb 11,5 g/dL; leucócitos 15.800/mm³ (neutrófilos 72%, bastões 5%, linfócitos 20%, monócitos 3%); plaquetas 320.000/mm³ – leucocitose com neutrofilia e discreto desvio à esquerda. Proteína C-reativa (PCR): 8,5 mg/dL (VN < 1,0); Glicemia à admissão: 92 mg/dL. O EAS (urina tipo 1), o Raio X de tórax, os eletrólitos séricos e escórias renais são normais.
A conduta mais adequada neste momento, entre as listadas, é
A conduta imediata baseada na principal hipótese diagnóstica é
Lactente de 7 meses, previamente saudável, apresentou episódios de vômitos intensos cerca de duas horas após se alimentar com arroz há um mês, seguido de palidez cutânea, letargia, hipotonia, diarreia, hipotermia e leve distensão abdominal. Hoje, repetiu o alimento e novamente apresentou os mesmos sintomas. Não há febre, nem sangue nas fezes. Exame físico mostra criança prostrada, com perfusão periférica levemente reduzida e abdome levemente distendido, porém flácido.
Tendo em conta a principal hipótese diagnóstica, o sintoma considerado como critério diagnóstico maior é
Lactente, 2 meses, em aleitamento materno exclusivo, é trazido à consulta de puericultura com história de esforço e choro intenso antes de evacuar, há cerca de duas semanas. Após o esforço, elimina fezes amolecidas sem sangue ou muco. As evacuações ocorrem diariamente, e está se alimentando bem, ganhando peso adequadamente. Exame físico sem alterações.
A principal hipótese diagnóstica é