Questões de Concurso
Comentadas sobre gastroenterologia em medicina
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A endoscopia terapêutica tem aplicação mais frequente e nítida na doença de Crohn do que na retocolite ulcerativa inespecífica.
O valor das biópsias na doença de Crohn é limitado; na retocolite ulcerativa, as biópsias podem definir não só o diagnóstico, mas também acrescentar outras informações importantes.
A evolução da doença inflamatória intestinal, assim como suas complicações, é diferente quando associada com colangite esclerosante primária.
A colonoscopia na vigência de sangramento no divertículo permite determinar o local de sangramento, estabelecer o diagnóstico diferencial e efetuar o tratamento.
A diverticulite é uma contraindicação para a realização de colonoscopia.
A suspensão de clopridogel antes de procedimentos endoscópicos é de, no mínimo, sete dias
A suspensão de heparina de baixo peso molecular em dose terapêutica, previamente a procedimentos endoscópicos, é de doze horas.
A lidocaína spray a 10%, apresenta dose máxima de 3 a 4 mg e cada borrifada (jato) libera cerca de 15 mg de lidocaína base.
O flumazenil tem meia vida menor que o midazolan e é possível ocorrer sedação tardia.
O midazolan atua no sistema nervoso central e causa sedação, amnésia e ação analgésica na dosagem habitualmente utilizada em endoscopia (0,01 mg/kg a 0,05 mg/kg).
Na rotina da endoscopia digestiva, de acordo com normas do CFM, permite-se a utilização de propofol, desde que dois médicos permaneçam na sala de exame e um deles controle a infusão e os parâmetros clínicos do paciente, pois não existem antídotos para essa droga e caso haja depressão respiratória importante, as manobras de suporte, como entubação orotraqueal, devem ser aplicadas.
A lidocaína, anestésico local mais utilizado em endoscopia digestiva alta, tem metabolização hepática e, em pacientes com insuficiência hepática, a dose deve ser reduzida.
A metahemoglobulinemia pode ser uma complicação do uso de lidocaína como pré-medicação nas endoscopias digestivas altas. O tratamento correto proposto para essa complicação é a infusão de azul de metileno intravenoso.
As estenotomias endoscópicas apresentam bons resultados em estenoses curtas, inferiores a 1,0 cm.
O exame endoscópico é considerado padrão ouro na caracterização do divertículo de Zenker (divertículo faringoesofágico).
A esofagite eosinofílica é mais comum no sexo masculino e se apresenta como fino pontilhado esbranquiçado na mucosa esofágica, sulcos esbranquiçados longitudinais e ondulações transversais.
Na síndrome de Plummer Vinson, que atinge principalmente homens negros com anemia severa, ocorre alargamento das glândulas salivares, membranas esofágicas que se localizam principalmente no terço médio e distal, além do aumento da incidência de adenocarcinoma do esôfago.
Segundo a classificação de Zargar, usada para estabelecer o acometimento do tubo digestivo alto após a ingestão de cáusticos, os tipos IIb e III tendem a evoluir para estenoses do esôfago.
A gastrostomia endoscópica percutânea é considerada forma de tratamento para o volvo gástrico sem defeito diafragmático, do tipo mesenteroaxial crônico.
As contraindicações absolutas para a realização de gastrostomia endoscópica incluem coagulopatia grave, estômago intratorácico, gastrectomia subtotal, cirurgia abdominal prévia em andar supramesocólico, hipertensão portal e doenças em fase terminal.