Questões de Concurso
Comentadas sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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O aumento da perfusão sanguínea cervical pode tornar as lesões acetobrancas mais proeminentes, após a aplicação do ácido acético
A poliploidia das células pelo estímulo da progesterona próprio da gravidez (reação de Arias-Stella) pode subestimar anormalidades citológicas associadas com o adenocarcinoma cervical.
Células do sinciciotrofoblasto podem ser confundidas com infecção pelo HPV
Células deciduais em abundância e citotrofoblasto podem mimetizar lesões escamosas de alto grau.
O achado de metaplasia escamosa em colpocitologia requer avaliação colposcópica para descartar processos degenerativos do colo.
São consideradas lesões intraepiteliais de baixo grau: HPV e NIC II.
No Brasil, estão registradas, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária: a vacina quadrivalente contra HPV 6, 11, 16 e 18 e a vacina bivalente contra HPV 16 e 18, sendo ambas indicadas para mulheres com idade de 9 a 26 anos.
O teste de HPV-DNA pode ser utilizado como seguimento após NIC I ou nos casos de colposcopia negativa e diagnóstico de citologia com ASC-US, ASC- H, lesão de baixo grau ou atipias glandulares.
Nas lesões escamosas de baixo grau (NIC I), pode-se indicar o estudo histológico do canal cervical nos casos de persistência do quadro citológico de NIC I em pelo menos duas avaliações, na ausência de lesões na colposcopia ou em caso de colposcopia insatisfatória.
Paciente com citologia NIC I, colposcopia satisfatória, sem lesões ou alterações inflamatórias, pode retornar ao programa de rastreamento habitual.
Paciente com diagnóstico histopatológico de NICII/III após conização, com ou sem margens livres, pode fazer controle citológico e colposcópico a cada 4 meses nos primeiros dois anos. Caso se observe recidiva, deve programar nova conização ou histerectomia.
Paciente que apresenta citologia com achado de NIC II/III, com exame colposcópico insatisfatório, deve ser submetida a conização
As mulheres tratadas por NIC II/III ou câncer permanecem com risco para doença persistente ou recorrente por 20 anos e devem realizar rastreamento anual durante esse período.
As mulheres portadoras do vírus HIV devem realizar citologia semestral no primeiro ano após o diagnóstico e depois anual, caso as anteriores estejam normais.
O rastreamento deve ser iniciado aos 21 anos, independentemente da idade de início da atividade sexual.
Além do HPV 16 e 18, são também considerados como fatores de risco para essa neoplasia: tabagismo, baixa ingestão de vitaminas, iniciação sexual precoce e coinfecção por Chlamydia trachomatis.
Toda lesão vulvar verrucosa confluente requer biópsia antes do início do tratamento clínico ou ablasivo.
Quando se detecta câncer cervical invasivo após histerectomia simples, indica-se a reoperação, particularmente em pacientes com margens cirúrgicas positivas ou doença residual.
Pacientes com tumor trofoblástico persistente, independentemente de sua resposta à quimioterapia, devem evitar gestações futuras, devido à alta probabilidade de complicações maternofetais graves.
O tumor trofoblástico placentário consiste predominantemente de células sinciciotrofoblásticas e citotrofoblásticas, cursa com nível elevado de gonadotrofina coriônica humana e responde muito bem ao tratamento quimioterápico.