Questões de Concurso
Comentadas sobre oncologia em medicina
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A ocorrência da forma clínica lentiginosa acral tem relação tanto com a radiação ultravioleta quanto com o trauma mecânico pela falta de uso de calçados.
O melanoma ocorre igualmente em indivíduos de raça negra e indivíduos de pele clara que têm hábitos de exposição frequente aos raios ultravioleta.
O risco relativo de desenvolvimento de melanoma em indivíduos com parente de primeiro grau portador da doença é cerca de duas a três vezes maior que o de pessoas sem história familiar para esse tumor.
Os adenocarcinomas sebáceos, cujas localizações mais frequentes são na face e no couro cabeludo, são mais agressivos que os adenocarcinomas sudoríparos por apresentarem metástases precocemente.
A confirmação da origem écrina dos adenocarcinomas sudoríparos é dada pela presença de amilofosforilase e succinodesidrogenase e grânulos PAS+ resistentes às enzimas.
Carcinomas basocelulares de longa duração não tratados ou tratados de forma inadequada podem invadir tecidos adjacentes.
A etiopatogenia do carcinoma basocelular está associada a: exposição solar, tabagismo, irradiação radioterápica e absorção de compostos de arsênico e chumbo.
A síndrome do nevo basocelular é caracterizada pelo surgimento de múltiplos epiteliomas basocelulares de maneira contínua nas áreas expostas do tegumento.
A cirurgia micrográfica de Mohs confere segurança quanto à retirada completa do tumor e à preservação de tecido normal.
A forma terebrante do carcinoma basocelular resulta do acometimento de órgãos linfáticos e da gênese de microcirculação na área do tumor.
Entre os tipos clínicos, o carcinoma basocelular superficial ou pagetoide faz diagnóstico diferencial com psoríase, doença de Bowen e lúpus eritematoso.
O carcinoma basocelular é um tumor nevoide capaz de originar-se de células basais da epiderme e de diferentes partes do aparelho folicular.
Caso ocorra uma perfuração extraperitoneal extensa ou uma perfuração intraperitoneal, não haverá indicação de medidas conservadoras como sondagem vesical, antibioticoterapia e drenagem percutânea.
A instilação pós-operatória imediata de agentes quimioterápicos como a mitomicina C (40 mg em 40 mL de SF 0,9% em 01 hora), reduz em cerca de 20% as recorrências tumorais.
Na presença de ao menos uma das seguintes situações, é imperativa a realização de uma re-RTU entre 4 a 6 semanas: ressecção incompleta, tumor acima de 3 cm, tumores múltiplos, tumor de alto grau, pT1, Cis, ausência de muscular na biópsia.
Até 10% dos pacientes submetidos a cistectomia radical não apresentam lesão residual após uma RTU bem realizada, mas o prognóstico dos pacientes pT0 é semelhante ao daqueles nos quais a RTU foi incompleta.
A RTU de tumores localizados na parede lateral pode causar estímulo do nervo obturador e consequente perfuração vesical; a anestesia geral com agentes paralisantes deve ser empregada nessa situação.
Há dados consistentes que demonstram a eficácia da ultrassonografia focal de alta intensidade no tratamento de pequenos tumores renais.
Os exames de imagem CT ou RNM realizados no sexto mês após a crioablação devem mostrar ausência de lesão tumoral; caso tenha ocorrido somente redução nas dimensões da lesão, ou se houver captação residual do contraste, haverá indicação de nefrectomia parcial.
A necrose de coagulação causada pela crioablação decorre da formação de cristais de gelo intracelular e rotura da membrana citoplasmática; da formação de gelo extracelular, causando mudança do pH e destruição proteica, e da lesão endotelial, acarretando trombose vascular.