Questões de Concurso
Comentadas sobre gastroenterologia em medicina
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Acerca do tratamento e de procedimentos adotados para as diferentes classificações do grau de lesões de vísceras abdominais, julgue o item que se segue.
Havendo lesões de baço, o tratamento preferencial deve ser
o conservador, principalmente nas lesões de graus de I a III,
quando não há extravasamento de contraste na fase arterial
da tomografia computadorizada pelo hilo esplênico.
Acerca do tratamento e de procedimentos adotados para as diferentes classificações do grau de lesões de vísceras abdominais, julgue o item que se segue.
Em se tratando de lesões de duodeno de graus IV e V,
podem-se realizar gastrostomia, jejunostomia e duodenostomia
ou ressecção duodenal com anastomose término-terminal
primária ou Y de Roux ou, ainda, a exclusão pilórica
e gastrojejuno-anastomose.
Acerca do tratamento e de procedimentos adotados para as diferentes classificações do grau de lesões de vísceras abdominais, julgue o item que se segue.
No caso de lesões de duodeno de graus I e II associadas
ou não a outras lesões, deve-se realizar rafia simples.
Acerca do tratamento e de procedimentos adotados para as diferentes classificações do grau de lesões de vísceras abdominais, julgue o item que se segue.
Se as lesões hepáticas forem de grau V com sangramento,
recomenda-se a realização da manobra de Pringle, que
cessa o sangramento proveniente dos vasos do ligamento
hepatoduodenal e dos vasos retro-hepáticos, como a veia
cava inferior e a veia hepática.
No que se refere à Síndrome do Compartimento Abdominal, julgue o item subsequente.
O uso do cateter intravesical pode ser recomendado como
método indireto de aferição da pressão intra-abdominal,
a qual deve ser aferida ao final da expiração com o paciente
em posição supina.
CASO CLÍNICO Idade: 55 anos / Sexo: masculino
Sinais e sintomas: Obesidade e hipertensão. Mal-estar, náuseas e plenitude gástrica há vinte dias. Sem antecedentes patológicos pregressos. Não vacinado contra hepatite B. Na revisão de sistemas, referiu etilismo, com consumo de três a quatro doses de destilados por dia. Não faz uso de medicações e de outras substâncias de abuso.
Exame clínico: Paciente consciente, sonolento, ictérico, com abdome distendido; baço palpável no rebordo costal esquerdo; fígado não palpável; PA = 88 mmHg × 56 mmHg; FC = 88 bpm. Tomografia computadorizada apontou para doença hepática avançada, com hipertensão portal, esplenomegalia discreta e ascite moderada.
Exames laboratoriais: Bilirrubina total = 3,2 mg/dL (VR 0,30 mg/dL a 1,20 mg/dL); bilirrubina direta = 2,6 mg/dL (VR até 0,30 mg/dL); ALT = 61,0 U/L (VR 10 U/L a 45 U/L); AST = 129 U/L (VR inferior a 35 U/L); fosfatase alcalina = 230 U/L (VR 46 U/L a 116 U/L); INR = 1,48 (VR 1,0 a 1,2); atividade do fator V mensurada = 28% (VR 50% a 150%).
Exame complementar: Varizes esofágicas de grau II/III por endoscopia.
Procedimento inicial: Medicação com pantoprazol, tiamina, ácido
ursodesoxicólico, furosemida, lactulose e vitamina K intravenosa.
Com relação a esse quadro clínico, julgue o próximo item.
Os valores quantitativos das aminotransferases e a relação
AST/ALT encontrados nesse paciente costumam ser
observados em indivíduos com hepatite aguda
medicamentosa do tipo 1.
CASO CLÍNICO Idade: 55 anos / Sexo: masculino
Sinais e sintomas: Obesidade e hipertensão. Mal-estar, náuseas e plenitude gástrica há vinte dias. Sem antecedentes patológicos pregressos. Não vacinado contra hepatite B. Na revisão de sistemas, referiu etilismo, com consumo de três a quatro doses de destilados por dia. Não faz uso de medicações e de outras substâncias de abuso.
Exame clínico: Paciente consciente, sonolento, ictérico, com abdome distendido; baço palpável no rebordo costal esquerdo; fígado não palpável; PA = 88 mmHg × 56 mmHg; FC = 88 bpm. Tomografia computadorizada apontou para doença hepática avançada, com hipertensão portal, esplenomegalia discreta e ascite moderada.
Exames laboratoriais: Bilirrubina total = 3,2 mg/dL (VR 0,30 mg/dL a 1,20 mg/dL); bilirrubina direta = 2,6 mg/dL (VR até 0,30 mg/dL); ALT = 61,0 U/L (VR 10 U/L a 45 U/L); AST = 129 U/L (VR inferior a 35 U/L); fosfatase alcalina = 230 U/L (VR 46 U/L a 116 U/L); INR = 1,48 (VR 1,0 a 1,2); atividade do fator V mensurada = 28% (VR 50% a 150%).
Exame complementar: Varizes esofágicas de grau II/III por endoscopia.
Procedimento inicial: Medicação com pantoprazol, tiamina, ácido
ursodesoxicólico, furosemida, lactulose e vitamina K intravenosa.
Com relação a esse quadro clínico, julgue o próximo item.
O sintoma de plenitude gástrica pode relacionar-se tanto à presença de ascite quanto à dilatação dos vasos da mucosa gástrica.