Questões de Concurso
Comentadas sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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O sinal de Piskacek, considerado um sinal de probabilidade gestacional que pode ser percebido por meio da palpação do fundo uterino, pode ser descrito como uma assimetria uterina que é resultante da implantação ovular e que gera um abaulamento do útero.
Alterações cutâneas na pele da gestante, como cloasma e linha nigra, são sinais de probabilidade de gestação.
Sintomas de presunção, como, por exemplo, náuseas, vômitos, alterações no volume da mama, polaciúria, constipação e lombalgia, são inespecíficos e devem ser sempre colocados no contexto da paciente, após correta anamnese de antecedentes ginecológicos/obstétricos, histórico sexual e comorbidades.
O sinal de Nobile-Budin, que é a percepção, por meio do toque vaginal, do preenchimento do fundo de saco vaginal pelo útero, é um sinal de probabilidade da gestação.
Os sinais e sintomas de gravidez são classificados em três grupos: de presunção, de probabilidade e de certeza. Acerca desses achados, julgue o seguinte item.
A percepção de movimentos fetais e de partes fetais pelo
examinador, identificada normalmente a partir de
24 semanas de gestação, é um sinal de certeza de gravidez.
Considere que uma paciente tenha iniciado quadro de hipertensão arterial após a 20.ª semana de gestação e apresente, ainda, início de trombocitopenia, com aumento de transaminases como únicas outras alterações. Nesse caso, o correto diagnóstico é de hipertensão gestacional, e não de pré-eclâmpsia, já que a paciente não tem proteinúria significativa.
São fatores de risco para pré-eclâmpsia: nuliparidade, idade acima de 40 anos (para gestantes nulíparas), gestação múltipla e diabetes melito preexistente.
Caso uma paciente hipertensa crônica comece a necessitar, após 20 semanas de gestação, de um incremento das suas doses terapêuticas anti-hipertensivas iniciais ou da associação de anti-hipertensivos, o seu correto diagnóstico será de pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão arterial crônica, mesmo na ausência de proteinúria.
Creatinina sérica acima de 1,2 mg/dL e oligúria com diurese abaixo de 500 mL/24 h são sinais de gravidade na préeclâmpsia.
Obesidade ou índice de massa corporal acima de 30 kg/m², hipertensão crônica, diabetes melito e algumas doenças autoimunes podem ser considerados fatores de risco para pré-eclâmpsia.
Além da cardiotocografia, são avaliados ainda quatro parâmetros ultrassonográficos no perfil biofísico fetal: movimentos respiratórios, movimentos corporais, tônus e líquido amniótico.
A cardiotocografia é um método mais objetivo de avaliação da vitalidade fetal que o mobilograma, porque a contagem dos movimentos fetais a partir da percepção materna é subjetivo e menos padronizado.
A classificação para cardiotocografia intraparto inclui como categoria III (traçado anormal) padrão sinusoidal, desacelerações prolongadas maiores que 2 minutos e menores que 10 minutos, e variabilidade ausente com desacelerações tardias recorrentes.
A infecção materna por HIV e(ou) HTLV, com ou sem transmissão ao feto ou recém-nascido, constitui causa infecciosa que contraindica o aleitamento materno.
Na grande maioria das doenças, se houver contaminação da mãe no 1.º trimestre de gestação, o risco de transmissão para o feto é maior e com potencial de gravidade alto, se comparado com uma contaminação ocorrida no 3.º trimestre de gestação.
Em caso de teste positivo para toxoplasmose no 1.º trimestre de gestação, recomenda-se que seja feito um teste de avidez de IgG e, caso seja encontrada alta avidez, deve-se considerar que se trata de uma infecção antiga, não sendo necessários testes adicionais ou instituição de tratamento.
O feto infectado por rubéola consegue produzir anticorpos ainda no período gestacional, sendo importante a coleta de exames ao nascimento; nesse caso, se for identificada a presença de IgM contra o vírus da rubéola, estará confirmada a infecção congênita do recém-nascido.
Caso, nos exames iniciais, seja detectado que a gestante não tem nem teve hepatite B e não possui registro vacinal, estará indicada a vacinação no esquema de três doses, com intervalo de 1 mês entre a 1.ª e a 2.ª doses e de 180 dias entre a 1.ª e a 3.ª doses.
Com relação às endocrinopatias diagnosticadas no ciclo gravídico puerperal, julgue o item a seguir.
Em gestantes com diagnóstico de doença de Graves, deve-se
dosar o TRAB imediatamente antes do parto; em caso de
positividade, há maior risco de hipertireoidismo fetal.
Com relação às endocrinopatias diagnosticadas no ciclo gravídico puerperal, julgue o item a seguir.
Para mulheres com diagnóstico de prolactinomas, sempre é
indicada a suspensão do agonista dopaminérgico durante a
gestação, independentemente do tamanho tumoral.