Questões de Concurso
Comentadas sobre gastroenterologia em medicina
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Um homem de 23 anos de idade, membro de um grupo de usuário de drogas ilícitas injetáveis, comparece à consulta no ambulatório de clínica médica com relato de "olhos amarelos e urina cor de mate". Segundo informa, seu quadro clínico iniciou-se há cerca de 12 dias com mal-estar, febre (cerca de 38º C), coriza e mialgias. Dois dias após, observou disgeusia e anosmia, além de diarreia. Procurou unidade de pronto atendimento, sendo agendada pesquisa para COVID-19, que foi realizada no 5º dia de evolução da doença, com resultado negativo. Passou a apresentar, também, dor abdominal (especialmente no hipocôndrio direito) e fadiga vespertina. Há 2 dias, observou que suas escleras ficaram amareladas e a sua urina assumiu aspecto sugestivo de colúria. Foi à mesma unidade onde havia sido atendido inicialmente, sendo solicitados exames complementares que são trazidos pelo paciente à consulta atual e que revelam: TGO/AST = 982 UI/L (valor de referência: 20 a 40 UI/L); ALT/TGP: 1 220 UI/L (valor de referência: 20 a 40 UI/L); bilirrubinas totais = 4,2 mg/dL (valor de referência: 0,2 a 0,8 mg/dL), com predomínio da fração direta (3,6 mg/dL - valor de referência: 0,1 a 0,5 mg/dL); hemograma com leucopenia e linfocitose, sem anemia; INR e tempo de tromboplastina parcial ativada normais. Em razão desses resultados, o paciente foi encaminhado ao ambulatório para complementação da investigação diagnóstica, tratamento e acompanhamento. Ao exame físico, o paciente encontra-se em razoável estado geral, estando com as escleras e a mucosa sublingual ictéricas, além de apresentar leve hepatomegalia (13 cm de extensão ao nível da linha hemiclavicular direita) dolorosa, com sinal de Murphy negativo.
Acerca do caso desse paciente, pode-se afirmar que o diagnóstico mais provável e a lógica subjacente a tal conclusão são
Paciente de 60 anos de idade, masculino, procura hospital de atenção secundária com história de “olhos amarelados” há cerca de 4 semanas. Refere “desconforto” discreto em epigástrio e hipocôndrio direito. Nega febre. Ao exame físico, paciente emagrecido, ictérico, 4+/4+, eupneico, normocorado. Abdome plano, flácido, depressível, com vesícula biliar palpável, indolor, sinal de Murphy negativo.
Com base nessas informações, qual a hipótese diagnóstica para o caso clínico descrito?
Com relação à pancreatite aguda, julgue o item a seguir.
Hidratação com solução cristaloide isotônica deve ser
administrada a todos pacientes, a menos que existam
comorbidades cardiovasculares, renais ou outros fatores que
contraindiquem a reposição agressiva de fluidos.
Com relação à pancreatite aguda, julgue o item a seguir.
A alimentação parenteral é recomendada a pacientes com
pancreatite aguda moderada e grave que não tolerem
alimentação oral.
Com relação à pancreatite aguda, julgue o item a seguir.
Antibioticoterapia profilática é recomendada
independentemente do tipo (intersticial ou necrosante) ou
gravidade da doença (leve, moderadamente grave ou grave).
Quanto à insuficiência hepática aguda, julgue o item subsequente.
A prescrição de manitol para tratamento da hipertensão
intracraniana está em desuso.
Quanto à insuficiência hepática aguda, julgue o item subsequente.
Hiponatremia deve ser corrigida com solução salina
hipertônica.
Quanto à insuficiência hepática aguda, julgue o item subsequente.
Essa condição é caracterizada por alteração aguda da função
hepática em indivíduos sem doença hepática prévia,
associando-se ao desenvolvimento de coagulopatia e
encefalopatia hepática.
A hemorragia digestiva alta (HDA), definida como qualquer perda sanguínea que possa ocorrer entre o esôfago proximal e a junção duodenojejunal, no ângulo de Treitz, é uma das emergências médicas mais comuns. A respeito dessa condição clínica, julgue o próximo item.
Em pacientes cirróticos com provável hemorragia digestiva
alta de varizes esofagogástricas, mesmo sem ascite, está
indicada a prescrição de vasoconstritor esplênico
(terlipressina, somatostatina, octreotide) e antibioticoterapia
profilática.
A hemorragia digestiva alta (HDA), definida como qualquer perda sanguínea que possa ocorrer entre o esôfago proximal e a junção duodenojejunal, no ângulo de Treitz, é uma das emergências médicas mais comuns. A respeito dessa condição clínica, julgue o próximo item.
Hematoquezia e enterorragia podem ser manifestações de
uma HDA.
A hemorragia digestiva alta (HDA), definida como qualquer perda sanguínea que possa ocorrer entre o esôfago proximal e a junção duodenojejunal, no ângulo de Treitz, é uma das emergências médicas mais comuns. A respeito dessa condição clínica, julgue o próximo item.
No caso de um paciente sem estigmas de doença hepática
crônica apresentar HDA e instabilidade hemodinâmica, as
mais rápidas condutas a serem adotadas incluem punção
venosa com cateteres de grosso calibre, prescrição de
inibidor de bomba de prótons e concentrado de hemácias, e a
solicitação de exame endoscópico com urgência.
No procedimento de Delorme, é realizada uma retossigmoidectomia perineal que envolve a excisão do prolapso extruso e a realização de uma anastomose grampeada ou manual.
O implante de esfíncter artificial é o tratamento de escolha em mulheres após um trauma obstétrico.
As mulheres são cerca de seis vezes mais propensas que os homens a apresentar prolapso retal.
Na suspeita de síndrome do intestino irritável, a colonoscopia é recomendável para pacientes com mais de cinquenta anos de idade ou com queixas de sangramento, perda de peso não intencional ou anemia ferropriva.
A síndrome da defecação obstruída é caracterizada por esforço excessivo para a defecação, evacuação retal incompleta e imobilização perineal.
De acordo com os critérios de Roma III para a síndrome do intestino irritável, os sintomas de dor ou desconforto abdominal recorrentes deverão estar presentes há pelo menos um mês.
A constipação intestinal acomete duas a três vezes mais homens do que mulheres.
São fatores de risco para infecção pelo Clostridium difficile a exposição a serviço de saúde, a antibioticoterapia prévia e o uso de inibidores da bomba de prótons
A principal opção terapêutica para o tratamento da ascaridíase é o metronidazol, 750 mg por via oral, três vezes ao dia, por dez dias.