Questões de Concurso
Comentadas sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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Com referência a neoplasia trofoblástica gestacional e seu prognóstico de cura, julgue o item que se segue.
No caso de mulheres submetidas ao esvaziamento molar
da cavidade uterina, o melhor prognóstico de cura dessa
neoplasia consiste em monitoramento semanal da subunidade
beta da gonadotrofina coriônica humana (BHCG), até
a normalização dos valores com três medidas consecutivas.
Com referência a neoplasia trofoblástica gestacional e seu prognóstico de cura, julgue o item que se segue.
As primeiras manifestações clínicas do coriocarcinoma,
cuja origem se deve, em cerca de 50% dos casos,
à malignização da mola hidatiforme, podem ser as metástases
pulmonares ou cerebrais.
Aproximadamente 30% das mulheres da América do Norte e da Europa que estão na pós-menopausa têm osteoporose. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu critérios para diagnóstico devido à alta prevalência mundial dessa doença e o risco aumentado de fratura nas pessoas por ela acometidas. A propósito desse assunto, julgue o item a seguir.
O DXA (dual-energy X-ray absorptiometry) é considerado
exame padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose,
sendo confirmado o diagnóstico por valor do escore T igual
ou abaixo de !2,5. Quando associada a fratura por fragilidade,
a osteoporose classifica-se, segundo a OMS, como
osteoporose estabelecida.
Aproximadamente 30% das mulheres da América do Norte e da Europa que estão na pós-menopausa têm osteoporose. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu critérios para diagnóstico devido à alta prevalência mundial dessa doença e o risco aumentado de fratura nas pessoas por ela acometidas. A propósito desse assunto, julgue o item a seguir.
Como abordagem para o tratamento de osteoporose no período
da menopausa, a estrogenioterapia é considerada melhor
terapêutica que a recomendação preventiva da prática
de exercícios de resistência e do tratamento das deficiências
de vitamina D e cálcio.
Uma mulher de 40 anos de idade, nuligesta, apresenta dor hipogástrica, contínua e insidiosa há 7 meses; atualmente, a dor é de intensidade moderada. Ela deseja engravidar; contudo, apesar de ter relações sexuais frequentes há 3 anos e de não usar método contraceptivo, ainda não teve êxito.
Com relação a esse caso clínico e a aspectos a ele relacionados, julgue o item que se segue.
Na pesquisa de causas para o problema apresentado pela
paciente, pode ser avaliada a sua reserva folicular por
ultrassonografia pélvica transvaginal entre o terceiro e o quinto
dia da menstruação. A contagem de 5 folículos antrais
é tranquilizadora, pois representa alta reserva folicular.
Uma mulher de 40 anos de idade, nuligesta, apresenta dor hipogástrica, contínua e insidiosa há 7 meses; atualmente, a dor é de intensidade moderada. Ela deseja engravidar; contudo, apesar de ter relações sexuais frequentes há 3 anos e de não usar método contraceptivo, ainda não teve êxito.
Com relação a esse caso clínico e a aspectos a ele relacionados, julgue o item que se segue.
Na busca de solução para a infertilidade da referida mulher,
o profissional poderá avaliar a permeabilidade tubária pela
histerossalpingografia ou histerossonografia; entretanto,
o padrão-ouro é a videolaparoscopia com cromotubagem,
exame que permite diagnosticar e tratar aderências, focos
de endometriose e outros problemas.
Uma mulher de 40 anos de idade, nuligesta, apresenta dor hipogástrica, contínua e insidiosa há 7 meses; atualmente, a dor é de intensidade moderada. Ela deseja engravidar; contudo, apesar de ter relações sexuais frequentes há 3 anos e de não usar método contraceptivo, ainda não teve êxito. Com relação a esse caso clínico e a aspectos a ele relacionados, julgue o item que se segue.
Uma possível causa da dificuldade da paciente de engravidar
é a presença de Chlamydia trachomatis, agente etiológico
comum da doença inflamatória pélvica crônica. Uma das
indicações de tratamento para essa doença é doxiciclina em
dosagem de 100 mg de 12 em 12 horas por 14 dias, via oral,
e, caso o PCR de urina da paciente acuse a presença da
bactéria Neisseria gonorrhoeae, convém associar ceftriaxona
500 mg, via intramuscular.
A respeito de infecções de transmissão sexual e(ou) de vaginites infecciosas, julgue o seguinte item.
Situação hipotética: Uma jovem com dezenove anos de idade,
não gestante, sem alergias, compareceu a consulta ambulatorial
e referiu que, há sessenta dias, havia apresentado lesão
ulcerada genital, dolorosa, com bordos endurecidos e fundo
limpo, mas que depois havia desaparecido sem deixar cicatriz.
O resultado de FTA-ABS (fluorescente treponemal antibody
absorbed), realizado há dez dias, foi positivo. No exame físico,
a paciente apresentava lesões papulosas palmoplantares, placas
mucosas, linfadenopatia generalizada e condilomas planos.
Assertiva: Nessa situação, deve-se instituir tratamento com
penicilina G benzatina 7.200.000 UI, por via intramuscular,
em três doses de 2.400.000 UI.
A respeito de infecções de transmissão sexual e(ou) de vaginites infecciosas, julgue o seguinte item.
Situação hipotética: Uma mulher de quarenta e dois anos de idade, não gestante, compareceu ao ambulatório com quadro de corrimento transvaginal. No exame ginecológico, notou-se corrimento de odor fétido, acinzentado, pouco bolhoso, aderido às paredes vaginais, porém fino, com teste de Whiff positivo, PH vaginal > 4,5 e com clue cells na avaliação microscópica.
Assertiva: Nessa situação, o diagnóstico mais provável é de tricomoníase vaginal, e o tratamento, obrigatório também para o parceiro, deve ser feito com metronidazol 500 mg por via oral, a cada 12 h, por sete dias.
A respeito de infecções de transmissão sexual e(ou) de vaginites infecciosas, julgue o seguinte item.
Situação hipotética: Uma paciente com trinta e um anos
de idade, não gestante, compareceu ao pronto-socorro
com quadro de pápulas eritematosas de 2 mm, associadas
a vesículas agrupadas de conteúdo citrino e algumas
ulcerações, localizadas nos pequenos lábios, no clitóris,
nos grandes lábios e na fúrcula vaginal. Associa-se ao
quadro linfadenopatia inguinal dolorosa bilateral.
Assertiva: Nessa situação, deve-se iniciar tratamento com
penicilina benzatina 2.400.000 UI em dose única, associada
a corticoterapia tópica a 2% para alívio da sintomatologia.
Julgue o item a seguir, a respeito de ginecologia pediátrica.
A vulvite infecciosa da infância por estreptococos
β-hemolíticos do grupo A pode associar-se a disúria, dor
vulvar, prurido ou sangramento e hiperemia de cor viva e
brilhante na vulva e no introito vaginal. O quadro clínico e a
cultura vulvovaginal confirmam o diagnóstico na maioria
dos casos, e o tratamento pode ser feito com penicilina ou
cefalosporina de primeira geração por duas a quatro semanas.
Julgue o item a seguir, a respeito de ginecologia pediátrica.
Situação hipotética: Uma criança de três anos de idade
foi levada a um consultório médico pela mãe, que relatou estar
a filha com inflamação da vulva, associada a prurido intenso.
No exame clínico, constatou-se vulva com hipopigmentação,
pele atrófica com aspecto de pergaminho, fissuras e algumas
escoriações. Assertiva: Nessa situação, o diagnóstico
sindrômico mais provável é de dermatite exantemática
por uso de fralda, e o tratamento inicial deve ser feito com
cloridrato de hidroxizina 2 mg/kg/dia, associado à hidratação
da pele no local.
Julgue o item a seguir, a respeito de ginecologia pediátrica.
Situação hipotética: Uma menina com seis anos de idade
foi atendida no consultório médico para exame ginecológico
que evidenciou grandes lábios aparentemente normais
e pequenos lábios unidos por uma rafe, sendo possível
observar apenas um canal ventral pequeno entre os lábios,
localizado imediatamente abaixo do clitóris. Assertiva: Nessa
situação, para a primeira linha de tratamento, deve-se evitar
o uso de creme de estrogênio, por levar a irritação local,
pigmentação vulvar irreversível e desenvolvimento do broto
mamário, e prescrever creme de betametasona 0,4%,
duas vezes ao dia, por quatro a seis semanas.
O termo saúde sexual é amplo, pois envolve reprodução humana e comportamento sexual, além de aspectos relacionados a doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e disfunções sexuais. Acerca desse assunto, julgue o próximo item.
A dor genitopélvica de penetração, também conhecida
como dispareunia ou vaginismo, é caracterizada pela demora
em alcançar o orgasmo após uma fase de excitação sexual
normal em consequência de dor vulvovaginal ou pélvica
durante a relação pênis/vagina ou durante a tentativa de
penetração vaginal.
O termo saúde sexual é amplo, pois envolve reprodução humana e comportamento sexual, além de aspectos relacionados a doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e disfunções sexuais. Acerca desse assunto, julgue o próximo item.
Situação hipotética: Uma paciente com vinte e cinco anos
de idade, G1P1, foi atendida por um ginecologista. Segundo
seu relato, ela apresentava, havia doze meses, quadro clínico
de ausência de fantasias e pensamentos sexuais, de desejo
ou receptividade para a atividade sexual, e angústia pessoal.
A paciente negou outras queixas e o exame ginecológico foi
normal. Assertiva: Nessa situação, a hipótese diagnóstica mais
provável é de desejo sexual hipoativo.
Tendo em vista que a abordagem terapêutica no sangramento uterino anormal (SUA) deve ser eficiente para evitar complicações clínicas, julgue o seguinte item.
As dosagens de hormônios sexuais e tireoidianos, assim
como as dosagens de ferritina e ferro sérico, estão indicadas
para todas as mulheres com SUA como exames de rotina,
especialmente quando houver irregularidade dos ciclos
menstruais.
Tendo em vista que a abordagem terapêutica no sangramento uterino anormal (SUA) deve ser eficiente para evitar complicações clínicas, julgue o seguinte item.
Situação hipotética: Uma mulher com trinta e oito anos
de idade procurou ginecologista com queixa de sangramento
crônico. A paciente, não gestante e estável
hemodinamicamente, não estava ovulando, e, na sua
ultrassonografia pélvica, não foram identificadas lesões
estruturais. A paciente relatou desejo reprodutivo. Assertiva:
Nessa situação, para tentar coibir o sangramento, o médico
deve prescrever ácido tranexâmico, citrato de clomifeno e
anti-inflamatórios não esteroidais.
Tendo em vista que a abordagem terapêutica no sangramento uterino anormal (SUA) deve ser eficiente para evitar complicações clínicas, julgue o seguinte item.
Situação hipotética: Uma paciente com trinta e dois anos de
idade, com SUA agudo, não gestante, hemodinamicamente
estável, sem lesões no colo uterino e com ultrassonografia
pélvica que não mostra lesões estruturais, foi atendida em
uma unidade hospitalar. Assertiva: Nessa situação, para
coibir o sangramento, caso não haja contraindicações
medicamentosas, a melhor linha de tratamento será o uso
de estrogênio e progestagênio ou progestagênio isolado
ou ácido tranexâmico.
No que se refere a fatores predisponentes, deficiência na gravidez e complicações associadas à deficiência de vitamina D, julgue o item que se segue.
Pacientes de alto risco cardiovascular, como os portadores de
síndrome metabólica ou portadores de doenças inflamatórias
crônicas, com baixos níveis de vitamina D, diabetes e(ou)
hipertensão arterial, tendem a apresentar maior gravidade
de doença cardiovascular e maior mortalidade.
No que se refere a fatores predisponentes, deficiência na gravidez e complicações associadas à deficiência de vitamina D, julgue o item que se segue.
Uma paciente com vinte e dois anos de idade, G1P0,
idade gestacional de vinte e uma semanas, com quadro
clínico de hipovitaminose D sintomática e documentada
laboratorialmente, pode receber reposição com dose diária de
4.000 UI, desde que não associada a preparações de cálcio,
uma vez que essa combinação aumenta o risco da ocorrência
de parto prematuro.