Questões de Concurso Comentadas sobre clínica médica humana em medicina

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Q3722096 Medicina

Uma paciente de 56 anos, com diagnóstico recente de leucemia mieloide aguda, foi admitida há 10 dias para início de tratamento quimioterápico com citarabina e antraciclina. Após 24 horas, evolui com dor abdominal importante, hipertermia de 38,8 oC e diarreia aquosa. A TC de abdome demonstra espessamento de mais de 10 mm na parede tanto do intestino delgado quanto do grosso.


Considerando-se o possível diagnóstico, assinale a afirmativa correta

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Q3721109 Medicina

Uma paciente idosa, comatosa, com histórico colhido por familiares de piora cognitiva progressiva, dá entrada num plantão na Emergência. Ela tem histórico de tabagismo de 50 maços/ano e síndrome consumptiva, além de episódios de tosse e eventuais hemoptoicos. 

Foram solicitados exames laboratoriais, gasometria arterial e ela foi encaminhada para tomografia computadorizada. Os exames parciais demostraram hemograma com discreta anemia, sódio 109 mEq/L, escórias nitrogenadas normais, normocalemia, hipouricemia e discreta hipoxemia, sem acidemia. 

Ao exame físico, impressão clínica de hipohidratação leve, níveis pressóricos normais, emagrecimento e murmúrio vesicular reduzido em 1/3 superior de hemotórax direito.


A conduta adequada ao caso é 

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Q3720920 Medicina

Paciente, masculino, 60 anos, apresenta aumento dos níveis séricos de ácido úrico e dor intensa no primeiro dedo do pé.

Entre as seguintes alterações, assinale a que caracteriza a gota de forma mais específica.

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Q3720060 Medicina
Paciente do sexo feminino de 25 anos, gestante de 4 semanas, obesa e com dislipidemia, sem sintomas psíquicos anteriores, iniciou há 30 dias quadro de angústia, insônia, sensação de vazio, humor hipotímico, anedonia, falta de energia, perda de apetite e perda ponderal equivalente a 6%, pensamentos de morte, foi atendida no Posto de Saúde e medicada com sertralina.
Retornou após 20 dias com quadro de aceleração do pensamento, taquilalia, impulsividade, diminuição da necessidade de sono, hipersexualidade e paranoia.
A seguinte droga é sem contraindicação para essa paciente:
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Q3720023 Medicina
A hipofosfatemia é definida como leve (2 a 2,5 mg/dL), moderada (1 a 2 mg/dL) ou grave (< 1 mg/dL). A hipofosfatemia leve a moderadamente grave geralmente é assintomática e muitas vezes não é identificada. Embora na maioria dos pacientes permaneça assintomática, a hipofosfatemia grave pode resultar em complicações potencialmente fatais. As principais sequelas clínicas geralmente ocorrem apenas em hipofosfatemia grave.
O seguinte distúrbio hidroeletrolítico é frequentemente associado à hipofosfatemia: 
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Q3719586 Medicina
Paciente do sexo masculino, 58 anos, tabagista, procura atendimento com queixa de dispepsia crônica. Nega perda ponderal significativa, disfagia ou vômitos persistentes. Foi submetido à endoscopia digestiva alta, que revelou gastrite atrófica multifocal leve, sem lesões ulceradas. A biópsia histológica evidenciou gastrite atrófica com metaplasia intestinal leve, escore OLGA II, associado a presença de Helicobacter pylori positivo.
A melhor conduta terapêutica para esse paciente é 
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Q3719582 Medicina
Paciente do sexo masculino, 62 anos, com histórico de dispepsia crônica, faz uso com relativa frequência de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Ele procura auxílio médico com queixa de hematêmese e melena recentes.
Exame físico sem alterações. Hemograma com anemia. Realizada endoscopia digestiva alta com identificação de úlcera gástrica em antro medindo 1,8 cm, base parcialmente coberta por coágulo, alguns restos hemáticos e sem sangramento ativo.
Considerando os achados endoscópicos, assinale a opção mais adequada ao caso. 
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Q3719578 Medicina
Paciente de 52 anos, sexo masculino, relatando etilismo de 2 a 3 doses de bebida alcoólica por semana, sem comorbidades conhecidas. Relata que realizou transfusão sanguínea em 1991, após acidente automobilístico. Consulta apenas para realização de “exames de rotina”, sem queixas atuais. Refere apenas cansaço esporádico. Exame físico com bom estado geral, IMC 26, ausência de icterícia, circulação colateral ou ascite. Abdome com fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, indolor e com consistência preservada. Não apresenta esplenomegalia.
Exames laboratoriais:

• ALT: 92 U/L (valor de referência: até 41 UL); • AST: 85 U/L (valor de referência: até 40 U/L); • GGT: 110 U/L (valor de referência: até 60 U/L); • Bilirrubina total: 1,0 mg/dL (VR: até 1,2 mg/dL); • Albumina: 4,0 g/dL (valor de referência: 3,5 – 5,0 g/dL); • INR: 1,0; • Plaquetas: 145.000 mm3 (valor de referência: 150.000 – 400.000/mm3 ); • Sorologias: anti-HCV (reagente), HBsAg (não reagente), antiHBs (reagente) e anti-HBc total (reagente); • PCR-HCV (RNA viral): 1.200.000 UI/mL; • Genótipo HCV: 1ª; • Elastografia hepática (FibroScan): 12,5 kPa; • Ultrassonografia de abdome: fígado de contornos regulares, parênquima heterogêneo, sem ascite ou lesões focais.

A conduta mais adequada nesse caso é
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Q3719567 Medicina
Homem, 50 anos, fadiga, astenia, artralgias, impotência sexual, insuficiência pancreática e escurecimento da pele. EDA exibe varizes de esôfago. Laboratório exibe elevação do ferro e da ferritina. Iniciadas flebotomias terapêuticas.
O marcador mais sensível para essa condição é 
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Q3719561 Medicina
Paciente feminina, 26 anos, apresenta fadiga crônica, desconforto abdominal pós-prandial e episódios esporádicos de diarreia, sem perda ponderal significativa. Tem histórico de anemia ferropriva refratária a suplementação oral.
Exames recentes mostram:

– Hemograma: anemia ferropriva.
– Sorologias: anticorpos transglutaminase tecidual IgA e antiendomísio IgA negativos, mas paciente possui deficiência seletiva de IgA documentada.
– Endoscopia digestiva alta: mucosa duodenal levemente irregular, pregas parcialmente achatadas, sem erosões visíveis.
– Biópsia duodenal: linfocitose intraepitelial discreta, hiperplasia das criptas, atrofia vilosa parcial em algumas áreas.


Considerando o caso clínico, a conduta diagnóstica mais adequada é 
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Q3719557 Medicina
Um homem de 43 anos, pedreiro, procurou assistência médica queixando-se de dor epigástrica em queimação, plenitude pósprandial, fadiga e episódios diarreicos. A dor muitas vezes o despertava de madrugada melhorando com a alimentação e a ingestão de alcalinos. Emagreceu cerca de 5 kg desde o início da dor, há 2 meses. Submetido a endoscopia digestiva alta que revelou duas úlceras A2 Sakita na parede anterior do bulbo duodenal de cerca de 10 mm e uma terceira úlcera no antro de cerca de 8 mm. O teste rápido da urease foi negativo e os seis fragmentos colhidos das bordas da lesão ulcerada gástrica foram negativos para malignidade. O paciente não fazia uso de antinflamatórios não esteroides (AINE’s), não bebia ou fumava. Tomografia abdominal revela massa de 2 cm na porção cefálica do pâncreas.
Baseado nos dados fornecidos e na principal hipótese diagnóstica, a melhor abordagem diagnóstica é 
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Q3719450 Medicina
Paciente masculino, 78 anos, procurou o cardiologista com queixas de dispneia progressiva aos esforços há 2 anos, que agora o impede de caminhar mais de um quarteirão. Relata episódios recentes de tontura e quase desmaio durante atividades mais intensas, além de dor torácica opressiva ao subir escadas, que alivia com repouso.
Ao exame físico, apresenta pulsos periféricos de amplitude diminuída e ascenso lento (pulsus parvus et tardus). O ictus cordis é palpável no 6º espaço intercostal esquerdo, linha axilar média, com características propulsivas e sustentadas. Há frêmito sistólico palpável no 2º espaço intercostal direito, junto ao esterno. À ausculta cardíaca, as bulhas são rítmicas, a 2ª bulha (B2) apresenta componente aórtico (A2) hipofonético. É audível uma quarta bulha (B4), em ápice cardíaco. Presente sopro sistólico ejetivo (crescendo-decrescendo) de alta intensidade (Grau IV/VI), com pico mesossistólico, mais audível na borda esternal direita alta (2º espaço intercostal) e em foco aórtico acessório (3º espaço intercostal esquerdo), com irradiação nítida para as carótidas e para o ápice (fenômeno de Gallavardin). O sopro diminui discretamente de intensidade à manobra de Valsalva.
O diagnóstico cardiovascular mais provável para esse paciente é
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Q3719443 Medicina
Paciente feminina de 20 anos, HIV positiva em uso de terapia antirretroviral (CD4 e carga viral não disponíveis), foi admitida com tumoração em região cervical e submandibular esquerda de início há 7 dias, acompanhada de febre não aferida, prostração, dificuldade de deglutição progressiva e trismo intenso, impedindo abertura oral em mais 1 cm. Relata histórico de fratura de dente recente na região mandibular esquerda.
Ao exame físico, apresenta-se taquicárdica (FC 110 bpm), febril (Tax: 38,8 oC), com massa endurecida, dolorosa e quente na região afetada, e dor à mobilização lateral do pescoço. Exames laboratoriais de urgência demonstram leucocitose de 18.000/mm³ com desvio à esquerda (85% neutrófilos) e Proteína C Reativa (PCR) de 150 mg/L.
Na conduta diagnóstica e terapêutica inicial para esse quadro, é apropriada a seguinte conduta:
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Q3719442 Medicina
Mulher de 58 anos foi internada para investigação de paraplegia em 72 horas de evolução, associada à perda urinária. Apresentava histórico de câncer de mama em tratamento quimioterápico por doença metastática óssea e pleural. Relatou febre de 38,5 oC na véspera e cansaço há 5 dias.
O exame físico demonstrava nível sensitivo em altura da 4ª vértebra torácica, redução da sensibilidade vibratória e propioceptiva e paraparesia espástica com sinais piramidais em ambos os membros inferiores. Havia dor em palpação de coluna torácica alta e presença de massa em topografia pélvica. Ao realizar a passagem de cateter vesical de demora, percebeu-se saída de aproximadamente 1 L de urina turva. O exame laboratorial de urgência demonstrou anemia normocítica e normocrômica, leucocitose com desvio e PCR ultrassensível elevada. Não havia alterações na bioquímica como disfunção renal ou hepática. Foram coletadas hemoculturas, pesquisa de elementos anormais urinários e urinocultura.

Sobre a abordagem desse quadro, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3719439 Medicina
Um paciente de 56 anos foi atendido em ambulatório especializado em hipertensão resistente. Faz uso regular de anlodipino 5 mg duas vezes ao dia, losartana 50 mg duas vezes ao dia e hidroclorotiazida 25 mg uma vez ao dia. É portador de diabetes tipo 2 em uso de metformina 2 g/dia, com HbA₁c de 7,2%. Mudanças no estilo de vida foram implementadas gradativamente. Ao exame, ictus propulsivo no 5º espaço intercostal esquerdo; pressão arterial em repouso de 150 × 90 mmHg e frequência cardíaca de 89 bpm. O eletrocardiograma sugeria hipertrofia ventricular esquerda; relação albumina/creatinina urinária de 200 mg/g e TFG estimada de 90 mL/min/1,73 m². A MAPA revelou valores normais nas médias de vigília, 24 horas e sono.
Diante do caso apresentado, a conduta mais apropriada é
Alternativas
Q3719433 Medicina
Paciente masculino de 38 anos procurou atendimento médico com história de 3 meses de evolução de cansaço e dispneia aos grandes esforços, que posteriormente evoluiu com cefaleia, tinnitus, redução da acuidade auditiva e edema de face. Ao exame físico, apresentava edema das fossas supraclaviculares, circulação colateral em pelerine, varizes do freio lingual e murmúrio vesicular reduzido em região paraesternal bilateralmente. O paciente relatava piora dos sintomas ao assumir o decúbito dorsal. Negava tabagismo e comorbidades prévias. A radiografia de tórax evidenciou alargamento do mediastino anterior e superior.
Considerando a apresentação clínica descrita, o diagnóstico mais provável é
Alternativas
Q3719416 Medicina
Homem de 70 anos, tabagista, com diagnóstico prévio de DPOC moderado e Diabetes Mellitus tipo 2 controlado, procura atendimento por febre (38,4 oC), tosse produtiva com expectoração amarelada, prostração e dispneia progressiva há quatro dias. Ao exame físico, encontra-se lúcido e orientado, com frequência respiratória de 28 irpm, pressão arterial de 102/66 mmHg, frequência cardíaca de 108 bpm e saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com estertores crepitantes em base esquerda. A radiografia de tórax revela consolidação no lobo inferior esquerdo. Exames laboratoriais mostram leucocitose leve e PCR elevada.
Com base nesse caso clínico, a conduta mais apropriada é
Alternativas
Q3719414 Medicina
Paciente de 58 anos internou-se em enfermaria de Clínica Médica para investigar linfonodomegalia generalizada, sendo a maior uma massa de aproximadamente 15 cm no maior diâmetro em região axilar direita com ulceração. Apresentava-se com perda ponderal de 20 kg ao longo de 3 meses, febre ocasional, síndrome dispéptica e diarreia crônica. Ao longo da internação, obteve-se dois diagnósticos: o de linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B e infecção pelo HIV com CD4+ de 180 células/μL. Também foram realizadas tomografias com contraste venoso evidenciando linfonodomegalias retroperitoneais, espessamento da parede do estômago e do íleo, nódulo suspeito em topografia de adrenal esquerda. O exame de medula óssea revelou infiltrado linfocítico em 45% com presença de células grandes atípicas, núcleos pleomórficos e múltiplos nucléolos proeminentes, compatível com infiltração por linfoma difuso de grandes células B.
Considerando que o paciente apresenta linfoma difuso de grandes células B, relacionado ao HIV com envolvimento de múltiplos sítios extranodais, a avaliação complementar obrigatória deve incluir
Alternativas
Q3719413 Medicina
Paciente masculino, 68 anos, portador de adenocarcinoma pulmonar metastático, é internado para controle de dor óssea refratária. Relata uso domiciliar de tramadol 100 mg de 6/6h sem alívio adequado da dor (escala visual analógica = 8/10). Ao exame físico, apresenta-se desidratado, com performance status ECOG 2.
Os exames laboratoriais mostram:

• cálcio total 12,8 mg/dL (VR: 8,5-10,5); • cálcio ionizado 1,45 mmol/L (VR: 1,12-1,32); • creatinina 1,4 mg/dL (VR: 0,7-1,2) • ureia 52 mg/dL (VR: 15-45); • clearance de creatinina estimado 55 mL/min/1,73m²; • sódio 138 mEq/L; • potássio 4,2 mEq/L; • ALT 28 U/L; • AST 32 U/L (função hepática normal). 

Acerca da conduta terapêutica mais adequada para o controle da dor nesse paciente, é correto afirmar que
Alternativas
Q3719408 Medicina
Um paciente de 65 anos, tabagista, procura o pronto-socorro com história de dispneia progressiva e dor torácica do tipo pleurítica no hemitórax direito, há 10 dias. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, eupneico em repouso, com frequência respiratória de 24 irpm. Na inspeção do tórax, observa-se abaulamento e redução da mobilidade do hemitórax direito, com retificação dos espaços intercostais. À palpação, identifica-se diminuição do frêmito toracovocal nas bases do hemitórax direito. A percussão revela macicez desde o 6º espaço intercostal até as bases pulmonares direitas. À ausculta, constata-se abolição do murmúrio vesicular na área de macicez, com presença de pectorilóquia fônica e egofonia no limite superior entre a macicez e o som claro pulmonar. A ressonância vocal encontra-se diminuída na mesma topografia da alteração do frêmito toracovocal.
O conjunto de achados semiológicos descritos no exame físico desse paciente é mais consistente com o diagnóstico de
Alternativas
Respostas
1841: B
1842: A
1843: A
1844: D
1845: E
1846: B
1847: C
1848: C
1849: D
1850: E
1851: C
1852: E
1853: D
1854: D
1855: E
1856: A
1857: C
1858: B
1859: E
1860: D