Questões de Concurso
Comentadas sobre oncologia em medicina
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O atendimento adequado a esse paciente deve oferecer um sistema de suporte que lhe permita viver tão ativamente quanto possível.
Esse paciente tem risco de apresentar quadro clínico de obstrução intestinal com necessidade de intervenção cirúrgica.
O aparecimento das primeiras células neoplásicas não é considerado fator relevante para a categorização do tumor em estágios ou graus.
A fase de iniciação é caracterizada por uma série de mutações genéticas que ocorrem em sequência.
A categorização envolve três fases: iniciação, promoção e progressão.
Tumores borderline de ovário são caracterizados por apresentarem baixo potencial de malignidade e também são conhecidos como carcinoma invasivo de ovário bem diferenciado.
Em mulheres com mais de 50 anos de idade e massa anexial visualizada à ultrassonografia e com dosagem do CA-125 maior que 35 U/mL, a chance de a lesão ser maligna é em torno de 80%.
As neoplasias epiteliais malignas do ovário representam de 85- 90% dos cânceres desse órgão, sendo a maioria das lesões encontradas a partir da segunda década.
O tratamento do carcinoma de endométrio IIB e III incluem histerectomia pélvica com linfadenectomia pélvica e para- aórtica, radioterapia pélvica e braquiterapia. A quimioterapia só é indicada nos pacientes considerados de alto risco.
Em um estudo do GOG (Ginecology Oncology Group), publicado na década de 90 do século passado, no qual 1.180 pacientes com carcinoma de endométrio estágios I e II foram estudados, concluiu-se que os mais importantes fatores de prognóstico nessa doença são o estadiamento e a idade. Mas o tipo histológico, grau de diferenciação do tumor, invasão linfática e raça são também considerados importantes fatores prognósticos.
O conhecimento da drenagem linfática dos carcinomas invasivos da vulva é importante para o planejamento do tratamento cirúrgico desses tumores. Assim, tumores localizados no terço médio de um dos lábios drenam para os linfonodos femurais inguinais bilateralmente.
No estágio IB1 da FIGO, tumores de colo uterino menores que 1 cm são considerados pequenos, portanto com baixo risco de extensão para-cervical microscópica ou metástase linfonodal.
Mutações germinativas em um dos alelos do gene p53 geram indivíduos com a síndrome de Li-Fraumeni, que se caracteriza por uma extrema suscetibilidade a desenvolver uma série de tumores, entre eles carcinomas e sarcomas de diferentes sítios primários.
A p53 encontra-se funcionalmente ativa na maioria dos cânceres e é um dos mais importantes alvos de vírus oncogênicos.
Essa proteína de 53 quilo daltons é uma reguladora transcricional induzida em resposta aos danos ao DNA e pode levar a uma parada no ciclo celular ou induzir apoptose em resposta a hipóxia, onco genes virais, choque térmico e a onco genes celulares ativados.
Os genes supressores de tumor controlam negativamente a proliferação e a sobrevivência celular. Mutações nas funções desses genes contribuem para a gênese do câncer. Entre os principais exemplos de genes supressores de tumor encontram- se o pRb e o p53.
Receptores da tirosina-quinase (RTK) são importantes proteínas transmembrana que contribuem para a função de transdução de sinais do citoplasma para o núcleo das células neoplásicas. Um dos mais conhecidos e estudados RTKs é a família HER, da qual faz parte o EGFR e o cerB-2.
As mutações ativam os proto-oncogenes através de alterações estruturais nas proteínas por eles codificadas. Diferentes tipos de mutações, tais como substituição de bases, deleções e inserções, são capazes de ativar proto-oncogenes. Nos tumores humanos, as deleções são o evento mais comum na geração de cânceres.
Está bem estabelecido que defeitos no mecanismo normal que controla o programa de morte celular (apoptose) ocorrem comumente em muitos cânceres. Nesse processo, a hiperexpressão da proteína BCL-2, um inibidor das caspases, pode afetar a regulação do ciclo celular.
No ciclo celular, os pontos de checagem, necessários para a progressão do ciclo, requerem a ativação de proteínas conhecidas como fatores de crescimento e entre elas podem ser citadas: EGF, VEGF e IGF.