Questões de Concurso
Comentadas sobre cirurgia geral em medicina
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Um homem de 54 anos apresenta-se no consultório com história de disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação noturna de alimentos não digeridos e perda de peso significativa nos últimos oito meses. Ele não relata dor torácica, mas menciona uma sensação de "comida parada" no meio do peito. Não há história de doenças crônicas ou cirurgias prévias. O exame físico revela um paciente emagrecido, sem outras alterações significativas. A endoscopia digestiva alta mostra retenção de alimentos no esôfago sem lesões obstrutivas evidentes. Uma esofagografia com contraste revela um esôfago dilatado com afilamento distal, que sugere um "bico de pássaro". A manometria esofágica confirma aperistalse do corpo esofágico e ausência de relaxamento adequado do esfíncter esofágico inferior.
O tratamento cirúrgico mais indicado para esse paciente é:
Um paciente de 52 anos tem diagnóstico de úlcera gástrica, classificada com Johnson III e complicada por sangramento persistente com classificação Forrest 1A, apresentando sucessivas recidivas do sangramento. Após estabilização hemodinâmica do paciente, o cirurgião planeja realizar uma antrectomia. Para isso, ele reflete sobre as principais diferenças entre as técnicas de Billroth I e Billroth II.
Em relação a essas técnicas, é correto afirmar que:
Um paciente de 55 anos apresenta-se no consultório com queixa de uma protuberância na região inguinal direita que se estende até o escroto. Ele relata que a protuberância aparece principalmente quando faz esforço físico, como levantar pesos, e desaparece quando está deitado. Não há sinais de dor intensa, febre ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico, observa-se uma massa inguinoescrotal redutível ao repouso e com manobras de redução manual. Não há sinais de estrangulamento ou obstrução.
A melhor técnica cirúrgica para tratar a hérnia inguinoescrotal redutível desse paciente será:
Um paciente de 65 anos apresenta icterícia progressiva, perda de peso significativa e dor abdominal. Uma tomografia computadorizada revela uma massa na cabeça do pâncreas de 3 cm, sem evidência de metástases à distância. A colangiopancreatografia por ressonância magnética mostra dilatação do ducto biliar comum e do ducto pancreático. Os exames laboratoriais indicam elevação das bilirrubinas. Os marcadores tumorais (CA 19-9) estão elevados.
A melhor opção de tratamento para esse paciente é:
Um paciente de 59 anos apresenta fadiga progressiva, anemia ferropriva e perda de peso não intencional. Uma colonoscopia revelou uma lesão no cólon ascendente macroscopicamente compatível com tumor maligno.
Assim, a combinação correta de sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento para esse caso é:
Durante endoscopia realizada em um paciente com sangramento gastrointestinal agudo, uma úlcera é identificada.
O sistema de classificação comumente utilizado para descrever essa úlcera de acordo com a gravidade do sangramento é a classificação de:
Um homem de 36 anos chega ao pronto-socorro após atropelamento. Ele se queixa de dor abdominal intensa no lado direito do abdômen. Quando do exame físico, está hipotenso e taquicárdico, com dor à palpação no quadrante superior direito do abdômen. Os exames laboratoriais revelam queda da hemoglobina e elevação das enzimas hepáticas. Uma tomografia computadorizada mostra uma lesão no lobo hepático direito com hematoma subcapsular com 30% da superfície e uma laceração estimada em 4 cm de profundidade com 8 cm de comprimento.
A classificação mais provável dessa lesão hepática e a conduta inicial correta de tratamento são, respectivamente:
Um paciente de 20 anos chega ao serviço de emergência de um grande hospital com história de anorexia e náuseas que se iniciaram há 24 horas. Agora apresenta dor abdominal intensa no quadrante inferior direito, febre e vômitos. O exame físico revela rigidez abdominal localizada no quadrante inferior direito e dor à palpação profunda na fossa ilíaca direita. Os exames laboratoriais mostram leucocitose de 15.400/mm3 com desvio à esquerda. A tomografia computadorizada de abdômen confirma o diagnóstico de abscesso apendicular.
A próxima etapa no manejo desse paciente será:
A técnica Lichtenstein tem sido associada a baixas taxas de recorrência e é considerada uma abordagem padrão para o tratamento das hérnias.
Em relação a essa técnica, é correto afirmar que:
Uma mulher de 38 anos queixa-se da presença de um nódulo tireoidiano, detectado em uma ultrassonografia de rotina. Quando da anamnese e exame físico, não apresenta sintomas relacionados à hiperfunção ou hipofunção da tireoide. Não há dor, dificuldade para engolir ou alterações na voz. A palpação da tireoide não revela nenhuma anormalidade. A ultrassonografia confirma a presença de um nódulo tireoidiano solitário de 2 cm de diâmetro, com classificação TI-RADS IV.
Diante desse quadro, a conduta propedêutica mais apropriada é:
Um paciente de 47 anos chega ao serviço de emergência após ter sido baleado no abdômen. Ele está consciente, mas apresenta sinais de choque hipovolêmico com pressão arterial de 85/50 mmHg e frequência cardíaca de 130 bpm. Está taquipneico, com 20 ipm, apresenta pulsos finos e confusão mental. O exame físico revela uma ferida de entrada no quadrante inferior direito do abdômen, sem orifício de saída visível. O paciente tem dor abdominal generalizada com rigidez muscular e sinais de peritonite.
A conduta cirúrgica mais apropriada para esse paciente é:
No hospital, dá entrada um homem de 58 anos, hígido, que se queixa de dor abdominal no quadrante inferior esquerdo e refere náuseas há dois dias e febre de mais de 38 °C. O exame físico revela dor à palpação e sinal de Blumberg no quadrante inferior esquerdo. Uma tomografia computadorizada do abdômen mostra um abscesso pericólico com mais de 6 cm, pneumoperitônio e sinais de peritonite.
Diante desse quadro clínico, o diagnóstico e o tratamento mais apropriados são, respectivamente:
Uma paciente de 72 anos apresenta dor abdominal localizada e uma massa palpável na região inguinal direita. Durante a exploração cirúrgica, observa-se uma hérnia de Richter.
Na descrição cirúrgica, a característica anatômica dessa hérnia e o tratamento realizado devem ser descritos do seguinte modo:
Um homem de 28 anos, admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico, apresenta ectoscopicamente sinais evidentes de trauma abdominal. Na avaliação neurológica inicial, está consciente, mas confuso. Seus sinais vitais são: pressão arterial de 85/60 mmHg, frequência cardíaca de 130 bpm, frequência respiratória de 28 ipm, saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Sua pele está fria e pegajosa, com enchimento capilar prolongado. Refere dor intensa no abdômen. O abdômen está tenso e distendido, com dor à palpação e sem peristaltismo audível.
Os exames complementares mostram hemoglobina 8 g/dL com hematócrito de 24%. Foi realizado um FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma), que mostrou líquido livre na cavidade peritoneal. Radiografia de tórax e pelve não mostrou fraturas.
Nesse momento, seu diagnóstico é de choque hipovolêmico grau III por hemorragia intra-abdominal.
A profilaxia e o controle da infecção em cirurgia são de fundamental importância para a prática cirúrgica. Por isso, o conhecimento dos métodos e substâncias usados para a esterilização de materiais, equipamentos e do ambiente cirúrgico é obrigatório.
Nesse contexto, os processos de assepsia e antissepsia são corretamente definidos, respectivamente, como:
Um paciente de 34 anos apresenta-se na consulta com histórico de obesidade grave há mais de 10 anos. Ele tem um índice de massa corporal (IMC) de 44 kg/m² e sofre de várias comorbidades relacionadas à obesidade, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão arterial e apneia do sono. Ele já tentou vários tratamentos, incluindo dietas supervisionadas, programas de exercícios e medicações para perda de peso, sem sucesso. Relata que essas condições estão afetando seriamente sua qualidade de vida e capacidade de trabalho. Após uma avaliação completa, ele é considerado um bom candidato para cirurgia bariátrica.
A técnica considerada o “padrão ouro” para esse paciente é:
Diante da principal hipótese diagnóstica, a melhor conduta imediata é:
Dessa forma, a melhor opção terapêutica para essa paciente é:
Dado esse quadro clínico, deve-se: