Questões de Concurso Comentadas sobre médico da família em medicina

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Q3945339 Medicina
Caso hipotético: um homem de 34 anos procura a Atenção Primária à Saúde (APS) com quadro de febre alta há 3 dias, cefaleia intensa, dor retro-orbitária, náuseas e exantema discreto no tronco. Relata que a esposa teve diagnóstico confirmado de dengue há uma semana. Ao exame: PA 110/70 mmHg, FC 96 bpm, TRC < 2 s, sem sangramentos aparentes. Refere dor abdominal leve, porém sem sinais de irritação peritoneal. O hemograma realizado hoje mostra:

Hematócrito 47% (aumento de 20% em relação ao basal registrado há 6 meses)
Plaquetas 135.000/mm³
Leucócitos 4.000/mm³

Considerando o manejo na Atenção Primária e a classificação de risco atual da dengue segundo o Ministério da Saúde, qual é a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3945337 Medicina
Caso hipotético: homem de 54 anos, IMC 31 kg/m², pressão 128/82 mmHg, sem comorbidades conhecidas. Apresenta glicemia de jejum 152 mg/dL em duas ocasiões e HbA1c 7,4%. Nega sintomas clássicos de polifagia, poliúria ou polidipsia. Função renal normal (TFG 92 mL/min).

Considerando as recomendações atuais para manejo inicial do diabetes tipo 2 na Atenção Primária à Saúde (APS), qual é a conduta mais apropriada? 
Alternativas
Q3945336 Medicina
Caso hipotético: homem de 29 anos relata sangramento vermelho vivo ao evacuar, com dor anal aguda. Sem perda ponderal, febre, alteração do hábito intestinal ou história familiar relevante para neoplasia. Ao exame: fissura anal posterior.

Diante do quadro, a conduta inicial mais adequada no contexto de Atenção Primária à Saúde (APS) é: 
Alternativas
Q3945335 Medicina
Caso hipotético: homem de 47 anos apresenta dor torácica mal definida, sem irradiação, desencadeada por estresse emocional após morte de familiar e sem relação com esforço físico. Nega quadro prévio. Sedentário, porém eutrófico. Sem fatores de risco significativos. Exame físico e ECG basal normais realizados na última semana, após início do quadro. Nega acompanhamento médico regular.

Qual a conduta adequada segundo abordagem inicial de risco na Atenção Primária à Saúde (APS)?
Alternativas
Q3945334 Medicina
Caso hipotético: homem de 58 anos, com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e obesidade, apresenta dor intensa e súbita em 1º pododáctilo direito, com importante rubor e edema. O quadro iniciou há 12 horas. Usa diurético tiazídico.

Qual a conduta inicial mais adequada na Atenção Primária à Saúde (APS)?
Alternativas
Q3945333 Medicina
Caso hipotético: mulher de 32 anos procura a Atenção Primária à Saúde (APS) relatando dor torácica leve a moderada, palpitações e sensação de falta de ar há 3 meses. Exames prévios (ECG, radiografia de tórax, hemograma, eletrólitos, TSH) foram normais. Ela descreve piora dos sintomas em situações de conflito familiar e refere múltiplas consultas médicas anteriores. Nega perda ponderal, síncope, febre ou uso de drogas.

Considerando o manejo de sintomas somáticos persistentes e sem explicação médica orgânica evidente no atendimento, qual a condução mais adequada? 
Alternativas
Q3943817 Medicina
Sabe-se que muitos medicamentos de uso contínuo para o tratamento do diabetes mellitus ainda não estão disponíveis pelo SUS. Sobre a prescrição de medicamentos, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3937990 Medicina
Os princípios do atendimento clínico envolvem etapas fundamentais como anamnese, raciocínio diagnóstico e orientação ao paciente.
Considerando esses aspectos, assinale a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3937981 Medicina
A identificação de situações de risco individual, familiar e coletivo é fundamental para o planejamento de ações em saúde, especialmente na atenção primária.
Analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para VERDADEIRO e (F) PARA FALSO:
( ) Situações de risco individual incluem condições clínicas, comportamentais e biológicas que aumentam a probabilidade de adoecimento.
( ) O risco familiar pode estar relacionado a fatores como vulnerabilidade social, dinâmica familiar e presença de doenças crônicas entre os membros.
( ) O risco coletivo refere-se exclusivamente à ocorrência de doenças transmissíveis em grandes populações.
( ) A identificação de riscos deve considerar determinantes sociais da saúde, como renda, escolaridade e condições de moradia.
Assinale a sequência CORRETA:
Alternativas
Q3923950 Medicina
Um adolescente de 15 anos com diagnóstico de asma desde a infância procura a unidade de saúde por piora do controle nos últimos três meses. Relata sintomas diurnos 4 vezes por semana, despertares noturnos semanais e uso de salbutamol de alívio quase diariamente. Nega internações recentes.
Em uso atual:
● Salbutamol spray sob demanda
● Budesonida inalatório em baixa dose irregular (refere esquecer doses)
Exame físico: sibilos expiratórios difusos, sem sinais de gravidade. Saturação 97% em ar ambiente.
Considerando as diretrizes atuais de manejo da asma em adolescentes, qual é a melhor estratégia terapêutica para controle da doença neste momento?
Alternativas
Q3923948 Medicina
Lucas, 10 anos, mora com a mãe e dois irmãos em uma comunidade urbana de baixa renda. A mãe, trabalhadora informal, relata rotina alimentar marcada por consumo elevado de alimentos ultraprocessados, devido à praticidade e ao preço mais acessível. Na escola, Lucas evita atividades físicas, prefere jogos eletrônicos e costuma consumir refrigerante diariamente. Na avaliação antropométrica: IMC > P97 para idade e sexo; PA no percentil 90. Exames laboratoriais mostram triglicerídeos e LDL-colesterol elevados.
Considerando os determinantes sociais da saúde, o Guia Alimentar da População Brasileira e as diretrizes da SBP, qual a conduta mais adequada para o manejo inicial deste paciente?
Alternativas
Q3923947 Medicina
Raimunda, 62 anos, costureira aposentada, é acompanhada pelo médico de família há 2 anos por dor crônica generalizada, sem diagnóstico definido. Fez múltiplas consultas com ortopedistas e neurologistas. Possui uma pasta com “todos os exames possíveis” — todos sem alterações relevantes. Relata que “a dor anda pelo corpo” e que os médicos anteriores “nunca acreditaram em mim”. Dorme mal, sente-se cansada e ansiosa, e expressa sentimento de desesperança. Atualmente, usa quatro medicações: relaxante muscular, analgésico, antidepressivo tricíclico e benzodiazepínico, todos prescritos por diferentes profissionais. Durante a consulta, solicita encaminhamento para “fazer uma ressonância da cabeça e coluna inteira, porque deve ter algo grave escondido”.
Considerando os princípios da Atenção Primária e da Prevenção Quaternária, a melhor conduta seria: 
Alternativas
Q3923946 Medicina
Ana, 16 anos, estudante do ensino médio, apresenta preocupação excessiva com o peso e o formato do corpo. Recentemente, começou a restringir alimentos, a se pesar várias vezes ao dia e a evitar refeições com familiares. Nas últimas semanas, perdeu cerca de 6 kg, está frequentemente cansada e apresenta irritabilidade. Sua mãe relata que Ana passa horas se exercitando e que já se recusou a comer em eventos sociais.
Qual abordagem inicial mais adequada para Ana na atenção primária à saúde? 
Alternativas
Q3923945 Medicina
Joana, 58 anos, agricultora, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor lombar há 8 meses, sem trauma desencadeante. Refere piora ao esforço, sem irradiação, e leve melhora com repouso. Já fez uso intermitente de anti-inflamatórios, com alívio temporário. Nega sintomas neurológicos, perda de peso ou febre. Durante a consulta, relata tristeza, dificuldade para dormir e que “a dor tirou seu ânimo de viver e trabalhar”.
Ao exame: bom estado geral, sem sinais de alarme, força e sensibilidade preservadas, leve contratura paravertebral lombar.
Considerando os princípios da APS e a abordagem da dor crônica lombar inespecífica, a conduta mais adequada é:
Alternativas
Q3923943 Medicina
Dona Severina, 82 anos, portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e insuficiência cardíaca congestiva, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família. Em visita domiciliar, relata:
“Não quero ser entubada, doutor(a). Quero ficar em casa e partir com dignidade, se chegar a minha hora. Mas quero que tentem me aliviar, não quero morrer com dor.”
Dias depois, durante intercorrência respiratória aguda, o filho mais velho, muito emocionado, suplica:
“Por favor, leve minha mãe pro hospital e façam tudo o que for possível, mesmo que precise de aparelhos.”
A paciente encontra-se consciente, orientada, dispneica, mas comunicando suas preferências de forma consistente.
Nessa situação, com base nos fundamentos éticos e legais das diretivas antecipadas de vontade no Brasil, a conduta médica mais adequada é:
Alternativas
Q3923942 Medicina
A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Souza, residente em uma comunidade urbana com alto índice de doenças crônicas e baixa adesão ao tratamento.
● Pai (68 anos): hipertenso há 15 anos, diabético tipo 2, insuficiência renal leve, faz uso diário de hidroclorotiazida, metformina, estatina e AAS; apresenta PA de 155/100 mmHg; relata esquecimento frequente da medicação e sintomas leves de hipotensão ocasional.
● Mãe (65 anos): hipertensa controlada com IECA, PA 140/80 mmHg, mas com histórico de tosse persistente e artrite, usando analgésicos esporadicamente.
● Filho (35 anos): saudável, mas envolvido no cuidado da família.
Durante visitas domiciliares, a equipe identifica:
● Uso simultâneo de múltiplos medicamentos (polifarmácia) com risco de interações e eventos adversos;
● Dificuldade da família em organizar horários e adesão às medicações;
●Necessidade de orientação sobre riscos, monitoramento e ajuste terapêutico, integrando MCCP, EPS e coordenação multiprofissional.
Considerando diretrizes atuais de tratamento da HAS, MCCP, abordagem familiar, EPS e polifarmácia na APS, qual deverá ser a conduta mais adequada para esta família? 
Alternativas
Q3923941 Medicina
José, 74 anos, portador de insuficiência cardíaca avançada (FEVE = 25%) e DPOC grave, é acompanhado pela equipe de Saúde da Família em regime de cuidado paliativo domiciliar. Nos últimos dias, evoluiu com dispneia intensa em repouso, edema de membros inferiores e insônia devido à falta de ar.
A esposa relata grande sofrimento emocional e pergunta à médica:
“Doutora, ele vai morrer sufocado? Não tem algo mais forte pra ele dormir tranquilo até o fim?”
Na consulta, o paciente encontra-se consciente, orientado, com FR = 25 irpm, saturação = 92% em ar ambiente, uso de musculatura acessória. Diz:
“Não quero mais ser internado, só quero descansar em casa.”
Considerando princípios éticos, clínicos e legais no cuidado paliativo domiciliar, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3923940 Medicina
A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Ferreira, residente em uma comunidade urbana de alta vulnerabilidade social, marcada por alagamentos frequentes, acúmulo de lixo e casas com ventilação precária.
Durante visitas domiciliares, a equipe observa:
● Mãe (36 anos): tosse persistente há 2 semanas, febre baixa e cansaço;
● Filho adolescente (15 anos): febre, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo;
● Filha (10 anos): febre leve e dor muscular;
● Avó (65 anos): hipertensa, com histórico prévio de tuberculose tratada;
● Condições ambientais: água parada, lixo próximo às casas, risco de proliferação de roedores e mosquitos Aedes aegypti;
● Família: pouco conhecimento sobre prevenção, medo de doenças e dificuldades de adesão a tratamentos.
Considerando MCCP, abordagem familiar, Educação Popular em Saúde (EPS), vigilância em saúde e coordenação multiprofissional, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3923937 Medicina
Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha mulheres de uma comunidade urbana com baixa adesão a exames preventivos e barreiras socioeconômicas significativas, incluindo dificuldade de acesso a serviços de imagem. Durante consultas de rotina, a equipe percebe que algumas mulheres têm histórico familiar positivo para câncer de mama, enquanto outras apresentam fatores de risco como obesidade, tabagismo e uso prolongado de anticoncepcionais orais.
Considerando as diretrizes atuais de rastreamento do câncer de mama, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3923936 Medicina
Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Costa, residente em uma comunidade de baixa renda com histórico recente de surtos de dengue e diarreia, associada a condições precárias de saneamento e vulnerabilidade social:
● Mãe (30 anos): diabética tipo 2, gestante de 26 semanas, sobrecarga de cuidados familiares.
● Pai (33 anos): hipertenso, com baixa adesão ao tratamento.
● Filho (15 anos): obesidade e sintomas de ansiedade.
● Filha (12 anos): anemia ferropriva e baixa adesão a vacinação.
● Avó (62 anos): hipertensa, artrose avançada, mobilidade reduzida.
Durante visita domiciliar, a equipe identifica:
● Acúmulo de lixo e água parada, favorecendo proliferação do mosquito Aedes aegypti;
● Baixa compreensão da família sobre prevenção de doenças transmitidas por água e vetores;
● Conflitos familiares e sobrecarga da mãe;
● Dificuldade de adesão a tratamentos e hábitos preventivos;
● Vulnerabilidade socioeconômica severa, com insegurança alimentar.
Diante desse cenário, considerando MCCP, abordagem familiar, EPS, vigilância em saúde e coordenação multiprofissional, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
261: D
262: B
263: E
264: B
265: D
266: E
267: D
268: C
269: C
270: A
271: B
272: D
273: A
274: D
275: D
276: C
277: D
278: A
279: A
280: B