Questões de Concurso Comentadas sobre pediatria e neonatologia em medicina

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Q3819616 Medicina
Lactente, sexo feminino, nascido com 32 semanas de gestação (idade gestacional corrigida de 4 meses), é levado à consulta de puericultura aos 6 meses de idade cronológica. A mãe relata preocupação porque a bebê ainda não senta sozinha e não balbucia sons como mamama ou bababa. Ela também menciona que a bebê não sorri para estranhos e parece muito quieta. Ao exame físico, o pediatra observa que a lactente mantém a cabeça firme, quando puxada para sentar, rola de barriga para cima para barriga para baixo e estende as mãos para pegar objetos, mas não consegue sentar sem apoio. Ela emite sons vocálicos (“aaaa”, “oooo”) e sorri responsivamente para a mãe, mas não para o pediatra. Não há dismorfias ou achados neurológicos focais.

Considerando os marcos do desenvolvimento neuropsicomotor esperados, os fatores de risco da prematuridade e a importância da vigilância do desenvolvimento, qual a interpretação correta dos achados e a conduta apropriada?
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Q3819615 Medicina
Pré-escolar, com 5 anos de idade é levada, à consulta de puericultura. A mãe relata que, durante um exame de rotina na escola, foi detectado um sopro cardíaco, o que a deixou muito preocupada. A criança é ativa, sem queixas de dispneia, cianose, dor torácica, palpitações ou fadiga. Seu desenvolvimento neuropsicomotor e ponderoestatural são adequados para a idade. Não há histórico familiar de cardiopatias congênitas ou morte súbita. Ao exame físico, o pediatra ausculta um sopro sistólico ejetivo, de intensidade 2+/6+, melhor audível na borda esternal esquerda alta e na região infraclavicular direita. O sopro é musical, de alta frequência, e sua intensidade varia com a posição (diminui quando sentado e aumenta em decúbito dorsal) e com a fase da respiração (diminui na inspiração profunda). As bulhas cardíacas são normofonéticas, sem desdobramentos fixos ou cliques. Pulsos periféricos são amplos e simétricos.

Considerando a semiologia cardíaca pediátrica e os critérios para diferenciação entre sopros inocentes e patológicos, assinale a afirmativa correta.
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Q3819614 Medicina
Um recém-nascido (RN) a termo, com 32 horas de vida, nascido de parto vaginal sem intercorrências, filho de mãe saudável, encontra-se em alojamento conjunto, em aleitamento materno exclusivo e clinicamente assintomático. Como parte da rotina de triagem neonatal, é realizado o teste do coraçãozinho. Os resultados obtidos são os seguintes:

•  Primeira aferição (32 horas de vida):
Saturação de Oxigênio (SpO2 ) na mão direita: 94%
SpO2 no pé esquerdo: 91%
Diferença entre pré e pós-ductal: 3%

• Segunda aferição (após 1 hora da primeira):
SpO2 na mão direita: 93%
SpO2 no pé esquerdo: 89%
Diferença entre pré e pós-ductal: 4%

Considerando as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria para a triagem neonatal por oximetria de pulso para identificação de cardiopatias congênitas críticas (CCC), qual a interpretação correta dos resultados e a conduta subsequente apropriada? 
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Q3819613 Medicina
Escolar, sexo masculino, com 8 anos de idade e diagnóstico de fibrose cística, necessita de vacinação pneumocócica. Ele já recebeu o esquema de rotina com VPC10 na infância.
De acordo com as indicações para vacinação pneumocócica em Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), qual vacina pneumocócica é indicada para esse paciente no CRIE?
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Q3819612 Medicina
Escolar, sexo masculino, com 8 anos de idade, com histórico de leucemia linfoide aguda (LLA) diagnosticada aos 4 anos, foi submetido a um Transplante de células- -tronco hematopoiéticas (TCTH) alogênico (de doador compatível) há 25 meses. Atualmente, está, há 10 meses, sem imunossupressão e sem sinais de doença do enxerto contra o hospedeiro. Os pais o trazem para a consulta de rotina, ansiosos para “colocar em dia” todas as vacinas, especialmente as que foram contraindicadas durante o tratamento e o período inicial pós-TCTH. O paciente encontra-se clinicamente bem, sem febre ou sinais de infecção, e exames recentes mostram contagem de linfócitos CD4 em ascensão e níveis de IgG sérica dentro dos limites normais para a idade.

Considerando as recomendações para vacinação em pacientes pós-TCTH nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), é correto afirmar que a conduta adequada, nesse momento, é
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Q3819611 Medicina
Um lactente vacinado com BCG, há 12 semanas, apresentou uma reação local que evoluiu para uma úlcera com diâmetro de, aproximadamente, 2,5 cm no local da aplicação, que tem durado cerca de 5 semanas. Não há sinais de infecção secundária ou linfadenopatia supurada.

Qual a conduta recomendada para esse evento adverso?
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Q3819610 Medicina
O Brasil, em alinhamento com a estratégia global de erradicação da poliomielite, realizou uma importante mudança em seu calendário vacinal a partir de 2025, suspendendo o uso da vacina oral para poliomielite (VOP) na rotina e passando a utilizar exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP) para o esquema primário e reforços.

Qual o principal motivo para essa transição?
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Q3819609 Medicina
Um pediatra está revisando os resultados da triagem neonatal de um recém-nascido (RN) a termo, do sexo masculino, com 12 dias de vida. O parto foi vaginal, sem intercorrências. A mãe é primípara, sem histórico familiar de doenças genéticas conhecidas, mas teve uma infecção urinária tratada no terceiro trimestre da gestação. O RN está em aleitamento materno exclusivo, com bom ganho ponderal e exame físico atual sem anormalidades. Os resultados da triagem neonatal (coleta no 3o dia de vida) são os seguintes:
Teste da Orelhinha (Emissões Otoacústicas Evocadas – EOAE): Falha no ouvido direito.
Teste do Pezinho:
TSH: 18 mUI/L (valor de corte para RN a termo: < 10 mUI/L). Triagem para Fibrose Cística (IRT): 80 ng/mL (valor de corte: < 60 ng/mL).
Triagem para Hemoglobinopatias: Padrão FA (Hemoglobina F e Hemoglobina A presentes).

Considerando a urgência e a especificidade de cada achado da triagem neonatal, qual a conduta crítica e imediata a ser tomada pelo pediatra para esse RN? 
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Q3819608 Medicina
Recém-nascida (RN), 3 dias de vida, é avaliada em consulta de puericultura. Nascida a termo por parto pélvico, mãe primípara. Ao exame físico, o pediatra observa assimetria discreta das pregas glúteas, mas a abdução dos quadris parece simétrica. O pediatra, com a RN em decúbito dorsal sobre uma superfície firme, com quadris e joelhos fletidos a 90 graus, e pés voltados para si, procede à avaliação da estabilidade dos quadris: com o polegar posicionado na face interna da coxa (trocânter menor) e os dedos na face externa (trocânter maior), o médico realiza um movimento de adução forçada e pressão posterior sobre o fêmur direito. Nesse momento, sente-se uma sensação de deslizamento da cabeça femoral para fora do acetábulo, acompanhada de um discreto “clunk” palpável. Em seguida, o médico mantém os dedos sobre o trocânter maior e o polegar na face interna da coxa. Com o quadril em posição neutra e em leve abdução, ele realiza um movimento de abdução e rotação externa da coxa direita, aplicando uma pressão suave no trocânter maior. Observa-se a reentrada da cabeça femoral no acetábulo, com uma sensação de “click” palpável.

Considerando a técnica, o objetivo e os achados das manobras de avaliação da estabilidade do quadril no RN, qual a interpretação correta desses achados e a conduta subsequente adequada?
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Q3819570 Medicina
O teste isolado mais acurado para o diagnóstico do divertículo de Meckel em crianças é a cintilografia com 
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Q3819060 Medicina

Paciente, 4 anos, sexo masculino, apresenta episódios de aftas, faringite, febre e linfonodopatia cervical recorrentes, a cada 6 semanas, com duração de 4 dias.


Frente à principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.

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Q3819054 Medicina

Criança, 5 anos, sexo masculino, apresenta quadro de crises de tontura, tipo vertigem, que ocorrem sem fatores desencadeantes evidentes ou presença de inflamações/infecções, com duração de 30 minutos, resolução espontânea, sem história de perda de consciência. Durante os episódios, a mãe refere presença de nistagmo e palidez cutânea. Tem audiometria, pedida pelo pediatra, dentro dos limites da normalidade. A irmã mais velha, de 15 anos, tinha enxaqueca e os mesmos sintomas, que desapareceram após os 8 anos de idade.


Qual a principal hipótese diagnóstica?

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Q3819052 Medicina

Criança, 6 anos, sexo feminino, tem prurido nasal, obstrução nasal e coriza frequentes, que pioram em lugares empoeirados. As crises tem duração de 3 dias por semana, durando menos que 4 semanas. A mãe reclama que sua filha fica limpando o nariz e com fungação, constantemente, devido à rinorreia e fica sonolenta durante o dia. Tem RAST positivo para ácaros, poeira e epitélio de gatos.


Frente a esse quadro clínico, a doença é classificada como

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Q3818883 Medicina
Trata-se de contraindicação(ões) formal(is) à amamentação:
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Q3818870 Medicina
Recém-nascido, sexo masculino, idade gestacional de 38 semanas, parto vaginal, líquido amniótico claro. Ao nascimento, está hipoativo e não respira espontaneamente. É colocado em berço aquecido, secado e estimulado, sendo mantido padrão. São iniciados ventilação com pressão positiva e oxigênio em ar ambiente, e, após 30 segundos, apresenta frequência cardíaca de 80 bpm, SatO₂ pré-ductal 78%. O tórax expande-se adequadamente, e o posicionamento da máscara está adequado.

Qual é o próximo passo mais adequado segundo as diretrizes de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)?
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Q3818869 Medicina
Recém-nascido, sexo feminino, 2 dias de vida, foi transferido do alojamento conjunto para a uti neonatal devido a desconforto respiratório iniciado há poucas horas. Trata-se de criança nascida de termo (38 semanas), parto vaginal, Apgar 9/9, sem necessidade de manobras de reanimação.

Na avaliação atual, apresenta cianose central persistente (SatO₂ 82% em ar ambiente), sem desconforto respiratório. Ausculta cardíaca com sopro sistólico e pulsos normais. Saturação pré-ductal: 83%; pós-ductal: 80%.

Gasometria arterial: pO₂ 44 mmHg (referência: > 60 mmHg) após 10 min de oferta de oxigênio a 100%.

Radiografia de tórax: campos bem expandidos, área cardíaca normal.

Quais são o diagnóstico mais provável e a conduta inicial correspondente?
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Q3818868 Medicina
Recém-nascido, sexo masculino, 12 dias de vida, nascido a termo, aleitamento materno exclusivo, está em consulta de rotina. A mãe relata boa sucção e ganho de peso, sem queixas no momento. Mama a cada 3 horas, inclusive na madrugada. Relata diurese clara abundante e evacuações amareladas pastosas de 4 a 5 vezes ao dia.

Ao exame clínico, é notada icterícia visível até joelhos, sem outros achados relevantes.

Colhidos exames laboratoriais, com bilirrubina total: 13,8 mg/dL; bilirrubina indireta: 13,2 mg/dL; bilirrubina direta: 0,6 mg/dL; Coombs direto negativo; reticulócitos 2,0% (referência: 0,5–3%); TSH 2,5 µUI/mL (referência: 0,5–6,0 µUI/mL).

Peso atual 3.380 g (ao nascer 3.250 g).

Qual é a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3818867 Medicina
Recém-nascida, sexo feminino, 15 dias de vida, deu entrada no pronto-socorro por quadro de recusa alimentar, letargia e febre (38,4 °C) iniciados desde ontem. Trata-se de criança nascida a termo, parto vaginal, sem intercorrências perinatais. Ao exame clínico, criança em regular estado geral; descorada 1+/4+; FC: 176 bpm; FR: 58 irpm; SatO₂: 94% em ar ambiente; perfusão periférica lentificada. Observam-se vesículas eritematosas em região periocular e mucosa oral.

É prescrita expansão com 10 mL/kg de soro fisiológico e são colhidos exames complementares com os seguintes achados:  

-  Hemograma: Hb: 13,2 g/dL; Ht: 42%; leucócitos: 25.200/mm³ (8% de bastonetes e 68% de neutrófilos); plaquetas: 128.000/mm³.
-  AST (TGO): 185 U/L; ALT (TGP): 142 U/L; proteína C reativa: 38 mg/L.
-  Glicemia: 66 mg/dL; sódio: 137 mEq/L; potássio: 4,8 mEq/L.
-  Radiografia de tórax sem alterações.
-  Liquor é coletado, e aguarda-se o resultado.

Qual é a conduta mais adequada neste momento?
Alternativas
Q3818864 Medicina
Escolar, sexo masculino, 9 anos de idade, está internado em enfermaria por pneumonia lobar direita, em uso de ceftriaxone endovenoso. No 3o dia de internação, já está afebril há 24 horas, mas evolui com letargia, cefaleia e vômitos.

Ao exame clínico, paciente em regular estado geral, corado, sem sinais de desidratação, mucosas úmidas e pulsos cheios. Sonolento, escala de coma de Glasgow: 14; PA: 90/55 mmHg; FC: 110 bpm; FR 22 irpm; SpO2 : 96% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com discretos estertores em ápice direito, sem sinais de desconforto respiratório. 

Inicialmente, é repetida radiografia de tórax, que demonstra resolução parcial da pneumonia. São colhidos exames laboratoriais com Hb: 10,2 g/dL; Ht: 32%; leucócitos: 12.540; plaquetas: 320.000; proteína C reativa: 42 mg/L (anterior de 124 mg/L).

Sódio: 121 mEq/L; potássio: 4,4 mEq/L; ureia: 32 mg/L; creatinina: 0,52 mg/L.
Gasometria venosa com pH: 7,41; pCO2 : 41 mmHg; bicarbonato: 21 mEq/L.
Glicemia: 88 mg/dL.
Sódio urinário: 42 mEq/L (elevado).

Qual é a conduta hospitalar mais adequada neste momento?
Alternativas
Q3818863 Medicina
Lactente, sexo feminino, 2 meses de idade, com antecedente de prematuridade de 34 semanas, está internada em enfermaria devido a quadro de bronquiolite, com painel respiratório positivo para vírus sincicial respiratório (VSR). Hoje, após 24 horas de internação, a mãe acha que a paciente está mais cansada. Ao exame clínico, paciente está em regular estado geral, letárgica e hipoativa. No exame pulmonar, apresenta sibilos difusos, tiragem subcostal intensa, com balanço de cabeça e gemência expiratória, frequência respiratória de 76 irpm e SatO₂ de 84% em ar ambiente.

É instalado cateter nasal de alto fluxo com 2 L/kg e FiO2 de 60%, com aumento da SatO₂ para 89%; contudo, nota-se que a paciente está fazendo pausas respiratórias de 10 a 15 segundos, com queda de saturação.

Qual é a conduta imediata mais indicada? 
Alternativas
Respostas
2461: B
2462: B
2463: B
2464: C
2465: A
2466: C
2467: C
2468: B
2469: B
2470: D
2471: A
2472: E
2473: C
2474: D
2475: B
2476: A
2477: C
2478: D
2479: A
2480: D