Questões de Concurso
Comentadas sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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Paciente com citologia NIC I, colposcopia satisfatória, sem lesões ou alterações inflamatórias, pode retornar ao programa de rastreamento habitual.
Paciente com diagnóstico histopatológico de NICII/III após conização, com ou sem margens livres, pode fazer controle citológico e colposcópico a cada 4 meses nos primeiros dois anos. Caso se observe recidiva, deve programar nova conização ou histerectomia.
Paciente que apresenta citologia com achado de NIC II/III, com exame colposcópico insatisfatório, deve ser submetida a conização
As mulheres tratadas por NIC II/III ou câncer permanecem com risco para doença persistente ou recorrente por 20 anos e devem realizar rastreamento anual durante esse período.
As mulheres portadoras do vírus HIV devem realizar citologia semestral no primeiro ano após o diagnóstico e depois anual, caso as anteriores estejam normais.
O rastreamento deve ser iniciado aos 21 anos, independentemente da idade de início da atividade sexual.
Além do HPV 16 e 18, são também considerados como fatores de risco para essa neoplasia: tabagismo, baixa ingestão de vitaminas, iniciação sexual precoce e coinfecção por Chlamydia trachomatis.
Toda lesão vulvar verrucosa confluente requer biópsia antes do início do tratamento clínico ou ablasivo.
Quando se detecta câncer cervical invasivo após histerectomia simples, indica-se a reoperação, particularmente em pacientes com margens cirúrgicas positivas ou doença residual.
Pacientes com tumor trofoblástico persistente, independentemente de sua resposta à quimioterapia, devem evitar gestações futuras, devido à alta probabilidade de complicações maternofetais graves.
O tumor trofoblástico placentário consiste predominantemente de células sinciciotrofoblásticas e citotrofoblásticas, cursa com nível elevado de gonadotrofina coriônica humana e responde muito bem ao tratamento quimioterápico.
Pacientes na menacma com massa anexial móvel, cística em sua maior parte, unilateral e com contornos regulares podem ser acompanhadas por um período de dois a três meses.
O CA 125 e a ultrassonografia transvaginal com doppler colorido, principalmente na menacma, são exames que, por sua sensibilidade e especificidade, são bons do ponto de vista custo-benefício e devem fazer parte da rotina de rastreamento do câncer ovariano.
O uso de contraceptivos orais reduz o risco de câncer epitelial de ovários e tem sido recomendado em certas populações de alto risco, como mulheres com mutações de BRCA1 e BRCA2.
Entre os vários tipos histológicos de carcinoma ovariano epitelial, o carcinoma de células claras é o de melhor prognóstico
A histerectomia radical, com ressecção do paramétrio e da parte superior da vagina e linfanectomia pélvica bilateral, aumenta a sobrevida de pacientes com doença em estágio clínico 1 (segundo a FIGO), em comparação com técnicas cirúrgicas conservadoras, como a histerectomia extrafascial e a salpingo-ooforectomia bilateral isolada.
A maioria das pacientes com câncer endometrial deve ser submetida a estadiamento cirúrgico com base no sistema FIGO.
O carcinoma endometrial papilar seroso, que acomete principalmente mulheres na menacma, costuma limitar-se a pólipos endometriais e é de prognóstico favorável.
O sinal de alerta mais comum do carcinoma endometrial é o sangramento uterino anormal.
O uso prolongado de anticoncepcional oral combinado é um dos principais fatores de risco de câncer endometrial.