Questões de Concurso Comentadas sobre ginecologia e obstetrícia em medicina

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Q3729942 Medicina
Gestante com 32 semanas, sem histórico de doenças prévias à gestação, inicia quadro clínico de elevação da pressão arterial e seus exames laboratoriais evidenciam:

- hematócrito: 31%;
- plaquetas: 60.000 células/mm3;
- leucócitos: 9900/mm3;
- TGO: 89 U/L e TGP: 101 U/L;
- LDH: 890 U/L.

Diante desses achados, o diagnóstico mais provável é
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Q3729924 Medicina
Gestante de 28 anos, G1P1, deu à luz por cesariana eletiva no termo, sem complicações aparentes. O bebê nasceu saudável, com Apgar 9/10. Após a dequitação, a paciente apresentou sangramento uterino profuso, com útero flácido ao toque uterino. Foram realizados prontamente e em sequência adequada: massagem uterina vigorosa, administração de ocitocina venosa em infusão contínua, metilergometrina intramuscular e misoprostol via retal.
Mesmo após essas medidas, o sangramento transvaginal persiste. A paciente encontra-se com PA 90×60 mmHg, FC 120 bpm, sudoreica, com sinais iniciais de hipoperfusão, mas deseja manter fertilidade.

A melhor conduta para esse caso é 
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Q3729901 Medicina
Gestante de 28 anos, G2P1, com 30 semanas de gestação e diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 desde a infância, dá entrada no pronto atendimento com queixa de náuseas, vômitos, fraqueza intensa e redução da movimentação fetal nas últimas 24 horas. Relata infecção urinária em tratamento com antibiótico há 2 dias. Ao exame: PA 100 × 70 mmHg, FC 122 bpm, FR 26 irpm, temperatura 37,8 oC, desidratada, soporosa e taquipneica (respiração de Kussmaul). A palpação obstétrica revelou ausência de atividade uterina. Ausculta fetal com BCF 160 bpm. Exames laboratoriais: glicemia capilar: 260 mg/dL, gasometria venosa: pH 7,18; HCO₃⁻: 11 mEq/L; pCO₂: 28 mmHg, cetonemia positiva (+++), potássio sérico: 4,5 mEq/L, creatinina: 1,3 mg/dL, EAS: piúria (++), nitrito positivo. Ultrassonografia obstétrica mostrava feto único, BCF presente, movimento fetal discreto, líquido amniótico normal.

A conduta adequada para essa gestante é 
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Q3729897 Medicina
Nutriz de 28 anos, G2P2, comparece ao pronto-socorro no 4º dia do puerpério após cesariana por desproporção cefalopélvica. Queixa-se de febre diária (até 39,2 oC), com calafrios, dor abdominal difusa e loquiação fétida. Ao exame, encontra-se febril (38,9 oC), taquicárdica (112 bpm), com dor à palpação do hipogástrio. A ferida operatória está com bom aspecto. O útero encontrava-se aumentado e subinvoluído à palpação abdominal. Exames laboratoriais: leucograma: 18.500/mm³ com desvio à esquerda, PCR: 185 mg/L. Ultrassonografia abdominal pélvica mostrou útero aumentado com conteúdo heterogêneo intracavitário, sem gás, com espessamento endometrial, sem coleções abdominais. Foram colhidas urocultura e hemocultura e iniciada antibioticoterapia venosa com clindamicina e gentamicina. Após 72 h do antibiótico, a paciente mantinha febre, apesar de boa resposta hemodinâmica. Ambas as culturas vieram negativas.

A principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta para esta paciente neste momento são, respectivamente,
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Q3729103 Medicina
Gestante de 28 anos, gesta II/I, no 2º trimestre da gravidez, comparece ao pré-natal relatando fadiga, palidez cutâneomucosa e dispneia aos esforços moderados. Refere dieta pobre em verduras, legumes e carnes. Ao exame físico, apresenta palidez (++/4+), taquicardia leve, sem icterícia.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 8,6 g/dL; VCM: 70 fL; RDW: aumentado; leucócitos e plaquetas: normais; ferritina sérica: 9 ng/mL; Ferritina: 10 µg/dL; Ácido fólico e vitamina B12 sérica: normais.

Com base no quadro clínico e laboratorial descrito, o tratamento recomendado para a anemia dessa gestante é
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Q3726985 Medicina
Mulher, de 52 anos, menopausada há 2 anos, apresenta significativo ressecamento vaginal, gerando piora de sua qualidade de vida. Tem antecedente de trombose venosa profunda (TVP) há 5 anos, sem recidiva desde então.
Considerando o histórico de TVP dessa paciente, a melhor estratégia para a melhora dos seus sintomas seria usar 
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Q3725619 Medicina
Uma gestante apresenta quadro de pré-eclâmpsia grave. Após estabilização inicial, o fluxo de encaminhamento recomendado na rede pública deve ser
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Q3724765 Medicina
Mulher de 28 anos, previamente hígida, procura atendimento por lesão indolor em vulva, percebida há aproximadamente 10 dias. Refere relação sexual desprotegida com parceiro eventual há cerca de três semanas. Nega corrimento, febre ou prurido.
Ao exame ginecológico, observa-se úlcera única de aproximadamente 1,5 cm em pequeno lábio esquerdo, de bordas endurecidas, base limpa e fundo avermelhado. Linfonodos inguinais bilaterais aumentados, firmes, indolores e não aderidos. Refere ausência de dor local.

O diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica inicial recomendada são
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Q3724764 Medicina
Mulher de 66 anos, G5P5, sexualmente ativa, procura avaliação ginecológica por sensação de peso vaginal, exteriorização de abaulamento ao esforço e incontinência urinária aos esforços. Ao exame ginecológico com manobra de Valsalva, observam-se os seguintes parâmetros do sistema POP-Q: Aa em +2, Ba em +3, ponto C em +2, D em +1, Ap em –1, Bp em 0, e comprimento vaginal total (TVL) de 8 cm. Genitália externa sem atrofia significativa.

Com base no exame físico, assinale a classificação mais compatível com os achados descritos. 
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Q3724763 Medicina
Mulher de 39 anos, G3P3, procura atendimento por amenorreia secundária há 3 anos e fadiga progressiva. Relata que, após o último parto, apresentou hemorragia puerperal grave com necessidade de transfusão sanguínea. Desde então, não voltou a menstruar, não apresentou lactação e vem notando ressecamento vaginal e queda de cabelos. Ao exame: PA 94/62 mmHg, FC 96 bpm, pele seca, genitália externa atrófica, mamas hipotróficas. IMC: 23 kg/m².
Exames laboratoriais:

• TSH: 0,1 µUI/mL;
• T4 livre: 0,4 ng/dL;
• FSH: 2,1 mUI/mL;
• LH: 1,9 mUI/mL;
• Cortisol matinal: 4,1 µg/dL;
• Prolactina: 2,1 ng/mL.

O diagnóstico mais provável frente ao quadro clínico e laboratorial é
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Q3724760 Medicina
Paciente de 24 anos, G0P0, previamente hígida, procura atendimento com dor pélvica em baixo ventre há 5 dias, de intensidade progressiva, associada a corrimento vaginal purulento e febre não aferida. Refere também dispareunia e disúria.
Ao exame físico: dor à palpação hipogástrica e à mobilização uterina, toque vaginal com dor à palpação de anexos. Sinais vitais: temperatura axilar de 38,3 oC, frequência cardíaca de 114 bpm e pressão arterial de 90/60 mmHg. Laboratório com leucocitose e PCR elevada. Ultrassonografia transvaginal evidencia imagem cística complexa em anexo direito, com conteúdo espesso e septações finas, medindo 5,5 cm.

A conduta inicial mais adequada é
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Q3724759 Medicina
Mulher de 26 anos, nuligesta, sexualmente ativa, comparece para exame ginecológico de rotina. Refere ciclos menstruais regulares, sem queixas geniturinárias.
Ao exame especular, observa-se pequena lesão esbranquiçada, translúcida, elevada, medindo cerca de 4 mm, em região do colo uterino, sem sinais de inflamação, sangramento ou lesões acetobrancas. Colpocitologia e teste de HPV realizados há 8 meses foram normais.

A conduta mais apropriada diante desse achado é
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Q3724758 Medicina
Mulher de 68 anos comparece ao consultório por prurido vulvar crônico, de longa data, associado à ardência e sensação de queimação. Refere falha terapêutica com antifúngicos tópicos.

Ao exame físico, observa-se lesão única em grande lábio direito, de bordas irregulares, superfície eritematosa com áreas esbranquiçadas, descamativas e discretamente infiltradas, medindo cerca de 2,5 cm, sem ulceração. Realizada biópsia com diagnóstico histopatológico de lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), sem sinais de invasão.

A colpocitologia e a colposcopia foram normais. A conduta inicial mais adequada para essa paciente é
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Q3724756 Medicina
Mulher de 29 anos, G0P0, procura atendimento por dor crônica na região vulvar com início há cerca de 6 meses. Relata sensação de ardência e queimação na entrada vaginal, piorando com uso de roupas justas, longos períodos sentada e durante o contato sexual. Nega corrimentos, infecções prévias recentes ou uso de medicamentos locais. Já utilizou antifúngicos e antibióticos sem melhora.
Ao exame físico, não há lesões aparentes em vulva ou vagina, mas há dor referida à pressão leve com cotonete no vestíbulo vulvar posterior. Os exames laboratoriais e culturas estão normais. Refere impacto significativo em sua vida sexual e emocional.

Nesse caso, a conduta inicial mais adequada é 
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Q3724755 Medicina
Mulher de 42 anos, G2P2, comparece ao consultório com queixa de sangramento uterino aumentado e dor pélvica cíclica progressiva nos últimos 10 meses. Refere prejuízo na qualidade de vida, mas nega desejo gestacional atual. Ao exame ginecológico, útero globoso e sensível à palpação.
Ultrassonografia transvaginal evidenciou útero aumentado, com zona juncional espessada, contornos irregulares da junção endométrio-miométrio, presença de cistos miometriais anecóicos medindo até 6 mm e padrão de heterogeneidade difusa do miométrio posterior.

Considerando o quadro clínico e os achados de imagem, a conduta inicial mais adequada é
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Q3724753 Medicina
Mulher de 51 anos, G2P2, comparece ao ambulatório de ginecologia com queixa de ondas de calor intensas, insônia e irritabilidade há 8 meses. Refere menopausa há 1 ano. Nega história de câncer pessoal ou familiar, trombose, hipertensão ou tabagismo. Está com IMC de 24 kg/m², pressão arterial de 110/70 mmHg, exames laboratoriais e de imagem recentes sem alterações. Deseja iniciar tratamento para melhora dos sintomas vasomotores, pois afirma que sua qualidade de vida tem sido comprometida.

A conduta mais apropriada para essa paciente é
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Q3724752 Medicina
Mulher de 30 anos, G1P1, procura avaliação ginecológica com queixa de dor mamária bilateral há cerca de 4 meses. Relata que a dor é do tipo peso e aumento de sensibilidade nas mamas, com piora evidente nos dias que antecedem a menstruação e melhora espontânea após o início do sangramento. Não observa nódulos ou secreção mamilar. Nega febre, trauma local ou uso de medicamentos hormonais. Ao exame físico, as mamas apresentam simetria, sem nódulos palpáveis, sem sinais inflamatórios ou alterações cutâneas.

Nesse caso, o diagnóstico clínico mais provável é
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Q3724751 Medicina
Paciente de 40 anos, G3P3, comparece ao ambulatório de ginecologia para exame de rotina. Nega queixas de sangramento, corrimento ou dor pélvica. Está em acompanhamento regular, com colpocitologias anteriores normais. Durante o exame especular, é identificado pólipo único, de cerca de 1,2 cm, pediculado, originado da endocérvice. O colo apresenta aspecto normal, sem lesões suspeitas. A paciente está hemodinamicamente estável e sem sinais de infecção.

A conduta mais apropriada para essa paciente é
Alternativas
Q3724750 Medicina
Paciente de 36 anos, G2P2, comparece ao consultório para avaliação ginecológica de rotina. Refere estar em uso de sistema intrauterino com levonorgestrel (SIU-LNG) há 3 anos, sem intercorrências prévias. Relata ausência de menstruação nos últimos 5 meses, sem sintomas vasomotores, dor pélvica ou corrimento. Nega história de curetagem uterina, cirurgias endometriais ou infecções ginecológicas recentes. Realizou teste de gravidez com resultado negativo.

Diante do quadro apresentado, a explicação mais provável para a amenorreia atual é
Alternativas
Q3724748 Medicina
Mulher de 23 anos, sexualmente ativa, procura atendimento com queixa de corrimento vaginal abundante há 7 dias. Refere secreção de coloração amarelo-esverdeada, de odor desagradável e associada a prurido intenso. Ao exame especular, observa-se colpite difusa, com presença de secreção bolhosa e áreas puntiformes de sangramento na ectocérvice, conferindo o aspecto conhecido como “colo em morango”. O pH vaginal é de 5,2 e o teste de aminas com KOH é negativo.

Assinale o agente etiológico mais provavelmente associado a esse quadro clínico.
Alternativas
Respostas
601: B
602: D
603: A
604: D
605: A
606: D
607: C
608: B
609: A
610: D
611: D
612: B
613: A
614: C
615: D
616: C
617: E
618: A
619: E
620: B