Questões de Concurso
Comentadas sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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I. O primeiro passo na investigação é a dosagem sérica de FSH, TSH e prolactina.
II. Em pacientes com dosagens hormonais iniciais normais, o teste da progesterona permite avaliar a presença de estrogênio endógeno e a integridade do trato de saída.
III. Um teste de estrogênio + progesterona negativo sugere causa estrutural, sendo a síndrome de Asherman a etiologia mais frequente.
IV. Na presença de níveis baixos ou normais de FSH, devem ser investigadas causas hipotalâmicas ou hipofisárias, sendo a ressonância magnética de sela túrcica o exame de escolha.
Quais estão corretas?
I. O GnRH é um hormônio produzido no hipotálamo e secretado de forma pulsátil, sendo essencial para a liberação de LH e FSH pela adeno-hipófise.
II. No modelo das duas células e duas gonadotrofinas, o LH atua predominantemente nas células da teca estimulando a produção de andrógenos a partir do colesterol, enquanto o FSH atua nas células da granulosa promovendo a aromatização desses andrógenos em estrogênios.
III. Na fase folicular do ciclo menstrual, o endométrio encontra-se em fase proliferativa, enquanto o muco cervical torna-se espesso e escasso, dificultando a ascensão dos espermatozoides.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Mulher de 35 anos, com diagnóstico prévio de lúpus eritematoso sistêmico controlado com hidroxicloroquina, foi ao ambulatório de reumatologia relatando histórico de três abortos espontâneos antes da 12ª semana nos últimos quatro anos. Atualmente está assintomática, mas expressa o desejo de engravidar novamente nos próximos meses. Exames confirmaram positividade para anticorpo anticardiolipina IgG, anticoagulante lúpico e anti-beta2- glicoproteína I, repetidos e positivos em dois exames com intervalo maior que 12 semanas.
Qual é a conduta profilática mais adequada para a próxima gestação?
Mulher de 25 anos com queixas de ardência em região genital há 10 dias. O exame ginecológico revelou lesões vulvares com características pleomórficas, ora vesículas ora úlceras, com hiperemia intensa, no entanto, sem secreções.
No cenário acima, qual o diagnóstico mais provável?
Paciente de 30 anos, G2P2 (vaginais), assintomática, veio para avaliar exames preventivos para câncer de colo uterino. Realizou um DNA-HPV que não detectou formas virais.
Considerando o cenário acima, assinale a alternativa CORRETA.
Diante de um quadro de intoxicação por sulfato de magnésio (MgSO4) realizado em gestante na 31ª semana de gravidez para neuroproteção fetal, sem diagnóstico de pré-eclâmpsia.
Assinale a alternativa que representa a conduta inicial CORRETA, diante de um quadro sugestivo de intoxicação pelo magnésio.
Paciente 26 anos, na 30ª semana, secundigesta e um aborto anterior, chega na emergência obstétrica referindo perda de líquido há 19 horas. Após anamnese detalhada do médico assistente, paciente refere que a perda foi súbita de um líquido transparente, cheirando a água sanitária, escorrendo pelas pernas e se acumulando do chão. Negava outras queixas. Ao exame clínico, temperatura axilar de 36,5oC e frequência cardíaca materna de 80 bpm. Ao exame obstétrico: dinâmica uterina ausente, toque vaginal não realizado e ausente líquido amniótico pelo exame especular e manobra de valsava. Realizada ultrassonografia a qual foi normal (líquido amniótico e vitalidade fetal).
Assinale a alternativa que NÃO complementará o diagnóstico baseado nas evidências.
Qual a hipótese diagnóstica e a conduta provavelmente CORRETAS?
Paciente 21 anos, primigesta, na 30ª semana de gravidez e assintomática. Veio à emergência trazendo uma ultrassonografia referindo um achado ultrassonográfico de partículas ou material ecogênico (denso) suspenso no líquido amniótico, próximo ao orifício interno do colo do útero e mensuração do colo uterino de 3,0 cm. Ela foi encaminhada pelo ultrassonografista, pois deveria procurar uma emergência.
Baseando-se nas recomendações atuais, assinale a alternativa CORRETA.
Paciente 33 anos, tercigesta, secundípara (partos prematuros), na 33ª semana de gravidez e chegou à emergência obstétrica referindo dor em baixo ventre. Questionou-se sobre os partos anteriores: o 1º não sabe o motivo e idade gestacional exata, mas informa que chegou ao hospital com 5 cm de dilatação, por via vaginal, sem intercorrências no pré-natal; e o 2º parto foi de uma gestação gemelar; os bebês entraram em sofrimento, sendo preciso realizar uma cesariana de urgência; não estava em trabalho de parto e ambos apresentaram desconforto respiratório, um chegou a ficar no tubo por três dias e o outro só com uma “máscara”. Peso ao nascer: 2.020g (1ª gestação) e 1.050g/1.930g (2ª gestação)
Avaliando os antecedentes obstétricos descritos, assinale a alternativa CORRETA.
Primeiro dia da última menstruação: 16 de agosto de 2025. Último dia da última menstruação: 19 de agosto de 2025. Data da última ovulação: 30 de agosto de 2025. Data da 1ª ultrassonografia: 27 de setembro de 2025 (calculada pelo diâmetro médio do saco gestacional – 4 semanas). Data da 2ª ultrassonografia: 31 de outubro de 2025 (IG: calculada pela média do diâmetro biparietal, circunferência abdominal e comprimento do fêmur – 11 semanas). Data da 3ª ultrassonografia: 13 de novembro de 2025 (IG: calculada pelo comprimento céfalo-nadegas – 14 semanas). Data da 4ª ultrassonografia: 06 de dezembro de 2025 (IG: 17 semanas).
Diante desses dados, qual a idade gestacional CORRETA para acompanhamento da gravidez, no dia da consulta de pré-natal?