Questões de Concurso
Comentadas sobre oncologia em medicina
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As lesões colposcópicas com bordos irregulares e pouco marcados são sugestivas de alterações de alto grau ou alterações maiores.
A junção escamocolunar é o local de junção do epitélio escamoso ao colunar, cuja localização varia de acordo com a idade da paciente
Diz-se que a colposcopia é insatisfatória quando a junção escamocolunar não pode ser visualizada devido a trauma, inflamação, atrofia ou colo não visível.
Na gestação, ocorrem três fenômenos dinâmicos no colo uterino: gaping, eversão e coming back. O gaping é a dilatação do orifício externo em consequência da ação dos hormônios sexuais sobre a musculatura lisa circular do colo.
O aumento da perfusão sanguínea cervical pode tornar as lesões acetobrancas mais proeminentes, após a aplicação do ácido acético
A poliploidia das células pelo estímulo da progesterona próprio da gravidez (reação de Arias-Stella) pode subestimar anormalidades citológicas associadas com o adenocarcinoma cervical.
Células do sinciciotrofoblasto podem ser confundidas com infecção pelo HPV
Células deciduais em abundância e citotrofoblasto podem mimetizar lesões escamosas de alto grau.
O achado de metaplasia escamosa em colpocitologia requer avaliação colposcópica para descartar processos degenerativos do colo.
São consideradas lesões intraepiteliais de baixo grau: HPV e NIC II.
No Brasil, estão registradas, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária: a vacina quadrivalente contra HPV 6, 11, 16 e 18 e a vacina bivalente contra HPV 16 e 18, sendo ambas indicadas para mulheres com idade de 9 a 26 anos.
O teste de HPV-DNA pode ser utilizado como seguimento após NIC I ou nos casos de colposcopia negativa e diagnóstico de citologia com ASC-US, ASC- H, lesão de baixo grau ou atipias glandulares.
Nas lesões escamosas de baixo grau (NIC I), pode-se indicar o estudo histológico do canal cervical nos casos de persistência do quadro citológico de NIC I em pelo menos duas avaliações, na ausência de lesões na colposcopia ou em caso de colposcopia insatisfatória.
Paciente com citologia NIC I, colposcopia satisfatória, sem lesões ou alterações inflamatórias, pode retornar ao programa de rastreamento habitual.
Paciente com diagnóstico histopatológico de NICII/III após conização, com ou sem margens livres, pode fazer controle citológico e colposcópico a cada 4 meses nos primeiros dois anos. Caso se observe recidiva, deve programar nova conização ou histerectomia.
Paciente que apresenta citologia com achado de NIC II/III, com exame colposcópico insatisfatório, deve ser submetida a conização
As mulheres tratadas por NIC II/III ou câncer permanecem com risco para doença persistente ou recorrente por 20 anos e devem realizar rastreamento anual durante esse período.
Além do HPV 16 e 18, são também considerados como fatores de risco para essa neoplasia: tabagismo, baixa ingestão de vitaminas, iniciação sexual precoce e coinfecção por Chlamydia trachomatis.
Em países desenvolvidos, a sobrevida média estimada em 5 anos varia de 66% a 78%. Nos países em desenvolvimento, os casos são encontrados em estágios relativamente avançados e, em consequência, a sobrevida média é menor (41%) após 5 anos.
O número de casos novos esperados de câncer de colo uterino no Brasil, no ano de 2010, será de cerca de 18.000, com um risco estimado de 18 casos para cada 100 mil mulheres