Questões de Concurso
Comentadas sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
Foram encontradas 7.544 questões
Julgue o item subsequente.
A cólera é causada pelo V. cholerae produtor de toxina do
biotipo El Tor, responsável por diarreia secretória
disseminada por via fecal-oral (água e alimentos
contaminados) em surtos e epidemias associadas à falta
de condições sanitárias adequadas. O quadro clínico
pode variar de assintomático a diarreia aguda com morte
em 5 horas por desidratação e distúrbio eletrolítico.
Casos esporádicos podem ocorrer por ingestão de ostras
e outros pescados crus ou mal cozidos.
Julgue o item subsequente.
Dentre os exames para detectar a tuberculose, destaca-se o teste sorológico que nada mais é que um método
que utiliza tubos de ensaio com meios líquidos de cultura,
onde existe uma base de silicone impregnada com
rutênio, metal que emite luminescências na ausência de
O2. Se há crescimento bacteriano, há também consumo
de O2 e o rutênio emitirá luminescências possíveis de
serem detectadas com luz ultravioleta.
Julgue o item subsequente.
Um homem de 50 anos com histórico de diabetes não
controlada apresenta febre alta, confusão mental,
hipotensão e taquipneia. Ele foi recentemente internado
devido a uma infecção do trato urinário. Os exames
laboratoriais revelam leucocitose e elevação dos níveis de
lactato. Nesse caso o médico deve recomendar
antibioticoterapia de amplo espectro, suporte
hemodinâmico, correção de distúrbios metabólicos e
identificação e tratamento da fonte de infecção.
Julgue o item subsequente.
Devido à gravidade do quadro clínico, os casos suspeitos
de meningite sempre são internados nos hospitais, por
isso, ao se suspeitar de um caso, é urgente a procura por
um pronto-socorro hospitalar para avaliação médica.
(Considere: Cm – Capreomicina; H – Isoniazida; Lfx – Levofloxacino; E – Etambutol; Z – Pirazinamida.)
A diarreia é definida formalmente como uma produção fecal de >200g/dia e uma dieta pobre em fibras (tipo ocidental); entendida, também, como fezes moles ou aquosas. Sobre isso, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Diarreia osmótica.
(2) Diarreia secretória.
(3) Diarreia exsudativa.
( ) A eliminação ativa de íons causa perda obrigatória de água; geralmente a diarreia é aquosa, na maioria das vezes profusa, não sendo afetada pelo jejum; Na+ e K+ nas fezes se mostram elevados.
( ) A inflamação, a necrose e a descamação da mucosa colônica estão presentes nessa diarreia; em geral, as fezes contêm leucócitos, polimorfonucleares, assim como sangue oculto e macroscópico. As causas incluem infecções bacterianas.
( ) As causas incluem deficiências das dissacaridases (por exemplo: lactase), insuficiência pancreática, crescimento bacteriano excessivo, ingestão de lactulose ou sorbitol, abuso de laxativos polivalentes, síndrome do intestino curto, dentre outras.
Define-se como desidratação a contração do volume extracelular devido a perdas hidroeletrolíticas, e sua gravidade dependerá da proporção do déficit em relação às reservas corpóreas e da relação entre o déficit de água e de eletrólitos, sobretudo do sódio (Na+). A avaliação do estado de hidratação é fundamental e deve ser realizada na abordagem inicial da criança com doença diarreica aguda (DDA) por ser primordial para definição de tratamento. Sobre o exposto, analisar os itens.
I. Os sinais clínicos melhor associados à desidratação moderada-grave são enchimento capilar lentificado, redução no turgor da pele e padrão respiratório alterado.
II. A escala da Organização Mundial da Saúde (OMS) para avaliar desidratação, por sua vez, baseia-se na avaliação de nível de consciência, olhos e mucosas, sede e sinal da prega em abdome.
III. Criança de 1 a 3 anos de idade, quando desidratada por DDA, pode apresentar-se sonolenta, hipotônica, fria ou sudorética, mais ou menos comatosa.
Está CORRETO o que se afirma:
I. Trata-se de um provável quadro de paroníquia crônica, e o tratamento classicamente consiste na manutenção da pele seca, o uso de corticoides tópicos e, em alguns casos, associação de antifúngicos.
II. Trata-se de um provável quadro de onicomicose, e o tratamento consiste em antifúngico sistêmico oral e tópico.
III. Trata-se de um provável quadro de paroníquia. Em alguns casos de paroníquias crônicas recalcitrantes, há necessidade de remoção cirúrgica em bloco da borda proximal da unha.
Estão CORRETOS:
(1) Febre, tosse, coriza, conjuntivite com fotofobia, enantema (lesões eritematosas com máculas brancoazuladas centrais, na mucosa jugal ao nível dos prémolares) e exantema maculopapular, após 2-4 dias de intensificação dos sintomas, iniciando-se pela fronte (na linha de implantação capilar), região retroauricular e na porção superior do pescoço, expandindo-se inferiormente para tronco e extremidades, podendo atingir palmas e plantas em até 50% dos casos.
(2) Pródromos de febre aguda, mal-estar, anorexia, dor de cabeça, seguidos por exantema — máculas eritematosas intensamente pruriginosas, que evoluem para vesículas repletas de fluido claro que se tornam umbilicadas e se rompem, formando crostas. Há lesões em vários estágios de evolução.
(3) Doença leve, dificilmente distinguível de outras infecções virais, caracterizada por febre baixa, dor de garganta, cefaleia, mal-estar, anorexia, linfadenopatia (principalmente suboccipital, retroauricular e cervical anterior) e um exantema (pequenas máculas rosadas coalescentes), iniciando-se no pescoço e na face e espalhando-se centrifugamente para tronco e extremidades, onde aparece como máculas discretas.
(4) Febre alta que dura por uma a duas semanas, acompanhada de alterações em extremidades (eritema de palmas e plantas, edema de mãos e pés), exantema polimorfo, conjuntivite bilateral sem exsudato, alterações em lábios e cavidade oral (eritema, língua em framboesa, fissuras labiais), linfonodomegalia cervical (>1,5cm de diâmetro), usualmente unilateral.
(5) Faringite (tonsilite exsudativa), febre periódica/recorrente, estomatite aftosa, mal-estar e linfonodomegalia cervical.
( ) Doença de Kawasaki.
( ) Varicela.
( ) Sarampo.
( ) Rubéola.
( ) PFAPA.